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Plantio de soja atinge 99,1% no Brasil, diz Conab

O plantio de soja chegou a 99,1% da área no Brasil, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura atingia 98,6%, o que representa um avanço de 0,5 ponto percentual.
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Em 2025, no mesmo período, os trabalhos de plantio representavam 99,2% da área, indicando queda de 0,1 ponto percentual na comparação anual. Já a média dos últimos cinco anos é de 99%, o que mostra alta de 0,1 ponto percentual em relação ao índice atual.
Plantio de soja por região
Na análise regional, Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já concluíram o plantio da soja. O Piauí e Santa Catarina atingiram 99% da área semeada, enquanto o Rio Grande do Sul chegou a 98%. O Maranhão segue com o menor avanço entre os estados acompanhados, com 83% da área plantada.
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Faesp cobra ajuste fiscal e juros menores

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defendeu o respeito ao resultado das eleições presidenciais de 2026, que garantiram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas cobrou do governo medidas para controlar os gastos públicos, reduzir os juros, simplificar a tributação e ampliar a segurança jurídica no campo.
Em manifestação sobre o resultado do segundo turno, realizado neste domingo (25), a entidade presidida por Tirso Meirelles reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento econômico, a produção sustentável e o fortalecimento das instituições democráticas.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para a Faesp, o resultado das urnas demonstra a necessidade de o próximo governo ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade, considerando também as demandas dos eleitores que não apoiaram a candidatura vencedora.
A federação também destacou o número de abstenções, votos brancos e nulos, interpretando esses indicadores como sinais de insatisfação de parte do eleitorado com as propostas apresentadas durante a campanha.
“A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário. Ela se consolida quando há compromisso genuíno com a totalidade da sociedade, e não apenas com uma parcela dela”, afirmou Meirelles.
Faesp apresenta prioridades para o novo mandato
Entre as principais reivindicações da entidade estão a redução da carga tributária, a diminuição dos custos financeiros e a adoção de medidas para assegurar maior previsibilidade aos investimentos no agronegócio.
Na área tributária, a Faesp defende a simplificação dos impostos e a adoção de regras que não aumentem os custos para o setor produtivo.
Outra prioridade é a criação de condições macroeconômicas que permitam a redução sustentável das taxas de juros, facilitando o acesso ao crédito e os investimentos na atividade agropecuária.
A federação também cobra maior controle dos gastos públicos e medidas para combater a ineficiência administrativa do Estado.
No campo, a entidade considera fundamentais a garantia do direito de propriedade, a estabilidade das regras e a segurança jurídica para produtores rurais e investidores.
Entidade defende plano nacional de desenvolvimento
A Faesp afirmou que continuará atuando na interlocução com o governo federal e outras instituições para defender as demandas dos produtores rurais paulistas.
Segundo a federação, o agronegócio desempenha papel importante na geração de empregos, na movimentação da economia e no abastecimento alimentar do Brasil e de outros países.
A entidade também defende a elaboração de um “Plano Brasil”, voltado à melhoria do ambiente de negócios, ao fortalecimento da iniciativa privada e à criação de condições para o crescimento econômico.
Para a Faesp, o próximo mandato presidencial deverá conciliar o respeito às instituições democráticas com políticas que garantam estabilidade econômica e competitividade ao setor produtivo.
Observação editorial: no material original, a Faesp menciona que cerca de 49% da população manifestou desejo de mudança. Adaptei a informação para evitar confundir percentual de votos válidos com percentual da população. De acordo com o TSE, Flávio Bolsonaro recebeu 48,21% dos votos válidos, enquanto a abstenção foi de aproximadamente 19,2% do eleitorado apto.
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USDA em Brasília mantém safra de soja do Brasil em 184 milhões de toneladas

A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília manteve em 184 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de soja do Brasil na safra 2025/26. Se confirmada, a marca representará o terceiro recorde consecutivo de produção no País. Na comparação com a temporada 2025/26, o aumento projetado é de 1,94%. A estimativa oficial do USDA, divulgada no início do mês no relatório de oferta e demanda, é de 186 milhões de toneladas.
O escritório em Brasília reduziu a estimativa de área plantada de 50,5 milhões para 49,7 milhões de hectares. Ainda assim, o número representa avanço de 1,43% em relação à temporada anterior.
Segundo o USDA em Brasília, a revisão reflete uma postura mais cautelosa dos produtores diante da volatilidade climática, que pode comprometer o calendário de colheita e limitar a abertura de novas áreas. O órgão também destacou a incerteza econômica, em um ambiente de juros elevados e de aumento dos custos de produção.
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As condições climáticas recentes, embora atípicas, contribuíram para melhorar a umidade do solo nas fases iniciais do plantio em regiões importantes, com potencial para elevar a produtividade. O relatório acrescenta que melhores condições hídricas no Rio Grande do Sul podem compensar possíveis quedas de produtividade em outros Estados, como Mato Grosso. Para o escritório, a irregularidade das chuvas pode afetar mais a colheita do que o plantio.
Na frente externa, as exportações foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, acima da estimativa de 115 milhões de toneladas para 2025/26. De acordo com o USDA em Brasília, o crescimento esperado é sustentado pela maior oferta e pela demanda contínua da China, embora em ritmo mais moderado do que em temporadas anteriores.
O escritório também elevou a estimativa de esmagamento em 2026/27 de 62,5 milhões para 65 milhões de toneladas. A produção de farelo subiu de 47,4 milhões para 50 milhões de toneladas, e a de óleo de soja passou de 12,8 milhões para 13,5 milhões de toneladas.
Segundo o USDA em Brasília, a projeção para o óleo de soja considera aumento superior a 50% da demanda externa em 2026 e os efeitos esperados da adoção da mistura de 16% de biodiesel ao diesel, conhecida como B16.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Preços do feijão avançam, com oferta restrita dos melhores grãos

Os preços dos feijões carioca e preto registraram alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas em Economia Aplicada (Cepea), de acordo com o levantamento divulgado na segunda-feira (26). Segundo o Centro de Pesquisas, o feijão-preto se valorizou em todas as praças monitoradas.
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Para o feijão carioca de qualidade superior, Barreiras-BA foi a região que apresentou maior valorização, crescendo 1,29% em relação ao dia anterior (vendido a R$ 314 por saca de 60kg). Entretanto, o maior preço ficou por conta de São Paulo-SP, que se mantém a R$ 353,48 (não aumentou e nem diminuiu).
Já o carioca de menor qualidade chegou a crescer 2,03% no leste goiano (média de R$ 294,02 por saca), mas os maiores preços seguem sendo os de São Paulo (R$ 338,88, também sem alteração).
O feijão preto, campeão de crescimento neste levantamento semanal, aumentou 2,43% em Itapeva-SP, que também foi onde o produto alcançou o maior valor – R$ 298,75 por saca.
Para mais detalhes sobre a cotação em diferentes polos, acesse a página do Cepea.
Segundo os pesquisadores, isso ocorre diante da demanda de reposição do varejo e da oferta restrita de lotes de melhor qualidade. No campo, as condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos agentes, por influenciarem o plantio da primeira safra de 2026/27 e no início da colheita em São Paulo.
O monitoramento de preços das três safras de feijão pelo Cepea, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), já completa 2 anos. Ao longo desse tempo, a pesquisa passou a abranger 51 praças de comercialização, distribuídas por 15 estados e pelo Distrito Federal, nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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