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24 de junho de 2026

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Mercado de Carbono: oportunidade para produtores rurais rentabilizarem e empresas compensarem emissões

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O mercado de carbono vem novamente se posicionando como uma avenida promissora de receita e de transição para um agro mais sustentável, e Mato Grosso, com sua escala produtiva e experiência em práticas de conservação, está no centro desse movimento.

Enquanto empresas buscam compensar emissões e cumprir metas climáticas, muitos produtores rurais passam a enxergar nos créditos de carbono uma fonte adicional de renda e um instrumento para acessar novas cadeias de valor.

De forma simples, o mercado de carbono transforma reduções ou remoções de gases de efeito estufa em unidades negociáveis, os créditos de carbono, que podem ser compradas por governos ou empresas para compensar suas emissões. É um mecanismo que aplica lógica de mercado à mitigação climática, com regras e padrões para garantir que cada crédito represente uma tonelada de CO₂ equivalente realmente evitada ou removida.

Como funciona — o papel do MRV e da certificação

Para que uma redução ou remoção vire crédito, é preciso medir, reportar e verificar (MRV) os resultados: sem MRV rigoroso não há mercado. O MRV comprova que a ação ocorreu, quantifica o impacto em tCO₂e e dá transparência ao comprador. Padrões reconhecidos e registries (como os usados por grandes padrões internacionais) fazem a checagem técnica e publicam os créditos emitidos.

Para produtores rurais, o mercado de carbono abre pelo algumas frentes de oportunidade:

  • Remuneração direta na venda de créditos de carbono originados através de práticas que removem carbono (reflorestamento, recuperação produtiva de áreas degradadas), reduzem emissões (melhoria no manejo, uso de insumos com menor pegada de carbono) ou que evitam emissões (evitar desmatamento e reduzir as queimadas).
  • Benefícios indiretos através de programas de REDD+ jurisdicionais, onde a redução do desmatamento e da degradação florestal de uma região (normalmente de escala estadual) gera receita financeira, utilizada em projetos de desenvolvimento da região (brigadas de incêndios, assistência técnica para produtores).
  • Acesso a finanças e seguros com melhores preços, quando o produtor comprova desempenho socioambiental e se conecta a financiadores e seguradoras dispostos a fornecer linhas de crédito mais atrativas, em especial pela redução de risco da operação agropecuária.
  • Prêmio no produto, ao apoiar empresas compradoras a cumprir suas metas de neutralidade (insetting), melhorar a rastreabilidade da cadeia e demonstrar compromissos com a sustentabilidade.

Casos e programas que interessam a Mato Grosso

O Estado já possui algumas iniciativas que geram receitas financeiras por resultados climáticos, como o Programa REM (REDD Early Movers) Mato Grosso, onde a conservação de florestas, através da comprovada redução do desmatamento e da degradação florestal é remunerada através de um acordo com países europeus.

Entrevista — Charton Locks, COO da Produzindo Certo

Conversamos com Charton Locks, COO da Produzindo Certo, para trazer uma explicação prática e direta sobre o mercado de carbono e a realidade dos produtores.

LIVRE – Como você explica, de forma simples, o que é o mercado de carbono e por que ele é importante para o setor agropecuário?

​​O mercado de carbono é um mecanismo que valoriza financeiramente práticas que reduzem emissões ou removem gases de efeito estufa. Na prática, quem consegue reduzir ou remover carbono da atmosfera, por exemplo, recuperando pastagens degradadas, preservando áreas de vegetação nativa (excedentes ao exigido por lei) ou adotando técnicas agrícolas mais eficientes, pode transformar esse resultado em créditos de carbono. Esses créditos podem ser comprados por empresas que precisam compensar suas emissões.

Para o setor agropecuário, esse mercado poderá ser importante por dois motivos principais: primeiro, ao reconhecer e remunerar os produtores rurais pela conservação ambiental, além das exigências legais, e na adoção de novas práticas sustentáveis; segundo, porque abre novas oportunidades de mercado, conectando o campo às demandas globais de sustentabilidade.”

LIVRE – O quanto os produtores estão preparados, na prática, para aderir a esse mercado?

“Na Produzindo Certo, a nossa experiência mostra que, quando os produtores recebem apoio técnico e informações claras sobre as oportunidades, eles se engajam rapidamente. Existe uma grande disposição para participar, mas é fundamental simplificar os processos e criar mecanismos que deem confiança e segurança tanto para o produtor quanto para o comprador dos créditos.

Uma ressalva importante é que a regra de adicionalidade, central nesse mercado, acaba punindo produtores que já apresentam boa performance ambiental, com baixas emissões ou altos estoques de carbono no solo, pois muitas vezes eles não têm espaço para gerar remoções e reduções adicionais e, consequentemente, ficam de fora das oportunidades de créditos, apesar de serem parte da solução”.

Mato Grosso no mapa do carbono

Mato Grosso reúne escala produtiva, experiência em programas de pagamento por resultados (como REM) e um parque de tecnologias e serviços ambientais que podem acelerar a entrada de produtores no mercado de carbono. O desafio é transformar a disposição e o potencial em fluxo real de projetos de qualidade: isso passa por simplificar acesso ao MRV, lidar com a questão da adicionalidade de forma justa e fortalecer canais de comercialização que paguem um preço condizente com a integridade dos créditos.

Quando isso ocorre, o mercado de carbono deixa de ser apenas uma ferramenta de compensação e vira um motor de transição para um setor agropecuário mais resiliente e remunerador.

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Presidente da Câmara diz que regimento interno entrará em pauta mesmo sem votos suficientes

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Vereadora Paula Calil disse que apostará na autonomia de cada um dos colegas, que agora integram grupos para concorrência à Mesa Diretora

A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), disse nesta terça-feira (23) que colocará o regimento interno em votação mesmo que não haja votos suficientes para modificá-lo. A votação pode mudar os rumos da eleição para a Mesa Diretora. 

“[A proposta] será colocada de qualquer forma [na pauta], com 18 [votos] ou não, nas próximas semanas. Embora haja agora grupos [formados para concorrer na eleição interna], cada vereador [tem voto próprio]. Então que cada um se posicione conforme acredita”, disse. 

A proposta é que o regime interno passe a permitir que os vereadores componentes da Mesa Diretora concorram para os mesmos cargos por duas eleições seguidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) autoriza a concorrência desde que ela não se repita por mais de uma vez. O regimento da Câmara de Cuiabá não prevê. 

Para que seja aprovado, ao menos 18 vereadores deverão a favor da mudança. Paula Calil conseguiu fechar ontem (22) o apoio de 14 vereadores para sua reeleição à Mesa, que também devem votar pela mudança no regimento. 

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Polícia Civil prende dupla e recupera R$ 24 mil após furto a farmácia em Várzea Grande

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Suspeitos levaram canetas emagrecedoras, medicamentos, eletrônicos e dinheiro; parte dos produtos foi recuperada em imóvel de Cuiabá

Um furto qualificado de canetas emagrecedoras, dinheiro e outros itens, em uma farmácia, no bairro Cristo Rei, Várzea Grande, foi rapidamente esclarecido pela Polícia Civil, com a prisão em flagrante de dois envolvidos no crime. A ação foi realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).

Os suspeitos foram autuados em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo e majorado pelo concurso de pessoas e repouso noturno. A ação resultou ainda na recuperação de diversos objetos e mais de R$ 24 mil em dinheiro subtraído no crime.

O furto ocorreu durante a madrugada de segunda-feira (22.6), quando os criminosos arrombaram o portão lateral e retiraram a janela do vestiário para acessar o interior do estabelecimento. Além de danificarem o cofre da farmácia, os suspeitos subtraíram equipamentos de informática, canetas emagrecedoras e outros medicamentos armazenados em refrigeradores, produtos dermocosméticos, fraldas, leite, aparelhos celulares e alto valor em dinheiro.

As diligências iniciaram assim que os policiais da Derf-VG tomaram conhecimento dos fatos, para identificar os autores. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos vizinhos, os investigadores identificaram um veículo Hyundai HB20 cinza que circulava nas proximidades da farmácia no horário do crime.

As investigações levaram os policiais até um imóvel localizado na região do bairro Porto, em Cuiabá, onde foram encontrados diversos produtos e objetos relacionados ao furto, além de dinheiro em espécie, ferramentas utilizadas na ação criminosa e outros materiais de procedência ilícita.

Entre os itens apreendidos estavam medicamentos tipo canetas emagrecedoras, produtos dermocosméticos, notebooks, aparelhos eletrônicos, equipamentos, além de R$ 23 mil em espécie e outros valores em dinheiro.

Os objetos recuperados foram reconhecidos pelos donos da farmácia e devidamente restituídos. Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à Derf-VG, onde foram autuados em flagrante pelo delegado Sérgio Luís Henrique de Almeida, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e promover a restituição dos bens recuperados à vítima.

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Caso Renato Nery: PMs investigados retornam à cadeia por ordem do STJ

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A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão imediata de quatro policiais militares da Rotam investigados em um caso que ganhou repercussão após ser relacionado ao assassinato do advogado Renato Nery. A medida foi tomada pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá em cumprimento a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu as prisões preventivas dos agentes.

Os policiais Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso estavam respondendo ao processo em liberdade, embora submetidos a medidas cautelares impostas pela Justiça Militar, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das atividades operacionais e entrega das armas.

Ao reformar decisões anteriores das instâncias locais, a ministra Maria Marluce Caldas considerou a gravidade dos fatos investigados, a suposta periculosidade dos envolvidos e a possibilidade de interferência sobre testemunhas e vítimas. Com isso, determinou o retorno dos acusados ao regime fechado.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, os militares teriam participado da execução de Walteir Lima Cabral e tentado matar outras duas pessoas em julho de 2024. As investigações apontam ainda que a cena do crime teria sido manipulada para simular um confronto armado. Um laudo pericial indicou que a arma utilizada naquela ocorrência foi a mesma empregada no assassinato do advogado Renato Nery, morto uma semana antes em Cuiabá. A Polícia Civil e a Polícia Militar foram acionadas para cumprir os mandados de prisão.

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