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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT aponta falhas no piso mínimo do frete e alerta para impactos no agro brasileiro – MAIS SOJA

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A política de piso mínimo do frete rodoviário voltou ao centro do debate no setor produtivo após críticas da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que apontou impactos negativos sobre a competitividade do agronegócio brasileiro. A manifestação da entidade ocorreu na última quinta-feira (22) e destaca que a metodologia atualmente adotada apresenta inconsistências estruturais, além de não refletir a dinâmica real do mercado e ampliar os custos logísticos, com destaque para estados produtores, a exemplo do Mato Grosso.

Política inalterada

Instituída em 2018, como resposta emergencial à paralisação dos caminhoneiros que afetou o país, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas permanece, praticamente, inalterada mais de seis anos depois. Para o setor produtivo, a ausência de atualização transformou uma medida temporária em um mecanismo permanente de distorções. Na avaliação da Aprosoja-MT, o tabelamento impõe um valor mínimo que desconsidera princípios constitucionais como a livre iniciativa, a livre concorrência e a liberdade de preços.

Déficit de armazenagem

De acordo com o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, os efeitos do piso mínimo do frete se intensificam em um ambiente já marcado por entraves estruturais históricos da logística agrícola, especialmente a insuficiência de armazenagem. “A armazenagem, sem dúvida nenhuma, é o grande gargalo que temos da agricultura brasileira. Hoje, no estado do Mato Grosso, o maior estado produtor, nós conseguimos armazenar menos da metade da nossa produção e menos da metade desse armazenamento está na mão dos produtores”, afirmou. Conforme o dirigente, a falta de capacidade de estocagem obriga os produtores a escoarem a safra concentradamente, no período de pico, o que pressiona a demanda por transporte e encarece o frete.

Piso mínimo sobre o frete de retorno

Outro aspecto destacado pela entidade é o impacto do piso mínimo sobre o frete de retorno, prática tradicionalmente utilizada para reduzir custos no transporte de fertilizantes e outros insumos. Com o tabelamento, essa alternativa deixa de ser viável, elevando o custo de produção no campo e ignorando a sazonalidade característica do agronegócio.

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“O próprio CADE já reconheceu que o frete mínimo gera efeitos semelhantes aos de formação de cartel, ou seja, impacta todo o mercado. O frete mínimo desconsidera vários aspectos da realidade do nosso país, e esse aumento de custo não é absorvido pelo governo, mas pelo produtor, que não consegue repassá-lo no preço do seu produto”, disse Lucas Costa Beber, acrescentando que “esse frete acaba encarecendo e a sazonalidade é desconsiderada”.

Metodologia

A Aprosoja-MT também aponta falhas técnicas na metodologia adotada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Entre elas, está o cálculo da depreciação baseado em caminhões novos, apesar de a idade média da frota brasileira ultrapassar 15 anos.

Além disso, a entidade critica a priorização de critérios como número de eixos e distância percorrida, em detrimento da tonelagem efetivamente transportada. Na prática, esse modelo favorece veículos de maior porte e reduz a competitividade de caminhoneiros autônomos que operam caminhões menores. “Esses caminhoneiros, com caminhões de sete ou quatro eixos, ou LS acabam perdendo a competitividade”, explica.

Atualmente, a ANTT conduz um processo de revisão da metodologia do piso mínimo do frete, que incluiu audiência pública e a apresentação de estudos técnicos, entre eles o desenvolvido pela Esalq-Log, com apoio da Aprosoja MT e de outras entidades representativas do setor. No entanto, a própria agência informou que a atualização prevista para ser publicada até 20 de janeiro não conseguirá incorporar essas contribuições, justamente em meio ao pico da safra. Para a Aprosoja MT, a situação representa mais um fator de perda de competitividade para a produção nacional. “A produção brasileira mais uma vez vai ser lesada pela ineficiência e pela morosidade do Estado”, afirmou.

STF

A discussão também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a constitucionalidade da política de pisos mínimos do frete. O setor produtivo espera que a Corte leve em consideração os efeitos econômicos e concorrenciais do tabelamento. “Porque senão o Brasil cada vez vai perder mais competitividade no mercado internacional e os nossos concorrentes vão abocanhar o mercado, exportar mais e gerar mais divisas para os seus países, algo que o Brasil poderia estar usufruindo”, concluiu o presidente da Aprosoja MT.

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A entidade reforça que não se posiciona contra a remuneração justa do transporte rodoviário, mas defende a construção de um modelo que reflita a realidade operacional do país, respeite a livre concorrência e promova equilíbrio entre produtores, caminhoneiros e consumidores, sem comprometer a eficiência logística e a segurança alimentar nacional.

Fonte: Por Larissa Machado – Com informções da Aprosoja-MT
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Ceema/Unijuí: Petróleo em alta e tensões no Oriente Médio impulsionam soja e farelo a níveis elevados – MAIS SOJA

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A falta de consenso, para se chegar ao final da guerra no Oriente Médio, levou o petróleo a atingir os US$ 120,00/barril, uma das mais altas cotações dos últimos anos. Com isso, o preço do óleo de soja subiu mais um pouco em Chicago, batendo recorde recente, ao fechar o dia 30/04 em 76,36 centavos de dólar por libra-peso.

Este movimento, associado a um farelo também mais firme diante de problemas na Argentina, maior exportador mundial do subproduto, elevou o preço da soja naquela Bolsa. Assim, o bushel fechou em US$ 11,82 no dia 30/04, contra US$ 11,59 uma semana antes.

Vale destacar que os demais fundamentos do mercado continuam com viés baixista, salvo o reposicionamento dos Fundos, os quais voltaram à ponta compradora após ajustes em suas carteiras e diante das indefinições no Oriente Médio. Neste sentido, o plantio nos EUA avança muito bem, tendo atingido a 23% da área até o dia 26/04, ou seja, quase dobrando em uma semana e superando largamente a média histórica que é de 12%. Naquela data, 8% das lavouras da oleaginosa já haviam germinado, contra 1% na média histórica.

Por outro lado, na semana encerrada em 23/04 os EUA embarcaram 628.826 toneladas de soja, volume que leva o total exportado, no atual ano comercial, a 32,8 milhões de toneladas, contra mais de 43 milhões em igual período do ano anterior.

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De forma geral, além da natural pressão sobre o óleo de soja, em tempos de petróleo elevado, existe, atualmente, forte demanda pelo farelo de soja, especialmente por parte de compradores europeus. Soma-se a isso uma oferta menor da Argentina. No caso do vizinho país, durante a semana a Holanda teria rejeitado dois navios de farelo de soja argentino (cf. Bloomberg) por ter “identificado material genético não aprovado no país europeu”. Aliás, isso também estaria sendo registrado em navios brasileiros de farelo de soja.

Como a Holanda é um dos maiores importadores de farelo da União Europeia, pois ela redistribui o produto para o restante da Europa, especula-se a possibilidade de aumentarem as compras do farelo estadunidense, o que fez a cotação do subproduto se elevar em Chicago. Há um receio de que esta situação se espalhe para os demais países da União Europeia. Além disso, existe demanda forte pelo farelo nos EUA, com o país também enfrentando alguns problemas logísticos.

Com isso, entre os dias 17/03 e 15/04 o farelo se valorizou 7,2% em Chicago, se mantendo, posteriormente, em níveis elevados. No Brasil, segundo a Abiove, o momento também é favorável ao farelo, pois a indústria moageira atinge boas margens no esmagamento, já que os preços internos da soja não acompanham a elevação internacional.

Estima-se que a produção total de farelo no Brasil, em 2026, atinja a 47,9 milhões de toneladas, superando em três milhões o volume do ano anterior. As exportações do subproduto deverão atingir a 24,6 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno deverá alcançar 20,6 milhões (cf. Agrinvest Commodities).

E no Brasil, com um câmbio que se manteve entre R$ 4,95 e R$ 5,00 por dólar, os preços da soja continuaram baixos. No Rio Grande do Sul as principais praças registraram R$ 114,00/saco e no restante do país as principais regiões ficaram entre R$ 107,00 e R$ 113,00/saco, enquanto muitos locais estiveram sem cotação Por sua vez, a exportação de soja, pelo Brasil, até a quarta semana de abril, havia registrado alta de 12,5% na média diária de embarques, na comparação com abril do ano anterior.

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Até aquele momento o país havia exportado, em abril/26, um total de 13,7 milhões de toneladas. Espera-se que no total do mesmo o volume tenha alcançado 16 milhões de toneladas. Se isso vier a acontecer, será um recorde mensal, superando a marca de abril de 2021.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Ceema/Unijuí: Milho sobe em Chicago com apoio externo, apesar de fundamentos de oferta ainda pressionados – MAIS SOJA

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A cotação do milho, para o primeiro mês em Chicago, igualmente subiu nesta última semana de abril. O bushel do cereal fechou o dia 30/04 em US$ 4,64, contra US$ 4,55 uma semana antes.

Tal comportamento se deve aos fatores externos ligados à guerra no Oriente Médio e ao reposicionamento, na ponta compradora, dos Fundos. Mesmo porque, pelo lado da oferta, o plantio da nova safra do cereal, nos EUA, avança muito bem, tendo chegado a 25% da área esperada até o dia 26/04, contra 19% na média. Ao mesmo tempo, 7% das lavouras semeadas já estavam germinadas, contra 4% na média.

Quanto às exportações estadunidenses de milho, na semana encerrada em 23/04 as mesmas atingiram a 1,6 milhão de toneladas, chegando a um volume total já embarcado, no atual ano comercial, de 53,4 milhões de toneladas, o qual supera largamente os pouco mais de 40 milhões de toneladas embarcados no mesmo período do ano anterior.

Outro elemento que ajuda os preços do milho no mercado internacional vem da Europa. Informações dão conta de que o cereal deverá perder área semeada neste ano, diante dos altos custos de fertilizantes e energia. Na União Europeia a área poderá ser inferior a 8 milhões de hectares em 2026, pela primeira vez no século XXI. O contexto atual deixa as margens, aos produtores, muito reduzidas, além dos riscos elevados devido às constantes mudanças climáticas que também lá ocorrem.

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Especificamente na França, a área de milho em grão pode diminuir de 10% a 15% este ano. Na Polônia, a área deve diminuir ligeiramente, ficando em 1,25 milhão de hectares. Na Alemanha, ao contrário, espera-se um aumento de 3,5% na área semeada com o cereal, porém, a mesma é pequena, devendo atingir a um total de 507.000 hectares (cf. Reuters).

E no Brasil, os preços se mantiveram estáveis. No Rio Grande do Sul as principais praças continuaram praticando R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 63,00/saco. Com a colheita de verão atingindo a 62% no país (cf. Conab), o mercado volta suas atenções ao desenvolvimento da safrinha, cujo plantio está encerrado.

Nesse caso, existem preocupações quanto ao clima quente e seco em muitas regiões do país. Espera-se uma colheita menor do que a registrada no ano anterior. E pelo lado da comercialização, a demanda continua relativamente fraca, com a maioria dos consumidores usando seus estoques. Como existe a forte possibilidade de os estoques de passagem, para o próximo ano, serem elevados, os consumidores aguardam para comprar na expectativa de preços menores nas próximas semanas Em relação à safrinha, segundo a Conab, a situação das lavouras nacionais, neste final de abril, estava com 26,1% em desenvolvimento vegetativo, 44,4% em floração, 29,2% em enchimento de grãos e 0,3% em maturação.

Enfim, segundo a Secex, nos primeiros 16 dias úteis de abril, o Brasil exportou 443.081 toneladas de milho, aumentando a média diária em 210,5% sobre a média de todo o mês de abril do ano passado. O preço recebido pela tonelada exportada recuou 6,5%, ficando em US$ 254,30 em abril de 2026 contra US$ 272,00 de abril de 2025.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Ceema/Unijuí: Trigo dispara em Chicago com tensão global e preocupa mercado brasileiro – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, em Chicago, disparou novamente nesta semana. O bushel do cereal chegou a bater em US$ 6,49 no dia 28/04, a mais alta desde 04/06/2024, contra US$ 6,10 uma semana antes. O fechamento do dia 30/04 (quinta-feira) ficou em US$ 6,23/bushel.

Este movimento igualmente se deve, em muito, à continuidade da crise no Oriente Médio e dos impasses constantes na tentativa de encerrar o conflito. Também há preocupações com o clima nas regiões produtoras dos países do Hemisfério Norte.

Aqui também os Fundos atuaram, voltando a reforçar suas posições compradas, fato que ajuda a elevar as cotações. Dito isso, as condições do trigo de inverno, nos EUA, no dia 26/04, se apresentavam com 35% das lavouras entre ruins a muito ruins, 35% regulares e 30% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera atingia um plantio de 19% da área esperada, contra 22% na média histórica para aquela data. Do total semeado deste trigo, 5% das lavouras haviam germinado.

Quanto as exportações do cereal, na semana encerrada em 23/04 os EUA embarcaram 365.156 toneladas, atingindo um total de 21,8 milhões, até o momento, no atual ano comercial. Este volume é superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

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Esta alta ajuda a melhorar os preços brasileiros do trigo, em momento de entressafra e redução da futura área a ser semeada. Ao mesmo tempo, os moinhos nacionais precisam recompor seus estoques, partindo para novas compras.

No entanto, o mercado continua muito volátil e exigindo cautela, particularmente diante do forte aumento dos custos de produção, onde os fertilizantes já tiveram um aumento médio superior a 60% desde que a guerra no Oriente Médio começou. Efetivamente, o mercado mundial em geral e o nacional em particular está sendo muito impactado negativamente pela forte alta no custo de produção.

Isso, e mais as incertezas climáticas e os baixos preços, estão levando os produtores a reduzirem suas expectativas de área semeada. Segundo analista da StoneX, “o aumento dos custos com fertilizantes nitrogenados reduz de forma direta a margem de lucro da produção de trigo.

Com isso, muitos agricultores começam a reavaliar suas estratégias e, em alguns casos, optam por migrar parte da área para culturas que exigem menos insumos ou oferecem melhor retorno financeiro” Soma-se a isso as possíveis dificuldades ligadas a disponibilidade dos fertilizantes diante dos problemas logísticos causados pela guerra no Oriente Médio.

Afinal, o conflito provoca constantes interrupções nas cadeias mundiais de fornecimento. Sem falar no fato de alguns países produtores do insumo estarem restringindo suas exportações.

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Nesse momento, em que o plantio nacional se desenvolve para a nova safra, calculase uma redução de 16% na produção total de trigo, com a mesma podendo cair para 6,6 milhões de toneladas. Isso se o clima ajudar! Caso esse volume venha a se confirmar, as importações deverão ser recordes, podendo atingir a 8,2 milhões de toneladas em 2026/27, o que superará o recorde anterior de 7,1 milhões de toneladas alcançado no distante ano de 2006/07. A demanda nacional de trigo, para este ano, está estimada em 13,3 milhões de toneladas (cf. Safras & Mercado; TF Agronômica; Conab).

Enfim, ainda há o forte endividamento (em muitos casos inadimplência) dos produtores rurais do país, situação que complica ainda mais o quadro. Segundo analistas da Bunge e da Abitrigo, “o aumento dos custos, especialmente de fertilizantes, tende a pressionar as margens do produtor, o que pode levar à redução de área plantada e menor investimento em tecnologia.

Isso pode impactar tanto o volume quanto a qualidade do trigo produzido no Brasil, reforçando a dependência estrutural de importações. Soma-se a isso o fato de que a capacidade das empresas moageiras de estocar trigo também é historicamente limitada, fato que as obriga a importar continuamente”.

Por sua vez, o trigo argentino, neste ano, apresentou uma qualidade menor, o que preocupa o mercado, pois este produto é o mais barato na importação, já que o trigo de outras origens tem 10% de imposto de importação. Lembrando que o Brasil precisa de um trigo com 11,5% de proteína enquanto o produto do vizinho país tem vindo com 10,5%, ou seja, tipo ração animal.

Pelo sim ou pelo não, o fato é que nestes próximos meses o mercado nacional do trigo continuará enfrentando grandes desafios, ligados à qualidade do produto, custos, regularidade de entrega do produto e cuidado quanto a origem do trigo (cf. Globo Rural)

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

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