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22 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com avanço da colheita nos EUA – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 09/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 09/09

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,47% ou $ -2,00 cents/bushel, a $419,75. A cotação para março fechou em baixa de 0,46% ou $ -2,00 cents/bushel, a $ 437,50.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. As cotações do cereal caíram com o avanço da colheita da maior safra de milho americana da história. A queda não é maior, visto a robusta demanda e a dúvida que alguns analistas estão levantando sobre o real tamanho da safra, o argumento é que o USDA pode ter exagerado em seu último levantamento.

Outro fator de pressão foi a proposta de lei que visa bloquear a realocação das obrigações de mistura de biocombustíveis, o que pode impactar a demanda por milho para a produção de etanol.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Dia de ajustes para o milho B3
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta segunda-feira. As cotações da B3 fecharam altas pontuais, mas em baixa na grande maioria dos contratos. A alta do dólar não compensou a queda vista em Chicago, o que afetou a formação dos preços no Brasil. A reta final da colheita deixa o comprador com plena oferta, ao mesmo tempo que os vendedores só negociam pequenos lotes esperando melhores preços.

“Atentos às recentes valorizações nos portos e no mercado externo, vendedores brasileiros estão limitando a oferta de milho no spot e/ou pedindo preços firmes em novos negócios,” apontam levantamentos do Cepea.

OS FECHAMENTOS DO DIA 09/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,47, apresentando alta de R$ 0,08 no dia e alta de R$ 0,52 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,18, com baixa de R$ 0,06 no dia e baixa de R$ 0,97 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,28, com baixa de R$ 0,03 no dia e baixa de R$ 0,69 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
MILHO-POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA SAFRA (altista)

A deterioração das safras relatada pelo USDA, que pode resultar em um volume ligeiramente menor para a safra recorde e o bom desempenho das exportações, essenciais para o gerenciamento dessa oferta recorde, contribuem para o suporte.

EUA-DETERIORAÇÃO DA SAFRA (altista)

O USDA informou ontem que a colheita atingiu 4% da área plantada, em comparação com 5% no mesmo período em 2024, a média de 3% para o período 2020/2024 e os 5% previstos pelos traders. Em relação ao status da safra, reduziu a proporção de milho em boas/excelentes condições de 69% para 68%, número que superou os 64% no mesmo período do ano passado e os 67% estimados por traders privados.

Os dois principais estados produtores, Iowa e Illinois, têm 80% e 53% de seu milho em boas/excelentes condições (84% e 55% na semana anterior), em comparação com 77% e 75% no mesmo período em 2024, respectivamente. Noventa e cinco por cento das plantas já passaram do estágio de grão leitoso; 74% das lavouras estão dentadas e 25% do milho está maduro.

EUA-NOVA LEI PODE PREJUDICAR MERCADO DE MILHO (baixista)

A apresentação de um projeto de lei para bloquear a realocação das obrigações de mistura que a EPA propôs à Casa Branca na semana passada pressiona os interesses da indústria de etanol e pode afetar a demanda por milho. “Punir os produtores de energia americanos que cumprem os padrões inventados pela EPA não é apenas injusto, mas também prejudica o consumidor comum.

Os americanos pagarão mais na bomba e as refinarias de Utah sofrerão as consequências”, disse o senador Mike Lee, republicano de Utah, autor da Lei de Proteção ao Consumidor Contra Custos de Realocação de 2025, em um comunicado.

BRASIL-COLHEITA CHEGANDO AO FIM (baixista)

A Conab informou ontem que o avanço da colheita do milho safrinha brasileiro está em 98,3% da área elegível, ante 97% na semana anterior; 100% no mesmo período em 2024;
e a média de cinco anos de 97,4%.

UCRÂNIA-PRODUÇÃO MAIOR (baixista)

Em seu relatório mensal, a consultoria ucraniana APK-Inform elevou sua previsão para a safra de milho 2025/2026 na Ucrânia de 27,50 para 30,30 milhões de toneladas, enquanto projetava exportações em 23,80 milhões de toneladas. Esses números foram inferiores à estimativa de agosto do USDA, que estimou a produção e as vendas de milho ucraniano em 32 e 25,50 milhões de toneladas, respectivamente.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

El Niño e a produtividade do trigo no Sul: histórico aponta probabilidade de até 80% de rendimentos abaixo da média – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas estão entre os principais fatores responsáveis por limitar o potencial produtivo das culturas agrícolas e comprometer a qualidade da produção obtida. Além da variabilidade climática natural observada nas diferentes regiões de cultivo, a ocorrência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña, integrantes do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), pode intensificar essas condições adversas, alterando principalmente os padrões de precipitação e a distribuição das chuvas ao longo do ciclo das culturas. Esses efeitos podem influenciar diretamente o desenvolvimento das plantas, a definição dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final das lavouras.

Como consequência, perdas de produtividade em função do clima, especialmente em lavouras de sequeiro são ainda maiores em anos com a ocorrência do fenômeno ENOS, principalmente quando esses fenômenos apresentem maior intensidade. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o norte e o sul do Brasil. Normalmente, o fenômeno aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto favorece grandes volumes de chuva no Sul do país (INMET, 2026).

Já o La Niña é caracterizado pela redução das chuvas na região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações, enquanto nas faixas norte das regiões Norte e Nordeste do país, ocorre o inverso, resultando no excesso de chuvas (INMET, 2025).

No caso no El Niño, o qual foi confirmado para 2026, as perdas de produtividade agrícola associadas a eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas no Centro-Oeste e Nordeste ou excesso de chuvas no Sul, comprometem a disponibilidade de matéria-prima para a indústria agroalimentar, afetando a cadeia produtiva como um todo. Esse cenário pode resultar em aumento dos custos logísticos, maior ociosidade industrial e redução das margens operacionais das empresas processadoras (Sobrinho, 2026).

De acordo com Sobrinho (2026), além dos impactos internos, fenômenos como o El Niño também influenciam os mercados globais de commodities, uma vez que suas consequências sobre a produção em importantes países concorrentes do Brasil, como Estados Unidos e Argentina, podem alterar a oferta mundial, pressionar preços internacionais e modificar as condições de competitividade no comércio externo.

Dentre as culturas mais afetadas pelo El Niño no Sul do Brasil, destacam-se cereais de inverno como trigo e aveia, cujo desenvolvimento é prejudicado por condições de excesso hídrico, principalmente em anos cuja maior intensidade do El Niño exerce maior influência sobre o regime de chuvas. Além de prejudicar o desenvolvimento vegetativo das culturas, o excesso de umidade no solo favorece a ocorrência de doença fungicidas, afetando não só a produtividade da lavoura, como também a qualidade dos grãos produzidos.

Com base em dados de produtividade média do trigo e aveia, pertencentes a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no período de 1996 a 2025, é possível observar uma redução do potencial produtivo da Região Sul, sob condições de El Niño, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentam uma elevada probabilidade de produtividades abaixo da média, com valores em torno de 80% para o trigo e 60% para a aveia. No Paraná, a probabilidade de produtividade do trigo foi de 40%, tanto para valores próximos quanto abaixo da média (INMET, s. d.).

Tabela 1. Impacto do fenômeno ENOS na cultura de trigo na Região Sul do Brasil.
Fonte: INMET (s.d.).

Além do impacto na produtividade dos cereais de inverno, é amplamente reconhecido que o fenômeno El Niño também pode influenciar o desempenho das culturas de verão. Entretanto, especialmente na região Sul do Brasil, os efeitos tendem a ser mais expressivos sobre as culturas de inverno, visto que os estádios mais sensíveis dessas culturas às adversidades climáticas frequentemente coincidem com períodos de maior precipitação, principalmente entre setembro e outubro, durante anos sob influência do El Niño.

Esse cenário reforça a importância do planejamento estratégico da lavoura, considerando fatores como o posicionamento de cultivares, a definição da época de semeadura e a adoção de práticas de manejo adequadas. A implementação de estratégias que reduzam os impactos do excesso hídrico nas culturas de inverno é fundamental para favorecer a estabilidade produtiva e preservar o potencial de rendimento das lavouras.



Referências:

INMET. El NIÑO EM 2026? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%25C3%25B1o-em-2026 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. IMPACTOS DO ‘LA NIÑA’ NO CLIMA BRASILEIRO: O QUE ESPERAR EM 2025? Instituto Nacional de Meteorologia, 2025. Disponível: https://portal.inmet.gov.br/noticias/impactos-do-la-ni%C3%B1a-no-clima-brasileiro-o-que-esperar-em-2025 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. NOTA TÉCNICA: PREVISÃO DE EL NIÑO EM 2026 E POSSÍVEIS IMPACTOS NA AGRICULTURA. Instituto Nacional de Meteorologia, s.d. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

SOBRINHO, C. A. B. EFEITOS DO FENÔMENO EL NIÑO SOBRE O DESEMPENHO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: ANÁLISE COM BASE NO ÍNDICE IBOAGRO. Universidade Federal do Ceará, Dissertação de Mestrado, 2026. Disponível em: < https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/85905/5/2026_dis_cabsobrinho.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

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Sustentabilidade

Onda de frio vem aí! Brasil terá queda brusca nas temperaturas enquanto outras regiões registram até 35°C

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Foto: Pixabay

Uma primeira onda de frio deve avançar sobre o Brasil nos próximos dias, provocando queda das temperaturas em grande parte do Centro-Sul do país. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a massa de ar frio começa a ganhar força no fim desta semana e também deverá alcançar os estados de Acre e Rondônia, caracterizando um episódio de friagem na Região Norte.

No Sul do país, o destaque é o risco de geada. Com a chegada da frente fria e da massa de ar polar, as temperaturas mínimas devem cair de forma mais acentuada nos próximos dias.

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A frente fria também deverá provocar chuvas sobre áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Os volumes previstos variam entre 40 e 50 milímetros em diversas regiões produtoras de soja, contribuindo para a reposição da umidade do solo. Por outro lado, as precipitações podem dificultar atividades em campo.

Já no Matopiba, a previsão para os próximos 15 dias segue marcada por calor e tempo seco. As temperaturas máximas podem atingir entre 34°C e 35°C, cenário que favorece os trabalhos no campo, mas mantém a preocupação com a disponibilidade de umidade no solo.

Por fim, no Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical continua favorecendo a ocorrência de chuvas intensas em Roraima. Os acumulados previstos podem ultrapassar 150 milímetros e, em algumas localidades, chegar a 200 milímetros.

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Sustentabilidade

Pesquisador que desenvolve estudos em fisiologia vegetal é um dos vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26

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Reprodução Canal Rural

O pesquisador Ricardo Andrade foi um dos grandes destaques do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, realizado em Campo Grande (MS). Ele recebeu o reconhecimento na categoria escolhida pelo voto do público, consolidando uma trajetória marcada pela pesquisa, inovação e compromisso com o desenvolvimento da agricultura brasileira.

A homenagem foi entregue pelo presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, que destacou a importância do trabalho realizado pelos pesquisadores para a evolução da sojicultura nacional.

Natural de uma família de pequenos produtores rurais, Ricardo Andrade sempre manteve uma ligação estreita com o campo. Desde 2007, vive em Luís Eduardo Magalhães, onde atua com pesquisas voltadas ao manejo e à fisiologia vegetal, especialmente em estratégias para reduzir os impactos da seca e de outros estresses enfrentados pelas lavouras.

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Segundo o pesquisador, as mudanças climáticas têm exigido respostas cada vez mais rápidas da ciência. “As mudanças climáticas dos últimos anos têm demandado novas tecnologias para adaptar a cultura da soja e outras culturas a esse ambiente, que é muito diverso, mas ainda precisa entregar altas produtividades”, afirmou.

Nesse contexto, Andrade explica que a fisiologia vegetal tem papel fundamental na busca por soluções para a agricultura. “O papel do fisiologista e do pesquisador é justamente criar técnicas que façam com que a planta consiga se adaptar a essas mudanças constantes que a gente vem enfrentando”, destacou.

Ao longo da carreira, ele passou a enxergar a educação como um dos pilares para o avanço do setor. “Um dos principais pontos para mudar uma sociedade é a educação. Por isso, além do trabalho técnico no campo, também precisamos levar esse conhecimento para a academia e formar a próxima geração de pesquisadores e agrônomos”, ressaltou.

Para Andrade, o sucesso da agricultura brasileira é resultado de uma construção coletiva que começa no produtor rural. “O produtor é quem utiliza toda essa tecnologia. Dentro da pesquisa, cada profissional contribui com uma parte desse processo para melhorar a produção”, explicou.

A busca por uma produção mais sustentável também orienta os trabalhos desenvolvidos pela equipe. “A pesquisa vem do intuito de transformar o agronegócio em algo mais sustentável, que contribua com o planeta e que desenvolva técnicas que façam bem tanto para o consumidor quanto para o produtor. Tudo isso precisa estar atrelado a uma boa relação de custo-benefício”, disse.

Entre as pesquisas que vêm ganhando destaque está o uso de bioestimulantes para aumentar a resistência das plantas em situações adversas. “Aqui na pesquisa, junto com a nossa equipe, desenvolvemos vários trabalhos, mas um que temos levado adiante ao longo dos anos é a adoção de técnicas com bioestimulantes, principalmente para aumentar a tolerância à seca, reduzir estresses causados por produtos químicos e elevar o potencial produtivo da cultura”, relatou.

O pesquisador também destacou que um dos momentos mais gratificantes da profissão é acompanhar a aplicação prática das tecnologias desenvolvidas nos centros de pesquisa. “Às vezes passamos uma década desenvolvendo uma tecnologia. O momento mais gratificante é quando você chega em uma fazenda e vê o produtor usando algo que foi criado dentro de um centro de pesquisa”, afirmou.

O reconhecimento no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 reforça a importância da pesquisa científica para a evolução do agronegócio nacional e coloca Ricardo Andrade entre os profissionais que vêm contribuindo diretamente para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para os desafios do futuro.

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