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20 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Tecnologia e verticalização do agronegócio transformam cidade em Mato Grosso

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A verticalização da produção de soja, milho e proteína animal vem remodelando a realidade dos municípios mato-grossenses, e Nova Mutum se destaca nesse cenário. Localizada às margens da BR-163, a 264 quilômetros ao norte de Cuiabá, a cidade vive um ciclo de crescimento intenso, atraindo grandes indústrias e gerando novas oportunidades de emprego e renda.

Um dos pioneiros da região, o produtor rural Lírio João Bianchezzi, 70 anos, chegou à cidade no início dos anos 1980 com um irmão, disposto a trabalhar na agricultura. Eles iniciaram o cultivo de arroz em terras do Cerrado, ainda consideradas “inóspitas”. Inspirado por um curso realizado no Paraná, Lírio aplicou o plantio direto, prática que transformou a agricultura local. “Hoje 100% de Mato Grosso realiza plantio direto”, destaca.

Naquele período, a soja complementava o arroz. “Plantávamos arroz em um ano e soja no outro. Na época, havia apenas duas variedades: a dopo e a cristalina”, recorda. O milho também foi um desafio, já que as sementes disponíveis eram adaptadas ao Sul do país e não ao Centro-Oeste. Atualmente, soja, milho e algodão ocupam 770 mil hectares no município, segundo o IBGE de 2022.

Para L

meros do crescimento

O aumento da produtividade impactou profundamente a economia de Nova Mutum. Entre 2010 e 2022, a população cresceu de 31.649 para 55.832 habitantes, com estimativa atual de 63.455. O PIB, que era de R$ 300 milhões em 2001, alcançou R$ 6,036 bilhões em 2021. O IDH saltou de 0,432 em 1991 para 0,758 em 2021.

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A verticalização está presente em toda a cidade, com comércios e serviços voltados ao setor agrícola. A agroindustrialização atraiu empresas como Bunge (soja), FS Bioenergia e Inpasa (etanol), Icofort (óleo de algodão) e frigoríficos Excelência (suínos) e BRF (aves). O estoque de empregos formais ultrapassa 24 mil postos, principalmente ligados ao agronegócio.

O setor também estimula a educação. O campus da Unemat oferece cursos de Agronomia, Engenharia de Alimentos, Administração e Ciências Contábeis, todos alinhados à realidade regional. A faculdade particular Unifama amplia a oferta com Direito, Farmácia, Fisioterapia, Pedagogia e Psicologia.

Sustentabilidade e aproveitamento

Segundo Wilmar Paquer, engenheiro agrícola da região, uma das razões do sucesso é a sustentabilidade: “Nada se perde. O farelo da soja vai para ração animal, o resíduo do milho também. O chorume dos suínos é usado como adubo e o gás gera energia para a rede”.

Estudos sobre controle biológico de pragas e doenças buscam reduzir o uso de químicos e minimizar impactos ambientais.

Apoio institucional

Produtores recebem suporte da Aprosoja-MT por meio do programa Soja Legal, que orienta sobre normas trabalhistas, ambientais e o Cadastro Ambiental Rural, além de apoio em fiscalizações de órgãos como Ibama, Sema e Indea. “O objetivo é produzir de forma sustentável, e todos estão no caminho certo”, afirma Rafael Vinícius, coordenador regional da Aprosoja em Nova Mutumírio, o avanço se deu graças à tecnologia e ao manejo eficiente do solo. “A tecnologia nos fez chegar aonde chegamos. Agora avançamos para um novo ciclo”, ressalta.

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Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

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avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)

Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.

“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.

Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.

“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.

Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.

Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.

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Entenda o caso

 

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.

Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.

O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.

Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

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Fisioterapeuta morre após carro bater contra carreta em Tangará da Serra I MT

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A fisioterapeuta Ana Carolina de Brito Ramos, de 41 anos, morreu após o carro que ela conduzia bater de frente com uma carreta, na rodovia MT-358, em Tangará da Serra, a 320 km de Cuiabá, nesse sábado (19).

Segundo a Polícia Civil, os veículos trafegavam em sentidos opostos e o acidente ocorreu em um trecho de pista reta.

O motorista da carreta, de 35 anos, relatou à polícia que seguia pela rodovia quando viu o carro da vítima vindo no sentido contrário. Segundo ele, ao se aproximarem, o carro teria entrado repentinamente na frente da carreta.

O motorista disse ainda que não soube informar o motivo da manobra e que não havia outro veículo à frente que pudesse ter provocado o deslocamento. Com a batida, Ana Carolina ficou presa às ferragens e morreu ainda no local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos para retirar o corpo da vítima do veículo.

O local foi periciado e a Polícia Civil investiga as causas do acidente.

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Dengue em Cuiabá chega a mais de 800 casos e número cresce nas últimas semanas

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Cuiabá chegou a 878 casos confirmados de dengue em 2026, segundo o boletim mais recente da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O número vem crescendo nas últimas semanas: eram 569 casos na semana 27, em julho; 739 na semana 33, em agosto; e 878 na semana 36, em setembro.

Apesar desse aumento, a Secretaria de Saúde informa que a média de casos registrados por semana está 6% abaixo da observada em 2025. Na semana mais recente, foram notificados três novos casos, enquanto outros 110 registros incluídos no total eram referentes a semanas anteriores.

Três pessoas morreram em Cuiabá em decorrência da dengue neste ano, segundo o boletim.

As equipes de saúde já vistoriaram 805.397 imóveis em Cuiabá neste ano. Desse total, 87.158 imóveis foram tratados, 97.270 depósitos receberam tratamento e 23.268 foram eliminados.

O número de imóveis vistoriados também aumentou ao longo do ano:

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  • Semana 27: 597.753 imóveis;
  • Semana 33: 756.353 imóveis;
  • Semana 36: 805.397 imóveis.

Em relação à chikungunya, o boletim registra 133 casos confirmados em 2026, sem óbitos. O número de notificações acumuladas é de 143 e a média semanal é de quatro casos, 98,7% inferior à registrada em 2025.

Já em relação à Zika, foram registradas nove notificações e três casos confirmados, com incidência acumulada de 0,4 caso por 100 mil habitantes e sem registro de óbitos.

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