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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Cuidados com o uso do glufosinato de amônio para um bom desempenho no controle de plantas daninhas – MAIS SOJA

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O glufosinato de amônio é um dos principais e mais utilizados herbicidas para o controle de plantas daninhas no sistema de produção de grãos, assim como para a dessecação pré-colheita de culturas como a soja. O glufosinato de amônio é um herbicida de contato com amplo espectro de controle, sendo eficaz contra plantas daninhas de folhas largas e estreitas, incluindo espécies de difícil controle, como buva e capim-amargoso. No entanto, para garantir sua máxima eficiência, é essencial que seja aplicado nos estádios iniciais de desenvolvimento dessas espécies (Rizzardi, 2019).

Estudos demonstram que, quando posicionado adequadamente, o glufosinato de amônio apresenta boa performance no controle de espécies daninhas, sendo portanto uma alternativa interessante para uso isolado ou associado a outros herbicidas no manejo do sistema de produção, principalmente visando o controle de espécies problemáticas como buva, caruru, capim-amargoso e capim pé-de-galinha em pré-semeadura.

Na pós emergência das culturas, o posicionamento do glufosinato de amônio depende da biotecnologia da cultivar ou híbrido, havendo recomendações apenas para culturas com tolerância genética, como cultivares de soja LiberyLink®, Enlist E3® e Conkesta E3®, e híbridos de milho com a biotecnologia LiberyLink®.

Por ser considerado um herbicida fotodependente, é comum ocorrer oscilações na eficácia do glufosinato de amônio, a depender das condições climáticas e ambientais no momento da aplicação. Neste contexto, é importante a observação de alguns aspectos relacionados a sua utilização, destacando-se que as aplicações devem ser realizadas de preferência em horários durante o dia que poderão possibilitar maior exposição à luz solar após a aplicação (Braz et al., 2025).

Figura 1. Aspectos a serem considerados na ocasião da aplicação para melhoria da eficácia de controle do glufosinato de amônio.
Fonte: Takano e Dayan (2020), apud. Braz et al. (2025).

De acordo com Braz et al. (2025), em ocasiões em que o glufosinato de amônio é aplicado no início da manhã ou no final da tarde, bem como nos dias nublados, a ligação a enzima glutamina sintetase (GS) pode não induzir o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs), o que não ocasionará a destruição das membranas celulares e necrose do tecido foliar, resultando em um controle ineficaz.

Com isso em vista, é importante considerar alguns pontos antes de aplicar o glufosinato de amônio, dando preferencia por pulverizações sob condições adequadas ao funcionamento do herbicida.

Fatores de atenção ao utilizar o glufosinato de amônio
  • Ao utilizar o herbicida na pós-emergênicia, certifique-se que a cultivar/híbrido apresenta tolerância ao glufosinato de amônio;
  •  Evitar aplicação com umidade relativa do ar abaixo de 40% e altas temperaturas, pois podem aumentar os efeitos de fitotoxicidade do glufosinato de amônio na pós emergência das culturas tolerantes (Limagrain, 2021);
  • São necessários ao menos 5 horas sem chuva após a aplicação;
  • Temperaturas amenas e alta umidade relativa do ar favorecem a aplicação. Realizar aplicações preferencialmente com temperaturas entre 20°C e 30°C, e umidade relativa do ar superior a 50%;
  • Não aplicar sobre presença de orvalho, chuva e/ou neblina;
  • Aplicações nos estádios iniciais do desenvolvimento das plantas daninhas conferem maior eficácia de controle. No geral, recomenda-se dar prioridade para o controle de dicotiledôneas de 2 a 4 folhas e monocotiledôneas de 2 folhas a 1 perfilho (CropChem, 2023);
  • Para evitar efeitos indesejados, bem como fitotoxicidade, deve-se seguir as orientações presentes na bula do herbicida, atentando para dose e recomendações de manejo.

É importante ressaltar também que para o glufosinato de amônio, em muitas situações aplicações diurnas podem estar relacionadas a períodos de altas temperaturas (>35ºC) e baixa umidade relativa do ar (<50%), cenário que poderá levar também a perda na eficácia deste herbicida. Nesse sentido, em condições ambientais extremas de temperatura e umidade relativa do ar, aplicações em horários com temperaturas amenas e umidade relativa do ar superior, podem ser uma alternativa para tentar atenuar o mau desempenho no controle de plantas daninhas com o uso do glufosinato de amônio (Braz et al., 2025).

Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio requer alto nível de conhecimento técnico, abrangendo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento da lavoura e avaliação das condições ambientais no momento da aplicação, contudo, seu emprego corretamente pode ser uma valiosa ferramenta de manejo para o controle de plantas daninhas, tanto na pré-semeadura, como na pós-semeadura de culturas tolerantes a esse herbicida.

Referências:

BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 25/11/2025.

CROPCHEM. SAPEK MAX. CropChem, 2023. Disponível em: < https://www.adapar.pr.gov.br/sites/adapar/arquivos_restritos/files/documento/2023-08/sapekmax.pdf >, acesso em: 25/11/2025.

LIMAGRIN. APLICAÇÃO DE GLUFOSINATO DE AMÔNIO EM MILHO. Campo em Foco, ed. 4, 2021. Disponível em: < https://www.lgsementes.com.br/backend/midias/arquivos/Edi%C3%A7%C3%A3o_4_campo_em_foco%20Glufosinato(1).pdf >, acesso em: 25/11/2025.

 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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