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5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

confira como fica o tempo no início de outubro

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A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica que, nos próximos dias, a chuva deve se concentrar principalmente na região Sul, com acumulados que podem chegar a 80 mm em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Essa condição, no entanto, pode atrapalhar os trabalhos em campo.

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Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o cenário é de alerta, pois além da ausência de precipitações, as temperaturas voltam a superar os 40 ºC e não há expectativa de grandes mudanças pelo menos nos próximos dez dias.

O tempo no início de outubro

Entre os dias 5 e 9 de outubro, algumas pancadas de chuva começam a voltar, mas ainda de forma isolada e sem volumes suficientes para reverter o déficit hídrico. A chuva mais consistente deve começar apenas a partir do dia 10, quando os acumulados devem se concentrar principalmente no centro-sul de Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e também no estado de Goiás.

Na medida em que a primeira quinzena de outubro vai chegando ao fim, as precipitações tendem a ganhar intensidade, com acumulados próximos de 50 mm em áreas do interior de São Paulo, em grande parte do Centro-Oeste, em Rondônia e também em parte do Pará, avançando em direção ao Matopiba.

Dessa forma, a chuva realmente favorável para o avanço da semeadura só deve se consolidar mesmo no final da primeira quinzena de outubro, exigindo cautela por parte do produtor até lá.

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Sustentabilidade

Plantio de soja chega a 86% no Norte do Paraná em meio a chuvas e perdas pontuais por granizo – MAIS SOJA

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Mesmo diante das chuvas frequentes e das condições desfavoráveis do solo, o plantio da safra de soja 2026/27 avançou para 86% da área prevista no Norte do Paraná. Em entrevista exclusiva à Agência Safras, o administrador de empresas e gerente comercial da Modo Agro, Jocimarcio Borges, destacou que os produtores enfrentam dificuldades para dar continuidade à semeadura, enquanto episódios pontuais de granizo provocaram perdas localizadas e necessidade de replantio em algumas áreas.

“Os produtores seguem atentos às poucas janelas de tempo mais favorável, aproveitando cada oportunidade para dar continuidade aos trabalhos, mesmo diante de condições de solo ainda pouco adequadas”, relata Borges.

Apesar dos obstáculos enfrentados na implantação da safra, as variedades cultivadas têm demonstrado boa resistência às adversidades climáticas. “Os materiais têm demonstrado boa resiliência, mantendo perspectivas de evolução à medida que as condições se tornem mais favoráveis”, destaca.

No último fim de semana, episódios pontuais de granizo provocaram perdas localizadas e necessidade de replantio em algumas áreas. Segundo o gerente comercial, os danos não representam, até o momento, impacto significativo para o conjunto da região.

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Nas lavouras já implantadas, o desenvolvimento inicial apresenta um leve retardamento em razão das condições climáticas e do solo. Entretanto, Borges ressalta que ainda não há elementos suficientes para indicar redução do potencial produtivo.

“Neste momento, ainda é prematuro apontar qualquer comprometimento do potencial produtivo das lavouras. Observa-se, no campo, um leve retardamento no desenvolvimento inicial das plantas, reflexo das condições climáticas e de solo enfrentadas até aqui”, afirma.

O acompanhamento das próximas semanas será determinante para avaliar a evolução das áreas semeadas. “Apesar dos desafios, até o momento não há indicativos de comprometimento produtivo generalizado na região”, conclui Borges.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

É possível produzir mais soja sem desmatar a Amazônia? – MAIS SOJA

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O Brasil é o país com maior área cultivada de soja no mundo (49 milhões de hectares), o que posiciona o país como o maior produtor mundial da cultura (Conab, 2026; FAOSTAT, 2026), ao mesmo tempo que abriga 60% da floresta amazônica, que ocupa 550 milhões de hectares na América do Sul. Historicamente, parte importante do crescimento da produção de soja no país veio da conversão de florestas e savanas em lavoura (MapBiomas, 2020), o que levanta uma pergunta central para o setor agrícola: é possível continuar aumentando a produção sem repetir esse padrão de expansão sobre áreas nativas?

Um estudo conduzido por Marin et al. (2022) combinou modelos de simulação de cultivo e análise espacial para avaliar, nos quatro principais biomas produtores de soja do Brasil (Pampa, Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia), o quanto a intensificação produtiva, ou seja, o aumento da produtividade na área já cultivada poderia substituir a abertura de novas áreas até 2035.

Entre 2007 e 2019, o aumento da produção de soja na Amazônia e no Cerrado veio majoritariamente da expansão de área (fatia vermelha na Figura 1a), e não do ganho de produtividade (fatia verde na Figura 1a), ao contrário do observado em outros biomas como na Mata Atlântica e no Pampa, regiões de ocupação mais antiga. Um terço de toda a expansão da soja no Brasil entre 2015 e 2019 ocorreu na Amazônia, com metade dela avançando sobre floresta nativa. O estudo demonstra que a lacuna de produtividade explorável da soja aumenta de sul para norte, de 10% no Pampa a 35% na Amazônia e no Cerrado, indicando que ainda há bastante espaço para ganhar produtividade nessas regiões sem abrir uma nova área (Figura 1b).

Figura 1. Contribuição da expansão de área e do ganho de produtividade para o aumento da produção de soja por bioma entre 2007 e 2019 (a) e gap de produtividade explorável da soja nos biomas brasileiros (b). Fonte: adaptado de Marin et al. (2022).

Para testar o potencial da intensificação, os autores compararam três cenários até 2035: manter o padrão atual de expansão sobre novas áreas (BAU), travar a expansão sobre áreas nativas sem investir em manejo (NCE) e intensificar a produção, acelerando o ganho de produtividade e permitindo a expansão da soja apenas sobre pastagens já existentes (INT). No cenário de intensificação, a produção de soja chegaria a 162 milhões de toneladas em 2035, sem nenhum desmatamento adicional e com 58% menos emissões de gases de efeito estufa do que no cenário de expansão atual (Figura 2).

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Figura 2. Produção anual de soja no Brasil projetada até 2035 em três cenários: manutenção do padrão atual de expansão (BAU), contenção da expansão sobre áreas nativas sem ganho adicional de manejo (NCE) e intensificação da produção associada à expansão apenas sobre pastagens (INT). Fonte: adaptado de Marin et al. (2022).

Isso mostra que fechar o gap de produtividade não é apenas uma estratégia para aumentar a renda da propriedade: no caso da soja no Brasil, intensificar o manejo na área já plantada é também o caminho mais viável para proteger a Amazônia e o Cerrado, conciliando o crescimento da produção com a sustentabilidade ambiental, sem a necessidade de desmatar mais um hectare.



Referências:

Collection [5.0] of the Annual Series of Land Use and Land Cover Maps of Brazil (MapBiomas Project, 2020); https://mapbiomas.org/en

Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). 1º Levantamento safra de grãos 2026/2027. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/1o-levantamento-safra-2026-27/1o-levantamento-safra-2026-27 >, acesso: 20/10/2026

MARIN, F.R. et al. Protecting the Amazon forest and reducing global warming via agricultural intensification. Nature Sustainability, v. 5, p. 1018-1026, 2022. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41893-022-00968-8 >, acesso: 15/10/2026.
FAOSTAT Statistical Database (Food and Agriculture Organization). Disponível em: < https://www.fao.org/faostat/en/#data >, Acesso: 20/10/2026.

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Sustentabilidade

Produtores rurais terão mais dois anos de benefícios fiscais na compra de máquinas agrícolas e equipamentos de irrigação – MAIS SOJA

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Os produtores rurais terão mais dois anos de acesso a benefícios fiscais na compra de máquinas e implementos agrícolas e equipamentos de irrigação. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a prorrogação dos Convênios ICMS 52/1991 e 54/2021 até 31 de dezembro de 2028. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29).

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) explica que a medida mantém a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), evitando que o encerramento dos benefícios, previsto para dezembro de 2026, resulte em aumento dos custos para os produtores rurais.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) explica que a medida evita o encerramento dos benefícios fiscais, previsto para dezembro de 2026, o que poderia elevar os custos para os produtores rurais, mantendo a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações de compra desses produtos.

O assessor técnico tributário da Famato, José Cristovão, explica que o benefício representa uma diferença significativa no valor pago pelo produtor. Como exemplo, ele cita a compra de um trator em uma operação interna.

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“Para ter uma ideia da diferença, em uma operação interna de compra de um trator, a alíquota do ICMS é de 17%. Com a redução da base de cálculo prevista no convênio, o imposto efetivamente pago corresponde a 5,6% do valor da operação. É uma redução significativa no custo tributário da aquisição, que continuará valendo até dezembro de 2028”, explica José Cristovão.

O Convênio ICMS 52/1991 contempla máquinas e implementos agrícolas, como tratores, plantadeiras, semeadoras, colheitadeiras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes. Já o Convênio ICMS 54/2021, o benefício concedido é a isenção total de ICMS na venda de equipamentos de irrigação destinados à agricultura e à horticultura.

A prorrogação atende a uma solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encaminhou ofício ao Confaz no dia 23 de outubro, defendendo a continuidade dos benefícios fiscais. A manutenção dessas condições tributárias contribui para reduzir os custos na aquisição de equipamentos e dar mais previsibilidade aos investimentos no campo.

Fonte: Sistema Famato



 

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