Connect with us
5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Na semana passada, as cotações do óleo de soja na CME-Group registraram queda de 1,21% – MAIS SOJA

Published

on


Segundo relatório divulgado em 27/11 pela Bolsa de Cereais, a semeadura da soja da safra 25/26 na Argentina alcançou 36,00% da área estimada em 17,60 milhões de ha, avanço de 11,00 p.p. ante a semana anterior. No entanto, o ritmo dos trabalhos a campo permanece abaixo do observado na temporada passada, com atraso de 9,00 p.p. frente ao mesmo período do ciclo 24/25 e 1,00 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos.

Esse desempenho mais lento decorre dos excessos hídricos que seguem afetando o país, dificultando a operação dos maquinários e limitando o avanço da semeadura da soja. Entre as áreas mais adiantadas, destacam-se o Sul de Córdoba, o Núcleo Norte e o Noroeste de La Pampa, com 66,50%, 63,30% e 56,50% das áreas já semeadas, respectivamente.

Por outro lado, registram atrasos da semeadura acima do normal para o período, devido ao excesso de chuvas, o Centro-Norte de Córdoba, o Núcleo Sul, e o Centro-Leste de Entre Ríos, com 27,10%, 49,40%, 34,50% das áreas semeadas, nesta ordem.

AVANÇO: até a última sexta-feira (28/11), a semeadura da soja da safra 25/26 em MT atingiu 99,69% das áreas previstas, progresso de 0,85 p.p. frente à semana anterior.

Advertisement

RECUO: o preço da soja em Mato Grosso apresentou uma redução de 1,54% em relação à semana passada, encerrando o período na média de R$ 117,89/sc.

ALTA: na última semana, a moeda norte-americana exibiu elevação de 0,44%, pautada por fatores internos, como a possibilidade de redução de juros no Brasil.

Na semana passada (24/11 a 28/11), as cotações do óleo de soja na CME-Group registraram queda de 1,21%, finalizando o período com média de US$ 50,45/lb

Esse movimento está associado à redução de 1,40% no preço do petróleo Brent, diante das expectativas de um possível acordo entre Rússia e Ucrânia, o que poderia diminuir a demanda pelo coproduto matéria-prima do biodiesel. Já o farelo de soja, este também acompanhou o movimento baixista, recuando 1,38% na semana e sendo negociado na média de US$ 316,73/t. No que se refere ao mercado de MT, o cenário foi de valorização.

O preço do óleo de soja exibiu alta de 0,43% frente à semana anterior, com preço médio de R$ 6.290,33/t, sustentado pela demanda aquecida do setor de biodiesel em 2025, o que vem mantendo os preços 2,89% acima do patamar observado no mesmo período de 2024. Já o farelo de soja no estado registrou um acréscimo de 0,30% na semana, cotado na média de R$ 1.615,80/t.

Advertisement

Contudo, frente ao ano anterior, o proteico apresenta queda de 17,43%, reflexo da menor demanda pelo coproduto do estado diante da elevada oferta global.

Confira o Boletim Semanal da Soja n° 876 completo, clicando aqui!

Fonte: IMEA



 

FONTE
Advertisement

Autor:Boletim Semanal da Soja

Site: IMEA

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

Published

on


A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.

De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.

Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.

Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.

Advertisement

A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.

Fonte: Farsul



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Entregas de fertilizantes caem 10,4% no período de janeiro e agosto – MAIS SOJA

Published

on


Em maio, junho e julho, redução nas entregas de fertilizantes foi de 15% a 20%, refletindo a persistência das graves adversidades geopolíticas globais e as dificuldades do produtor rural, como escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altas taxas de juros, aumento de custos e riscos climáticos, em especial o El Niño.

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro no acumulado dos primeiros oito meses de 2026 foram de 27,31 milhões de toneladas. Isso significou redução de 10,4% ante as 30,47 milhões registradas em igual período de 2025. Em agosto, foram 4,33 milhões de toneladas, ante 5,25 milhões em 2025, com uma redução de 17,6%.

A ANDA relembra que o ano começou favorável, refletindo no primeiro trimestre o impacto positivo da boa safrinha. Mas, logo a seguir, com o início da guerra no Irã, em fevereiro, verificou-se o arrefecimento de novos negócios, que acabou sendo percebido com a queda das entregas a partir de maio, num ciclo que perdurou nos dados de agosto.

O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período de janeiro a agosto, com 6,77 milhões de toneladas, ou 24,8% do total. Seguem-se: Paraná (3,07 milhões), Goiás (2,90 milhões), São Paulo (2,79 milhões), Rio Grande do Sul (2,24 milhões), Minas Gerais (2,07 milhões) e Bahia (1,96 milhão).

Advertisement

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou agosto de 2026 com 418 mil toneladas. O volume representa queda de 40,2% na comparação interanual. No acumulado dos oito meses, foram 3,75 milhões de toneladas. Houve queda de 22,7% em relação a igual período de 2025, quando se produziram 4,86 milhões de toneladas.

As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, totalizando, em agosto, 3,03 milhões de toneladas, com queda de 34%. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o total foi de 24,27 milhões de toneladas, significando retração de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 27,58 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a agosto, 5,83 milhões de toneladas, indicando redução de 17,7% em relação a 2025, quando foram descarregadas 7,08 milhões de toneladas. O terminal representou 24% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).

As informações são da ANDA.

Fonte: Agência Safras

Advertisement


 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Como a planta de soja sabe que deve emitir um novo nó? – MAIS SOJA

Published

on


O número de nós na haste principal é uma das variáveis mais usadas para acompanhar o desenvolvimento da soja a campo. O intervalo de tempo térmico (graus dia ou soma térmica) entre a emissão de um nó e o próximo é chamado de plastocrono. Até pouco tempo, esse valor era tratado como constante durante toda a cultura, sem considerar que, a partir do florescimento, a emissão de nós passa a ocorrer junto com o desenvolvimento reprodutivo.

Um estudo conduzido por Dalla Porta et al. (2024), da equipe FieldCrops, reuniu 17 experimentos ao longo de 7 safras e 4 locais do Rio Grande do Sul (RS), com 25 cultivares de soja, sendo 6 de hábito de crescimento determinado e 19 de hábito indeterminado. Em vez de calcular um único plastocrono para o ciclo todo, foi dividido o período de emissão de nós em fases: nas cultivares indeterminadas, fase inicial (V1 a R1), intermediária (R1 a R3) e final (R3 a R5); nas determinadas, que têm menor sobreposição entre os estádios vegetativo e reprodutivo, apenas fase inicial (V1 a R1) e final (R1 a R3). Essa divisão permite acompanhar melhor a sobreposição entre o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo durante a emissão de nós.

Os resultados mostraram que o ritmo de emissão de nós muda conforme o hábito de crescimento e a disponibilidade de água. Em cultivares determinadas irrigadas, a fase inicial do plastocrono (59,7 °C dia nó-1) foi mais rápida que a fase final (65,7 °C dia nó-1), enquanto no sequeiro essa diferença desaparece, com média de 70,1 °C dia nó-1 (Figura 1A e 1B). Já nas cultivares indeterminadas irrigadas, a fase intermediária foi a mais rápida (58,5 °C dia nó-1), mas no sequeiro o destaque foi a fase final, que praticamente dobrou o ritmo de emissão de nós, com plastocrono de 79,4 °C dia nó-1 frente a 60,6 °C dia nó-1 nas fases inicial e intermediária (Figura 1C e 1D), evidenciando o efeito do déficit hídrico justamente no período em que a planta já está formando vagens e grãos.

Figura 1. Plastocrono (°C dia nó-1) por fase de desenvolvimento em cultivares de soja de hábito determinado irrigadas (A) e de sequeiro (B), e de hábito indeterminado irrigadas (C) e de sequeiro (D), em sete safras e 17 experimentos no Rio Grande do Sul. Fonte: adaptado de Dalla Porta et al. (2024).

Os autores também observaram que esse padrão está ligado ao hábito de crescimento da cultivar, e não ao seu grupo de maturidade, o que reforça a importância de considerar essa característica na hora de interpretar a velocidade de desenvolvimento a campo. Dividir o plastocrono em fases, como proposto no estudo, dá uma base mais realista para os modelos de simulação da soja, aproximando a estimativa do número de nós — e, por consequência, do estádio de desenvolvimento da lavoura — do que de fato acontece quando a planta enfrenta déficit hídrico durante o enchimento de vagens e grãos.

Advertisement


Referências:

DALLA PORTA, F.S. et al. Improving understanding of the plastochron of determinate and indeterminate soybean cultivars. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 28, n. 10, e278299, 2024. Disponível em: < https://doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v28n10e278299 >, acesso: 01/11/2026.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT