Business
Com risco de La Niña no Brasil e seca instalada nos EUA, mercado de soja segue pressionado

Na última semana, o anúncio do governo argentino de zerar os impostos sobre exportação de grãos até 31 de outubro aumentou a competitividade da soja e derivados no mercado internacional. Segundo a plataforma Grão Direto, a medida pressionou os preços em Chicago no início da semana, com o mercado prevendo maior oferta da Argentina nos embarques de novembro.
- Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Clima seco nos EUA e safra de soja
O clima seco se intensificou no Meio-Oeste dos EUA nas últimas semanas, atingindo a fase de enchimento e maturação das lavouras. O cenário levantou dúvidas sobre a qualidade e o volume da safra americana, com risco de grãos menores e menor teor de óleo.
Plantio de soja no Brasil
O fim do vazio sanitário em estados como Goiás dá continuidade ao plantio da safra 2025/26 no Brasil. Apesar de algumas irregularidades nas chuvas, o plantio avança em várias regiões, com os produtores atentos ao clima e ao mercado internacional.
Em Chicago, o contrato de soja para novembro de 2025 encerrou a US$ 10,14 por bushel, com queda de 1,17% na semana. O contrato para março de 2026 também recuou, fechando a US$ 10,49 por bushel, uma desvalorização de 1,13%. O dólar avançou 0,38%, encerrando a semana cotado a R$ 5,34, mas sem grandes efeitos, pois no geral as cotações recuaram nas principais regiões ao longo da semana.
Clima e safra
Os modelos climáticos indicam mais de 70% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña entre outubro e dezembro. Apesar de a expectativa ser de um evento mais curto, ele deve impactar o regime de chuvas da safra 25/26 na América do Sul. Para os próximos 7 a 15 dias, os mapas apontam anomalias de precipitação, com déficit de chuvas no Centro-Oeste, norte de Minas e oeste da Bahia.
Além disso, a previsão é de temperaturas elevadas, chegando a 38°C a 40°C em Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Esse calor mantém o balanço hídrico negativo, aumentando o risco de estresse térmico em culturas perenes e nas pastagens.
Farm Selling
O movimento de venda do produtor brasileiro está se encaixando com a necessidade da China de cobrir sua demanda entre novembro e janeiro. Outubro já está praticamente fechado, novembro já tem uma China com cerca de 60% da sua demanda garantida, enquanto já garantiu também 10% da demanda de dezembro. Pela média histórica, restam entre 10 e 11 milhões de toneladas a serem cobertas nesse período. O problema é que tanto Brasil quanto Argentina estão caros para o comprador chinês.
O farelo está com preços em queda, mesmo assim, a China não pode parar de comprar, para assegurar a demanda local. O que muda é que, com margens próximas do zero a zero ou mesmo negativas, o esmagador vai brigar mais no preço. O que pesa agora é a intensidade da venda do produtor. Quanto mais soja o produtor brasileiro soltar, mais pressão haverá sobre os preços.
Se a Argentina continuar oferecendo com forte desconto, fica difícil sustentar valores mais altos. No fim, o resultado tem sido derivados da soja nas mínimas na Bolsa de Dalian, refletindo o excesso de farelo no mercado.
Cenário internacional de soja
Nessa sexta-feira (3) será divulgado o relatório Payroll, com os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que será decisivo para saber se o Fed terá espaço para cortar novamente os juros em outubro. Nos últimos quatro meses, o mercado de trabalho norte-americano mostrou fraqueza, o que abriu caminho para o Fed retomar o ciclo de cortes na reunião do dia 17 de setembro.
Agora, o mercado vai olhar de perto três indicadores: criação de empregos, taxa de desemprego e ganho salarial. O resultado desses números vai definir se segue a expectativa de corte de juros na reunião do FOMC de 29 de outubro. Hoje, segundo o CME FedWatch, o mercado precifica 88% de chance de corte de 0,25 p.p. e 12% de manutenção.
O que esperar, então?
O mercado deve seguir pressionado, com o produtor vendendo mais para atender a demanda chinesa de curto prazo, mas com risco climático crescente no Brasil e margens negativas limitando sustentação de preços. Por fim, o dólar deve atravessar a semana sem surpresas, mantendo sua cotação ao redor de R$ 5,30.
Business
Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema Ocesc. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema Ocesc destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.
O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.
Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.
Crédito supera 4 milhões de associados
O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.
A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Agro lidera receitas e empregos
O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.
No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.
O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.
No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.
O post Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8% apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.
A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.
A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.
- Acompanhe os preços das principais commodities do agro, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.
A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.
Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.
De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.
As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.
O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.
Fonte: cecafe.com.br
O post Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.
“O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.
O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.
A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.
A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.
“R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .
Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.
O post Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso4 horas agoEmpresária é encontrada enterrada no quintal de residência em MT
Featured4 horas agoPrazo para regularizar título de eleitor termina nesta quarta-feira (06)
Featured3 horas agoShow das Águas retoma apresentações de terça a domingo no Parque das Águas
Agro Mato Grosso10 horas agoTratores Valtra com tecnologia reforçam modernização do agro brasileiro
Featured22 horas agoVG em Ação: Força-tarefa percorre avenidas e bairros prioritários hoje
Business16 horas agoNovo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro
Featured23 horas ago“MT pode ser referência mundial”, afirma presidente da Câmara de Comércio Italiana
Agro Mato Grosso10 horas agoLucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar


















