Featured
MT sedia encontro e reforça protagonismo no mercado global de alimentos

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) participou do Brazil Superfoods Summit 2026, evento voltado à promoção de superalimentos brasileiros, que ocorreu pela primeira vez em Mato Grosso na última quinta e sexta-feira (9 e 10), em Cuiabá. A iniciativa reuniu lideranças do agronegócio, especialistas, produtores, exportadores e 35 compradores internacionais interessados em ampliar parcerias comerciais com o Brasil.
Em sua quarta edição, após passar por Foz do Iguaçu e Brasília, o evento se consolidou como um dos principais encontros voltados à promoção de culturas como feijão, gergelim e outras pulses, reconhecidas pelo alto valor nutricional e crescente demanda no mercado global, e como um espaço estratégico para a geração de negócios, troca de conhecimento e fortalecimento de cadeias produtivas consideradas prioritárias.
O evento foi realizado no Cenarium Rural, com organização do Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE), em parceria com a ApexBrasil e apoio institucional da Sedec.
Ao reunir produtores, pesquisadores, empresas, exportadores e representantes do poder público, o Summit contribuiu para aproximar o setor produtivo nacional de compradores internacionais e ampliar a inserção do Brasil no mercado global de alimentos.
Durante o evento, a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou a atuação contínua da instituição na estruturação e no fortalecimento da cadeia de feijões, pulses e colheitas especiais em Mato Grosso, reconhecendo o potencial do segmento para diversificação produtiva, agregação de valor e expansão das exportações.
“Temos buscado contribuir de forma prática para o avanço dessa cadeia em Mato Grosso. A criação da Câmara Técnica de Feijões, Pulses e Colheitas Especiais é um exemplo disso, ao reunir governo, produtores e iniciativa privada para discutir desafios e oportunidades, promovendo soluções conjuntas e estruturantes para o setor”, afirmou.
A Agência Mato-grossense de Promoção Comercial e Atração de Investimentos (Invest MT) também esteve presente durante a programação, oferecendo apoio institucional ao evento e reforçando seu papel estratégico na articulação de iniciativas voltadas à inserção internacional de Mato Grosso.
Durante o evento, o presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, ministrou a palestra “Mato Grosso: Líder Brasileiro em Pulses e Gergelim”, na qual apresentou as ações desenvolvidas pela agência na área de promoção comercial e o potencial mato-grossense nesta cadeia produtiva.
A exposição destacou iniciativas voltadas à abertura de novos mercados, à atração de investimentos e ao apoio às empresas no processo de internacionalização, evidenciando o potencial competitivo do Estado e sua crescente relevância no cenário global de alimentos.
Agro Mato Grosso
Produtividade consolidada da safra de soja em MT é de 66 sacas; produção é 2ª maior

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem, que consolidou a área da oleaginosa no Estado, por meio de georreferenciamento, totalizando 13,01 milhões de hectares, alta de 1,71% ante a safra 24/25. O menor ritmo de expansão reflete a cautela dos produtores diante do cenário econômico, como margens mais estreitas e juros elevados, que restringiram crédito e investimentos.
Apesar das adversidades climáticas ao longo do ciclo, como estiagem no início da semeadura e excesso de chuvas na colheita, sobretudo no Nortão, a safra 25/26 apresentou bom desempenho. A colheita no Estado está sendo concluída (estava em 99% até a última sexta-feira). O clima favorável no enchimento de grãos sustentou os rendimentos na maior parte das regiões. A produtividade foi consolidada em 66,03 sacas/hectare, com aumento frente a última estimativa e leve recuo quando comparado à safra 24/25, configurando a segunda maior da série histórica do Estado, com destaque para as regiões Oeste e Norte.
Mesmo diante da queda no rendimento, a produção atingiu um novo recorde para a série histórica do instituto, totalizando 51,56 mi de toneladas, volume 1,30% superior ao do ciclo 24/25, impulsionado pela expansão da área cultivada.
Na semana passada, a saca de soja disponível no Estado teve alta de 0,28% e foi negociada aR$ 103,13.
Agro Mato Grosso
Exportações em Mato Grosso somam US$ 3,2 bi em 2026

As exportações de Mato Grosso somaram US$ 3,2 bilhões em março de 2026, registrando crescimento de 16,9% sobre igual intervalo do ano anterior. O desempenho é resultado, principalmente, das vendas externas de commodities agrícolas, colocando o estado na 4ª posição no ranking nacional, respondendo por 11% das exportações brasileiras.
A série histórica mostra que as exportações vêm mantendo trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, com picos recentes e superando o recorde anterior de US$ 2,5 bilhões em fevereiro de 2023, conforme dados estatísticos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Nas importações, o estado teve participação de 0,56%, ficando na 18ª colocação nacional com US$ 140,7 milhões negociados e que representam queda de 7% na comparação anual. As aquisições de produtos de outros países seguem em patamar significativamente inferior, o que contribui para sucessivos superávits comerciais.
Em março, a balança comercial estadual fechou o 3º mês do ano com superávit de US$ 3,1 bilhões, mantendo Mato Grosso como um dos principais geradores de saldo positivo no país. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, alcançou US$ 3,4 bilhões em março, evolução de 15,6% em relação a março de 2025, indicando maior dinamismo nas relações comerciais internacionais do estado.
A demanda asiática impulsionou os embarques de produtos matogrossenses em março, com a China liderando quase metade do mercado. As exportações destinadas ao gigante asiático atingiram a marca de US$ 1,5 bilhão, o que representa uma fatia de 47,6% de tudo o que o estado enviou ao exterior. O crescimento em relação ao período anterior foi de 13,10%, uma variação absoluta positiva de US$ 177,5 milhões.
Além da China, outros países do bloco asiático mostram relevância no portfólio mato-grossense, sendo Tailândia (4,6%), Indonésia (3,8%), Bangladesh (4,5%) e Vietnã (2,3%). Embora a Ásia concentre a maior parte do volume financeiro, Mato Grosso mantém relações comerciais ativas com diversos blocos como Europa, com destaque para a Turquia (4,2%), Espanha (3,8%) e Países Baixos (2,4%), além de África, liderada pela Argélia (2,6%) e Américas, com México (2,5%) e Estados Unidos (1,4%).
Após enfrentar oscilações, com fevereiro de 2023 registrando valor FOB (Free on Board) de US$ 2,5 bilhões e queda de 7,70%, a linha de exportações demonstra uma tendência de alta consistente ao longo de 2025, entrando em 2026 com viés de crescimento, aponta o Mdic.
Featured
USDA traz novos números da soja brasileira; saiba o que mudou e o que mantém o mercado travado

O mercado brasileiro de soja encerrou mais uma semana de pouca movimentação, refletindo um cenário de preços pressionados e negócios travados. A combinação de oscilações na Bolsa de Chicago, influenciadas por fatores externos como o conflito no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo, com a queda do dólar no Brasil, reduziu o apetite tanto de produtores quanto de compradores.
USDA
O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe um panorama de relativa estabilidade para a safra norte-americana 2025/26. A produção foi mantida em 4,262 bilhões de bushels (116 milhões de toneladas), com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo os números de março e indicando ausência de novos fatores altistas relevantes.
Os estoques finais dos Estados Unidos também vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado, estimados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas). Apesar de levemente acima do esperado, o número não trouxe impacto significativo nas cotações.
- Fique por dentro das notícias mais recentes sobe a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
No quadro de oferta e demanda, o USDA elevou o esmagamento para 2,610 bilhões de bushels, enquanto reduziu as exportações para 1,540 bilhão, sinalizando ajustes pontuais, mas sem alterar de forma expressiva o balanço global.
Em nível mundial, a safra de soja 2025/26 foi projetada em 427,41 milhões de toneladas, com leve aumento frente ao relatório anterior. Já os estoques finais globais foram reduzidos para 124,79 milhões de toneladas, ficando abaixo das expectativas do mercado, um dos poucos pontos com viés mais positivo.
Brasil
Para a América do Sul, o USDA manteve a projeção da safra brasileira em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto elevou a estimativa da safra 2024/25 para 172,5 milhões. A produção da Argentina permaneceu estável, reforçando a percepção de ampla oferta global.
A demanda chinesa, principal motor do mercado, também não trouxe novidades, com importações mantidas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, indicando um cenário de estabilidade no consumo.
No Brasil, o ritmo de comercialização da safra 2025/26 avançou para 48,1% da produção estimada, segundo a Safras & Mercado. Apesar da evolução frente ao mês anterior, o índice segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também da média histórica, reforçando a cautela dos produtores diante dos preços.
A comercialização antecipada também mostra avanço tímido, atingindo 3,9% da safra projetada, ainda distante da média de cinco anos, o que evidencia a postura defensiva do produtor em um ambiente de margens pressionadas e incertezas externas.
O post USDA traz novos números da soja brasileira; saiba o que mudou e o que mantém o mercado travado apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso11 horas agoExportações em Mato Grosso somam US$ 3,2 bi em 2026
Agro Mato Grosso11 horas agoClima ajuda no bom desempenho da produção de algodão em MT I agro.mt
Agro Mato Grosso11 horas agoProdutividade consolidada da safra de soja em MT é de 66 sacas; produção é 2ª maior
Business11 horas agoPrêmio Brasil Artesanal 2026: inscrições para categoria azeite vão até o fim do mês; saiba mais
Business5 horas agoExportações aceleradas para China e oferta restrita fazem preço do boi gordo disparar












