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Exportações aceleradas para China e oferta restrita fazem preço do boi gordo disparar

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Foto: Henrique Bighetti/Canal Rural

O mercado físico do boi gordo apresentou preços sustentados e em alta ao longo da semana em grande parte do Brasil, reflexo direto da restrição de oferta. De acordo com o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, as escalas de abate permanecem encurtadas na maioria das regiões, mantendo o ambiente favorável para a valorização da arroba.

Diante da menor disponibilidade de animais para abate, frigoríficos já avaliam estratégias para ajustar suas operações, incluindo o aumento da ociosidade ao longo de abril e a possibilidade de concessão de férias coletivas. O movimento reflete a dificuldade de originar boiadas em volume suficiente.

No mercado internacional, o ritmo das exportações segue acelerado, com a China absorvendo grandes volumes de carne bovina brasileira neste primeiro quadrimestre. Segundo estimativas, a cota de embarques pode se esgotar entre maio e meados de junho. Esse cenário traz incertezas para o terceiro trimestre, quando há maior oferta de animais confinados, podendo impactar o fluxo exportador. Algumas entidades, inclusive, apontam para um esgotamento ainda mais precoce, já no início de maio.

Os preços da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, registraram avanços consistentes nas principais praças pecuárias até 9 de abril.

  • São Paulo (Capital) – R$ 370,00 a arroba, aumento de 2,78% frente aos R$ 360,00 praticados no final da semana passada
  • Goiás (Goiânia) – R$ 355,00 a arroba, avanço de 4,41% frente aos R$ 340,00 registrados no final da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 350,00 a arroba, avanço de 1,45% ante os R$ 345,00 registrados no fechamento da última semana
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 360,00 a arroba, acréscimo de 2,86% ante os R$ 350,00 praticados no final da semana anterior
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 360,00 a arroba, aumento de 1,41% frente aos R$ 355,00 praticados no fechamento da semana passada
  • Rondônia (Vilhena) – R$ 330,00 a arroba, alta de 3,13% perante os R$ 320,00 registrados no encerramento da última semana

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes ao longo da semana, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. A entrada dos salários na economia tende a impulsionar a reposição entre atacado e varejo, favorecendo a sustentação dos preços.

Por outro lado, um fator limitante para altas mais expressivas segue sendo o comportamento das proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, que continua com preços mais baixos, aumentando a competitividade frente à carne bovina.

Entre os cortes, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 22,50 por quilo, representando alta de 2,27% em relação à semana anterior. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,50 por quilo, mantendo estabilidade no período.

Comércio exterior

No comércio exterior, o desempenho segue robusto. Em março, as exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada geraram receita de US$ 1,360 bilhão, considerando 22 dias úteis, com média diária de US$ 61,835 milhões. O volume total exportado atingiu 233,951 mil toneladas, com média diária de 10,634 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 5.814,80.

Na comparação com março de 2025, houve crescimento expressivo, com alta de 29% no valor médio diário exportado, avanço de 8,7% no volume médio diário e ganho de 18,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, reforçando o bom momento das exportações brasileiras de carne bovina.

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Prêmio Brasil Artesanal 2026: inscrições para categoria azeite vão até o fim do mês; saiba mais

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Foto: Pixabay,

As inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal (PBA) 2026, na categoria azeite de oliva, seguem abertas até 30 de abril. A iniciativa é promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O concurso é voltado a produtores que desejam inscrever azeites nas categorias blend e monovarietal. Cada participante pode cadastrar um produto por categoria.

Após a inscrição, os produtores devem enviar as amostras até 15 de maio. O processo inclui avaliação por júri técnico, análise da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.

Objetivo da premiação

Segundo a assessora técnica da CNA e organizadora do concurso, Fernanda Silva, a iniciativa visa ampliar o alcance dos produtos nacionais. “É um momento de reconhecer o trabalho desenvolvido no campo e ampliar as possibilidades de participação e venda em novos mercados”, afirmou.

O prêmio conta com a participação de instituições de pesquisa e apoio ao setor. Entre elas estão a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional).

As inscrições devem ser feitas pela internet, no site da CNA (clique aqui).

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Clima ajuda no bom desempenho da produção de algodão em MT I agro.mt

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) consolidou, há poucos duas, a produção de pluma da safra 24/25 em Mato Grosso, a partir do fechamento do rendimento. Assim, o indicador ficou em 40,98%, 0,28 ponto percentual acima do registrado na safra 23/24. O resultado está ligado às condições climáticas favoráveis observadas no ciclo, que permitiram o bom desempenho das lavouras e o recorde produtivo registrado.

A produção de pluma foi consolidada em 3 milhões de toneladas, redução de 0,54% em relação à estimativa, e incremento de 15,11% em comparação com o ciclo 23/24. Para a safra 25/26, a metodologia utiliza as médias históricas de rendimento, que foi ajustada para 41,05%, redução de 0,15 ponto percentual em relação ao relatório passado. Sendo assim, com a projeção de área mantida em 1,42 milhão de hectares, e a produtividade em 290,88 @/ha, a projeção de produção de pluma ficou em 2,55 mi toneladas, retração de 0,35% no comparativo com a estimativa passada.

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Agro Mato Grosso

Produtividade consolidada da safra de soja em MT é de 66 sacas; produção é 2ª maior

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem, que consolidou a área da oleaginosa no Estado, por meio de georreferenciamento, totalizando 13,01 milhões de hectares, alta de 1,71% ante a safra 24/25. O menor ritmo de expansão reflete a cautela dos produtores diante do cenário econômico, como margens mais estreitas e juros elevados, que restringiram crédito e investimentos.

Apesar das adversidades climáticas ao longo do ciclo, como estiagem no início da semeadura e excesso de chuvas na colheita, sobretudo no Nortão, a safra 25/26 apresentou bom desempenho. A colheita no Estado está sendo concluída (estava em 99% até a última sexta-feira). O clima favorável no enchimento de grãos sustentou os rendimentos na maior parte das regiões. A produtividade foi consolidada em 66,03 sacas/hectare, com aumento frente a última estimativa e leve recuo quando comparado à safra 24/25, configurando a segunda maior da série histórica do Estado, com destaque para as regiões Oeste e Norte.

Mesmo diante da queda no rendimento, a produção atingiu um novo recorde para a série histórica do instituto, totalizando 51,56 mi de toneladas, volume 1,30% superior ao do ciclo 24/25, impulsionado pela expansão da área cultivada.

Na semana passada, a saca de soja disponível no Estado teve alta de 0,28% e foi negociada aR$ 103,13.

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