Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou em baixa com farelo de soja retirando todos os lucros da semana – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 06/11/2025
FECHAMENTOS DO DIA 06/11
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 2,30% ou $ -28,00 cents/bushel, a $1094,00. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 2,34% ou $ -26,75 cents/bushel, a $1108,00. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em baixa de 3,69% ou $ -12,1/ton curta, a $ 312,8. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de 0,83% ou $ -0,34/libra-peso, a $ 49,28.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta quinta-feira. O farelo de soja que sustentou a alta do dia anterior retirou o lucro do grão visto nos últimos 4 dias. Com a negociação sobre a possível greve na Argentina (principal produtor de farelo de soja) e a previsão de uma maior exportação de farelo do Brasil em novembro, o subproduto registou quedas nos contratos acima dos 3%.
Sem os dados oficiais do governo americano sobre as vendas para exportação, o mercado viu o caso do trigo, onde o volume exportado para a China ficou muito abaixo do esperado, como um prenuncio do que pode ocorrer com a soja. Operadores de mercado estão começando a questionar a disposição, necessidade ou até mesmo a capacidade da China de importar as 12MMT, divulgadas pela Casa Branca, ainda em 2025. Com isso os Fundos de Investimento optaram por realizar os lucros dos últimos dias.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
ACORDO NA ARGENTINA DERRUBA PREÇO DO FARELO (baixista)
Os preços da soja caíram acentuadamente na sessão de negociação de Chicago, em grande parte devido à queda significativa nos preços do farelo. Essa queda ocorreu após um acordo firmado na noite anterior entre o sindicato dos trabalhadores de oleaginosas e a indústria de processamento na Argentina, evitando assim a possibilidade de um protesto que teria paralisado indefinidamente a produção no maior exportador mundial de farelo de soja. Como destacamos ontem, essa possibilidade influenciou a tendência de alta no dia anterior no mercado americano, onde a China e até mesmo Bangladesh, um país com demanda mínima por soja, tiveram pouca ou nenhuma influência.
VENDAS DE AGRICULTORES AMERICANOS CONTINUA DERRUBANDO A SOJA (baixista)
A maior disposição dos produtores em vender parte da nova safra, dada a significativa melhora nos preços da soja nas últimas semanas, também está pressionando o mercado. Isso, que inicialmente impacta o mercado físico, se reflete quase imediatamente no mercado futuro.
CHINA COMPRA SOJA AMERICANA, MAS SEM DETALHES (baixista)
Por outro lado, segundo a Reuters, a estatal chinesa Cofco assinou hoje um acordo de compra de soja durante o Fórum de Cooperação Comercial Agrícola EUA-China, realizado em Xangai. Contudo, após a assinatura deste acordo, visto por muitos como mera formalidade na sequência do entendimento alcançado na semana passada entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, não foram fornecidos detalhes sobre volumes ou datas de embarque. Essa falta de informação, em meio ao silêncio de Pequim sobre os números divulgados pela Casa Branca referentes ao comércio de soja entre os dois países e à confirmação de ontem da tarifa de 13% sobre as importações de grãos dos EUA — entre outros produtos — está tendo um efeito pessimista.
BRASIL-ANEC AUMENTA EXPORTAÇÕES DE NOVEMBRO (altista para o Brasil, baixista para CBOT)
No Brasil, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) estimou as exportações brasileiras de soja para novembro em 3,77 milhões de toneladas, volume superior às 2,24 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024, mas marcando uma queda sazonal em comparação com as 6,40 milhões de toneladas embarcadas em outubro. Quanto às vendas de farelo de soja, a projeção é de 2,23 milhões de toneladas, acima das 1,73 milhão de toneladas de novembro de 2024 e das 1,73 milhão de toneladas do mês anterior.
ARGENTINA COMEÇA O PLANTIO DE SOJA (baixista)
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) confirmou hoje, em seu relatório semanal de safras, o início do plantio da soja 2025/2026 na Argentina. “Com um atraso de quase 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior, o plantio de soja atingiu 4,4% dos 17,6 milhões de hectares projetados. As condições de umidade do solo são ótimas na maior parte da área agrícola, embora as regiões central e oeste de Buenos Aires estejam sofrendo atrasos devido a inundações, situação que também ocorre em algumas localidades do norte da província. Em contrapartida, na região do Núcleo Norte, o plantio está progredindo em ritmo normal e está até mesmo 3,2 pontos percentuais à frente do ano anterior, enquanto nas regiões centro-leste de Entre Ríos e Córdoba, o trabalho está avançando bem”, afirmou a Bolsa.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.
O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
- RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.
Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.
Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business24 horas agoEndividamento e falta de crédito ameaçam nova safra de soja em Mato Grosso
Featured22 horas agoDesespero e alívio: PM salva bebê de oito meses engasgada com leite materno
Business21 horas agoFAO mantém Brasil fora do Mapa da Fome e destaca agricultura familiar
Business21 horas agoPlataforma mapeia javalis e apoia combate à espécie invasora em MS
Sustentabilidade23 horas agoSoja sucumbe à realização de lucros e cai cerca de 3% em Chicago – MAIS SOJA
Business24 horas agoSoja no Brasil apresenta recuo devido à queda em Chicago; confira as cotações do dia
Business23 horas agoPesquisa amplia potencial de fungo contra uma das doenças mais destrutivas da agricultura
Featured21 horas agoPivetta na liderança absoluta… – O Livre
















