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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Tecnologia e verticalização do agronegócio transformam cidade em Mato Grosso

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A verticalização da produção de soja, milho e proteína animal vem remodelando a realidade dos municípios mato-grossenses, e Nova Mutum se destaca nesse cenário. Localizada às margens da BR-163, a 264 quilômetros ao norte de Cuiabá, a cidade vive um ciclo de crescimento intenso, atraindo grandes indústrias e gerando novas oportunidades de emprego e renda.

Um dos pioneiros da região, o produtor rural Lírio João Bianchezzi, 70 anos, chegou à cidade no início dos anos 1980 com um irmão, disposto a trabalhar na agricultura. Eles iniciaram o cultivo de arroz em terras do Cerrado, ainda consideradas “inóspitas”. Inspirado por um curso realizado no Paraná, Lírio aplicou o plantio direto, prática que transformou a agricultura local. “Hoje 100% de Mato Grosso realiza plantio direto”, destaca.

Naquele período, a soja complementava o arroz. “Plantávamos arroz em um ano e soja no outro. Na época, havia apenas duas variedades: a dopo e a cristalina”, recorda. O milho também foi um desafio, já que as sementes disponíveis eram adaptadas ao Sul do país e não ao Centro-Oeste. Atualmente, soja, milho e algodão ocupam 770 mil hectares no município, segundo o IBGE de 2022.

Para L

meros do crescimento

O aumento da produtividade impactou profundamente a economia de Nova Mutum. Entre 2010 e 2022, a população cresceu de 31.649 para 55.832 habitantes, com estimativa atual de 63.455. O PIB, que era de R$ 300 milhões em 2001, alcançou R$ 6,036 bilhões em 2021. O IDH saltou de 0,432 em 1991 para 0,758 em 2021.

A verticalização está presente em toda a cidade, com comércios e serviços voltados ao setor agrícola. A agroindustrialização atraiu empresas como Bunge (soja), FS Bioenergia e Inpasa (etanol), Icofort (óleo de algodão) e frigoríficos Excelência (suínos) e BRF (aves). O estoque de empregos formais ultrapassa 24 mil postos, principalmente ligados ao agronegócio.

O setor também estimula a educação. O campus da Unemat oferece cursos de Agronomia, Engenharia de Alimentos, Administração e Ciências Contábeis, todos alinhados à realidade regional. A faculdade particular Unifama amplia a oferta com Direito, Farmácia, Fisioterapia, Pedagogia e Psicologia.

Sustentabilidade e aproveitamento

Segundo Wilmar Paquer, engenheiro agrícola da região, uma das razões do sucesso é a sustentabilidade: “Nada se perde. O farelo da soja vai para ração animal, o resíduo do milho também. O chorume dos suínos é usado como adubo e o gás gera energia para a rede”.

Estudos sobre controle biológico de pragas e doenças buscam reduzir o uso de químicos e minimizar impactos ambientais.

Apoio institucional

Produtores recebem suporte da Aprosoja-MT por meio do programa Soja Legal, que orienta sobre normas trabalhistas, ambientais e o Cadastro Ambiental Rural, além de apoio em fiscalizações de órgãos como Ibama, Sema e Indea. “O objetivo é produzir de forma sustentável, e todos estão no caminho certo”, afirma Rafael Vinícius, coordenador regional da Aprosoja em Nova Mutumírio, o avanço se deu graças à tecnologia e ao manejo eficiente do solo. “A tecnologia nos fez chegar aonde chegamos. Agora avançamos para um novo ciclo”, ressalta.

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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Syngenta promove profissionais à gerência de marketing

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Júlia Loss Ribas e Bruno Provedel Fernandes assumem funções de Marketing Execução no Paraná e em Mato Grosso

A Syngenta realizou mudanças na área de marketing. Júlia Loss Ribas recebeu promoção para o cargo de gerente de Marketing Execução em Londrina, Paraná. Bruno Provedel Fernandes assumiu a mesma função em Primavera do Leste, Mato Grosso.

Júlia ingressou na Syngenta em junho de 2022 como assistente técnica de vendas, por meio da Unicampo, em Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Em agosto de 2023, passou a atuar em Field Marketing Agrícola, em Londrina. Permaneceu na posição até agosto de 2026.

Antes da Syngenta, trabalhou como agente geradora de demanda na ICL América do Sul. Também realizou estágio na Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial.

Júlia possui formação em Agronomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Sertão.

Fernandes atua na Syngenta desde 2016. Iniciou a trajetória como estagiário de Inteligência de Mercado em Londrina. Depois, ocupou posições na área de Acesso ao Mercado, entre elas analista júnior, analista sênior, coordenador e coordenador sênior para o Brasil.

Antes da nova função, trabalhou como coordenador sênior de Acesso ao Mercado Brasil entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026. Fernandes possui graduação em Economia pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduação em Negócios e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

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Casa da Aprosoja MT encerra exposição em SP após oito dias aproximando campo e cidade

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Espaço interativo recebeu milhares de visitantes na Avenida Paulista e mostrou como a soja e o milho estão presentes no cotidiano da população brasileira

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