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28 de julho de 2026

Business

Mercado de soja inicia semana lento, com negociações pontuais e spread elevado

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O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e volumes reduzidos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as negociações foram pontuais, com maior interesse apenas em lotes para pagamento em janeiro.

De acordo com Silveira, os preços seguiram com oscilações mistas, com algumas praças registrando recuo. “O comprador segue sem disposição para manter ofertas firmes, enquanto o produtor mantém um spread elevado”, explica.

Em Rio Verde (GO), por exemplo, o comprador indica R$ 129,00 a R$ 130,00 para janeiro, enquanto o vendedor não aceita menos que R$ 135,00, segundo o analista.

Silveira destaca que o mercado spot permanece travado, tanto no porto quanto na indústria. Na safra nova, as fixações seguem escassas.

“Chicago voltou a subir, mas o movimento é especulativo e sem volume real, o que mostra exaustão na alta. Os prêmios seguem nominais e com viés de baixa, enquanto o dólar recuou, limitando os ganhos no físico”, afirma.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS) manteve R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS) manteve R$ 136,00
  • Cascavel (PR) caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT) manteve em R$ 125,00
  • Dourados (MS)manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO) subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00

Portos

  • Paranaguá (PR): passou de R$ 141,00 para R$ 140,50
  • Rio Grande (RS): manteve R$ 140,50

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. O mercado foi influenciado por expectativas de retomada das compras chinesas de soja norte-americana e pelo avanço das negociações para encerrar a paralisação do governo dos Estados Unidos.

O clima mais positivo no mercado global reduziu a aversão ao risco e apoiou as commodities agrícolas.

As inspeções de exportação dos EUA somaram 1.088.577 toneladas na semana encerrada em 10 de novembro, acima das 984.875 toneladas da semana anterior, segundo o USDA.

  • Jan/25: +13,00 cents → US$ 11,30/bushel
  • Mar/25: +13,50 cents (1,19%) → US$ 11,39¼/bushel
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Business

Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26

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A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O resultado mantém o nível alcançado em 2024/25, quando a certificação subiu para cerca de 420 mil sacas, após ciclos em que o volume girava em torno de 150 mil sacas até 2022/23.

Para a federação, o desempenho consolida uma nova escala para a certificação de origem na região. Em nota, o diretor executivo da entidade, Juliano Tarabal, afirmou que o avanço reflete o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo, além da confiança de produtores, cooperativas e compradores.

No mercado externo, a Europa recebeu 132,2 mil sacas na safra 2025/26 e respondeu por 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22%, seguida por Ásia, com 3,8%, Oriente Médio, com 3,3%, e Oceania, com 2,4%. Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha lideraram o ranking por país e concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.

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A base de rastreabilidade registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior deles respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais concentraram 68,5%. Segundo a federação, esse acompanhamento permite monitorar o percurso do café certificado ao longo da cadeia.

As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado concentraram a maior parte das certificações no período. Entre elas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. Também integram o sistema exportadores credenciados como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.

A conexão com o consumidor final também avançou, com cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior, alcançando consumidores em mais de 50 países. A federação atribuiu esse resultado principalmente à parceria com a illycaffè.

Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e as cooperativas filiadas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com Denominação de Origem, volume 42,9% superior ao ciclo encerrado em junho. A Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo

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Agência Fapesp

Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificaram fungos presentes no intestino da lagarta Helicoverpa armigera com capacidade de degradar o poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor.

O estudo, publicado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, é um dos primeiros do Brasil a demonstrar o potencial de fungos da microbiota intestinal de insetos na degradação desse tipo de plástico, derivado do petróleo e que praticamente não se decompõe naturalmente no ambiente.

Os pesquisadores explicam que decidiram focar no isopor porque, apesar de ser amplamente utilizado, ele ainda é pouco estudado. Além disso, sua reciclagem é limitada, já que cerca de 98% do material é composto por ar, tornando o processo economicamente pouco viável.

Para avaliar o comportamento dos microrganismos, as lagartas foram divididas em três grupos: um alimentado apenas com blocos de isopor, outro com uma dieta mista e um terceiro com alimentação convencional. A análise do intestino dos insetos mostrou que a presença do plástico alterou a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de fungos dos gêneros Aspergillus, Talaromyces, Metarhizium e Trematosphaeria.

Na etapa seguinte, os cientistas isolaram quatro fungos da microbiota intestinal e os colocaram em contato com uma fina película de poliestireno durante 60 dias. Os testes mostraram que todos conseguiram crescer sobre o material e modificar sua superfície, indicando que utilizavam o plástico como fonte de carbono. Entre eles, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior eficiência na degradação.

Segundo o professor Flavio Henrique Silva, da UFSCar, os fungos são grandes produtores de enzimas capazes de quebrar polímeros complexos, característica que pode ser explorada no desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de resíduos plásticos.

A equipe agora busca entender se os microrganismos degradam completamente o poliestireno ou apenas o transformam em micro e nanoplásticos. Paralelamente, os pesquisadores estudam os genes e proteínas envolvidos nesse processo para identificar enzimas ainda mais eficientes.

Além da Helicoverpa armigera, o grupo também investiga microrganismos presentes em outros insetos, como o bicudo-da-cana e o tenébrio gigante. O objetivo é desenvolver uma coleção de bactérias e fungos capazes de acelerar a degradação do poliestireno e, futuramente, ampliar o uso dessas soluções em aplicações biotecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos.

Confira o artigo completo.

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Agro Mato Grosso

Pedágio ‘free flow’ está em fase de teste em rodovia de MT

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A concessionária Rota dos Grãos aguarda autorização da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) para iniciar a operação do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas (Free Flow) na MT-130. A tecnologia, já instalada ao longo dos 140 quilômetros que ligam Primavera do Leste a Paranatinga (231 e 373 km de Cuiabá, respectivamente), visa dar mais fluidez ao escoamento da produção agrícola na região e ao trânsito. O método está em fase de teste e ainda não há cobranças.

O modelo substituirá as paradas tradicionais por uma cobrança automática baseada no trecho efetivamente percorrido. Quando a operação for liberada, as praças de pedágio atuais passarão a funcionar com as cancelas abertas.

Como vai funcionar
O sistema conta com pórticos instalados em seis pontos estratégicos da rodovia:

Veículos com TAG: A leitura é feita automaticamente ao passar pelos pórticos, sem necessidade de reduzir a velocidade.

Veículos sem TAG: A placa é identificada por câmeras. O motorista tem até 30 dias para efetuar o pagamento pelo site oficial (rotadosgraos130.com.br) ou pelo aplicativo da concessionária.

Para apoiar a transição, a Rota dos Grãos disponibilizará totens de autoatendimento na sede em Primavera do Leste e na Base de Serviços Operacionais, além de vans itinerantes para orientação ao longo da pista.

 

Impactos operacionais e ambientais
Segundo a concessionária, o fim das paradas e arranques nas praças de pedágio reduz o tempo de viagem e o consumo de combustível, diminuindo a emissão de CO₂ e a poluição sonora.

“O Free Flow oferece uma cobrança mais justa, já que o usuário paga apenas pelo trecho percorrido. É uma tecnologia que traz fluidez e eficiência para uma rota estratégica do agronegócio”, afirmou o CEO da Rota dos Grãos, Luiz Sette.

Para o CFO da concessionária, Wagner Fernandes, a medida alia inovação e sustentabilidade: “Nosso objetivo é oferecer uma viagem mais segura e ágil, mantendo a excelência dos serviços prestados na rodovia.”

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Agro MT