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1º de outubro tem alta ou baixa nas cotações de soja? Confira os preços do início do mês

O mercado brasileiro de soja apresentou um cenário um pouco melhor em comparação ao restante da semana. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, de manhã, os preços estavam retraídos e sem ofertas. Já à tarde, com a CBOT ganhando fôlego, os preços subiram, mas deram alguma chance, e houve alguns negócios tanto no porto quanto na indústria.
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Silveira destacou que o dia foi mais ofertado em função do suporte vindo da Bolsa de Chicago, embora sem grandes movimentos. “Foi um mercado mais ativo, mas longe de ser agressivo”, acrescentou.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em 129,00
- Santa Rosa (RS): manteve em 130,00
- Cascavel (PR): subiu de 129,00 para 131,00
- Rondonópolis (MT): subiu de 124,00 para 125,00
- Dourados (MS): manteve em 123,00
- Rio Verde (GO): caiu de 120,50 para 120,00
- Paranaguá (PR): manteve em 135,00
- Rio Grande (RS): subiu de 134,50 para 135,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após passar a maior parte do dia no território negativo e atingir níveis inferiores a US$ 10 por bushel, o mercado reagiu no final da sessão, mudando de direção após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump afirmou nesta quarta-feira que a soja será um dos principais temas de discussão quando ele se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, dentro de quatro semanas. “Os produtores de soja do nosso país estão sendo prejudicados porque a China, apenas por motivos de negociação, não está comprando”, escreveu Trump no Truth Social.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 11,25 centavos de dólar, ou 1,12%, a US$ 10,13 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 por bushel, com alta de 10,75 centavos ou 1,05%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,30 ou 0,10%, a US$ 273,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,429 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,87%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3274 para venda e a R$ 5,3254 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2946 e a máxima de R$ 5,3381.
Business
Canola avança para a colheita no Rio Grande do Sul

A canola está no final do ciclo no Rio Grande do Sul, com avanço da fase de enchimento de grãos para a maturação fisiológica e a colheita. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o Estado cultivou 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 quilos por hectare. A evolução fenológica foi favorecida por maior disponibilidade recente de radiação solar e por temperaturas de amenas a elevadas.
Essas condições contribuíram para acelerar a maturação e reduzir o teor de umidade das plantas, favorecendo a colheita. O desempenho produtivo, porém, apresenta elevada variabilidade entre as regiões. Em parte das áreas, doenças e condições meteorológicas adversas comprometeram a formação das estruturas reprodutivas, com redução no número de síliquas por planta e de grãos por síliqua, afetando o potencial produtivo.
Nas áreas sem esses problemas, o desenvolvimento das plantas e a formação das estruturas reprodutivas seguem em padrão considerado satisfatório. Já a ocorrência de granizo e vendavais no Centro-Oeste e no Noroeste, em proximidade ao período de colheita, elevou o índice de perdas, especialmente pela maior suscetibilidade à debulha dos grãos.
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Na região de Santa Rosa, 2% das lavouras estão em floração, 49% em enchimento de grãos, 40% maduras e 9% colhidas. A produtividade está estimada em cerca de 1.700 quilos por hectare. Na região, a dessecação foi intensificada para uniformizar a maturação, reduzir a variabilidade da umidade dos grãos e favorecer as operações de colheita. Ventos e granizo também provocaram danos em diversas lavouras.
Em Frederico Westphalen, 30% das áreas cultivadas com canola estão em enchimento de grãos, 55% em maturação e 15% colhidas. A produtividade atual na região está estimada em 1.500 quilos por hectare.
Com a canola entrando na fase final do ciclo no Estado, o andamento da colheita e o resultado produtivo seguem condicionados pelas diferenças regionais de clima, sanidade e conservação das estruturas reprodutivas.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Poder de compra do produtor de café é prejudicado pela alta dos fertilizantes

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a próxima safra de café já pode estar sendo afetada pela alta no preço dos insumos agrícolas. O próximo período de aplicação de fertilizantes na cafeicultura, entre o fim deste ano e o início de 2027, ocorre em um momento de menor poder de compra dos produtores no estado de São Paulo.
O Centro de Estudos calcula que, considerando o preço do café arábica (R$ 26,15 o quilo, segundo o próprio índice do Cepea) e os preços médios de adubo, o produtor precisa de 19,4% mais café neste mês para comprar a mesma quantidade que em agosto.
O preço dos fertilizantes importados subiu 12,8% em agosto, apontam dados do Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O planejamento das compras de cafeicultores para a safra de 2027/28 tende a ser fortemente afetado por este aumento, uma vez que 85% do mercado nacional utiliza os insumos estrangeiros, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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Exportação de suco de laranja cresce 9,6%, mas receita despenca 34%

As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram em volume no primeiro trimestre da safra 2026/27, mas o faturamento caiu de forma expressiva. Entre julho e setembro, foram embarcadas 203,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix, alta de 9,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.
Apesar do aumento no volume, a receita recuou 34,4%, para US$ 489,7 milhões.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela CitrusBR.
“Sem dúvida, é uma boa notícia perceber alguma recuperação no volume exportado em relação à safra passada, porém, esse mesmo volume ainda está 14% abaixo da média das últimas cinco safras, que é de 237 mil toneladas”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.
Estados Unidos e Canadá concentram quase metade dos embarques
Estados Unidos e Canadá foram os principais destinos do suco de laranja brasileiro no período. Juntos, importaram 96 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 226,6 milhões. O volume representou 47,2% das exportações realizadas pelo Porto de Santos.
Na comparação com o primeiro trimestre da safra 2025/26, os embarques para os dois países cresceram 6,4%, enquanto a receita caiu 32,7%. Na comparação com o mesmo período de 2022/23, o volume enviado para esses mercados aumentou 53,6%.
A Europa aparece logo atrás, com 91,8 mil toneladas, equivalentes a 45,2% do volume exportado. A receita foi de US$ 222,7 milhões.
Em relação à safra anterior, o volume destinado ao continente cresceu 4,8%, enquanto a receita caiu 39,7%. Já na comparação com cinco safras atrás, o volume recuou 48,7%.
China mais que dobra volume importado
A China recebeu 7,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 18 milhões. O volume mais que dobrou em relação ao primeiro trimestre da safra 2025/26, com alta de 111,5%. Na mesma comparação, porém, a receita caiu 4,7%.
O mercado chinês respondeu por 3,6% do volume exportado no período. Apesar da recuperação recente, os embarques ainda estão 52,6% abaixo do registrado no mesmo intervalo da safra 2022/23.
O Japão também ampliou as compras, para 2,7 mil toneladas, alta de 66,9% em um ano. A receita, de US$ 7,3 milhões, caiu 22,5%.
A Coreia do Sul importou 135 toneladas, com receita de US$ 308 mil. Na safra anterior, não houve embarques para o país.
A Índia, por sua vez, não registrou compras no período, assim como no primeiro trimestre da safra 2025/26.
Os demais mercados responderam por 5,3 mil toneladas, alta de 104,9% sobre a temporada anterior. A receita também cresceu, 28,2%, para US$ 14,8 milhões.
Subprodutos
As exportações de subprodutos da laranja apresentaram comportamentos diferentes no primeiro trimestre da safra 2026/27.
O farelo de polpa cítrica somou 39.347 toneladas e US$ 20,3 milhões. O volume caiu 29,4% em relação ao mesmo período da safra anterior e ficou 21,5% abaixo da média das cinco últimas safras.
Já o óleo essencial de laranja teve forte alta. Os embarques chegaram a 5.088 toneladas, crescimento de 138,6% em um ano. O volume também ficou 24,7% acima da média das cinco safras anteriores. A receita foi de US$ 58,6 milhões.
As exportações de terpenos somaram 2.578 toneladas e US$ 25,7 milhões, alta de 41,9% sobre a safra anterior, mas 25% abaixo da média das cinco últimas temporadas.
As células cítricas tiveram queda de 74,6% no volume, para 28 toneladas, com receita de US$ 46 mil. O resultado ficou 87,5% abaixo da média das cinco safras anteriores.
Os números consideram os embarques realizados pelo Porto de Santos, que concentram as exportações das empresas associadas à CitrusBR. No primeiro trimestre da safra 2026/27, o terminal respondeu por 92% do volume de suco de laranja exportado pelo Brasil.
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