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Vendas de tratores crescem 27,5% em setembro, diz Fenabrave

As vendas de tratores tiveram crescimento de 27,5% em setembro, frente ao mesmo mês de 2024, somando 6 mil unidades. Na comparação com agosto, a alta foi de 15,7%, segundo levantamento divulgado pela Fenabrave ( Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.
No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de tratores tiveram crescimento de 19,6%, totalizando 39,9 mil unidades. Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado hoje pela Fenabrave com dados já relativos a outubro.
Conforme o presidente da associação, Arcelio Junior, é possível que as revendas estejam repondo estoques de máquinas agrícolas diante da expectativa de uma ótima safra. “Contudo, as altas taxas de juros praticadas no mercado, o atual nível de endividamento dos produtores rurais e a baixa rentabilidade podem ser fatores impeditivos para que estes mesmos resultados sejam observados no varejo até o fim deste ano”, pondera Arcelio Junior.
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Produtor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade
O Projeto de Lei (PL) 119/2023, que trata da classificação do tabaco produzido no Paraná, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do estado (Alep) nesta quarta-feira (4).
A proposta permite que a seleção das folhas seja realizada na própria propriedade rural ou na integradora. Na visão do setor, a mudança amplia as possibilidades de acompanhamento de uma etapa que influencia diretamente o preço pago ao fumicultor.
Para o Sistema Faep, a nova lei representa um avanço em uma discussão de anos. Em abril de 2025, por exemplo, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco.
A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação. Anteriormente, a concentração dessa etapa em poucas localidades limitava o acompanhamento da análise e dificultava a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas.
“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.
Classificação do tabaco
A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.
“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, diz a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Cibelle Tamiris de Oliveira.
Para o presidente da entidade, além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.
“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.
O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
O município paranaense de São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares em 2025.
Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).
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Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.
Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.
No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:
• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50
• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50
• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00
• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00
• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00
• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.
O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.
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Expovale 2026 terá Fazendinha do IDR-Paraná com foco em tecnologias e cadeias produtivas

A 22ª edição da Expovale será realizada de 18 a 22 de novembro de 2026, no Parque de Exposições de Ivaiporã, no Paraná. Entre os destaques da programação está a Fazendinha do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), espaço voltado à apresentação de projetos, tecnologias e iniciativas desenvolvidas com produtores rurais e comunidades da região. A expectativa da organização é receber mais de 250 mil visitantes nos cinco dias de evento.
Durante a feira, o IDR-Paraná levará uma programação com ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural em diferentes cadeias produtivas. Segundo o gerente regional do IDR-Paraná em Ivaiporã, Eduardo Mazzuchelli, a participação na Expovale é uma oportunidade para apresentar à sociedade os resultados do trabalho realizado pela instituição e a diversidade da produção rural da região.
Na cafeicultura, a programação terá atividades ligadas ao projeto Mulheres do Café e ao Concurso Regional de Cafés. Na fruticultura, estão previstos o III Encontro de Fruticultura, com participação da comunidade acadêmica de Ivaiporã, e um dia de campo sobre a cultura do abacate. O encontro sobre frutas abordará oportunidades de mercado e alternativas para ampliar a rentabilidade dos produtores.
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A Fazendinha também reunirá ações de agroecologia, certificação orgânica, turismo rural e saneamento básico rural. Na pecuária leiteira, a agenda inclui o encerramento do projeto Raízes do Leite, o Julgamento de Raças Leiteiras e o Encontro Regional de Produtores de Leite. Entre as novidades desta edição está o Concurso Regional de Qualidade do Leite, voltado à valorização da produção e ao incentivo à melhoria da qualidade do produto.
O espaço ainda terá atividades educativas e interativas para crianças, com destaque para o projeto Raízes do Leite, que promove contato com informações sobre desenvolvimento, nutrição e manejo dos animais. Outro destaque da programação será a Feira Sabores do Paraná, dedicada à valorização da agricultura familiar, com participação de produtores rurais, agroindústrias e artesãos na comercialização direta de alimentos coloniais, pratos típicos e produtos artesanais.
A Expovale 2026 será realizada no Parque de Exposições de Ivaiporã e reunirá programação agropecuária e industrial, com participação de produtores, empresários, instituições e visitantes de diversas localidades do Vale do Ivaí.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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