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Agricultura lidera geração de empregos no Brasil em julho

O setor agropecuário liderou a criação de empregos no Brasil no trimestre encerrado em julho de 2025. A ocupação na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura cresceu 2,7%, com 206 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Os dados, divulgados nesta terça-feira (16), mostram o peso do agronegócio no avanço do mercado de trabalho.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse crescimento contribuiu para o avanço do mercado de trabalho, especialmente em regiões com forte presença do agronegócio. Além disso, a taxa de desocupação caiu para 5,6%, o menor nível desde 2012. O resultado representa recuo de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,2 ponto frente ao mesmo período de 2024.
Setores com empregos alta
Outros grupamentos que registraram aumento foram transporte, informação e comunicação, indústria e administração pública e serviços sociais. Esses setores impulsionaram o crescimento da população ocupada em 1,2% no trimestre e 2,4% no ano, atingindo novos recordes históricos.
No mesmo período, em julho, o contingente de desempregados foi estimado em 6,1 milhões de pessoas, redução de 14,2% no trimestre e 16% no ano. A população ocupada chegou a 102,4 milhões, recorde histórico, com o nível de ocupação atingindo 58,8% da população em idade de trabalhar.
Subutilização e renda
Mais um dado em destaque é que a taxa de subutilização caiu para 14,1%, o menor valor da série histórica. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e desalentadas. O número de trabalhadores subutilizados foi estimado em 16,1 milhões, queda de 1,6 milhão no trimestre e de 2,3 milhões no ano.
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.484, crescimento de 1,3% no trimestre e 3,8% em 12 meses. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 352,3 bilhões, outro recorde histórico.
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Cecafé destaca rastreabilidade para atender exigências do mercado externo

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmou nesta terça-feira (4), em São Paulo (SP), que a cafeicultura brasileira vem ampliando mecanismos de rastreabilidade e monitoramento socioambiental para atender às exigências dos mercados internacionais. O tema foi apresentado no I Encontro Brasileiro de Direitos Humanos e Empresas (DH&E Brasil 2026), realizado na Cinemateca Brasileira.
Segundo o Cecafé, a agenda de empresas e direitos humanos ganhou peso estratégico diante da pressão regulatória e da reconfiguração das cadeias produtivas globais. No evento, o diretor-geral da entidade, Marcos Matos, afirmou que o setor tem reforçado instrumentos de controle para responder a exigências como as do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Matos destacou que, em 2023, o Cecafé lançou a Plataforma de Monitoramento Socioambiental Cafés do Brasil. A ferramenta reúne exportadores e utiliza bases oficiais do governo para verificar aspectos como cumprimento do Código Florestal, regularidade fundiária, ausência de desmatamento e respeito às normas trabalhistas e de direitos humanos. De acordo com a entidade, o sistema permite rastrear o café até o polígono de produção da propriedade e gerar documentação auditável para comprovar a conformidade socioambiental dos embarques.
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O diretor-geral também afirmou que o trabalho preventivo da entidade inclui capacitação, prevenção e diálogo com produtores e trabalhadores. Entre as iniciativas citadas estão o Programa Trabalho Sustentável (PTS), desenvolvido em parceria com autoridades fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a Mesa Nacional de Diálogo pelo Trabalho Decente na Cafeicultura. Segundo o Cecafé, o PTS capacitou mais de 600 multiplicadores técnicos em boas práticas trabalhistas em 2026.
Na apresentação, Matos informou ainda que aproximadamente 99% das inspeções realizadas na cafeicultura encontram condições de conformidade com padrões de proteção dos direitos humanos. Para os compradores internacionais, a orientação apresentada foi priorizar informações já disponíveis em bases oficiais brasileiras e evitar exigências duplicadas aos exportadores.
O Cecafé defendeu que o cruzamento de notas fiscais com dados georreferenciados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), além de informações sobre embargos ambientais, áreas protegidas e inspeções trabalhistas, permite identificar a origem do café, o produtor responsável e consolidar evidências para processos de devida diligência na exportação.
Fonte: cecafe.com.br
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