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7 de maio de 2026

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Mercado de Carbono: oportunidade para produtores rurais rentabilizarem e empresas compensarem emissões

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O mercado de carbono vem novamente se posicionando como uma avenida promissora de receita e de transição para um agro mais sustentável, e Mato Grosso, com sua escala produtiva e experiência em práticas de conservação, está no centro desse movimento.

Enquanto empresas buscam compensar emissões e cumprir metas climáticas, muitos produtores rurais passam a enxergar nos créditos de carbono uma fonte adicional de renda e um instrumento para acessar novas cadeias de valor.

De forma simples, o mercado de carbono transforma reduções ou remoções de gases de efeito estufa em unidades negociáveis, os créditos de carbono, que podem ser compradas por governos ou empresas para compensar suas emissões. É um mecanismo que aplica lógica de mercado à mitigação climática, com regras e padrões para garantir que cada crédito represente uma tonelada de CO₂ equivalente realmente evitada ou removida.

Como funciona — o papel do MRV e da certificação

Para que uma redução ou remoção vire crédito, é preciso medir, reportar e verificar (MRV) os resultados: sem MRV rigoroso não há mercado. O MRV comprova que a ação ocorreu, quantifica o impacto em tCO₂e e dá transparência ao comprador. Padrões reconhecidos e registries (como os usados por grandes padrões internacionais) fazem a checagem técnica e publicam os créditos emitidos.

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Para produtores rurais, o mercado de carbono abre pelo algumas frentes de oportunidade:

  • Remuneração direta na venda de créditos de carbono originados através de práticas que removem carbono (reflorestamento, recuperação produtiva de áreas degradadas), reduzem emissões (melhoria no manejo, uso de insumos com menor pegada de carbono) ou que evitam emissões (evitar desmatamento e reduzir as queimadas).
  • Benefícios indiretos através de programas de REDD+ jurisdicionais, onde a redução do desmatamento e da degradação florestal de uma região (normalmente de escala estadual) gera receita financeira, utilizada em projetos de desenvolvimento da região (brigadas de incêndios, assistência técnica para produtores).
  • Acesso a finanças e seguros com melhores preços, quando o produtor comprova desempenho socioambiental e se conecta a financiadores e seguradoras dispostos a fornecer linhas de crédito mais atrativas, em especial pela redução de risco da operação agropecuária.
  • Prêmio no produto, ao apoiar empresas compradoras a cumprir suas metas de neutralidade (insetting), melhorar a rastreabilidade da cadeia e demonstrar compromissos com a sustentabilidade.

Casos e programas que interessam a Mato Grosso

O Estado já possui algumas iniciativas que geram receitas financeiras por resultados climáticos, como o Programa REM (REDD Early Movers) Mato Grosso, onde a conservação de florestas, através da comprovada redução do desmatamento e da degradação florestal é remunerada através de um acordo com países europeus.

Entrevista — Charton Locks, COO da Produzindo Certo

Conversamos com Charton Locks, COO da Produzindo Certo, para trazer uma explicação prática e direta sobre o mercado de carbono e a realidade dos produtores.

LIVRE – Como você explica, de forma simples, o que é o mercado de carbono e por que ele é importante para o setor agropecuário?

​​O mercado de carbono é um mecanismo que valoriza financeiramente práticas que reduzem emissões ou removem gases de efeito estufa. Na prática, quem consegue reduzir ou remover carbono da atmosfera, por exemplo, recuperando pastagens degradadas, preservando áreas de vegetação nativa (excedentes ao exigido por lei) ou adotando técnicas agrícolas mais eficientes, pode transformar esse resultado em créditos de carbono. Esses créditos podem ser comprados por empresas que precisam compensar suas emissões.

Para o setor agropecuário, esse mercado poderá ser importante por dois motivos principais: primeiro, ao reconhecer e remunerar os produtores rurais pela conservação ambiental, além das exigências legais, e na adoção de novas práticas sustentáveis; segundo, porque abre novas oportunidades de mercado, conectando o campo às demandas globais de sustentabilidade.”

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LIVRE – O quanto os produtores estão preparados, na prática, para aderir a esse mercado?

“Na Produzindo Certo, a nossa experiência mostra que, quando os produtores recebem apoio técnico e informações claras sobre as oportunidades, eles se engajam rapidamente. Existe uma grande disposição para participar, mas é fundamental simplificar os processos e criar mecanismos que deem confiança e segurança tanto para o produtor quanto para o comprador dos créditos.

Uma ressalva importante é que a regra de adicionalidade, central nesse mercado, acaba punindo produtores que já apresentam boa performance ambiental, com baixas emissões ou altos estoques de carbono no solo, pois muitas vezes eles não têm espaço para gerar remoções e reduções adicionais e, consequentemente, ficam de fora das oportunidades de créditos, apesar de serem parte da solução”.

Mato Grosso no mapa do carbono

Mato Grosso reúne escala produtiva, experiência em programas de pagamento por resultados (como REM) e um parque de tecnologias e serviços ambientais que podem acelerar a entrada de produtores no mercado de carbono. O desafio é transformar a disposição e o potencial em fluxo real de projetos de qualidade: isso passa por simplificar acesso ao MRV, lidar com a questão da adicionalidade de forma justa e fortalecer canais de comercialização que paguem um preço condizente com a integridade dos créditos.

Quando isso ocorre, o mercado de carbono deixa de ser apenas uma ferramenta de compensação e vira um motor de transição para um setor agropecuário mais resiliente e remunerador.

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Mato Grosso está bem na fita…

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Em reunião com Pivetta, embaixador da Noruega destacou modelo que une produção agrícola, preservação ambiental e projetos ligados ao carbono

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, rasgou elogios a Mato Grosso durante reunião com o governador Otaviano Pivetta, nesta quinta-feira (7), no Palácio Paiaguás. Segundo ele, o Estado virou exemplo internacional ao conseguir unir produção agrícola e preservação ambiental.

É um Estado que combina produção em larga escala com responsabilidade ambiental e que pode ser considerado um laboratório de soluções para o futuro. Temos interesse em ampliar a cooperação, especialmente em projetos ligados ao carbono e ao desenvolvimento ambiental”, disse.

Elsebutangen também destacou que a Noruega tem interesse em ampliar a cooperação com Mato Grosso, principalmente em projetos ligados ao mercado de carbono e desenvolvimento ambiental. “Reconhecemos Mato Grosso como referência na conciliação entre produção e preservação”, disse.

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Durante a reunião, Pivetta reforçou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país e, ao mesmo tempo, mantém cerca de 60% do território preservado. O governador ainda destacou o trabalho de fiscalização ambiental e o combate ao desmatamento ilegal.

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que a visita serviu para apresentar as ações ambientais desenvolvidas pelo Estado e reforçar o interesse da Noruega em ampliar parcerias com Mato Grosso.

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Golpe do falso gerente: PJC-MT caça em Goiás envolvidos em desvio de R$ 290 mil

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Vítima de Lucas do Rio Verde foi induzida via WhatsApp a realizar transferências; Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (7.5), a Operação Armadilha Virtual, para cumprir mandados judiciais contra suspeitos de aplicar um golpe em uma moradora de Lucas do Rio Verde e causar a ela um prejuízo de R$ 290 mil.

Os mandados judiciais foram cumpridos contra os investigados no município de Caldas Novas, no Estado de Goiás, por uma equipe da delegacia do município mato-grossense.

A vítima foi alvo do chamado golpe do falso gerente bancário, onde os suspeitos fingem ser gerentes ou funcionários de bancos, usam dados reais da vítima e desviam dinheiro das contas.

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Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, quebra de sigilo bancário e indisponibilidade de bens e valores dos suspeitos. O objetivo é preservar provas, rastrear o caminho do dinheiro e identificar outros possíveis envolvidos. As ordens foram decretadas pelo Núcleo de Juiz de Garantias do Polo de Sinop.

Durante o trabalho operacional em Caldas Novas (GO), os policiais civis apreenderam diversos cartões de crédito e dinheiro, entre outros objetos correlacionados.

Apuração

A investigação teve início após a vítima relatar ter sido induzida, por meio de contatos de WhatsApp, a realizar procedimentos em seu aplicativo bancário.

A Delegacia de Lucas do Rio Verde identificou que os golpistas se passaram por um gerente bancário e um assistente de segurança de uma instituição financeira e convenceram a vítima a realizar transferências bancárias, causando o prejuízo de R$ 290 mil.

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Conforme apurado, o valor foi direcionado para uma conta bancária de pessoa jurídica, relacionada a um dos investigados. Também foram identificadas linhas telefônicas utilizadas no golpe, além de possível compartilhamento de aparelho celular, contas digitais e vínculos bancários associados aos suspeitos.

Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil representou judicialmente pela expedição dos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, quebra de sigilo bancário e a indisponibilidade de bens e valores dos envolvidos.

As diligências seguem em andamento para a conclusão do inquérito instaurado pela Delegacia de Lucas do Rio Verde e para o indiciamento dos investigados.

 

Cuidados

A Polícia Civil de Mato Grosso reforça a importância de que a população redobre a atenção diante de contatos telefônicos ou mensagens que solicitem procedimentos bancários, instalação de aplicativos, transferências ou fornecimento de senhas.

Em caso de suspeita de golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato, procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira e registrar boletim de ocorrência.

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Com Assessoria 

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‘Hoje essa conta passa dos R$ 100 bilhões’, diz Lupion sobre dívida rural

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Foto: FPA/divulgação

O cenário para o sojicultor brasileiro ganha contornos mais preocupantes com o agravamento da crise financeira no campo.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, alertou para um “impacto absurdo” em toda a cadeia produtiva, impulsionado pela alta dos custos de produção, dificuldades contratuais e entraves ao crédito rural.

Custos de produção pressionam

Segundo Lupion, o produtor já enfrenta dificuldades severas na compra de fertilizantes e defensivos, incluindo problemas contratuais envolvendo a China. Somado a isso, a alta dos combustíveis encarece o frete, as operações no campo e o uso de máquinas, elevando os custos desde o plantio até a colheita da soja.

“É mais um fator de endividamento do produtor. As planilhas de custo de produção estão cada dia mais díspares e inconsistentes, fazendo com que a dívida só cresça”, afirmou o deputado.

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Renegociação preocupa produtores

Um dos principais pontos levantados pela FPA é o valor necessário para renegociar as dívidas do setor. O projeto, que inicialmente previa R$ 30 bilhões aprovados na Câmara, agora já é estimado em R$ 120 bilhões.

Lupion classificou a proposta atual do governo federal como “incipiente” e disse que ela não atende às necessidades do agro. As negociações seguem no Senado, com participação da senadora Tereza Cristina e diálogo com o relator Renan Calheiros.

Seguro rural e crédito travam planejamento

A situação também preocupa pela falta de recursos para a subvenção do seguro rural. Segundo o presidente da FPA, houve vetos do governo que impedem o não contingenciamento dos recursos.

A previsão para os anos de 2024 a 2026, segundo Lupion, é de “zero centavo” para a subvenção, cenário que torna o crédito mais caro e menos acessível ao produtor.

Outro ponto criticado foi o Prodes. Lupion afirmou que as anotações automáticas na matrícula do produtor acontecem antes mesmo da notificação de irregularidades, o que pode travar o acesso ao financiamento bancário de forma inesperada.

Menos investimento em máquinas

A falta de liquidez e o aumento do endividamento já refletem nos investimentos das fazendas. Dados da última Agrishow apontam queda de 22% nas intenções de pedidos de máquinas agrícolas.

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Para a FPA, o produtor prioriza a manutenção da safra atual e adia investimentos em renovação de frota e tecnologia. O impacto, segundo a entidade, pode atingir diretamente a produtividade e a rentabilidade do setor nos próximos anos.

O post ‘Hoje essa conta passa dos R$ 100 bilhões’, diz Lupion sobre dívida rural apareceu primeiro em Canal Rural.

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