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Plantio de soja 25/26 começa a se aproximar no Sul do Brasil

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Produtores do Sul do Brasil estão em contagem regressiva para a abertura oficial do calendário de plantio de soja da safra 2025/26. Algumas regiões já poderão iniciar os trabalhos a partir desta segunda-feira (1º), e a expectativa é de que o clima colabore para o desenvolvimento inicial da cultura, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

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Paraná

No Paraná, o calendário de plantio é dividido em três regiões. A faixa leste do estado, classificada como região um, pode iniciar a semeadura em 20 de setembro, com prazo até 20 de janeiro. Já a região dois, que abrange o oeste e o centro-norte paranaense, tem início mais cedo, em 1º de setembro, e segue até 31 de dezembro. A região três, que corresponde ao sul-central, está autorizada a plantar entre 11 de setembro e 10 de janeiro.

Os próximos cinco dias não devem trazer chuvas volumosas ao estado, o que mantém a preocupação com a umidade do solo, sobretudo no centro-norte. Em Assis Chateaubriand, uma das principais áreas produtoras, a expectativa é de que as precipitações retornem apenas na segunda quinzena de setembro, com possibilidade de acumular até 100 milímetros em duas semanas, considerado um cenário animador.

Situação de soja em SC

Em Santa Catarina, o calendário também é dividido em duas grandes áreas. O litoral sul e o extremo sul só podem começar a semeadura em 13 de outubro, com prazo até 10 de fevereiro. No restante do estado, que inclui o oeste, o meio-oeste, o Planalto Norte e a região central, o plantio começa em 22 de setembro e termina em 22 de janeiro.

A previsão entre os dias 3 e 7 de setembro indica cerca de 20 milímetros de chuva, suficientes para manter a boa umidade do solo.

Na região de Abelardo Luz, um dos polos produtivos catarinenses, o volume previsto para outubro deve alcançar 200 milímetros em 30 dias. Essa condição pode atrasar levemente a semeadura no início, mas tende a garantir bons níveis de umidade para o avanço da safra.

Rio Grande do Sul: chuvas previstas

No Rio Grande do Sul, todo o estado segue um calendário unificado, com início em 1º de outubro e término em 28 de janeiro. As chuvas devem contemplar entre 150 e 180 milímetros já no começo de outubro em regiões como Tupanciretã. Embora a umidade seja considerada favorável para o plantio, há risco de excesso de precipitação no centro-sul gaúcho, o que pode dificultar os trabalhos de campo em determinados momentos.

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Custo logístico: o fator invisível que define a competitividade da soja

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Foto: Rafael Manzutti/Sinfra MT

No mercado global de soja, o preço não é determinado apenas pela CBOT, prêmio (basis) e câmbio. Existe um componente muitas vezes subestimado, mas decisivo na competitividade: o custo logístico, que impacta diretamente a margem do exportador e o preço pago ao produtor.

A soja brasileira compete com Estados Unidos e Argentina em condições semelhantes no preço FOB, mas com diferenças relevantes no custo de escoamento. No Brasil, o predomínio do transporte rodoviário, aliado às longas distâncias e gargalos estruturais, eleva o custo por tonelada e reduz a eficiência da cadeia.

Esse custo afeta diretamente o preço de paridade de exportação (PPE). Quanto maiores o frete interno e as despesas portuárias, menor o valor disponível “sobre rodas”, ou seja, o preço na origem. A logística, portanto, atua como um redutor direto da renda do produtor.

Além do transporte, fatores como armazenagem, filas nos portos (line-up), eficiência de embarque (loading rate) e disponibilidade de modais alternativos influenciam o basis. Em regiões distantes dos portos, esses custos podem representar parcela relevante do valor da soja, aumentando a sensibilidade ao frete.

Por outro lado, avanços logísticos geram ganhos imediatos de competitividade. A expansão do Arco Norte reduziu distâncias e elevou o preço recebido no interior, ao melhorar a paridade de exportação.

Nesse contexto, o porto de Miritituba (PA) consolidou-se como um dos principais hubs do Arco Norte, integrando o transporte rodoviário via BR-163 com a hidrovia dos rios Tapajós e Amazonas. Apesar disso, ainda enfrenta limitações operacionais, especialmente no pico da safra, quando há forte concentração de fluxo e formação de filas.

A análise dos fretes saindo de Sorriso (MT), considerando 2024 e 2025 e ajustados para valores reais pela inflação, evidencia diferenças estruturais entre rotas. O escoamento via Miritituba apresenta custos consistentemente inferiores ao de Paranaguá, reforçando a vantagem logística do Arco Norte.

Na prática, essa diferença se traduz diretamente no preço ao produtor. Como o frete é descontado na formação do PPE, reduções no custo por tonelada aumentam o valor disponível na origem. Em termos de saca, variações aparentemente pequenas no frete geram impactos relevantes na margem, podendo a chegar em lucros de R$ 9 a R$ 10, apenas pela escolha da logística.

Essa dinâmica reforça que a escolha do corredor logístico deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégica. Em regiões como Sorriso, maior produtor de soja do Brasil, decidir entre Arco Norte e portos do Sul pode significar ganho ou perda de competitividade.

Localizado no médio-norte do Mato Grosso, Sorriso depende fortemente da eficiência logística para transformar produtividade em rentabilidade. A distância superior a 1.500 km até os portos faz do frete um dos principais determinantes do preço recebido.

Durante a safra, a concentração de oferta eleva a demanda por transporte, pressionando o frete e reduzindo o preço no interior. Nesse cenário, o enfraquecimento do basis reflete mais as limitações logísticas do que o mercado global.

Na entressafra, com menor fluxo de cargas, o frete recua, permitindo ao produtor capturar melhores preços. Isso reforça que o frete é uma variável de mercado, e não apenas um custo operacional.

Nesse ambiente, a armazenagem torna-se estratégica, permitindo evitar a venda no pico logístico e capturar melhores condições de mercado.

Assim, em Sorriso, a logística atua como um verdadeiro “formador de preço invisível”. Mais do que produzir bem, é necessário entender quando e como escoar.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a vantagem não está apenas na produtividade, mas na capacidade de transformar eficiência logística em margem.

*Thiago Oleto é economista e analista júnior do complexo soja na consultoria Safras & Mercado

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Boi gordo mantém firmeza com escalas curtas e exportações aquecidas no início desta semana

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com maior firmeza, registrando negócios pontuais acima da referência média. O movimento reflete um cenário de oferta ainda restrita, com frigoríficos operando com escalas de abate encurtadas, entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

Do lado da produção, os pecuaristas seguem em posição confortável para negociar, especialmente nas regiões do centro-norte, onde as condições de pastagem ainda são favoráveis. Esse cenário permite um ritmo mais cadenciado de vendas, evitando pressão sobre os preços.

No mercado externo, as exportações continuam em ritmo acelerado. A demanda chinesa segue aquecida, com importadores atuando de forma agressiva para garantir volumes antecipadamente, enquanto exportadores brasileiros buscam preencher rapidamente suas cotas de embarque. Esse ambiente reforça a sustentação dos preços no mercado interno.

Os preços da arroba apresentaram os seguintes níveis médios nas principais praças:

  • São Paulo: R$ 360,42, na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 340,89
  • Minas Gerais: R$ 346,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 349,09
  • Mato Grosso: R$ 356,15

Atacado

No mercado atacadista, os preços seguiram firmes ao longo da segunda-feira (30), sustentados pela baixa disponibilidade de carne. Mesmo diante da perda de competitividade em relação a proteínas concorrentes, como o frango, a restrição de oferta continua sendo o principal fator de suporte.

Os cortes bovinos mantiveram os seguintes patamares:

  • Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 21,80/kg
  • Ponta de agulha: R$ 20,00/kg

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda. A valorização da moeda norte-americana tende a favorecer as exportações, contribuindo para a sustentação dos preços do boi gordo.

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Planta medicinal eleva desempenho e reforça a saúde de tilápias

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Foto: Gabriel Pupo Nogueira

O uso de uma planta conhecida por suas propriedades medicinais pode representar um avanço relevante para a aquicultura. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), aponta que a suplementação com Artemisia annua na alimentação de tilápias-do-Nilo melhora o crescimento, a saúde e a produtividade dos peixes em sistemas tropicais de cultivo em tanques-rede.

Os resultados indicam ganhos expressivos no desempenho produtivo, com aumento no peso dos animais e melhora na conversão alimentar, ou seja, os peixes crescem mais consumindo menos ração. Esse fator é considerado um dos principais indicadores de eficiência na piscicultura.

De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Michelly Soares, a adoção de soluções naturais pode trazer benefícios simultâneos ao sistema produtivo. ”A suplementação contribui para melhorar o crescimento, a eficiência alimentar e a saúde dos peixes, o que é fundamental em sistemas intensivos”, afirma.

O desempenho observado está relacionado à presença de compostos bioativos na planta, que favorecem a digestão e o aproveitamento de nutrientes, além de promover melhorias na fisiologia intestinal dos animais.

Além do ganho produtivo, o estudo também aponta efeitos positivos na saúde dos peixes. A suplementação com Artemisia annua fortaleceu o sistema imunológico e reduziu indicadores de estresse fisiológico, fatores essenciais em sistemas de cultivo intensivo, onde os animais estão mais expostos a variações ambientais e agentes patogênicos.

Outro destaque é a ação da planta sobre a microbiota intestinal. Os compostos presentes atuam de forma seletiva, inibindo microrganismos prejudiciais e favorecendo bactérias benéficas. Esse equilíbrio contribui para melhor absorção de nutrientes, otimização do metabolismo e aumento do desempenho produtivo.

A planta também apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a reduzir danos celulares e melhorar o estado geral dos peixes.

O estudo foi realizado em condições reais de cultivo tropical em tanques-rede, sistema amplamente utilizado no Brasil, o que reforça a aplicabilidade prática dos resultados. Nesse modelo, desafios como estresse ambiental e sanidade tornam ainda mais importante o uso de estratégias nutricionais eficientes.

Para pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, a adoção de aditivos naturais com múltiplas funções pode reduzir custos, aumentar a produtividade e tornar a atividade mais sustentável.

A utilização de plantas medicinais como a Artemisia annua surge como alternativa ao uso de produtos sintéticos e antibióticos, alinhando a produção às demandas por sustentabilidade e segurança alimentar.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários novos estudos para validar a tecnologia em escala comercial e em diferentes condições de produção.

A tendência, segundo os especialistas, é de crescimento no uso de bioinsumos na aquicultura, com foco em sistemas mais sustentáveis e eficientes.

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