Sustentabilidade
Chuvas intensas! Precipitações podem chegar a 200 mm nos próximos dias; saiba onde

A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja do país indica um cenário de chuvas irregulares nos próximos dias. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o Sul do país mantém boa umidade no solo, enquanto a umidade avança para o Sudeste.
Por outro lado, o Centro-Oeste e o Matopiba devem registrar precipitações pouco volumosas e distribuídas de forma desigual nos próximos cinco dias.
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Que chuva!
O destaque vai para Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 50 mm em cinco dias.
Previsão para Sinop (MT)
Em Sinop, uma das regiões agrícolas mais importantes, os acumulados devem ficar entre 25 e 30 mm nos próximos três dias. Chuvas mais intensas, de até 200 mm, são esperadas a partir da segunda quinzena de novembro.
Entre os dias 16 e 20, a precipitação se espalhará pelo país, porém ainda de forma irregular e pouco intensa.
Bahia
No oeste baiano, em Barreiras, as chuvas devem retornar com maior intensidade entre 17 e 20 de novembro, com acumulados que podem superar 60 mm no período.
O cenário reforça a necessidade de acompanhamento diário das condições climáticas para o planejamento das atividades agrícolas, especialmente em regiões onde a chuva se distribui de forma irregular.
Sustentabilidade
Chuvas excessivas alongam ciclo da soja no Oeste do Paraná, com plantio praticamente concluído – MAIS SOJA

O plantio da safra de soja 2026/27 alcança 99,17% da área prevista no Oeste do Paraná, mas o excesso de chuvas e a redução da radiação solar têm provocado alongamento do ciclo das lavouras, atrasando o desenvolvimento e o início do florescimento. Os temporais registrados nos últimos dias também trouxeram granizo e danos pontuais em áreas produtoras, conforme avaliação do economista Ernani José Benincá, da Benincá Agro – Consultoria e Corretagem Ltda., em levantamento exclusivo à Agência Safras.
Segundo Benincá, restam apenas algumas áreas para a conclusão da semeadura, principalmente nos municípios de Catanduvas, Ibema e Campo Bonito. Enquanto isso, as primeiras lavouras implantadas já começam a entrar na fase reprodutiva, embora apresentem desenvolvimento mais lento em razão das condições climáticas.
“Novamente tivemos chuvas volumosas e, em alguns lugares, como na Linha Mandarina, em Toledo, houve incidência de granizo com algum prejuízo. O excesso de chuvas, associado às temperaturas mais baixas e à menor radiação solar, está provocando um alongamento do ciclo da soja”, explica Benincá.
O levantamento aponta que Palotina registrou 167 milímetros de chuva no último fim de semana, praticamente o dobro da média regional de 84 milímetros. Além da Linha Mandarina, o granizo também atingiu áreas próximas à Fazenda Monte Sion, na região de Toledo.
A principal preocupação do especialista, entretanto, está relacionada à redução da luminosidade. Segundo ele, algumas lavouras apresentam aproximadamente 60 dias de ciclo e somente agora começam a florescer, enquanto em outras temporadas já estariam próximas ou dentro dos estádios reprodutivos R1 e R2.
“Tem soja com 60 dias de ciclo, porte baixo e entrenós curtos, que só agora está apresentando as primeiras flores. Em outros anos, com essa idade, as plantas praticamente já estariam em R1 ou R2. A menor radiação solar está ocasionando esse atraso”, observa.
Benincá avalia que o alongamento do ciclo, já estimado em quatro dias em relação ao ciclo médio, poderá aumentar nas próximas duas semanas caso persistam as condições de chuva e baixa luminosidade. O economista destaca que a situação exige atenção, especialmente porque a região já enfrenta precipitações acima do padrão habitual para o período.
Outro fator de preocupação envolve o aproveitamento dos fertilizantes aplicados nas lavouras. Conforme o especialista, o excesso de precipitações pode provocar perdas de parte do cloreto de potássio utilizado em cobertura, comprometendo a eficiência da adubação.
“Todas as aplicações de cloreto em cobertura ficam sujeitas a perdas com o excesso de chuvas. Isso representa tanto uma perda agronômica quanto financeira para o produtor”, ressalta.
Por outro lado, a pressão de pragas permanece baixa, sem representar, neste momento, uma preocupação significativa para o desenvolvimento da cultura.
Apesar dos problemas climáticos, Benincá pondera que a disponibilidade de água continua sendo importante para o potencial das lavouras, desde que os excessos não provoquem danos mais expressivos.
“Enquanto houver chuvas, mesmo que tragam algum percentual de pequenas perdas, ainda é melhor trabalhar com barro do que com poeira. Aprendi a trabalhar com barro; com poeira, ainda não”, conclui.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Tempo estável favorece semeadura da soja em MS; 0,5% da área precisou ser replantada – MAIS SOJA

De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 foi favorecido pela melhora das condições climáticas e pela umidade do solo. A semeadura alcançou 68,6% da área acompanhada, o equivalente a 3,3 milhões de hectares.
Para o analista técnico da Aprosoja/MS,Lucas Santana, o resultado representa uma recuperação do ritmo das operações em relação ao cenário registrado na segunda quinzena de outubro, quando as chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.
“Naquele período, o plantio havia alcançado 32% da área acompanhada. As operações ficaram paralisadas durante grande parte da semana devido às condições de umidade do solo. Também foram registrados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos, principalmente em áreas de solos arenosos e mistos”.
Com a melhora das condições para entrada das máquinas nas lavouras, a semeadura ganhou ritmo. A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com 76,2%, seguida pela região Centro, com 60,3%, e pela Norte, com 52,2%.
Apesar do avanço das operações, os efeitos das chuvas ainda aparecem no levantamento do Projeto SIGA-MS. Foram identificados 22.718 hectares que precisaram ser replantados em Mato Grosso do Sul, o que equivale a aproximadamente 0,5% da área estimada para a cultura.
A região Centro concentra a maior área replantada, com 13.213 hectares, seguida pela região Norte, com 9.435 hectares. Nas demais regiões, as ocorrências são pontuais.
Entre as principais causas estão o encharcamento, o selamento e a erosão laminar do solo, condições que podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas e exigir a realização de uma nova semeadura.
“O acompanhamento climático continua sendo importante para o planejamento da safra. A atuação do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades em Mato Grosso do Sul”.
Acesse o boletim completo, clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.
No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.
Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.
Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.
No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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