Agro Mato Grosso
INDEA conclui vazio sanitário do algodão no “Nortão” com fiscalização reforçada por drones e notificações

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA) encerrou, no domingo (14), o período do vazio sanitário do algodão na Região 2, que compreende o “Nortão” mato-grossense, incluindo municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. A ação, regulamentada pela Instrução Normativa nº 3 de 2024, mobilizou todo o corpo técnico do instituto para inspecionar as áreas que cultivaram o produto na safra 2024/25, com o objetivo de eliminar qualquer planta remanescente, considerada de alto risco fitossanitário.
Segundo o engenheiro agrônomo Leandro Oltramari, do INDEA de Lucas do Rio Verde, a fiscalização deste ano teve uma particularidade climática a superar. “As chuvas demoraram para engrenar e demorou para fechar a linha da soja. Isso propiciou o surgimento das chamadas tigueras – plantas de algodão voluntárias, oriundas de caroços de sementes que permanecem no solo”, explicou.
Tecnologia a favor da sanidade
Para uma fiscalização mais eficaz e menos invasiva, o INDEA adotou uma ferramenta de precisão: drones. “Foi bastante importante na inspeção de drenos e de lavouras próximas a áreas de mato, pois não podemos, sob hipótese alguma, danificar a lavoura de soja do produtor”, destacou Oltramari. A tecnologia permitiu identificar focos de plantas de algodão em meio à soja em desenvolvimento.
Notificação e destruição manual
Quando foram constatadas irregularidades, o procedimento padrão foi acionado: notificação ao produtor com prazo determinado para a destruição das plantas. “Demos um prazo para o produtor realizar a destruição. Como a soja estava bastante adiantada, a forma mais prática e que causa menos dano é a capina manual. O uso de herbicida, principalmente em fase de florescimento, poderia reduzir a produtividade da soja”, detalhou o agrônomo.
A eliminação dessas plantas é crucial, pois cada uma serve como fonte de inóculo para o bicudo-do-algodoeiro (a principal praga da cultura) e para outras doenças. “O objetivo é que a lavoura de soja tenha zero presença de plantas de algodão”, reforçou Oltramari.
Fiscalização retornará para verificação
O trabalho do INDEA não terminou com a notificação. As equipes retornarão a campo para verificar se a destruição foi efetuada. “Se, na volta desse prazo, constatarmos novamente a presença, pode gerar uma autuação”, alertou o profissional. A medida visa assegurar que o período de semeadura do algodão, que se inicia agora e se intensifica em janeiro, encontre o ambiente mais limpo possível. “Quanto menos presença de algodão tiguera, melhor. O produtor não é notificado e ainda economiza em defensivos na próxima safra”, completou.
Algodão: cultura de alto custo, mas de destaque mundial
Oltramari também ressaltou a importância econômica da cultura para Mato Grosso. “Em nível estadual, estamos com mais de 1,2 milhão de hectares de algodão, que gera muitos empregos. Estamos nas melhores regiões do mundo para o cultivo, com as melhores condições climáticas”, afirmou. Ele reconheceu que se trata de um cultivo de custo elevado, mas com boa rentabilidade quando realizado de forma planejada e com rigor sanitário.
O trabalho do INDEA durante o vazio sanitário é, portanto, um pilar fundamental para proteger esse patrimônio econômico, garantindo a saúde das lavouras e a sustentabilidade da cotonicultura no estado.
Agro Mato Grosso
Batida entre duas carretas deixa um morto e destrói veículos na Serra da Petrovina, em MT

Colisão no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, deixou cabine destruída e carga espalhada pelo asfalto; rodovia já foi liberada.
Um motorista, ainda não identificado, morreu na manhã deste domingo (20) após duas carretas baterem na Serra da Petrovina, no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá. A rodovia ficou interditada nos dois sentidos durante o atendimento da ocorrência e foi liberada no inicio da tarde.
Imagens registradas no local mostram a dimensão do acidente e os estragos provocados pela batida. Um dos veículos ficou tombado na pista, com a estrutura e os eixos voltados para cima. Pedaços de pneus e partes metálicas ficaram espalhados pelo asfalto. A cabine de uma das carretas ficou completamente destruída após a colisão, com a parte dianteira retorcida.
O baú refrigerado também foi danificado, com parte da estrutura lateral e do teto destruída, deixando o compartimento de carga exposto. A carga transportada pelas carretas também ficou espalhada pela rodovia. Caixas e embalagens de produtos congelados foram encontradas sobre o asfalto, no acostamento e às margens da pista.
Parte do material usado no isolamento térmico do baú também ficou espalhada pelo local. A morte foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que esteve no local para apurar as circunstâncias do acidente. O Instituto Médico-Legal (IML) também foi acionado.
Segundo a concessionária Way-364, responsável pelo trecho, o acidente ocorreu por volta da manhã e mobilizou equipes para atendimento e sinalização da rodovia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a dinâmica da batida nem sobre possíveis outras vítimas.
Agro Mato Grosso
Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

Aeronave havia passado por manutenção em Primavera do Leste antes do voo. Segundo delegado, houve uma possível falha pouco depois da decolagem em Poxoréu.
O avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)
Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.
“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.
Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.
“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.
Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.
Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.
Entenda o caso
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Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.
Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.
O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.
Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.
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Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução
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Agro Mato Grosso
Fisioterapeuta morre após carro bater contra carreta em Tangará da Serra I MT

O motorista da carreta relatou à polícia que seguia pela rodovia quando o carro da vítima teria entrado repentinamente em sua frente. A Polícia Civil investiga as causas do acidente.
A fisioterapeuta Ana Carolina de Brito Ramos, de 41 anos, morreu após o carro que ela conduzia bater de frente com uma carreta, na rodovia MT-358, em Tangará da Serra, a 320 km de Cuiabá, nesse sábado (19).
Segundo a Polícia Civil, os veículos trafegavam em sentidos opostos e o acidente ocorreu em um trecho de pista reta.
O motorista da carreta, de 35 anos, relatou à polícia que seguia pela rodovia quando viu o carro da vítima vindo no sentido contrário. Segundo ele, ao se aproximarem, o carro teria entrado repentinamente na frente da carreta.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos para retirar o corpo da vítima do veículo.
O local foi periciado e a Polícia Civil investiga as causas do acidente.
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