Sustentabilidade
Porteiras abertas, pontapé no plantio: proprietário da Fazenda Recanto compartilha trajeto e legado

Nesta sexta-feira (3), acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, evento que reúne especialistas, produtores e inscritos para acompanhar de perto discussões relacionadas à geopolítica, biocombustíveis e clima. O palco será a Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), propriedade de Lucio Basso, que conversou com a equipe do Soja Brasil. Vale lembrar que as inscrições seguem abertas. Faça parte aqui.
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A chegada da família ao Mato Grosso do Sul
A história da família Basso em Mato Grosso do Sul começou no início da década de 1970. O pai de Lucio, natural do Rio Grande do Sul, visitou primos na região em 1972 e, pouco depois, surgiu a oportunidade de compra de terras. Em 1973, a família decidiu se mudar definitivamente. “Eu completei um ano de idade e já vim morar aqui”, relembra.
A entrada da soja na propriedade
Segundo ele, a soja sempre esteve presente desde o início. ”Meu pai já trouxe isso no sangue. Começamos com arroz de sequeiro e, na sequência, a soja se consolidou como o modelo de produção que estava sendo implementado na época”, diz.
Hoje, toda a família participa da atividade, sendo Lucio, os dois irmãos e o pai, que continua presente no dia a dia da fazenda.
Comercialização e produção
“Sempre comercializamos com contratos antecipados para equilibrar os custos de produção. A soja acaba migrando para as tradings, vira óleo, farelo, mas segue basicamente esse roteiro tradicional”, explica o produtor.
Nos últimos dois anos, a produtividade foi afetada pelas estiagens prolongadas. Em anos bons, a média chega a 69 a 79 sacas por hectare.
Manejo, sustentabilidade e desafios
O pioneirismo no plantio direto foi marca registrada do pai, que buscou alternativas ao sistema tradicional. “Sempre tivemos esse cuidado. Hoje, há uma tendência maior para o biológico, mas nós sempre nos adaptamos às novas tecnologias.”
Quanto aos desafios enfrentados, o principal é o clima, que dita o ritmo do sojicultor. “Se a gente tem o clima, conseguimos administrar os outros fatores, sejam eles políticos ou comerciais”, comenta.
Vitória e legado
Mais do que resultados de safra, o produtor destaca a importância da continuidade da família no campo. ”Uma grande vitória seria transferir esse legado para filhos e netos. Nosso objetivo é buscar produtividade com o menor custo possível”, especifica.
Planos para o futuro
O foco da família está na construção de solo e fertilidade. ”Avançamos muito nas últimas duas décadas. A irrigação foi um fator predominante, mas sempre tivemos a necessidade de área protegida”, aponta.
”O que queremos deixar é uma herança melhor do que a que encontramos. Nosso desejo é transformar áreas pouco férteis em produtivas e entregá-las fortalecidas para as próximas gerações”, completa.
Por fim, Lucio resume o sentimento de ser produtor. ”É um desafio enorme, mas também um dom. Quando isso morde a gente, não tem como sair”, brinca.
Sustentabilidade
Entenda o que muda com a nova Lei do Frete – MAIS SOJA

Sancionada esta semana, a Lei do Frete transforma em regras permanentes medidas que vinham sendo aplicadas desde março para reforçar a fiscalização do transporte rodoviário de cargas.
A lei torna permanente a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), mecanismo que registra as operações de frete e permite maior controle sobre o cumprimento do piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou uma série dispositivos acrescentados pelo Congresso Nacional durante a tramitação da proposta. Entre eles a anistia a multas aplicadas em razão dos bloqueios de rodovias ocorridos após as eleições de 2022.
O que a lei mantém?
A norma consolida a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte e da emissão do Ciot, mecanismo criado para ampliar o controle sobre os contratos de frete e o cumprimento da política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas.
O sistema permite aumentar a fiscalização das operações e combater a contratação de fretes abaixo dos valores mínimos definidos pela ANTT.
O que foi vetado
Entre os dispositivos barrados pelo veto presidencial está o artigo que anula multas aplicadas a transportadores, empresas e motoristas em razão da participação em manifestações e bloqueios de rodovias ocorridos em 2022.
A proposta abrangia multas judiciais e administrativas, sanções civis e administrativas e penalidades já inscritas em dívida ativa.
Na justificativa enviada ao Congresso, o governo afirma que a medida viola o princípio da separação dos Poderes e a garantia constitucional da coisa julgada, pois alcançaria multas decorrentes de decisões judiciais já proferidas.
Argumenta também que a proposta implicaria renúncia de receita sem a estimativa de impacto orçamentário e financeiro exigida pela legislação.
O presidente da República vetou também um artigo que convertia em advertência multas aplicadas por descumprimento da política de pisos mínimos do frete.
O governo argumenta que a medida representa anistia de penalidades administrativas e renúncia de receita sem estimativa de impacto financeiro.
Os vetos serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los. Até lá, permanecem em vigor os trechos sancionados da lei, incluindo as regras de fiscalização do piso mínimo do frete e o uso do Ciot nas operações de transporte de cargas.
Fonte: Agência Brasil
Sustentabilidade
Alerta para focos de incêndios preocupa enquanto ciclone bomba avança no país; confira a previsão do tempo

A previsão do tempo mantém o alerta para o aumento dos focos de incêndio no interior do Nordeste, principalmente nas áreas produtoras de soja do Maranhão, Piauí e interior da Bahia. A ausência de chuvas e as temperaturas elevadas, que podem alcançar 36°C, favorecem a propagação das queimadas e mantêm o cenário de atenção até o fim do inverno e o início da primavera.
Enquanto o interior permanece sob tempo seco, as chuvas seguem concentradas na faixa litorânea da região, com acumulados entre 10 e 15 milímetros. Na próxima semana, a precipitação avança de forma pontual para o Recôncavo Baiano, sul e sudeste da Bahia, além de Sergipe e Alagoas, mas os volumes dificilmente ultrapassam 20 milímetros.
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Entre os dias 17 e 21 de agosto, a tendência é de aumento das chuvas sobre Alagoas e parte do interior da Paraíba. Apesar disso, os acumulados ainda serão insuficientes para reverter o quadro de estiagem no interior nordestino.
No Sul do país, o destaque é a atuação de um ciclone, que aumenta o risco de temporais entre o Paraná e Santa Catarina. Há previsão de chuva intensa, rajadas de vento e condições para tempo severo, especialmente no sul do Paraná, onde os acumulados podem superar 100 milímetros entre as próximas 24 e 48 horas.
Também há previsão de trovoadas no sul do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Ao longo da próxima semana, a chuva continua avançando pelo sul de Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul.
Na região Norte, o calor e a umidade seguem favorecendo a formação de pancadas de chuva e trovoadas, mas sem previsão de acumulados expressivos.
Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com possibilidade de geadas em áreas dos dois estados, onde os termômetros podem registrar temperaturas inferiores a 5°C.
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Sustentabilidade
PIB-Agro/CEPEA:Após forte avanço em 2025, PIB do agro recua 2% no 1º tri – MAIS SOJA

Depois de registrar crescimento acima de 12% em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), apresentou queda de 2,01% no primeiro trimestre de 2026.
De acordo com o Cepea/CNA, com base nos dados consolidados de janeiro a março, o PIB do agronegócio está estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão no ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão, no pecuário. Considerando-se estes resultados e o desempenho do PIB nacional no mesmo período, a participação do setor na economia é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados em 2025.
Pesquisadores do Cepea/CNA ressaltam que esse desempenho negativo dá continuidade à tendência observada no quarto trimestre de 2025, quando o PIB apresentou retração em relação ao trimestre imediatamente anterior, interrompendo a trajetória de crescimento registrada até o terceiro trimestre daquele ano. Embora essa reversão tenha marcado uma mudança de tendência no final de 2025, o PIB do agronegócio encerrou o ano com significativo crescimento, sustentado pelos resultados positivos observados nos três primeiros trimestres.
No primeiro trimestre de 2026, todos os segmentos do agronegócio apresentaram queda, com destaque para o segmento primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agrosserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%). Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado foi influenciado pela expectativa de redução do valor da produção em 2026, decorrente principalmente da queda dos preços, que superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.
No segmento industrial, as agroindústrias de base agrícola registraram retração, enquanto as de base pecuária avançaram, devido à redução mais intensa do consumo intermediário. Já os agrosserviços foram influenciados pelos desempenhos dos segmentos a montante, com queda no ramo agrícola e crescimento no pecuário, sustentado pela maior demanda por transporte, comércio e demais serviços associados ao aumento esperado da produção pecuária.
Tabela 1. PIB do Agronegócio: Taxa de variação acumulada no período (%)
Fonte: Cepea/USP e CNA
Fonte: CEPEA
Autor:Cepea
Site: Cepea
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