Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com avanço da colheita nos EUA – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 09/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 09/09
Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,47% ou $ -2,00 cents/bushel, a $419,75. A cotação para março fechou em baixa de 0,46% ou $ -2,00 cents/bushel, a $ 437,50.
ANÁLISE DA BAIXA
O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. As cotações do cereal caíram com o avanço da colheita da maior safra de milho americana da história. A queda não é maior, visto a robusta demanda e a dúvida que alguns analistas estão levantando sobre o real tamanho da safra, o argumento é que o USDA pode ter exagerado em seu último levantamento.
Outro fator de pressão foi a proposta de lei que visa bloquear a realocação das obrigações de mistura de biocombustíveis, o que pode impactar a demanda por milho para a produção de etanol.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Dia de ajustes para o milho B3
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta segunda-feira. As cotações da B3 fecharam altas pontuais, mas em baixa na grande maioria dos contratos. A alta do dólar não compensou a queda vista em Chicago, o que afetou a formação dos preços no Brasil. A reta final da colheita deixa o comprador com plena oferta, ao mesmo tempo que os vendedores só negociam pequenos lotes esperando melhores preços.
“Atentos às recentes valorizações nos portos e no mercado externo, vendedores brasileiros estão limitando a oferta de milho no spot e/ou pedindo preços firmes em novos negócios,” apontam levantamentos do Cepea.
OS FECHAMENTOS DO DIA 09/09
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,47, apresentando alta de R$ 0,08 no dia e alta de R$ 0,52 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,18, com baixa de R$ 0,06 no dia e baixa de R$ 0,97 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,28, com baixa de R$ 0,03 no dia e baixa de R$ 0,69 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
MILHO-POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA SAFRA (altista)
A deterioração das safras relatada pelo USDA, que pode resultar em um volume ligeiramente menor para a safra recorde e o bom desempenho das exportações, essenciais para o gerenciamento dessa oferta recorde, contribuem para o suporte.
EUA-DETERIORAÇÃO DA SAFRA (altista)
O USDA informou ontem que a colheita atingiu 4% da área plantada, em comparação com 5% no mesmo período em 2024, a média de 3% para o período 2020/2024 e os 5% previstos pelos traders. Em relação ao status da safra, reduziu a proporção de milho em boas/excelentes condições de 69% para 68%, número que superou os 64% no mesmo período do ano passado e os 67% estimados por traders privados.
Os dois principais estados produtores, Iowa e Illinois, têm 80% e 53% de seu milho em boas/excelentes condições (84% e 55% na semana anterior), em comparação com 77% e 75% no mesmo período em 2024, respectivamente. Noventa e cinco por cento das plantas já passaram do estágio de grão leitoso; 74% das lavouras estão dentadas e 25% do milho está maduro.
EUA-NOVA LEI PODE PREJUDICAR MERCADO DE MILHO (baixista)
A apresentação de um projeto de lei para bloquear a realocação das obrigações de mistura que a EPA propôs à Casa Branca na semana passada pressiona os interesses da indústria de etanol e pode afetar a demanda por milho. “Punir os produtores de energia americanos que cumprem os padrões inventados pela EPA não é apenas injusto, mas também prejudica o consumidor comum.
Os americanos pagarão mais na bomba e as refinarias de Utah sofrerão as consequências”, disse o senador Mike Lee, republicano de Utah, autor da Lei de Proteção ao Consumidor Contra Custos de Realocação de 2025, em um comunicado.
BRASIL-COLHEITA CHEGANDO AO FIM (baixista)
A Conab informou ontem que o avanço da colheita do milho safrinha brasileiro está em 98,3% da área elegível, ante 97% na semana anterior; 100% no mesmo período em 2024;
e a média de cinco anos de 97,4%.
UCRÂNIA-PRODUÇÃO MAIOR (baixista)
Em seu relatório mensal, a consultoria ucraniana APK-Inform elevou sua previsão para a safra de milho 2025/2026 na Ucrânia de 27,50 para 30,30 milhões de toneladas, enquanto projetava exportações em 23,80 milhões de toneladas. Esses números foram inferiores à estimativa de agosto do USDA, que estimou a produção e as vendas de milho ucraniano em 32 e 25,50 milhões de toneladas, respectivamente.
Fonte: T&F Agroeconômica

Sustentabilidade
Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.
Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.
Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.
“Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.
Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos, 14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.
“O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.
Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.
Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.
Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.
Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade23 horas agoAlgodão/BR: Início da colheita, alerta contra pragas e previsão do tempo – MAIS SOJA
Sustentabilidade5 horas agoQualidade das sementes ganha protagonismo estratégico no setor – MAIS SOJA
Business5 horas agoNo G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne
Featured15 horas agoVai perder? Festival de Fatias leva bolos gigantes e doces artesanais ao Goiabeiras
Sustentabilidade17 horas agoSoja sobe em Chicago com expectativa de demanda chinesa e mudança na curva de prêmios – MAIS SOJA
Business23 horas agoO boom do etanol de milho e o desafio de criar demanda
Featured15 horas agoGoverno de MT nomeia 283 agentes penitenciários aprovados em concurso após quase uma década
Sustentabilidade20 horas agoPor que o manejo de boro voltou ao centro das discussões no agro – MAIS SOJA
















