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Sustentabilidade

Ciclone extratropical traz temporais e chuvas de mais de 100 mm em cinco dias; saiba quando e onde

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Foto: Motion Array

O início de abril escancara um cenário de forte contraste climático no Brasil, colocando o produtor de soja entre dois extremos. De um lado, o avanço de um ciclone extratropical que despeja volumes expressivos de chuva no Sul e, de outro, a persistência da restrição hídrica em importantes regiões agrícolas do interior do país.

A formação do fenômeno no Sul do Brasil deve impulsionar temporais e acumulados elevados, com chuvas que podem ultrapassar os 100 milímetros em apenas cinco dias. Esse corredor de umidade também alcança áreas do sul de Mato Grosso do Sul e avança até pontos do interior de São Paulo, elevando o risco de encharcamento do solo, atrasos operacionais e possíveis perdas localizadas.

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Enquanto isso, o alerta é ainda mais preocupante para produtores de Minas Gerais, Bahia e sul do Piauí. Nessas regiões, a ausência de chuvas nos próximos dias agrava o déficit hídrico no solo, pressionando lavouras em fases sensíveis. A recomendação é de aproveitar a janela entre os dias 7 e 11 de abril para manejar áreas e mitigar impactos, já que não há previsão de precipitações significativas nesse período.

A virada no padrão climático começa a ganhar força a partir do dia 12. Entre 12 e 16 de abril, a chuva retorna com intensidade sobre Goiás, Mato Grosso, Tocantins e centro-sul do Maranhão, com volumes entre 50 e 70 milímetros em cinco dias, trazendo alívio parcial para as áreas mais castigadas pela seca.

No Triângulo Mineiro, o cenário também tende a melhorar na segunda quinzena do mês. Cidades como Uberaba devem registrar chuvas entre os dias 14 e 19, com acumulados de até 80 milímetros, contribuindo para a recomposição da umidade do solo. Até o fim de abril, a expectativa é de cerca de 100 milímetros na região, um respiro importante, mas que ainda exige atenção diante das irregularidades ao longo do mês.

O retrato climático de abril impõe decisões rápidas e estratégicas no campo. Entre o excesso e a falta de chuva, o produtor brasileiro enfrenta mais um capítulo de instabilidade, onde o timing das operações pode definir o resultado da safra.

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Sustentabilidade

Soja/Ceema: repercutindo relatórios, cotações operaram com viés de baixa no encerramento do mês – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, estiveram com leve viés de baixa nesta virada de mês, repercutindo os relatórios de plantio e estoques nos EUA, os quais vieram baixistas. O bushel da oleaginosa, para o primeiro mês cotado, fechou a quinta-feira (02/04) em US$ 11,63, contra US$ 11,73 uma semana antes. A média de março ficou em US$ 11,70, ganhando 4,2% sobre a média de fevereiro. Em março do ano passado a média havia sido de US$ 10,05/bushel. Ou seja, atualmente o bushel de soja, em Chicago, está US$ 1,65 mais elevado do que há 12 meses atrás.

Quanto ao relatório de intenção de plantio nos EUA, divulgado no dia 31/03, o mesmo apontou um aumento de 4% na área a ser semeada com soja naquele país. Em condições normais de clima isso poderá gerar uma produção, no final do corrente ano, ao redor de 120 milhões de toneladas. A área a ser semeada seria, então, de 34,3 milhões de hectares em 2026. Já o relatório de estoques, na posição 1º de março nos EUA, indicou um aumento de 10% sobre igual período do ano anterior, com os mesmos ficando em 57,1 milhões de toneladas.

Mesmo assim, as cotações em Chicago se mantiveram elevadas. Pesou, para isso, as indefinições em relação à guerra no Oriente Médio, a qual mantém o petróleo com preços altos, fato que puxa o óleo de soja. Este subproduto da soja chegou a bater em 68,88 centavos de dólar por libra-peso no dia 31/03, a mais alta cotação desde o dia 13/07/2023. Apenas em março passado a cotação média do óleo de soja, em Chicago, subiu 14,4% sobre a média de fevereiro, após já ter subido 11,1% em fevereiro, na comparação com janeiro. Nos primeiros três meses de 2026 a cotação do óleo de soja, naquela Bolsa, subiu 32,5%, o farelo ganhou 4,9% e o grão 8,7%.

Entretanto, quando a guerra perder força (ou terminar) a tendência é Chicago recuar. A partir daí muita coisa irá depender dos acordos comerciais entre EUA e China (reuniões entre os dois países estão previstas para maio), lembrando que a pressão climática nos EUA começará a pesar, além do aumento da área semeada, assim como haverá pressão da excelente colheita brasileira (quase 85% da área já está colhida e ainda há metade da safra a ser negociada, ou seja, existe muita soja disponível), fato, por sua vez, baixista igualmente (cf. Brandalizze Consulting).

E no Brasil, apesar de um Real valorizado (R$ 5,17 por dólar na manhã do dia 02/04), os preços melhoraram um pouco, com as principais praças gaúchas praticando R$ 119,00 a R$ 120,00/saco, enquanto no restante do país o saco da oleaginosa girou entre R$ 102,50 e R$ 115,00.

Por outro lado, uma nova estimativa de safra nacional foi divulgada pela iniciativa privada. Agora, o volume esperado é de 179,7 milhões de toneladas, mesmo com as quebras no Rio Grande do Sul. Com tal volume, o consumo interno deve alcançar 65 milhões de toneladas e as exportações 112 milhões, o que leva os estoques finais brasileiros, para este ano comercial, a 6,44 milhões de toneladas (cf. StoneX).

Enfim, a exportação de soja pelo Brasil, em março, deve ter atingido a 15,9 milhões de toneladas, superando levemente o volume de março do ano passado. Já em farelo de soja as vendas externas teriam somado 2,24 milhões de toneladas em março.

 Fonte: Ceema

Autor: Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Professor Titular do PPGDR da UNIJUI, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (PPGDR/FIDENE/UNIJUI)

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA UNIJUÍ

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Sustentabilidade

Aprosoja MT alerta FPA para restrição indevida do CMN ao Crédito Rural – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um ofício acompanhado de Nota Técnica alertando para os riscos jurídicos, institucionais e econômicos decorrentes da utilização automática de dados do PRODES/INPE como critério impeditivo para concessão de crédito rural.

O documento, encaminhado ao presidente da FPA, Pedro Lupion, demonstra que recente alteração promovida no Manual de Crédito Rural, especialmente após a Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional, introduz uma lógica que extrapola os limites legais e compromete a segurança jurídica no campo, com impacto estimado sobre mais de 18 milhões de hectares, sem observar garantias constitucionais dos produtores rurais.

A entidade destaca que o PRODES é uma ferramenta de monitoramento ambiental, com reconhecida relevância técnica, mas que não possui natureza sancionatória, tampouco estrutura de processo administrativo que garanta contraditório, ampla defesa e instâncias recursais. Ainda assim, seus dados passam a ser utilizados como gatilho automático para restrição de crédito, o que, na prática, equivale à aplicação de sanção sem o devido processo legal.

Outro ponto crítico apontado pela Aprosoja MT é a forma como a norma trata o desmatamento identificado. Ao não restringir os efeitos à área específica onde eventualmente houve o dano, a regra permite a desclassificação de toda a operação de crédito rural, gerando impactos financeiros severos ao produtor, como perda de subvenções, aumento abrupto de juros e vencimento antecipado de contratos.

“Estamos diante de uma inversão perigosa. Um instrumento técnico, que foi criado para leitura macroterritorial, passa a produzir efeitos diretos sobre a vida do produtor, sem qualquer garantia de defesa. Isso não é política ambiental, isso é insegurança jurídica travestida de regulação”, disse vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier.

Além disso, a Aprosoja MT sustenta que a medida representa extrapolação do poder regulamentar do Conselho Monetário Nacional, ao interferir diretamente na política agrícola brasileira, tema que, por determinação constitucional, deve ser construído com participação efetiva do setor produtivo.

“A política agrícola não pode ser redesenhada por resolução. O crédito rural é instrumento constitucional de produção de alimentos e desenvolvimento regional. Qualquer alteração estrutural nesse sistema exige debate institucional sério, dentro dos fóruns corretos”, reforça o diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol.

Diante desse cenário, a entidade solicitou atuação firme da FPA junto ao CMN e para que a frente avalie medidas legislativas cabíveis para corrigir as distorções identificadas.

A Aprosoja MT também informou que mantém um canal de suporte técnico especializado para assessorar os produtores rurais que eventualmente enfrentem restrições indevidas ao crédito em razão de apontamentos do PRODES.

“Proteger o meio ambiente é um dever de todos, mas de forma ecologicamente equilibrada, como determina a Constituição. Isso não autoriza que garantias constitucionais dos produtores sejam ignoradas por viés ideológico ou por expedientes infralegais que, na prática, buscam reduzir a demanda por crédito para mascarar o cenário fiscal caótico que o país enfrenta”, finaliza Luiz Pedro Bier.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Saiba como ficaram os preços da soja às vésperas do feriado

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo moderado de negócios, poucas ofertas e cotações mistas ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve momentos de maior atratividade, impulsionados pela volatilidade, mas sem volumes relevantes negociados.

De acordo com ele, os prêmios de exportação seguem mais favoráveis para embarques a partir de maio, enquanto abril ainda apresenta baixa liquidez nos portos. Nesse cenário, negociações com prazos de pagamento mais longos têm oferecido melhores condições, enquanto a indústria atua de forma mais cautelosa, já relativamente abastecida.

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No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações pontuais entre as praças, refletindo a dinâmica regional de oferta e demanda.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em dia de muita volatilidade, os participantes optaram por posicionar suas carteiras tendo em vista o final de semana prolongado.
A tensão no Oriente Médio seguiu no radar. Após o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, ter dito que vai continuar atacando o Irã, o clima de aversão ao risco voltou ao mercado financeiro internacional. Se, por um lado, o petróleo disparou, em contrapartida o dólar subiu, tirando competitividade dos produtos de exportação dos Estados Unidos. Na semana, a posição maio teve alta de 0,37%.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com
início em 1º de setembro, ficaram em 353.300 toneladas na semana encerrada em 26 de março. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 700 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 0,42%, a US$ 11,63 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,80 por bushel, com retração de 4,50 centavos de dólar ou 0,37%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 3,00 ou 0,94% a US$ 315,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 68,94 centavos de dólar, com ganho de 1,83 centavo ou 2,72%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,1584 para venda e a R$ 5,1564 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1398 e a máxima de R$ 5,1943. Na semana, a moeda recuou 1,52%.

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