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20 de maio de 2026

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‘Dia histórico’, diz presidente do Cecafé após EUA decretarem fim do tarifaço para o café

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O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, classificou como “um dia histórico” a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa extra de 40% aplicada ao café verde brasileiro. O anúncio, feito nesta quinta-feira (20), representa o fim de um período considerado “extremamente preocupante” para a cafeicultura, que registrou quedas drásticas nas vendas ao principal mercado do mundo.

Segundo Ferreira, o recuo americano devolve condições de igualdade ao Brasil em relação a outros exportadores, que já haviam obtido isenção total sobre o café em grão na semana anterior. “É uma alegria para todos os brasileiros. Essa tarifa vinha nos colocando em desvantagem enorme e colocava em risco o futuro das exportações”, afirmou.

Risco de perda de até US$ 3 bilhões em um ano

Durante reunião em Brasília, realizada na quarta-feira (19) com o vice-presidente Geraldo Alckmin e membros da equipe econômica do governo, o Cecafé detalhou os impactos do tarifaço. Os números apresentavam um cenário alarmante. Nos últimos três meses, as exportações de café para os Estados Unidos caíram pela metade:

  • –46% em agosto
  • –52,8% em setembro
  • –54% em outubro

Com os estoques de café brasileiro zerados nos EUA e com concorrentes como Vietnã, Indonésia e Nicarágua passando a ter tarifa zero, o Brasil estimava perder até 80% do mercado, o equivalente a US$ 2 bilhões ao ano apenas no comércio bilateral.

Além disso, a perda de competitividade internacional ampliava os descontos sobre o café brasileiro na bolsa, o que poderia gerar um prejuízo adicional de US$ 1 bilhão em outras exportações, totalizando US$ 3 bilhões em impactos negativos em 12 meses.

“Era uma situação insustentável. A ausência do Brasil nos blends americanos poderia se tornar irreversível”, alertou Ferreira.

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Mobilização em Brasília e Washington acelerou o recuo

O presidente do Cecafé destacou que a reversão das tarifas resultou de uma atuação conjunta do governo brasileiro, do setor privado e dos importadores norte-americanos. Ferreira citou diretamente o vice-presidente Geraldo Alckmin, chanceler Mauro Vieira, ministro Fernando Haddad, o ministro Carlos Fávaro e outras autoridades.

“Foi um esforço incansável. Todos entenderam que era preciso separar questões políticas e tratar exclusivamente das questões comerciais. Isso fez a diferença”, disse.

Segundo ele, a pressão da cadeia de café nos Estados Unidos também foi decisiva, já que a continuidade das tarifas elevaria preços ao consumidor e prejudicaria grandes marcas diante da escassez do café brasileiro no mercado americano.

Isonomia recuperada e retomada dos blends

Com a modificação da Ordem Executiva 14323, as tarifas extras de 40% sobre o café verde brasileiro foram eliminadas. Também permanece válida a decisão de novembro que zerou tarifas recíprocas de 10% para todos os países.

“Agora voltamos à isonomia. O Brasil recupera condições reais de competir, com sustentabilidade, transparência e produtividade que já são reconhecidas no mundo todo”, afirmou.

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Ferreira disse que a prioridade agora é recuperar imediatamente espaço nos blends das empresas americanas e reconstituir estoques. Ele também ressaltou que o país seguirá trabalhando para minimizar danos potenciais que, caso não houvesse recuo, seriam “incalculáveis e irreparáveis”.

Café solúvel ainda é desafio

Apesar da vitória, Márcio Ferreira alertou que o trabalho continua. O café solúvel,que representa 10% das exportações brasileiras para os EUA, segue sujeito a tarifas.

“Assim que soubemos da decisão, já iniciamos contato com a embaixada e com os importadores americanos para avançar também na isenção do solúvel. É um produto que gera de três a quatro vezes mais empregos do que o café verde”, destacou.

Segundo ele, há consenso entre entidades e governo para intensificar a pressão por uma solução rápida.

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Setor quer mais marketing e presença internacional

O presidente do Cecafé afirmou ainda que a crise reforça a necessidade de o Brasil investir mais em marketing, imagem e propaganda direta aos consumidores americanos.

“Talvez o café brasileiro não seja tão conhecido na embalagem final quanto deveria. Esse episódio mostra a importância de fortalecer nossa marca e de permanecermos unidos. A cafeicultura brasileira é sustentável, gera progresso e tem uma relevância global que não pode ser ignorada”, afirmou Ferreira.

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Produtores debatem uso do cajueiro em sistemas agroflorestais no Ceará

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Agricultores familiares de diversos municípios do Ceará participaram, no dia 14 de maio, de uma oficina sobre sistemas agroflorestais (SAFs) com uso do cajueiro como eixo central do modelo produtivo. O encontro reuniu também pesquisadores, técnicos da extensão rural, empreendedores e gestores públicos. A iniciativa foi realizada pela Sítio Zen Agropecuária, em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, com foco na construção de alternativas para uma cajucultura mais sustentável no Semiárido brasileiro.

Durante a oficina, os participantes discutiram avanços e desafios da adoção de SAFs com cajueiro, modelo que combina diferentes espécies vegetais no mesmo sistema de produção. Segundo as instituições envolvidas, a proposta é ampliar a diversificação produtiva e reduzir a dependência de sistemas baseados em monocultivo, em uma região marcada por restrições climáticas e elevada variabilidade hídrica.

Os resultados do encontro serão organizados em um documento técnico. A expectativa é que esse material sirva de base para a concessão de crédito rural por órgãos financiadores voltado à implantação de sistemas agroflorestais com cajueiro. O conteúdo também deverá reunir informações práticas e técnicas para apoiar decisões de produtores e agentes públicos. O texto original não informa valores de investimento, área potencial de adoção nem prazos para disponibilização do documento.

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De acordo com a Embrapa Agroindústria Tropical, o diálogo entre agricultores, pesquisadores e instituições busca formar uma rede de articulação para conectar produtores que hoje atuam de forma dispersa. O projeto também utiliza métodos da sociologia rural para transformar experiências de campo em registros técnicos e científicos acessíveis.

Na prática, esse tipo de sistematização pode apoiar a formulação de políticas públicas, a estruturação de indicadores financeiros e de sustentabilidade e a avaliação da viabilidade econômica e ecológica dos SAFs com cajueiro. Para a agricultura familiar do Semiárido, a discussão envolve manejo, diversificação de renda e organização produtiva.

O próximo passo é consolidar as contribuições da oficina em um documento técnico que permita avaliar, com base metodológica, a adoção dos sistemas agroflorestais com cajueiro. Até a conclusão desse material, ainda não há detalhamento público sobre critérios de financiamento, escala de implantação ou indicadores consolidados de desempenho produtivo.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa realiza workshop sobre cadeia produtiva do camu-camu em Roraima

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vista (RR). O encontro será realizado no auditório da Embrapa Roraima, no Distrito Industrial, com foco em agricultores, pequenos e médios produtores, extrativistas, comunidades tradicionais, assistência técnica, estudantes, pesquisadores e empreendedores rurais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta quarta-feira (20), pelo site da unidade.

Segundo a Embrapa, o objetivo do workshop é ampliar o intercâmbio técnico-científico e institucional para fortalecer a cadeia produtiva do camu-camu na Amazônia. A programação aborda manejo, tecnologias de produção, pós-colheita, beneficiamento e inclusão socioprodutiva, com enfoque na economia circular.

De acordo com Edvan Chagas, pesquisador da Embrapa responsável pelo evento, a proposta é integrar conhecimentos sobre cultivo e uso da fruta. O camu-camu é apresentado pela organização como uma espécie silvestre amazônica de interesse econômico e nutricional, com destaque para a alta concentração de vitamina C.

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No primeiro dia, a agenda começa às 7h30, com credenciamento dos participantes. Em seguida, haverá o lançamento do livro “Sabores da Amazônia, receitas de camu-camu, pitadas de vitamina C e antioxidantes”, de Maria Luiza Grigio, pesquisadora do Serviço de Fiscalização da Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Roraima. A programação inclui ainda exposições sobre cultivo e manejo da fruta, com pesquisadores do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, além de experiências socioprodutivas apresentadas pela Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima.

À tarde, uma mesa-redonda reunirá representantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), de empresas privadas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No segundo dia, os participantes farão visita técnica ao Banco Ativo de Germoplasma de Camu-camu, no campo experimental Serra da Prata, em Mucajaí, e acompanharão atividades práticas sobre pós-colheita e beneficiamento.

A programação indica foco em pesquisa, transferência de tecnologia e articulação entre instituições e setor produtivo. Mais informações e a agenda completa estão disponíveis no site da Embrapa Roraima, no menu “Cursos e eventos”.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa amplia presença em ranking internacional de cientistas mais citados

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou de 24 para 30 pesquisadores entre os mais citados do mundo no ranking da plataforma Research.com, um avanço de 25% em relação a 2025. O levantamento, divulgado com dados coletados em novembro de 2025, avaliou 175.448 cientistas de mais de 70 países em 26 disciplinas. A maior presença da estatal brasileira aparece em áreas diretamente ligadas ao agro, como Ciência de Plantas e Agronomia e Ciências Animais e Veterinárias.

De acordo com a Research.com, a classificação utiliza o Discipline H-index (D-index), indicador que considera o número de artigos publicados e a quantidade de citações recebidas em cada área específica. A seleção combinou bases bibliométricas como OpenAlex e CrossRef e incluiu apenas pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

Na Embrapa, a área com maior participação foi Ciência de Plantas e Agronomia, com 15 nomes listados. Entre eles estão Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves e José Ivo Baldani. Mariangela Hungria também aparece em Microbiologia, enquanto Valeria Pacheco Batista Euclides é citada em Ciência de Plantas e Agronomia e em Ciências Animais e Veterinárias.

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Em Ciências Animais e Veterinárias, a empresa reúne oito pesquisadores no ranking, entre eles Luciana Regitano, Marcos Tavares Dias, Maurício Alencar e Ana Carolina Chagas. A lista ainda inclui três pesquisadores em Ecologia e Evolução, dois em Ciências Ambientais e um nome em cada uma das áreas de Ciência de Materiais, Biologia e Bioquímica e Engenharia e Tecnologia.

Para o setor agropecuário, o resultado indica presença relevante da pesquisa brasileira em frentes como melhoramento genético, microbiologia do solo, produção animal, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico. Essas áreas formam a base técnica de soluções aplicadas à produtividade, ao manejo e à adaptação dos sistemas de produção. O levantamento, no entanto, não detalha projetos específicos, impactos econômicos mensurados ou desdobramentos operacionais imediatos para produtores.

Segundo a própria Research.com, o objetivo do ranking é identificar especialistas de destaque por área e país, além de indicar temas de maior influência na ciência atual. No caso da Embrapa, a ampliação de presença em disciplinas ligadas ao agro reforça a visibilidade internacional da pesquisa pública brasileira, embora o estudo não apresente projeções sobre efeitos diretos no curto prazo sobre as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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