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20 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Com 114 idiomas, Mato Grosso tem a 4° maior quantidade de línguas indígenas faladas no país

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Mato Grosso é o 4° colocado no ranking de estados com mais línguas indígenas faladas no Brasil, conforme o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 114 idiomas indígenas diferentesfalados por 42.755 pessoas, sendo o 3º estado com mais falantes.

O estudo mostra que Mato Grosso tem 58.356 pessoas indígenas, com 195 etnias, povos ou grupos indígenas residentes, o que revela um aumento em comparação com o Censo de 2010, que identificou 149 etnias.

O IBGE modificou a forma de auto declaração, permitindo que uma pessoa se declare em mais de uma etnia. Um total de 56.205 pessoas se autodeclararam o que corresponde a 96,31% da população indígena. Apenas 2,77% declarou pertencer a duas etnias.

Em relação a moradia, foram registrados 79 etnias que residem dentro de Terras Indígenas. As etnias mais populosas no estado foram Xavante, Paresi e Kaiabi-Kawaiwete.

Em relação a etnia Xavante, a mais populosa, foram identificados três perfis referente a moradia: os que residem dentro do território, os que residem fora e os que vivem nas cidades, em áreas urbanas.

Apesar de apresentar mais de 50 mil pessoas indígenas, o estado possui apenas 42.755 falantes da língua indígena. Segundo o gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, isso se dá pelo avanço da língua portuguesa dentro das Terras indígenas, que pode acontecer devido ao deslocamento por trabalho e estudos para as áreas urbanas.

O intuito do estudo é trazer indicadores de sexo, idade, alfabetização, registro de nascimento e acesso a saneamento básico, segundo as etnias, povos ou grupos indígenas a que pertencem.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: névoa intensa cobre estradas após chegada de frente fria em Tangará da Serra I MT

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Uma forte névoa cobriu as estradas de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (19), reduzindo a visibilidade e aumentando a sensação de frio no município. As temperaturas mínimas chegaram aos 12°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Um vídeo registrado por um morador da região mostra o momento em que carros circulam em meio à névoa da estrada (assista abaixo).

De acordo com a previsão meteorológica, o dia deve permaneceu com céu nublado, garoa e ventos gelados. A madrugada desta quarta-feira (20) pode registrar nova queda nas temperaturas.

Ainda conforme a meteorologia, essa foi a manhã mais fria da semana em Tangará da Serra, já que o sol deve voltar a aparecer a partir de quarta-feira. Para amanhã, a previsão é de mínima de 12°C e máxima de 28°C.

Na quinta-feira (21), o tempo segue com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. As temperaturas devem variar entre 13°C e 26°C.

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Já na sexta-feira (22), a previsão indica muitas nuvens e chance de chuva isolada, com mínima de 13°C e máxima de 26°C.

VEJA;

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Frente fria alivia calor em MT, mas avanço do bicudo acende alerta nas lavouras

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A passagem de uma frente fria trouxe chuvas isoladas e reduziu as temperaturas noturnas em Mato Grosso, mas sem comprometer o ritmo das lavouras de algodão. Segundo o balanço referente ao período de 10 a 15 de maio, divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o estado mantém uma perspectiva positiva de produtividade, impulsionada pela alta taxa de frutificação das plantas. Com boa parte das áreas na reta final do ciclo, o cenário segue favorável, embora a falta de umidade já comece a impactar os plantios mais tardios e as lavouras instaladas em solos arenosos.

A principal preocupação da semana esteve relacionada ao manejo fitossanitário. A pressão do bicudo-do-algodoeiro aumentou praticamente em todas as regiões produtoras, levando as fazendas a intensificarem as aplicações de defensivos agrícolas.

A recomendação técnica é reforçar o combate à praga, com monitoramento mais rigoroso, ampliação do manejo químico e eliminação de plantas tigueras que possam servir de abrigo ao inseto. Pragas como a lagarta Spodoptera, ácaros e mosca-branca também foram registradas no monitoramento, enquanto doenças como mancha-alvo e ramulária permaneceram restritas a plantas mais suscetíveis ou áreas com microclima úmido.

Com o algodão atingindo o ponto ideal de maturação, o foco no campo começa a se voltar para a logística da safra. O movimento se intensifica em galpões e oficinas, onde são realizados os últimos ajustes em colhedoras, algodoeiras e estruturas de beneficiamento. A combinação entre manejo técnico eficiente e condições climáticas favoráveis até o momento traz confiança ao setor, que agora aguarda apenas a janela ideal para iniciar oficialmente a colheita no estado.

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Aprosoja MT fortalece ações de prevenção e combate aos incêndios aos produtores rurais

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Com orientação técnica e investimentos em prevenção dentro das fazendas, produtores reforçam o compromisso com a preservação ambiental e o combate aos incêndios no campo

Com a chegada do período de estiagem em Mato Grosso e o aumento do risco de incêndios florestais, produtores rurais de diferentes regiões do estado reforçam ações preventivas dentro das propriedades e destacam o compromisso do setor com a preservação ambiental e o combate às queimadas. Em meio aos desafios enfrentados durante os meses mais secos do ano, agricultores têm investido em estrutura, treinamento de equipes e atuação conjunta entre propriedades vizinhas para impedir que o fogo cause prejuízos ambientais e econômicos.Em Mato Grosso, estado que reúne os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o cenário climático exige atenção redobrada durante o período seco. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o estado registra elevados índices de focos de calor anualmente, reforçando a necessidade de ações preventivas permanentes. Nesse contexto, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem intensificado o trabalho de orientação e conscientização junto aos produtores rurais, incentivando medidas de prevenção e fortalecendo iniciativas regionais de combate aos incêndios.

Vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade, Nathan Belusso, explica que o produtor rural é um dos maiores interessados na preservação das áreas produtivas e ambientais, já que o fogo representa prejuízos diretos ao solo, às lavouras, às estruturas das propriedades e aos recursos naturais. “O produtor rural tende a proteger as suas florestas, as suas plantações e toda a sua área produtiva, afinal de contas, aquele é o seu ganha-pão e o fogo destrói tudo. O produtor depende da terra para produzir e preservar a qualidade do solo é fundamental para garantir produtividade e sustentabilidade”, destacou.

Segundo Nathan, além das perdas ambientais, os incêndios podem comprometer áreas agrícolas inteiras, atingir maquinários, cercas, pastagens e reduzir a fertilidade do solo. “Quando uma área agrícola é atingida pelo fogo, há perda de matéria orgânica e de fertilizantes já aplicados. Muitas vezes o produtor leva anos para recuperar a qualidade daquela área novamente”, explicou.

Ele também ressalta que os produtores rurais costumam ser os primeiros a atuar no combate aos incêndios, especialmente em regiões mais distantes dos centros urbanos. “O produtor faz o primeiro combate e atua como uma importante linha de defesa contra os incêndios. Muitas vezes é essa ação rápida que impede que o fogo tome grandes proporções”, afirmou.

Para fortalecer esse trabalho, a Aprosoja MT tem incentivado a formação de grupos regionais de apoio entre produtores vizinhos, além de treinamentos e orientações técnicas voltadas à prevenção e ao combate inicial às chamas. “Quando ocorre um incêndio, os produtores da região se mobilizam com caminhões-pipa, tanques de água, grades e maquinários para auxiliar no combate. Esse trabalho conjunto é muito importante para evitar que o fogo avance para outras áreas”, ressaltou Nathan.

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Na prática, produtores rurais de diferentes regiões do estado relatam que a prevenção tem feito parte da rotina dentro das propriedades. Associado do núcleo de Primavera do Leste, Júlio César Bravin afirma que mantém uma série de medidas preventivas durante as operações agrícolas, especialmente no período de colheita. “Durante a colheita, todas as propriedades contam com caminhão-pipa acompanhando as máquinas, além de equipamentos de apoio e monitoramento constante. Caso aconteça algum foco de incêndio, conseguimos controlar rapidamente”, relatou.

Bravin também destaca que mantém cuidados específicos em áreas próximas às redes de alta tensão e reforça que preservar o meio ambiente faz parte da responsabilidade do produtor rural. “Essas ações reforçam o compromisso do produtor com a preservação da fauna, da flora, do solo e das nascentes”, afirmou.

Também em Primavera do Leste, o produtor Amauri Segatto relata que intensificou os investimentos em prevenção após enfrentar incêndios em anos anteriores. Hoje, a propriedade conta com brigada interna treinada, tanques de água e monitoramento constante das áreas de risco. “A gente trabalha continuamente na prevenção e no combate rápido aos focos de incêndio para proteger tanto as áreas produtivas quanto as áreas de vegetação”, destacou.

Em Nova Mutum, o associado Jairo Carneiro explica que mantém equipes e estruturas de prontidão durante o período mais crítico da estiagem. Segundo ele, entre as principais medidas adotadas estão a construção de aceiros, manutenção de comboios de combate e equipes preparadas para atuação imediata. “Todo ano fazemos aceiros na propriedade e também internos para prevenir a dispersão do fogo. Mantemos equipes de prontidão justamente para agir rapidamente caso necessário”, explicou.

Já em Rondonópolis, o produtor Jorge Augusto Salles reforça que o cuidado com o solo é uma prioridade para quem vive da produção rural. “O maior ativo do produtor é o solo. É nele que está todo o investimento, dedicação e trabalho desenvolvido ao longo dos anos”, afirmou. Ele destaca ainda que práticas como a manutenção da palhada de cobertura são fundamentais para garantir produtividade, conservação da umidade e sustentabilidade no campo. Além das ações individuais dentro das propriedades, Jorge ressalta que a união entre produtores vizinhos também tem sido essencial para fortalecer o combate aos incêndios nas regiões produtoras.

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Com ações preventivas, investimentos em estrutura e mobilização conjunta entre produtores, o setor produtivo mato-grossense reforça o compromisso com a preservação ambiental e com a construção de uma produção cada vez mais sustentável. Em um estado marcado pela força do agronegócio e pela riqueza ambiental, produtores rurais seguem atuando diariamente para proteger o campo, o solo e os recursos naturais que garantem a produção de alimentos e o desenvolvimento de Mato Grosso.

Raiane Florentino

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