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4 de maio de 2026

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‘Dia histórico’, diz presidente do Cecafé após EUA decretarem fim do tarifaço para o café

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O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, classificou como “um dia histórico” a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa extra de 40% aplicada ao café verde brasileiro. O anúncio, feito nesta quinta-feira (20), representa o fim de um período considerado “extremamente preocupante” para a cafeicultura, que registrou quedas drásticas nas vendas ao principal mercado do mundo.

Segundo Ferreira, o recuo americano devolve condições de igualdade ao Brasil em relação a outros exportadores, que já haviam obtido isenção total sobre o café em grão na semana anterior. “É uma alegria para todos os brasileiros. Essa tarifa vinha nos colocando em desvantagem enorme e colocava em risco o futuro das exportações”, afirmou.

Risco de perda de até US$ 3 bilhões em um ano

Durante reunião em Brasília, realizada na quarta-feira (19) com o vice-presidente Geraldo Alckmin e membros da equipe econômica do governo, o Cecafé detalhou os impactos do tarifaço. Os números apresentavam um cenário alarmante. Nos últimos três meses, as exportações de café para os Estados Unidos caíram pela metade:

  • –46% em agosto
  • –52,8% em setembro
  • –54% em outubro

Com os estoques de café brasileiro zerados nos EUA e com concorrentes como Vietnã, Indonésia e Nicarágua passando a ter tarifa zero, o Brasil estimava perder até 80% do mercado, o equivalente a US$ 2 bilhões ao ano apenas no comércio bilateral.

Além disso, a perda de competitividade internacional ampliava os descontos sobre o café brasileiro na bolsa, o que poderia gerar um prejuízo adicional de US$ 1 bilhão em outras exportações, totalizando US$ 3 bilhões em impactos negativos em 12 meses.

“Era uma situação insustentável. A ausência do Brasil nos blends americanos poderia se tornar irreversível”, alertou Ferreira.

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Mobilização em Brasília e Washington acelerou o recuo

O presidente do Cecafé destacou que a reversão das tarifas resultou de uma atuação conjunta do governo brasileiro, do setor privado e dos importadores norte-americanos. Ferreira citou diretamente o vice-presidente Geraldo Alckmin, chanceler Mauro Vieira, ministro Fernando Haddad, o ministro Carlos Fávaro e outras autoridades.

“Foi um esforço incansável. Todos entenderam que era preciso separar questões políticas e tratar exclusivamente das questões comerciais. Isso fez a diferença”, disse.

Segundo ele, a pressão da cadeia de café nos Estados Unidos também foi decisiva, já que a continuidade das tarifas elevaria preços ao consumidor e prejudicaria grandes marcas diante da escassez do café brasileiro no mercado americano.

Isonomia recuperada e retomada dos blends

Com a modificação da Ordem Executiva 14323, as tarifas extras de 40% sobre o café verde brasileiro foram eliminadas. Também permanece válida a decisão de novembro que zerou tarifas recíprocas de 10% para todos os países.

“Agora voltamos à isonomia. O Brasil recupera condições reais de competir, com sustentabilidade, transparência e produtividade que já são reconhecidas no mundo todo”, afirmou.

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Ferreira disse que a prioridade agora é recuperar imediatamente espaço nos blends das empresas americanas e reconstituir estoques. Ele também ressaltou que o país seguirá trabalhando para minimizar danos potenciais que, caso não houvesse recuo, seriam “incalculáveis e irreparáveis”.

Café solúvel ainda é desafio

Apesar da vitória, Márcio Ferreira alertou que o trabalho continua. O café solúvel,que representa 10% das exportações brasileiras para os EUA, segue sujeito a tarifas.

“Assim que soubemos da decisão, já iniciamos contato com a embaixada e com os importadores americanos para avançar também na isenção do solúvel. É um produto que gera de três a quatro vezes mais empregos do que o café verde”, destacou.

Segundo ele, há consenso entre entidades e governo para intensificar a pressão por uma solução rápida.

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Setor quer mais marketing e presença internacional

O presidente do Cecafé afirmou ainda que a crise reforça a necessidade de o Brasil investir mais em marketing, imagem e propaganda direta aos consumidores americanos.

“Talvez o café brasileiro não seja tão conhecido na embalagem final quanto deveria. Esse episódio mostra a importância de fortalecer nossa marca e de permanecermos unidos. A cafeicultura brasileira é sustentável, gera progresso e tem uma relevância global que não pode ser ignorada”, afirmou Ferreira.

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Prêmio +Admirados do Agro entra no último dia de votação com Canal Rural entre finalistas

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Termina nesta segunda-feira (4) a votação do prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026. O Canal Rural está entre os finalistas em diversas categorias da premiação, que reconhece profissionais e veículos da cobertura jornalística do setor.

Promovida pelo site Jornalistas&Cia, a iniciativa vai eleger os 50 jornalistas mais admirados do agronegócio no Brasil, além dos três destaques em categorias como site, canal de vídeo, podcast e programas especializados.

O Canal Rural concorre nas seguintes categorias:

  • Site/portal: Canal Rural
  • Canal de vídeo (YouTube/Instagram): Canal Rural
  • Programa de TV especializada: Mercado&Cia, Rural Notícias e Giro do Boi

Jornalistas indicados

Nesta etapa, os eleitores podem classificar jornalistas e publicações do 1º ao 5º lugar. Confira os indicados do Canal Rural:

  • Beatriz Gunther (site Canal Rural)
  • Eliza Maliszewski (Canal Rural RS)
  • Flávia Marques (Mercado&Cia)
  • Jaqueline Silva (A Protagonista)
  • João Nogueira (Mercado&Cia)
  • Juliana Azevedo (Interligados)
  • Luis Roberto Toledo (site Canal Rural)
  • Luiz Patroni (Canal Rural MT)
  • Marusa Trevisan (Planeta Campo)
  • Pedro Silvestre (Canal Rural MT)
  • Pryscilla Paiva (Mercado&Cia)
  • Victor Faverin (site Canal Rural)
  • Vitória Rosendo (site Canal Rural)

A votação está aberta ao público e pode ser realizada até o fim do dia. Vote agora!

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Ana Repezza assume CropLife Brasil e prioriza diálogo com governo e inovação agrícola

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Foto: Italo Oliveira/ Agência Triative

A CropLife Brasil empossou, nesta segunda-feira (4), Ana Repezza como nova presidente da entidade. A executiva assume o cargo com foco em ampliar o diálogo institucional, avançar em pautas regulatórias e reforçar a presença do setor nos debates internacionais sobre inovação agrícola.

À frente da associação, Repezza será responsável por articular os interesses dos quatro segmentos representados pela CropLife: defensivos químicos, biológicos, sementes e biotecnologia. A gestão ocorre em um momento de desafios regulatórios e econômicos para o setor de insumos.

Segundo a nova presidente, a prioridade será fortalecer a interlocução com o poder público. “Quero ampliar o diálogo produtivo com o governo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Temos temas com impacto direto na pesquisa e na segurança jurídica do setor”, afirmou.

A executiva também destacou o potencial do Brasil no cenário global. Para ela, o país pode avançar não apenas como exportador de alimentos, mas também como referência em ciência aplicada à agricultura tropical.

Entre as diretrizes da nova gestão estão o estímulo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização de boas práticas agrícolas e o fortalecimento da participação brasileira em discussões internacionais sobre segurança alimentar e inovação.

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A escolha de Repezza foi feita pelo Conselho de Administração da CropLife Brasil, após um processo estruturado. Durante o período de transição, a entidade foi conduzida de forma colegiada.

Trajetória

Com mais de 25 anos de experiência, Ana Repezza tem atuação nas áreas de comércio exterior, relações institucionais e atração de investimentos. Antes de assumir a presidência da CropLife, esteve à frente da Diretoria de Negócios da ApexBrasil, onde liderou mais de 50 missões comerciais internacionais.

A executiva também foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com atuação na formulação de políticas comerciais e regulação de bens agrícolas e industriais.

Repezza é mestre em Gestão Internacional pela University of London, possui MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização pelo World Trade Institute, da Universidade de Berna. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.

A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.

No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.

Atacado

No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.

Exportações

O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

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Comparações

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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