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5 de agosto de 2026

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Com risco de La Niña no Brasil e seca instalada nos EUA, mercado de soja segue pressionado

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Na última semana, o anúncio do governo argentino de zerar os impostos sobre exportação de grãos até 31 de outubro aumentou a competitividade da soja e derivados no mercado internacional. Segundo a plataforma Grão Direto, a medida pressionou os preços em Chicago no início da semana, com o mercado prevendo maior oferta da Argentina nos embarques de novembro.

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Clima seco nos EUA e safra de soja

O clima seco se intensificou no Meio-Oeste dos EUA nas últimas semanas, atingindo a fase de enchimento e maturação das lavouras. O cenário levantou dúvidas sobre a qualidade e o volume da safra americana, com risco de grãos menores e menor teor de óleo.

Plantio de soja no Brasil

O fim do vazio sanitário em estados como Goiás dá continuidade ao plantio da safra 2025/26 no Brasil. Apesar de algumas irregularidades nas chuvas, o plantio avança em várias regiões, com os produtores atentos ao clima e ao mercado internacional.

Em Chicago, o contrato de soja para novembro de 2025 encerrou a US$ 10,14 por bushel, com queda de 1,17% na semana. O contrato para março de 2026 também recuou, fechando a US$ 10,49 por bushel, uma desvalorização de 1,13%. O dólar avançou 0,38%, encerrando a semana cotado a R$ 5,34, mas sem grandes efeitos, pois no geral as cotações recuaram nas principais regiões ao longo da semana.

Clima e safra

Os modelos climáticos indicam mais de 70% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña entre outubro e dezembro. Apesar de a expectativa ser de um evento mais curto, ele deve impactar o regime de chuvas da safra 25/26 na América do Sul. Para os próximos 7 a 15 dias, os mapas apontam anomalias de precipitação, com déficit de chuvas no Centro-Oeste, norte de Minas e oeste da Bahia.

Além disso, a previsão é de temperaturas elevadas, chegando a 38°C a 40°C em Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Esse calor mantém o balanço hídrico negativo, aumentando o risco de estresse térmico em culturas perenes e nas pastagens.

Farm Selling

O movimento de venda do produtor brasileiro está se encaixando com a necessidade da China de cobrir sua demanda entre novembro e janeiro. Outubro já está praticamente fechado, novembro já tem uma China com cerca de 60% da sua demanda garantida, enquanto já garantiu também 10% da demanda de dezembro. Pela média histórica, restam entre 10 e 11 milhões de toneladas a serem cobertas nesse período. O problema é que tanto Brasil quanto Argentina estão caros para o comprador chinês.

O farelo está com preços em queda, mesmo assim, a China não pode parar de comprar, para assegurar a demanda local. O que muda é que, com margens próximas do zero a zero ou mesmo negativas, o esmagador vai brigar mais no preço. O que pesa agora é a intensidade da venda do produtor. Quanto mais soja o produtor brasileiro soltar, mais pressão haverá sobre os preços.

Se a Argentina continuar oferecendo com forte desconto, fica difícil sustentar valores mais altos. No fim, o resultado tem sido derivados da soja nas mínimas na Bolsa de Dalian, refletindo o excesso de farelo no mercado.

Cenário internacional de soja

Nessa sexta-feira (3) será divulgado o relatório Payroll, com os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que será decisivo para saber se o Fed terá espaço para cortar novamente os juros em outubro. Nos últimos quatro meses, o mercado de trabalho norte-americano mostrou fraqueza, o que abriu caminho para o Fed retomar o ciclo de cortes na reunião do dia 17 de setembro.

Agora, o mercado vai olhar de perto três indicadores: criação de empregos, taxa de desemprego e ganho salarial. O resultado desses números vai definir se segue a expectativa de corte de juros na reunião do FOMC de 29 de outubro. Hoje, segundo o CME FedWatch, o mercado precifica 88% de chance de corte de 0,25 p.p. e 12% de manutenção.

O que esperar, então?

O mercado deve seguir pressionado, com o produtor vendendo mais para atender a demanda chinesa de curto prazo, mas com risco climático crescente no Brasil e margens negativas limitando sustentação de preços. Por fim, o dólar deve atravessar a semana sem surpresas, mantendo sua cotação ao redor de R$ 5,30.

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Inscrições para o Prêmio Ernesto Illy de café seguem abertas até 18 de setembro

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As inscrições para o 36º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso estão abertas até 18 de setembro. Produtores de todas as regiões brasileiras podem participar com amostras da safra atual nas categorias Nacional e Regional. O concurso é promovido pela illycaffè e contempla cafés da espécie Coffea arabica nos processos Natural, Descascado ou Despolpado.

Segundo a illycaffè, os cafés inscritos passarão por avaliação de uma comissão formada por especialistas nacionais e internacionais. Entre os critérios considerados estão aparência, cor, tipo, peneira, teor de umidade, torração e sabor.

Na categoria Nacional, 40 finalistas serão selecionados e disputarão as três primeiras colocações. Os vencedores receberão viagem internacional para participar do 12º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, em 2027, além de prêmios em dinheiro e diplomas.

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Na categoria Regional, os dois melhores produtores de cada uma das regiões brasileiras vencedoras também serão premiados com dinheiro e diplomas.

A divulgação dos 40 finalistas está prevista para novembro de 2026. Já a revelação dos vencedores e a entrega dos prêmios aos finalistas estão marcadas para o primeiro semestre de 2027.

A illycaffè informou que foi fundada em Trieste, na Itália, em 1933, e produz um único blend 100% arábica, composto por nove variedades diferentes. Em 2025, a empresa registrou receitas consolidadas de 700 milhões de euros.

O prêmio recebe inscrições de produtores brasileiros até 18 de setembro e terá os finalistas anunciados em novembro, com premiação programada para o primeiro semestre de 2027.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Café sobe em julho apesar do avanço da colheita, aponta Cepea

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Foto: Divulgação/Fazenda Nova Cintra

A colheita da safra 2026/27 de café avança em todo o país, mas isso não impediu a alta dos preços em julho. Segundo levantamento do Cepea, tanto o arábica quanto o robusta encerraram o mês valorizados, em um movimento sustentado por fatores distintos em cada mercado.

No caso do café arábica, as chuvas registradas em importantes regiões produtoras aumentaram a preocupação com o ritmo da colheita e com a qualidade dos grãos. O cenário deu suporte às cotações mesmo com a entrada de mais produto no mercado.

Os trabalhos de campo já entram na fase final. De acordo com o Cepea, cerca de 20% da área de arábica ainda aguarda colheita. Em grande parte das regiões produtoras, as atividades se concentram no recolhimento do café do chão e nos últimos talhões.

Os preços refletem esse cenário. Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 kg, com alta diária de 1,03%. Apesar do avanço do dia, o indicador acumula leve queda de 0,82% em agosto, após registrar valorização de 10,48% em julho, conforme dados do Cepea apresentados na imagem enviada.

Robusta também segue valorizado

No mercado do robusta, a colheita está praticamente encerrada. Ainda assim, os preços também avançaram em julho.

Segundo o Cepea, a sustentação veio da menor produção da variedade nesta temporada e do efeito da valorização do arábica, que contribuiu para manter o mercado firme mesmo com o aumento da oferta típico do encerramento da colheita.

Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do robusta foi cotado a R$ 1.095,15 por saca, alta de 0,69% no dia. Em agosto, a variedade acumula ganho de 0,24%, após fechar julho com valorização de 2,90%, segundo os dados do Centro de Estudos.

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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.

No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.

Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.

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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.

Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.

No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.

Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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