Connect with us
4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Cuidados com o uso do glufosinato de amônio para um bom desempenho no controle de plantas daninhas – MAIS SOJA

Published

on


O glufosinato de amônio é um dos principais e mais utilizados herbicidas para o controle de plantas daninhas no sistema de produção de grãos, assim como para a dessecação pré-colheita de culturas como a soja. O glufosinato de amônio é um herbicida de contato com amplo espectro de controle, sendo eficaz contra plantas daninhas de folhas largas e estreitas, incluindo espécies de difícil controle, como buva e capim-amargoso. No entanto, para garantir sua máxima eficiência, é essencial que seja aplicado nos estádios iniciais de desenvolvimento dessas espécies (Rizzardi, 2019).

Estudos demonstram que, quando posicionado adequadamente, o glufosinato de amônio apresenta boa performance no controle de espécies daninhas, sendo portanto uma alternativa interessante para uso isolado ou associado a outros herbicidas no manejo do sistema de produção, principalmente visando o controle de espécies problemáticas como buva, caruru, capim-amargoso e capim pé-de-galinha em pré-semeadura.

Na pós emergência das culturas, o posicionamento do glufosinato de amônio depende da biotecnologia da cultivar ou híbrido, havendo recomendações apenas para culturas com tolerância genética, como cultivares de soja LiberyLink®, Enlist E3® e Conkesta E3®, e híbridos de milho com a biotecnologia LiberyLink®.

Por ser considerado um herbicida fotodependente, é comum ocorrer oscilações na eficácia do glufosinato de amônio, a depender das condições climáticas e ambientais no momento da aplicação. Neste contexto, é importante a observação de alguns aspectos relacionados a sua utilização, destacando-se que as aplicações devem ser realizadas de preferência em horários durante o dia que poderão possibilitar maior exposição à luz solar após a aplicação (Braz et al., 2025).

Advertisement
Figura 1. Aspectos a serem considerados na ocasião da aplicação para melhoria da eficácia de controle do glufosinato de amônio.
Fonte: Takano e Dayan (2020), apud. Braz et al. (2025).

De acordo com Braz et al. (2025), em ocasiões em que o glufosinato de amônio é aplicado no início da manhã ou no final da tarde, bem como nos dias nublados, a ligação a enzima glutamina sintetase (GS) pode não induzir o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs), o que não ocasionará a destruição das membranas celulares e necrose do tecido foliar, resultando em um controle ineficaz.

Com isso em vista, é importante considerar alguns pontos antes de aplicar o glufosinato de amônio, dando preferencia por pulverizações sob condições adequadas ao funcionamento do herbicida.

Fatores de atenção ao utilizar o glufosinato de amônio
  • Ao utilizar o herbicida na pós-emergênicia, certifique-se que a cultivar/híbrido apresenta tolerância ao glufosinato de amônio;
  •  Evitar aplicação com umidade relativa do ar abaixo de 40% e altas temperaturas, pois podem aumentar os efeitos de fitotoxicidade do glufosinato de amônio na pós emergência das culturas tolerantes (Limagrain, 2021);
  • São necessários ao menos 5 horas sem chuva após a aplicação;
  • Temperaturas amenas e alta umidade relativa do ar favorecem a aplicação. Realizar aplicações preferencialmente com temperaturas entre 20°C e 30°C, e umidade relativa do ar superior a 50%;
  • Não aplicar sobre presença de orvalho, chuva e/ou neblina;
  • Aplicações nos estádios iniciais do desenvolvimento das plantas daninhas conferem maior eficácia de controle. No geral, recomenda-se dar prioridade para o controle de dicotiledôneas de 2 a 4 folhas e monocotiledôneas de 2 folhas a 1 perfilho (CropChem, 2023);
  • Para evitar efeitos indesejados, bem como fitotoxicidade, deve-se seguir as orientações presentes na bula do herbicida, atentando para dose e recomendações de manejo.

É importante ressaltar também que para o glufosinato de amônio, em muitas situações aplicações diurnas podem estar relacionadas a períodos de altas temperaturas (>35ºC) e baixa umidade relativa do ar (<50%), cenário que poderá levar também a perda na eficácia deste herbicida. Nesse sentido, em condições ambientais extremas de temperatura e umidade relativa do ar, aplicações em horários com temperaturas amenas e umidade relativa do ar superior, podem ser uma alternativa para tentar atenuar o mau desempenho no controle de plantas daninhas com o uso do glufosinato de amônio (Braz et al., 2025).

Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio requer alto nível de conhecimento técnico, abrangendo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento da lavoura e avaliação das condições ambientais no momento da aplicação, contudo, seu emprego corretamente pode ser uma valiosa ferramenta de manejo para o controle de plantas daninhas, tanto na pré-semeadura, como na pós-semeadura de culturas tolerantes a esse herbicida.

Referências:

BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 25/11/2025.

CROPCHEM. SAPEK MAX. CropChem, 2023. Disponível em: < https://www.adapar.pr.gov.br/sites/adapar/arquivos_restritos/files/documento/2023-08/sapekmax.pdf >, acesso em: 25/11/2025.

LIMAGRIN. APLICAÇÃO DE GLUFOSINATO DE AMÔNIO EM MILHO. Campo em Foco, ed. 4, 2021. Disponível em: < https://www.lgsementes.com.br/backend/midias/arquivos/Edi%C3%A7%C3%A3o_4_campo_em_foco%20Glufosinato(1).pdf >, acesso em: 25/11/2025.

Advertisement

 

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

Published

on

Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.

No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Cepea

Advertisement


 

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

Published

on


A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

  • Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

Advertisement

Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

O post Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92% apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes

Published

on

As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.

Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.

Fonte: Cepea



 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT