Sustentabilidade
Microrganismos da biodiversidade marinha de Fernando de Noronha abrem caminho para o desenvolvimento de bioinsumos que fortalecem a agricultura sustentável – MAIS SOJA

Referência em conservação ambiental, o arquipélago de Fernando de Noronha abriga uma biodiversidade marinha com cerca de 500 espécies catalogadas, entre elas peixes recifais, moluscos, cnidários e esponjas – muitas endêmicas, ou seja, exclusivas ao arquipélago. Essa riqueza é favorecida por uma combinação rara de condições naturais: suas águas são consideradas oligotróficas, ou seja, possuem baixa concentração de nutrientes e alta transparência, permitindo grande penetração de luz solar. Aliadas a correntes oceânicas favoráveis e à baixa intervenção humana, essas circunstâncias criam um ambiente ideal para comunidades biológicas singulares, incluindo microrganismos raros e adaptados a condições extremas. Diante desse cenário, a Apoena Agro, empresa brasileira de biotecnologia que desenvolve soluções sustentáveis a partir da biodiversidade brasileira, realizou, no último mês de julho, a sua segunda expedição científica de bioprospecção em Fernando de Noronha, com o objetivo de identificar novas cepas microbianas com potencial para gerar bioinsumos inovadores destinados à agricultura.
O Brasil é hoje um dos pilares do agro mundial e o desempenho do setor segue decisivo para a economia: em 2024, o agronegócio respondeu por cerca de 23,5% do PIB brasileiro, segundo estimativas de Cepea/CNA, com perspectiva de avanço em 2025 diante da retomada de diversas cadeias produtivas. Esse protagonismo, no entanto, vem acompanhado de um desafio global: garantir o aumento da produção de alimentos diante do crescimento populacional e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais. Para isso, é necessário ampliar o desenvolvimento de soluções que combinem produtividade, sustentabilidade e inovação – como é o caso dos bioinsumos. Essas soluções, que integram a chamada “Revolução dos Biológicos”, utilizam microrganismos vivos ou substâncias naturais para promover o crescimento das plantas, melhorar a saúde do solo, controlar pragas e doenças de forma mais equilibrada e, consequentemente, elevar a produtividade das lavouras com menor impacto ambiental. Além de contribuírem para a preservação dos recursos naturais e diminuírem a dependência de insumos químicos tradicionais, favorecem sistemas agrícolas mais regenerativos e a produção de alimentos mais seguros, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Por meio da bioprospecção, o intuito da Apoena Agro é fazer parte desse movimento que vem transformando o setor. Para isso, desenvolve bioinsumos exclusivos, baseados em cepas brasileiras, utilizando a biodiversidade do país como matéria-prima. Além das duas expedições em Fernando de Noronha, a empresa já esteve na floresta tropical mais diversa do mundo, a Amazônia. Como resultado dessas iniciativas em regiões de alta diversidade biológica, mantém hoje um banco exclusivo com mais de 800 estirpes microbianas, que segue sendo ampliado a cada nova expedição.
A bioprospecção na prática — A bioprospecção é um ramo da biotecnologia que consiste na busca por compostos naturais de valor biológico, com o objetivo de desenvolver novos produtos e tecnologias. No contexto do desenvolvimento de bioinsumos agrícolas, o processo envolve a identificação, coleta, isolamento e caracterização de microrganismos presentes em ambientes naturais, a fim de mapear suas funções e metabólitos de interesse, possibilitando o desenvolvimento de soluções aplicáveis ao campo. Quanto maior a diversidade do ecossistema investigado, maior a chance de encontrar cepas com propriedades inéditas com diferentes possibilidades de aplicação. Diante desse cenário, o Brasil se consolida como um verdadeiro laboratório natural a céu aberto, já que abriga mais de 20% de todas as espécies do planeta.
Dentro dessa lógica, o arquipélago de Fernando de Noronha, ao reunir condições naturais únicas, desponta como um lugar estratégico para o setor de biotecnologia e para o desenvolvimento de bioinsumos de nova geração. A primeira visita da Apoena no arquipélago, em 2022, possibilitou o isolamento de 62 cepas bacterianas, hoje preservadas e estudadas no banco de microrganismos ambientais da companhia. “Desta vez, coletamos 47 amostras, mas ainda é difícil estimar com precisão quantas novas linhagens de microrganismos serão isoladas, já que os diferentes perfis biológicos dos microrganismos-alvo tornam esse número imprevisível. Isso é, aliás, parte do fascínio da bioprospecção. Ao isolar as cepas, é possível identificar propriedades específicas que podem ser aplicadas no desenvolvimento de soluções inovadoras para a agricultura, como biofertilizantes, biodefensivos ou estimuladores de crescimento vegetal”, explica Paula Segura-Ramírez, líder do Laboratório de Bioprospecção da Apoena Agro.
As amostras foram coletadas em diferentes ambientes do arquipélago, desde piscinas naturais rasas, com apenas 30 centímetros de profundidade, até recifes e formações rochosas submersos a 27 metros. Esponjas, ascídias, corais, algas e sedimentos estão entre os materiais obtidos, revelando não apenas a riqueza ecológica da região, mas também a importância de compreender as diferentes camadas do ecossistema marinho para fins de bioprospecção sustentável. Todo esse processo de coleta foi conduzido pela Doutora Bianca Del Bianco Sahm, especialista em bioprospecção microbiana, que conta com ampla experiência em expedições científicas e no isolamento de microrganismos em ambientes marinhos.
Agora, a expectativa da companhia é expandir ainda mais o rol de possibilidades e acelerar ainda mais o desenvolvimento de novos produtos. Para isso, outras estratégias foram utilizadas para explorar ao máximo a diversidade local: durante a coleta, por exemplo, ampliou-se a variedade de amostras, abrangendo diferentes pontos, microambientes e horários, considerando variações de profundidade e luminosidade. Já no laboratório, foram aplicadas técnicas capazes de estimular interações entre microrganismos, revelando comportamentos e compostos que não seriam detectados por métodos convencionais. Também foram ajustadas, de forma gradual, condições como temperatura, salinidade e nutrientes para identificar formas de vida e substâncias ainda ocultas.
Além disso, todos os microrganismos isolados passarão por análises especializadas, como é o caso da análise metagenômica. O método permite identificar, de forma abrangente, o DNA de microrganismos presentes no ambiente – inclusive aqueles que não podem ser cultivados em laboratório. Ao revelar a composição microbiana invisível a olho nu, amplia o potencial de descoberta de compostos bioativos inéditos, tornando a bioprospecção mais precisa, rápida e promissora para aplicações biotecnológicas.
A expedição também conta com o suporte de parcerias estratégicas que visam acelerar a validação das descobertas, como é o caso do Laboratório de Interações Microbianas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), campus Diadema, que auxiliou na identificação das novas linhagens por meio de espectrometria de massas de alta precisão; e o SENAI, parceiro que atua na triagem funcional das cepas e fará os primeiros testes de atividade biológica, etapa fundamental para revelar o potencial de cada microrganismo.
Toda a coleta de material biológico foi autorizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), seguindo rigorosos padrões legais e de sustentabilidade. O projeto de bioprospecção também cumpriu integralmente as normas do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético (SisGen), além de oferecer, como contrapartida, o compartilhamento de todos os resultados das coletas com a comunidade científica e instituições de conservação, fortalecendo redes de pesquisa e ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade nacional.
Conectando biotecnologia e mercado – Com atuação inteiramente B2B, a Apoena Agro concentra-se em fornecer soluções prontas e registradas para indústrias de insumos agrícolas, encurtando o caminho das empresas interessadas em ingressar ou expandir sua presença no mercado de biológicos. Todo o processo, que vai desde a bioprospecção ao desenvolvimento, testagem e registro dos produtos, é conduzido pela Apoena, que entrega bioinsumos prontos para comercialização ao produtor rural.
O trabalho conjunto com parceiros estratégicos e a disponibilidade de seu banco de estirpes exclusivos são diferenciais que permitem acelerar ainda mais o desenvolvimento de soluções para o campo. “Essas colaborações qualificadas nos permitem avançar de forma mais rápida e assertiva, ampliando as possibilidades de aplicação dos microrganismos em diferentes setores. Além disso, colocamos à disposição de outras indústrias nosso banco de estirpes, para desenvolvimento conjunto e exclusivo, acelerando o processo de inovação e crescimento em biológicos de outras empresas de insumos agrícolas”, resulta Bruno Carillo, CEO da Apoena Agro.
Para transformar essas descobertas em soluções práticas, a empresa investe continuamente em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), mantém infraestrutura industrial moderna com capacidade de produção em larga escala e aposta na força de uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, engenheiros e especialistas. Em 2024, figurou como a quarta companhia que mais registrou defensivos biológicos no país, com cinco registros. Atualmente, o portfólio da Apoena conta com seis produtos desta categoria, sendo três bioinseticidas, dois biofungicidas e um bioacaricida bioinseticida, todos produtos microbiológicos, a base de bactérias e fungos benéficos. Outros cinco produtos estão em processo de registro, além de novos lançamentos previstos até 2026.
Até o final de 2025, a companhia ainda planeja expedições em outros biomas brasileiros, afirmando sua missão de contribuir com o desenvolvimento sustentável do agronegócio. “Temos certeza de que ainda há muito por descobrir. Mas, ao explorar de forma ética e responsável os recursos microbianos de ecossistemas únicos como Fernando de Noronha, entendemos que é possível aliar pesquisa de excelência, respeito ao meio ambiente e geração de soluções biotecnológicas que atendam às demandas dos setores produtivos”, finaliza Paula Segura-Ramírez.
Sobre a Apoena Agro:
Criada em 2025, a Apoena Agro é a divisão da Apoena Biotech voltada especialmente para atender às demandas do setor agrícola com foco, identidade própria e soluções biotecnológicas de alta performance.
Desde 2018, a Apoena Biotech desenvolve soluções sustentáveis para setores como higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, tendo como matéria-prima a biodiversidade do Brasil: país com maior diversidade de espécies do mundo, abrigando mais de 20% das espécies conhecidas no planeta.
Com a Apoena Agro, a empresa expande sua atuação e se destaca na formulação de soluções sustentáveis para o campo. Para isso, conta com uma plataforma própria de bioprospecção, que explora a diversidade microbiana de biomas brasileiros, como a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha, para identificar microrganismos com potencial de aprimorar o manejo agrícola, promover a saúde do solo e contribuir para o aumento da produtividade das culturas.
Esse trabalho resultou em um banco exclusivo com mais de 800 estirpes de microrganismos, que impulsionam o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas como inseticidas, fungicidas, nematicidas, inoculantes microbiológicos e promotores de crescimento de planta. Os produtos atendem tanto à agricultura orgânica quanto ao manejo integrado de pragas e doenças na agricultura convencional.
Em 2024, a empresa figurou como a quarta que mais registrou defensivos biológicos no Brasil, com cinco produtos aprovados. Outros cinco estão em processo de registro e novos lançamentos estão previstos até 2026. Atualmente, seu portfólio conta com seis produtos, sendo dois biofungicidas, três bioinseticidas, um bioinseticida e um bioacaricida. Esse resultado reforça o compromisso da empresa em destinar 5% do faturamento anual à pesquisa e desenvolvimento, com a inovação como pilar estratégico.
Com a Apoena Agro, a biotecnologia deixa de ser tendência para se tornar realidade no campo, marcando o início de uma nova era para a agricultura brasileira.
Saiba mais em www.apoenaagro.com.br
Fonte: Assessoria de Imprensa Apoena Agro
Sustentabilidade
Cotações reagem no fechamento de mercado de hoje; confira os preços do dia

O mercado brasileiro de soja reportou alguns negócios ao longo do dia, com ofertas pontuais no porto a preços mais firmes. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o pregão foi melhor para as cotações.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago apresentou alta e chegou a se aproximar de 1% de valorização nos melhores momentos da sessão. Além disso, os prêmios ganharam fôlego e ajudaram na formação dos preços, enquanto o dólar positivo também atuou como fator de sustentação.
Confira os preços de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS) manteve em R$ 130,00
- Santa Rosa (RS) manteve em R$ 131,00
- Cascavel (PR) subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00
- Rondonópolis (MT) subiu de R$ 111,00 para R$ 114,00
- Dourados (MS) subiu de R$ 112,00 para R$ 115,00
- Rio Verde (GO) subiu de R$ 111,00 para R$ 114,00
- Paranaguá (PR) subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Rio Grande (RS) subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após recuar nas duas últimas sessões, em reação ao relatório baixista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços encontraram sustentação em um movimento de recuperação técnica.
Uma nova venda de grão americano para a China, a queda do dólar e a alta do petróleo também contribuíram para a elevação. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 334 mil toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2025/26.
As importações de soja em grão pela China em novembro somaram 8,04 milhões de toneladas, 1,3% acima do mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, as importações chinesas atingiram 113,83 milhões de toneladas, avanço de 6,3% sobre 2024 e volume recorde, impulsionado por compras na América do Sul em meio à disputa comercial com os Estados Unidos.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulga nesta quinta-feira, dia 15, o resultado do esmagamento dos Estados Unidos em dezembro. Os números saem às 14 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em 224,809 milhões de bushels, ante 216,041 milhões em novembro e 206,604 milhões em dezembro do ano anterior.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 10,42 1/2 por bushel. A posição maio fechou a US$ 10,55 por bushel, com elevação de 3,00 centavos ou 0,28%.
Nos subprodutos, o farelo março subiu US$ 0,30, para US$ 2.891,90 por tonelada, enquanto o óleo março caiu 0,22 centavo, para 50,98 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,4008 para venda e R$ 5,3988 para compra, oscilando entre mínima de R$ 5,3595 e máxima de R$ 5,4235.
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Sustentabilidade
Portos do Paraná batem recorde com 73,5 milhões de toneladas e alcançam maior crescimento do País – MAIS SOJA

Os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros ao longo de 2025. Segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados neste mês de janeiro, o crescimento foi de 10,1% em relação ao ano anterior, reflexo da movimentação de cargas da Portos do Paraná, que passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões considerando mercadorias exportadas e importadas. O Porto de Santos ficou em 2º.
O recorde histórico da Portos do Paraná já havia sido quebrado no começo do mês de dezembro, quando a movimentação atingiu 70 milhões de toneladas. No dia 31, chegou a 73.506.480 toneladas. Na média, foram mais de 6,1 milhões de toneladas por mês de produtos que entraram e saíram do Paraná. Em 2024, a média mensal era de 5,5 milhões de toneladas.
De acordo com estudos técnicos realizados em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsão era de que esse volume só fosse alcançado a partir de 2035. Investimentos e a aplicação de um planejamento de gestão estão entre os principais fatores que contribuíram para esse resultado. “O porto que foi premiado seis vezes seguidas como o melhor do Brasil prova, mais uma vez, que é referência para todo o País”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Nos últimos sete anos, o crescimento na movimentação da Portos do Paraná foi de 38,16%, índice muito acima do registrado no período entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.
“Não é simplesmente um novo recorde. É uma conquista que reflete em toda a cadeia econômica do nosso Estado. Prova que estamos trabalhando para fazer deste porto um equipamento logístico melhor e mais adequado, atendendo às solicitações do mercado”, comemorou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o marco atingido é motivo de comemoração. “Esse novo recorde vem coroar o trabalho altamente qualificado que coloca o Paraná, mais uma vez, em evidência com um dos portos mais eficientes do mundo”, afirmou.
PRINCIPAIS DESTAQUES DE 2025
A commodity que apresentou o maior crescimento em 2025 foi o milho, que passou de 1.071.474 toneladas, em 2024, para 5.094.470 toneladas em 2025, representando um aumento de 375%. Outro crescimento expressivo foi o de óleos vegetais, com alta de 32% na movimentação, mantendo o Porto de Paranaguá como líder nacional na exportação do produto. Celulose e açúcar ensacado também se destacaram, com aumentos de 16% e 15%, respectivamente.
A soja seguiu em alta, com 14,6 milhões de toneladas enviadas para outros países, o que representa 11% a mais do que em 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja, ou seja, o volume movimentado pelo Porto de Paranaguá representa, de forma ilustrativa e não efetiva, 69% de toda a produção do Estado. Vale destacar que o porto também é responsável pelo envio ao Exterior da soja colhida em outros estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo, por exemplo.
O farelo de soja também se destacou ao longo do ano, com aumento de 5% em comparação ao período anterior, totalizando 6,5 milhões de toneladas exportadas.
A madeira ficou entre os três principais produtos exportados, totalizando 1,6 milhão de toneladas — 0,24% a mais do que em 2024. Um dos principais destinos da mercadoria são os Estados Unidos. Vale destacar que a movimentação se manteve em linha, apesar da instabilidade gerada no mercado até a confirmação de que o produto ficaria fora dos tarifaços aplicados aos produtos brasileiros anunciados pelo governo norte-americano nos meses de abril e agosto.
IMPORTAÇÃO
Os fertilizantes lideraram o volume na importação, alcançando a marca de 11.609.133 toneladas, crescimento de 4%, batendo, mais uma vez, o recorde histórico. Os portos paranaenses seguem como a principal porta de entrada do produto no País. Mais de 25% do consumo nacional chega por Paranaguá e Antonina. O grupo dos cereais, como trigo, malte e cevada, também registrou recorde, com o desembarque de 1.104.808 toneladas em 2025, frente a 1.078.673 toneladas em 2024.
FATORES DE IMPULSIONAMENTO
Além das estratégias que possibilitaram a aplicação de uma logística inteligente, elaborada pela empresa pública nos últimos oito anos para otimizar a operação de cargas, também houve melhorias estruturais.
Com a conclusão da derrocagem — remoção de parte do maciço rochoso da Pedra da Palangana —, no final de 2024, foi possível tornar a navegabilidade no canal de acesso mais segura, com menos manobras e, consequentemente, mais ágil.
As ações e os investimentos constantes em dragagens permitiram o aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Um calado maior possibilita que o navio receba mais mercadorias de uma única vez, ampliando a capacidade operacional da estrutura portuária e reduzindo os custos para quem exporta ou importa.
Em menos de um ano, a empresa pública obteve duas permissões para o aumento do calado, fruto de um trabalho contínuo, com planejamento e ações práticas. Em dezembro de 2024, o calado passou de 12,8 metros para 13,1 metros e, em setembro de 2025, para 13,3 metros. Os 50 centímetros adicionais permitiram, por exemplo, o embarque de 3,7 mil toneladas a mais por navio.
Como resultado dessas mudanças, no início de dezembro, o Porto de Paranaguá carregou, nos porões do MV Minoan Pioneer, 77 mil toneladas de milho — um recorde. Foi a maior quantidade de granel vegetal sólido já embarcada em um único navio.
A profundidade do canal deve aumentar ainda mais nos próximos anos, e o calado poderá chegar a 15,5 metros. Isso será possível com a concessão do canal de acesso aos portos do Paraná, por meio de leilão realizado em outubro. A ampliação permitirá embarcar, em uma única embarcação, até 14 mil toneladas adicionais de granéis vegetais sólidos, como grãos ou farelos, ou ainda mil contêineres.
O diretor-presidente da Portos do Paraná destaca que o processo de qualificação dos portuários contribui significativamente para o aumento constante da eficiência de um dos principais hubs logísticos portuários da América Latina. De 2019 a 2025, cerca de 80% dos trabalhadores da empresa pública receberam algum tipo de treinamento ou capacitação.
Garcia também ressalta que a comunidade portuária — que congrega todos os segmentos que atuam direta e indiretamente no complexo — mantém uma relação ímpar de união e comprometimento com os portos do Paraná.
“Esses resultados são o reflexo da ação conjunta do Governo do Estado, da Autoridade Portuária, dos trabalhadores — que, sob chuva ou sol, fazem tudo funcionar — e das empresas que operam aqui dentro e acreditam no nosso potencial”, afirmou.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
De acordo com o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário (OGMO) de Paranaguá, houve aumento no número de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) no litoral paranaense. Em 2025, 1.849 trabalhadores — entre estivadores, conferentes, vigias e arrumadores — atuaram no Porto de Paranaguá, crescimento de 12% em relação a 2024, quando foram registrados 1.639 portuários.
INVESTIMENTOS
O potencial de produtividade da Portos do Paraná será ampliado ainda mais em curto prazo. Até fevereiro, será concluída a maior obra pública portuária do Brasil: o Moegão, que já ultrapassou 80% de execução.
O Governo do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões no complexo de recepção de cargas pelo modal ferroviário. Após a conclusão, o Moegão poderá receber até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo os terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).
Em breve, será iniciada a construção do Píer em “T”, cuja primeira fase está orçada em R$ 1,2 bilhão. A estrutura vai dinamizar o Corredor de Exportação Leste, com quatro novos berços de atracação equipados com o sistema de carregamento mais rápido do mundo. A segunda fase contará com aporte adicional de R$ 1 bilhão, representando o primeiro investimento do Governo do Estado na área portuária em mais de 50 anos.
Outra novidade será o Píer em “F”, que conectará os terminais do novo Corredor Oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga.
Esses investimentos são resultado dos nove leilões realizados desde 2019 em áreas portuárias do litoral paranaense, que permitirão a ampliação e modernização do Porto de Paranaguá. Com a regularização total das áreas, denominadas PARs do complexo portuário, destinadas à exploração privada, a Portos do Paraná garantiu R$ 5,1 bilhões, incluindo a concessão do canal de acesso.
“São compromissos firmados com as empresas, que passam a contar com garantia jurídica, contratos saudáveis e obrigações e direitos claramente definidos, tanto para quem assumiu os arrendamentos e a concessão quanto para a Autoridade Portuária”, afirmou o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.
O prazo para a conclusão de todos os investimentos previstos nos editais varia de cinco a sete anos, de acordo com as especificidades de cada contrato, contados a partir da assinatura definitiva das concessões.
Fonte: Agência Estadual de Notícias Paraná
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
Sustentabilidade
Com endividamento em alta, como o produtor pode planejar o crédito para 2026 – MAIS SOJA

O crédito rural entra em 2026 sob um cenário mais restritivo. O Banco Central alertou para o aumento do prejuízo entre arrendatários e produtores dependentes de capital de giro, ao mesmo tempo em que agentes financeiros ampliam a seletividade na concessão de recursos. A deterioração da capacidade de pagamento, somada às margens apertadas e à pressão por liquidez, deve influenciar diretamente a análise de risco das instituições no próximo ciclo agrícola.
Segundo Victor Lemos Cardoso, Head Comercial da Agree, o comportamento atual do mercado exige atenção redobrada na contratação das operações. “O produtor tende a enxergar o crédito como solução imediata, mas quando a estrutura financeira está desorganizada, cada nova operação pode reforçar um problema já existente. Em 2026, a qualidade da originação será determinante para a continuidade financeira das operações”, alerta.
A avaliação técnica ganha peso diante do aumento do endividamento rural. O especialista aponta que parte dos produtores enfrenta dificuldades não por falta de crédito, mas por contratações feitas sem aderência ao fluxo de caixa, com prazos curtos para ciclos longos ou garantias incompatíveis com o risco da operação. Em muitos casos, a inadimplência começa antes mesmo da primeira parcela, quando a projeção de pagamento não reflete a realidade da propriedade.
Nesse cenário mais seletivo, ferramentas que realizam análises técnicas de risco ganham relevância. O Agree Hub, plataforma operada pela Agree, utiliza inteligência artificial para cruzar dados, simular cenários de pagamento e indicar operações compatíveis com o ciclo produtivo e a capacidade financeira do produtor. Além de organizar informações, o sistema orienta sobre prazos, modalidades e condições mais adequadas, reduz inconsistências e aumenta a precisão das decisões, um diferencial em um momento em que bancos exigem operações mais bem estruturadas.
Para Cardoso, decisões mais criteriosas serão determinantes para evitar que 2026 repita os prejuízos recentes. “O crédito existe, mas será mais exigente. Quem tiver controles de caixa atualizados, entender sua capacidade de pagamento e estruturar as operações de forma aderente ao ciclo produtivo terá mais acesso, mais segurança e menos risco de entrar em renegociações constantes”, explica.
Além do ajuste interno, o setor deve observar movimentos dos agentes financeiros, que já ampliam critérios de documentação, rastreabilidade e comprovação de previsão de receita. A expectativa é que análises mais profundas de risco se tornem padrão, aumentando a necessidade de dados consolidados, histórico financeiro confiável e modelagem realista das operações.
Com o cenário mais técnico e seletivo, o planejamento antecipado deixa de ser recomendação e passa a ser condição. A estratégia para 2026, segundo Cardoso, envolve revisão do caixa atual, reorganização de dívidas, escolha adequada de modalidades e monitoramento constante da capacidade de pagamento, um conjunto de práticas que reduz a vulnerabilidade e fortalece a continuidade da atividade rural.
Sobre a Agree
Fundada em 2022, a partir da união de profissionais com mais de 15 anos de experiência no financiamento do agronegócio, a Agree é uma fintech especializada em soluções tecnológicas que aumentam a eficiência e a segurança na originação de crédito rural. Antes de lançar a plataforma de tecnologia Agree Hub, a empresa estruturou milhares de operações de crédito em todo o país, somando mais de R$ 1,5 bilhão em recursos liberados e R$ 2 bilhões em limites de crédito aprovados. Essa trajetória prática, ao lado de produtores e instituições financeiras, consolidou a expertise que hoje orienta o desenvolvimento de soluções digitais voltadas a toda a cadeia do agro. Hoje, a empresa concentra seus esforços em expandir o uso do Agree Hub, uma plataforma criada para trazer agilidade na análise do produtor rural desde o cadastro, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio.
Fonte: Assessoria de imprensa Agree
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