Sustentabilidade
Em debate na Comissão de Agricultura, Haddad ameaça bancada com cortes de emendas e de recursos para o Plano Safra – MAIS SOJA

De: Frente Parlamentar da Agripecuária (FPA) Danielle Arouche
A Medida Provisória (MP1303/2025) voltou a ser assunto, desta vez, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (24). O texto que propõe o aumento da taxação sobre o rendimento de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) foi criticado por parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O colegiado recebeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para esclarecimentos de pontos da MP.
O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a discordância sobre a taxação e aumento de impostos sempre foi “muito clara” por parte da FPA e que a medida causa impacto direto no financiamento da produção. O parlamentar afirmou que é preciso encontrar uma solução que não afete o crédito agrícola e prejudique o produtor rural.
“Nós entendemos que colocar uma tributação de 7,5% na pessoa física nas LCA’s vai tirar a atratividade e desperdiçar um título importante para o agro. Manter algo nesse sentido gera preocupação para o setor, mas também para toda a sociedade. Por isso mesmo, fomos e continuamos sendo frontalmente contrários a qualquer aumento de imposto no país”, reiterou.
Apesar do alerta de vários parlamentares presentes sobre os efeitos nocivos da medida do Executivo, o ministro Fernando Haddad foi categórico ao dizer que se a MP 1303/25 cair, haverá corte de emendas, menos recursos para o Plano Safra e para as estradas do agro para escoamento de produção. Além disso, sugeriu que a decisão contrária da FPA afetaria os próprios parlamentares. “A derrubada da MP machucaria o agro e os deputados em várias frentes”, afirmou.
O deputado Zé Trovão (PL-SC) esclareceu que o mais preocupante na taxação proposta são as consequências na falta de acesso ao crédito, além de prejuízos ao investidor destes títulos. “Causa preocupação o atual governo querer essa taxação. Quem coloca dinheiro na LCA, é para que alguém tome emprestado. Mas se essa pessoa vai ser taxada por isso, naturalmente terá que emprestar com juros maiores e essa conta não vai fechar. É um enorme problema que está sendo causado para o país”, enfatiza.
Fonte: SNA
Sustentabilidade
Colheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

A colheita da segunda safra de milho segue avançando em Mato Grosso do Sul e entrou na fase mais intensa da temporada. De acordo com o Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 37,3% da área cultivada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 823,5 mil hectares.
A região Sul está mais adiantada nas operações no campo, com média de 38,6% da área colhida. Em seguida, aparece a região Norte, com média de 37,5%, enquanto a região Centro registra 33,1%.
O avanço dos trabalhos acompanha o período de maior concentração da colheita no Estado e deve ganhar ainda mais ritmo nas próximas semanas.
As condições climáticas passam a ter influência direta sobre o ritmo das operações. A previsão meteorológica aponta possibilidade de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em regiões do sudoeste, sul, sudeste e leste do Estado, fatores que podem reduzir a janela para a entrada das máquinas nas lavouras.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige planejamento para que os produtores aproveitem os períodos de tempo firme. “Entramos na fase em que a colheita ganha intensidade em praticamente todas as regiões do Estado. Sempre que houver condições favoráveis, é importante manter o avanço das operações para reduzir a exposição das lavouras às instabilidades previstas para os próximos dias.”
Com relação aos dados econômicos, até 3 de agosto, 40,5% da produção da segunda safra havia sido negociada pelos produtores sul-mato-grossenses, percentual dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
No mercado interno, o preço médio da saca do milho permaneceu praticamente estável na última semana, sendo cotado a R$ 49,00 no Estado.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Line-up aponta importação de 7,591 mi de t de fertilizantes de 1/7 a 3/8 – Williams – MAIS SOJA

De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 7,591 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º de julho a 3 de agosto.
Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (2,669 milhões de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,666 milhão de toneladas.
O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 27 de outubro de 2026.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Trigo fecha em forte baixa em Chicago com avanço da colheita e melhora das lavouras nos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita de trigo nos Estados Unidos, pela melhora das condições das lavouras de primavera e pela perspectiva de clima favorável nas principais regiões produtoras do país.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área até 2 de agosto, ante 81% na semana anterior, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. Já o trigo de primavera apresentou melhora nas condições das lavouras, com 55% das áreas classificadas entre boas e excelentes, ante 53% na semana anterior. A colheita da cultura também avançou para 5% da área.
A queda do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado agrícola. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as cotações da commodity, estimulando um movimento de vendas nas commodities agrícolas, incluindo o trigo.
Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,38 1/4 por bushel, com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,57 por bushel, com recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,83%.
Fonte: Agencia Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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