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21 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Irrigação na soja – MAIS SOJA

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Todas as regiões produtoras de soja do mundo apresentam lacuna de produtividade por déficit hídrico, destacando-se o Sul do Brasil, a Argentina, Paraguai e o centro dos Estados Unidos que apresentam as maiores perdas por deficiência hídrica nas lavouras de sequeiro (Figura 1).

Figura 1. Lacuna de produtividade por água nas regiões produtoras de soja do mundo.
Adaptado de: Global Yield Gap Atlas (2025)

As lavouras de soja são geralmente irrigadas por pivôs centrais, aspersores ou sulcos. Os grandes polos irrigantes de soja no mundo estão em Nebraska (Estados Unidos), Oeste da Bahia e Noroeste do Rio grande do Sul (Brasil) e Sul da África. A irrigação de uma lavoura visa disponibilizar às plantas a quantidade de água requerida, no momento certo, visando manter a máxima taxa de crescimento nos momentos adequados e, consequentemente, a máxima produtividade atingível.

A maneira mais assertiva e cientificamente validada para saber o volume e o momento de cada irrigação é através do monitoramento do balanço hídrico do solo, em outras palavras é o entra de água (por chuva ou irrigação) e o que sai de água (por evaporação e transpiração). Nesse caso, o solo atua como reservatório de água onde a textura do solo (teores de areia, argila, silte e matéria orgânica) determina a capacidade de retenção de água no solo ou o tamanho do “reservatório”.

Como os solos diferem nos teores de areia, argila, silte e matéria orgânica, o limite crítico de água no solo também é variável o que influencia o percentual de água no solo que deve ser mantido para a cultura permanecer no conforto hídrico, deve-se ter cautela na utilização de tensiômetros para determinar o manejo de irrigação pois os valores de referência adequados para um tipo de solo podem não ser validos para outro (Figura 2).

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Figura 2. Relação entre a tensão da água no solo e o percentual água no solo e os diferentes níveis de água em solos argilosos (esquerda) e solos arenosos (direita).
Adaptado de: Lena et al., (2021).

As irrigações nos estágios reprodutivos são as que apresentam maior eficiência no uso da água, essa é a fase mais importante para definição da produtividade e ocorre concomitantemente ao período de maior demanda de água, porém, irrigações insuficientes repercutem de grande forma na produtividade, como se observa na figura 3, onde uma falha na irrigação durante o período crítico, gerou uma perda de produtividade de 22 sc ha-1.

Figura 3. Balanço hídrico do solo de dois pivôs de soja com mesmo manejo e época de semeadura, porém com irrigação deficitária no pivô B durante o período crítico da cultura.
Cortesia de: Water Crop – O potencial da sua irrigação.
Referências:

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

GLOBAL YIELD GAP ATLAS (GYGA). www.yieldgap.org

LENA, B.; BONDERSAN, L.; ORTIZ, B.; MORATA, G.; KUMAR, H. Irrigation scheduling using soil water tension sensors. Alabama Cooperative Extension System, 2021. Disponível em: < https://www.aces.edu/blog/topics/crop-production/irrigation-scheduling-using-soil-water-tension-sensors/ >, acesso: 10/12/2025

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Sustentabilidade

Plantio de soja terá menor avanço de área em 20 anos, aponta Pátria Agronegócios

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Imagem gerada por IA

O plantio de soja da safra 2026/27 começou no Brasil e já alcança 0,73% da área total, segundo levantamento da Pátria Agronegócios divulgado em 18 de setembro. O ritmo está acima do registrado no mesmo período de 2025, quando 0,64% da área havia sido semeada, e também supera os 0,70% observados em 2024.

Apesar do avanço, o plantio ainda está em estágio inicial. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 0,36% para este mesmo período, o percentual atual representa um ritmo mais acelerado.

Segundo a Pátria, os trabalhos de campo começaram principalmente no Paraná e em Mato Grosso, dois dos principais estados produtores de soja do país.

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Crescimento de área

A Pátria Agronegócios destaca que a nova safra começa com a expectativa de um dos menores crescimentos de área dos últimos 20 anos.

O levantamento inicial da consultoria aponta incremento de apenas 370 mil hectares na área cultivada com soja nesta temporada. A estimativa reforça a perspectiva de uma expansão mais limitada da área plantada no ciclo 2026/27.

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Sustentabilidade

Alta de até 30% no frete e falta de espaço na colheita do milho aceleram a busca por armazenagem – MAIS SOJA

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O avanço da colheita da segunda safra de milho no Brasil segue expondo um gargalo recorrente para o agronegócio nacional: o descompasso entre a capacidade produtiva das lavouras e a infraestrutura de pós-colheita. Com a produção total de milho estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 141,8 milhões de toneladas para esta temporada, a concentração da colheita em poucas semanas pressiona os canais de escoamento e reduz drasticamente a margem de manobra do agricultor.

O mercado, em resposta aos desafios do setor, vem moldando projetos de engenharia para silos metálicos e unidades armazenadoras, dimensionando-os considerando as particularidades climáticas de cada região, o volume colhido e a velocidade de recepção da propriedade. Sem espaço de retenção na origem, o produtor é forçado a escoar o grão imediatamente, enfrentando uma elevação no custo do frete rodoviário que ultrapassa 20% a 30% no pico de demanda em polos como o Centro-Oeste e o MATOPIBA, conforme apontam dados da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira.

Para Mathias Abreu, Gerente Geral de Engenharia da AGI Brasil, uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país, o investimento em estruturas próprias passou a ser uma corrida contra o tempo.

“Quando o produtor não tem capacidade de guardar o milho dentro da propriedade, fica refém da volatilidade do mercado no momento em que a oferta está no ponto máximo. Recorde após recorde, o país mostra que pode mais, porém, para isso, precisamos que esse movimento deixe de ser uma corrida para se tornar um planejamento de longo prazo’’, afirma Abreu. Conforme apresentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Fórum Mais Milho, 25% dos agricultores não conhecem as linhas de crédito disponíveis para armazenagem. Ao mesmo tempo, 72% afirmam que investiriam na construção de armazéns caso as taxas de juros fossem menores.

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Engenharia de precisão e preservação da qualidade

Em meio à crise ambiental, o rigor técnico para armazenar aumenta cada vez mais, assegurando que a qualidade do grão seja mantida por longos períodos sem depreciação. Diferente de outras culturas, o milho exige atenção redobrada no processo de aeração, secagem e controle de umidade para evitar a proliferação de fungos, infestação de pragas e a redução de massa por secagem inadequada.

“Não basta apenas erguer uma estrutura metálica; é preciso integrar engenharia de precisão aos processos de recepção, limpeza, secagem e aeração. O milho é um ativo financeiro que precisa ser preservado. Projetos bem dimensionados e dotados de automação garantem a estabilidade da massa de grãos, reduzindo custos com energia elétrica e evitando a perda de peso por umidade, que corrói diretamente a rentabilidade do agricultor”, explica Abreu.

A expansão do parque de armazenagem dentro das fazendas tem sido impulsionada por soluções modulares, que permitem ao produtor iniciar a infraestrutura com capacidade proporcional à sua escala atual e expandi-la conforme o crescimento de suas safras. “A armazenagem dentro da porteira consolida-se como um pilar de sustentabilidade econômica do agronegócio. Ao proteger a margem no momento de maior pressão do mercado, o produtor garante a previsibilidade e a segurança necessárias para continuar investindo na eficiência de suas operações”, conclui o executivo.

Sobre a AGI Brasil

A AGI Brasil é uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país. Com sede em Cândido Mota (SP), a companhia faz parte da AGI — Ag Growth International, referência global em equipamentos agrícolas e de infraestrutura, com presença em mais de 100 países. Seu portfólio inclui silos metálicos, sistemas de secagem, aeração e transporte de grãos, além de estruturas e soluções completas para pós-colheita. A AGI Brasil alia experiência local à expertise internacional, oferecendo tecnologia, confiabilidade e eficiência para apoiar a competitividade do agronegócio.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Cotações recuam em SP, mas sobem em outras regiões – MAIS SOJA

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Os valores do milho registram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, as negociações estão limitadas, e os preços recuaram, enquanto em algumas regiões produtoras as cotações subiram nos últimos dias.

De acordo com pesquisadores do Cepea, em São Paulo, compradores priorizaram o consumo dos estoques nos últimos dias, em detrimento de realizarem novas aquisições no mercado spot.

O Centro de Pesquisas destaca que, apesar da demanda enfraquecida, produtores também têm limitado parte dos lotes para negociação, visto que parte deles está focada nos trabalhos de campo, atenta às previsões climáticas e à possibilidade de efeitos negativos na produtividade das lavouras.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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