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Brasil plantou 47,1% da área de soja 25/26, aponta Conab

O plantio de soja da safra 2025/26 alcançou 47,1% da área prevista no Brasil até sábado (1), segundo boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O ritmo representa avanço de 12,7 pontos percentuais em relação à semana anterior, porém segue atrasado. Na comparação com a temporada 2024/25, o plantio está 6,2 pontos percentuais mais lento. Frente à média dos últimos cinco anos, o atraso é ainda maior: 7,6 pontos percentuais.
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Entre os principais produtores, Mato Grosso continua liderando os trabalhos, com 80,1% da área semeada, seguido por Mato Grosso do Sul (73%). Paraná e São Paulo vêm na sequência, com 71% e 60%, respectivamente. Também há avanço em outras regiões: Bahia (21%), Tocantins (19%), Goiás (29%), Minas Gerais (17,5%), Santa Catarina (12%) e Rio Grande do Sul (9%).
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CNC aciona o STF por aumento do prazo de adaptação à nova jornada e alerta para riscos

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, na terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) com pedido de medida cautelar para adiar o cronograma de implementação da nova jornada de trabalho.
A entidade esclarece que a ação não questiona o mérito da redução para 40 horas semanais nem o segundo dia de descanso remunerado, mas sim a inexequibilidade dos prazos de adaptação e a assimetria das regras de transição impostas ao setor produtivo.
Na petição, a CNC solicita que a primeira etapa da transição — redução para 42 horas semanais acompanhada de dois dias de descanso — passe de 16 de dezembro deste ano para 16 de outubro de 2027. Já o teto final, de 40 horas semanais, passaria a ser exigido a partir de outubro de 2028. A entidade sustenta que o prazo de apenas 60 dias previsto na emenda constitucional promulgada é insuficiente para mapear postos, contratar trabalhadores, reestruturar turnos e renegociar convenções coletivas.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressalta que o objetivo central da ação é resguardar a atividade econômica e a segurança operacional das empresas.
“Precisamos atentar para a viabilidade prática da execução dessa mudança. Exigir que milhões de estabelecimentos refaçam escalas, contratem e revisem acordos em apenas dois meses, coincidindo com o pico de vendas de Black Friday, Natal, demais celebrações de fim de ano e a alta temporada do turismo, impõe um colapso operacional injustificado ao varejo físico e na importante cadeia econômica movida pelo turismo dessa época. O setor produtivo precisa de previsibilidade e bom senso para manter as portas abertas e preservar os empregos”, avalia Tadros.
Diferenças entre o público e o privado
A entidade também fundamenta o pedido na violação ao princípio da isonomia. Enquanto a administração pública direta e indireta recebeu prazo de até um ano para aditar seus contratos de terceirização e reequilibrar seus custos, a iniciativa privada foi submetida a um limite sumário de 60 dias.
Além disso, a Confederação aponta a vulnerabilidade das micro e pequenas empresas e dos MEIs, que ficaram desprovidos de regras claras de alívio econômico por causa da indefinição quanto ao prazo de tramitação da lei complementar regulamentadora.
Negociação coletiva
Outro ponto central levado ao STF é a insegurança jurídica provocada pela perda automática de eficácia, a partir do 61º dia, de cláusulas de acordos e convenções coletivas em vigor. Para a CNC, as condições de jornada e descanso fazem parte de pacotes globais construídos com os sindicatos laborais, envolvendo salários e benefícios, e não podem ser desfeitas de forma abrupta.
Diante da proximidade do fim do ano, a Confederação solicita uma decisão liminar do STF antes de 16 de dezembro. Alternativamente, pede que a exigência da primeira etapa de 42 horas seja suspensa para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte até a sanção da regulamentação complementar específica.
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Deputado Max Russi diz que prepara “alguns cortes e reajustes” na Assembleia Legislativa

Presidente da ALMT diz que apoia exonerações feitas pelo governador Otaviano Pivetta desde que sobre dinheiro para aumentar investimento público
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PODE), disse que prepara ajustes nos gastos para a próxima legislatura. O anúncio foi feito ontem (4) quando Russi comentava as exonerações no Executivo pelo governador Otaviano Pivetta.
“A Assembleia também vai fazer alguns ajustes, alguns cortes. Eu acho que é importante, se sobrar mais dinheiro na ponta para investir em serviços para a população. O governo está fazendo os ajustes, os cortes”, disse.
Russi não detalhou como os cortes serão feitos, se vão atingir cargos comissionados, por exemplo, ou redução de despesas com redimensionamento de orçamento em alguns departamentos.
Max Russi é candidato a novo mandato de presidente da Assembleia. Ele quer permanecer no cargo por mais dois anos a partir de fevereiro de 2027. Russi já disse que começou a conversar com colegas parlamentares para compor uma chapa de concorrência e não nega a hipótese de agregar outros candidatos.
Agro Mato Grosso
MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.
O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.
Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.
Plantio da soja chega a 89%
Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.
Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.
O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.
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