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4 de agosto de 2026

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Dia travado para a soja: saiba se alguma região apresentou alta nas cotações do dia

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja teve um dia praticamente zerado de negócios, com novas quedas nos preços, pressionadas pelo desempenho negativo da Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios não apresentaram reação, o que manteve o viés baixista das cotações ao longo do dia.

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De acordo com Silveira, o dólar registrou apenas pequenas oscilações, fazendo com que a formação dos preços ficasse novamente concentrada no movimento da CBOT. Diante desse cenário, o produtor permaneceu afastado do mercado, avaliando as ofertas como muito distantes entre compradores e vendedores. O mercado seguiu travado, sem registro de negócios firmes tanto nos portos quanto no segmento industrial.

No mercado físico brasileiro, os preços da soja recuaram nas principais praças acompanhadas, refletindo o ambiente de cautela e a falta de estímulos para a comercialização.

Cotações por região do Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): queda de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 122,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 114,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 115,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 114,00 para R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): queda de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 131,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, pressionados pelos números considerados baixistas do relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O órgão indicou safra e estoques finais americanos acima do esperado, além de elevar a estimativa para a produção brasileira e reduzir a projeção para as exportações dos Estados Unidos.

O clima favorável às lavouras no Brasil reforça a expectativa de ampla oferta sul-americana, o que tende a reduzir a competitividade da soja americana no mercado internacional. A colheita brasileira está em fase inicial, mas as primeiras indicações apontam para boa produtividade, contribuindo para o movimento negativo em Chicago.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com vencimento em março fecharam com queda de 10,25 centavos de dólar, ou 0,97%, a US$ 10,38 3/4 por bushel. A posição maio encerrou a US$ 10,52 por bushel, com recuo de 9,75 centavos de dólar, ou 0,91%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 6,70 ou 2,24% a US$ 291,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 51,20 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,85%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,3748 para venda e a R$ 5,3728 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3640 e a máxima de R$ 5,3940.

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Governo prorroga Desenrola Brasil 2.0 até 31 de agosto; veja quem pode renegociar dívidas

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Medida foi oficializada pelo Ministério da Fazenda. Ministro destaca que novo prazo ajuda motoristas e entregadores a financiarem veículos novos

A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1º), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito.

As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

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Podemos deve lançar candidatura própria ao governo em Mato Grosso

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Partido decidiu pela alternativa com o fim das opções de aliança, após MDB e Republicanos anunciaram acordos com outros aliados

O Podemos deve levar uma proposta de candidatura própria ao governo de Mato Grosso à convenção hoje (4). A decisão foi tomada no começo da noite dessa segunda-feira (3), pouco tempo após o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciar o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice na sua chapa. 

Desde domingo (2), estavam acabando as opções de aliança do Podemos. A presidente do MDB em Mato Grosso, deputada estadual Janaína Riva, anunciou acordo com o PL (Partido Liberal) do senador Wellington Fagundes. A negociação não descarta uma união do Podemos, mas aumenta a improbabilidade.  

Com o anúncio de Pivetta, unindo de vez o União Brasil ao Republicanos, as melhores chances escorreram. O Podemos encorpou na janela partidária do começo do ano e tem a pretensão de montar a bancada de deputado estadual na campanha eleitoral. 

Hoje, o partido deve realizar a convenção, em novo horário, a partir do meio-dia, para anunciar um nome como candidato ao governo. O presidente do diretório, deputado estadual Max Russi, pode ser uma opção. Mas ele mesmo já disse que não é difícil concorrer com uma candidatura articulada em cima da hora. 

A tendência é que ele mantenha a candidatura de reeleição a deputado estadual e continue a pavimentar o seu caminho para concorrer ao governo na eleição de 2030.  

Desde a vitória de Mauro Mendes na convenção União Brasil, no dia 30, houve especulação sobre uma possível chapa de Max Russi com Janaína Riva como candidatos ao governo e vice, respectivamente. O incentivador dessa aliança teria sido o senador Jayme Campos (União Brasil), derrotado em convenção. 

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Agro Mato Grosso

Presidente do TCE anuncia ponto de controle para garantir piso da educação infantil

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, alertou os prefeitos dos 142 municípios do estado sobre a obrigação de enquadrar os profissionais da educação infantil na carreira do magistério e pagar a eles o piso salarial nacional. Em reunião com representantes da educação de Tangará da Serra, nesta segunda-feira (3), o presidente anunciou o envio de ofício aos gestores, com orientações sobre o tema, que também será incluído como ponto de controle na análise das contas de governo.

O alerta considera o cumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026, que garante o piso a quem exerce a docência na educação infantil, como auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) e monitores, independentemente da denominação do cargo.

“Faço um apelo aos prefeitos: cumpram essa lei, enquadrem esses profissionais, que são concursados e já têm experiência na educação infantil. Uma das maiores preocupações de qualquer gestor tem que ser a educação. E mais: quando se trata da educação infantil, mais cuidado ainda. Estamos tratando de riqueza, de diamante, de ouro, que são nossas crianças de zero a cinco anos”, afirmou Sérgio Ricardo.

A reunião foi articulada após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa sobre o tema. Na ocasião, foi destacado que, para o enquadramento, é preciso atuar na função docente, ter formação em magistério ou pedagogia e ter ingressado por concurso público.

De acordo com Sérgio Ricardo, cerca de 3 mil profissionais em Mato Grosso atendem a esses requisitos, mas até agora a medida só foi adotada pela Prefeitura de Cuiabá. “Lei é lei. Você não fica pensando: será que eu vou cumprir essa lei? Não, lei você cumpre”, disse. “Por isso vai ter um ponto de controle. Quero saber, na prestação de contas de todos os 142 municípios, o que fez com relação ao enquadramento”, acrescentou.

Ele reforçou que a alegação de falta de recursos não se sustenta, porque a legislação prevê complementação da União quando a despesa ultrapassa o mínimo constitucional de 25% da receita aplicada em educação, desde que o município comprove a indisponibilidade orçamentária. “Não dá para dizer que não tem dinheiro, que não tem orçamento para pagar”, afirmou.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra, Willians Reis, a categoria procurou o Tribunal após sucessivos adiamentos por parte das prefeituras. “Essa lei está sendo postergada pelos municípios, cada hora uma desculpa diferente para a não aplicação.” Sobre o impacto na categoria, destacou que é uma remuneração maior para esse servidor ter uma boa qualidade de vida. “Para poder se qualificar para prestar o melhor trabalho para a população.”

O diretor da Federação dos Sindicatos dos Servidores Municipais de Mato Grosso, Daniel Ferreira Júnior, afirmou que os gestores alegam falta de sustentação jurídica para aplicar a norma e destacou que o enquadramento não altera cargo nem atribuições: “Eles vão continuar com a mesma função, o mesmo cargo, as mesmas atribuições, com a mesma responsabilidade, apenas alterando o salário. É um reconhecimento ao trabalho que eles vêm fazendo dentro da educação.”

Para o auxiliar de creche Michel Garcia, a lei corrige uma distorção antiga. “Nossa função é reconhecida agora com a lei federal como função docente, nos coloca na carreira do magistério, não troca cargo de ninguém, não atrapalha o professor que já está concursado”, afirmou. “Quero dizer aos pais: nós estamos todos os dias com os filhos de vocês, apaixonados pelo que fazemos.”

Ele defendeu ainda que a categoria participe da elaboração dos projetos de enquadramento nos municípios. “Nós somos da educação, não somos leigos, somos pessoas que podem contribuir e devemos participar das comissões de elaboração dos projetos.”

Foi o que também reforçou a professora Joelice Siqueira. “Uma professora não dá conta de 25 alunos em uma sala de aula, e nós temos os ADIs, que dão esse auxílio. Nada mais justo que eles receberem. Eles não querem ser professores, eles querem ser reconhecidos, porque estão na sala junto com a gente.”

Ofício aos municípios

O ofício circular será encaminhado aos prefeitos com base na Lei Federal nº 15.326/2026, sancionada em janeiro, que alterou a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996). O documento segue o modelo adotado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que já comunicou os municípios paulistas sobre a necessidade de observância da norma.

O texto orienta que sejam consideradas as atribuições efetivamente desempenhadas pelos profissionais, a formação exigida e a forma de ingresso no serviço público e não a denominação do cargo. “Prefeito, qualquer dúvida que você tiver, converse aqui com a gente. Manda um servidor seu, venha você aqui conversar. Falta só a comunicação”, concluiu Sérgio Ricardo.

 

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