Sustentabilidade
Preços do milho avançam em agosto no Brasil, com demanda externa aquecida – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho vai chegando ao final de agosto com cotações mais altas. De acordo com a Safras Consultoria, a demanda mais firme voltada ao cenário internacional e a retenção de oferta por parte dos produtores, em meio a uma procura mais firme pelos consumidores, contribuíram para o avanço nos preços.
De modo geral no cenário doméstico as negociações evoluíram muito pouco ao longo do mês, com os produtores acreditando que as cotações possam subir mais à frente. A colheita da safrinha está praticamente concluída no Brasil e o ritmo de negócios tende a ser ditado pelos produtores. Os consumidores, por sua vez, estão mais ativos nas consultas por lotes, mas efetivamente seguem avançando nas compras apenas de forma pontual, em meio ao cenário de preços elevados dos fretes para deslocamento do cereal a grandes distâncias.
Nas exportações, apesar do dólar seguir operando na casa de R$ 5,40, os negócios seguem avançando. Os line-ups, a programação de embarques dos portos brasileiros, aponta que poderão ser embarcados volumes próximos de oito milhões de toneladas de milho até o final de agosto, com uma expectativa de que em setembro o país possa exportar quatro milhões de toneladas.
No cenário internacional, o mês de agosto foi marcado por grandes oscilações de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Fatores conflitantes para um direcionamento das cotações, como a demanda aquecida para o cereal norte-americano e a expectativa de uma grande safra no país estiveram no radar do mercado.
Preços internos
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 62,42 no dia 28 de agosto, alta de 1,82% frente aos R$ 61,30 registrados no fechamento de julho. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 60,00, avanço de 2,56% frente aos R$ 58,50 praticados no encerramento do mês passado.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 66,00, baixa de 1,49% frente aos R$ 67,00 registrados no fim de julho. Na região da Mogiana paulista, o cereal se manteve em R$ 60,00 ao longo do mês.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 57,00, inalterada ante o fechamento do mês passado. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 71,00, aumento de 1,43% frente aos R$ 70,00 do final do mês anterior.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca subiu 5,00% na semana, de R$ 60,00 para R$ 63,00. Já em Rio Verde, Goiás, a saca seguiu em R$ 55,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,010 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 63,178 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 4,960 milhões de toneladas, com média de 310,027 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 203,80.
Em relação a agosto de 2024, houve alta de 18,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,5% na quantidade média diária exportada e valorização de 5,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fonte: Arno Baasch / Safras News
Sustentabilidade
Após estragos no Sul, previsão aponta chuvas de 100 mm e ‘friaca’ no fim de semana em vários estados; saiba mais

A previsão do tempo indica mais dias de instabilidade no Brasil, com risco de novos temporais após os estragos registrados no Sul. Entre esta quarta-feira (4) e o fim de semana, diferentes estados devem enfrentar chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo. Em algumas áreas, os acumulados podem chegar a 100 milímetros.
O alerta começa pelo Mato Grosso do Sul, onde os temporais já avançam nesta quarta-feira (4). Na quinta-feira (5), a instabilidade também ganha força em Goiás e Mato Grosso, com previsão de raios, ventos intensos e possibilidade de granizo, especialmente na porção leste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás.
Em Mato Grosso, as chuvas começam a avançar principalmente pelo norte do estado, mas ainda sem previsão de volumes muito expressivos. Já no sul de Mato Grosso do Sul, a precipitação pode ser maior.
Temporais de 100 mm colocam Sul e Sudeste em alerta
A situação exige atenção especial no Sul do país. Depois dos episódios de tornados em Chapecó (SC) e das microexplosões que provocaram estragos no Paraná, a previsão mantém o alerta para novos temporais no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
Um cavado meteorológico favorece a formação de áreas de instabilidade também no Sul e no Sudeste nesta quarta e quinta-feira. O tempo severo pode atingir ainda o norte do Paraná, São Paulo, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro.
Em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, os acumulados podem alcançar 100 milímetros nos próximos dias. Em Santa Catarina, há alerta para chuva intensa, principalmente durante a tarde, além de rajadas de vento. A instabilidade deve persistir durante o fim de semana, sem dar muita trégua aos moradores dessas regiões.
Frente fria provoca ‘friaca’ no fim de semana
Além da chuva, uma frente fria avança pelo país e provoca queda nas temperaturas. No fim de semana, as mínimas no sul de Mato Grosso do Sul podem ficar entre 15°C e 16°C.
No Sul, o frio será mais expressivo. Entre sábado e domingo, as temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul podem ficar abaixo dos 7°C em áreas de baixada. Apesar da queda nas mínimas, as máximas ainda podem alcançar 30°C em algumas localidades.
No Sudeste, a mudança também será sentida, com temperaturas mais amenas durante o fim de semana. Enquanto isso, o Nordeste continua com predomínio de tempo quente e seco, com temperaturas que podem chegar aos 40°C em Tocantins e Piauí. Há previsão de temporais isolados no sul do Maranhão e no norte do Tocantins.
Chuva volta a ganhar força na próxima semana
Na próxima semana, a tendência é de tempo mais firme no Sul e no Sudeste, abrindo uma janela para o produtor rural aproveitar as condições meteorológicas. A chuva, entretanto, deve voltar a ganhar força entre os dias 15 e 19 de novembro.
No Paraná e em Santa Catarina, os acumulados podem ficar entre 50 e 60 milímetros em cinco dias. Em São Paulo, também há previsão de volumes expressivos nesse período.
A instabilidade deve avançar ainda sobre áreas do Centro-Oeste e do Matopiba, contribuindo para a reposição da umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras de soja, especialmente em Goiás.
No oeste de Mato Grosso, a chuva ainda apresenta comportamento bastante irregular. Entre os dias 15 e 19 de novembro, os volumes previstos ficam em torno de 20 milímetros em algumas áreas.
A frente fria também deve levar chuva para o interior do Nordeste, trazendo alívio para regiões que enfrentam calor e tempo seco. A tendência é de uma semana com distribuição irregular das precipitações, mas com novas oportunidades de recuperação da umidade do solo em importantes regiões produtoras.
Sustentabilidade
IMEA: Semeadura do milho acelera na Argentina, enquanto MT monitora clima para a safra 26/27 – MAIS SOJA

A semeadura do milho 26/27 na Argentina atingiu 47,30% da área projetada, com avanço de 12,30 p.p. em relação à safra passada. De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, na semana encerrada em 28/10, o progresso foi de 7,50 p.p., impulsionado pela boa disponibilidade hídrica na maior parte da área agrícola.
A maior participação do milho precoce nesta temporada também contribui para o ritmo mais acelerado frente ao ciclo passado. Entre as principais regiões produtoras, o Centro-Leste de Entre Ríos lidera com 90,00% da área semeada, seguido pelo Núcleo Norte (85,70%) e pelo Centro-Norte de Santa Fe (74,30%). Apesar do bom ritmo de implantação, as baixas temperaturas e a pouca radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento inicial das lavouras, com registros de emergência desuniforme e amarelecimento das plantas. Mesmo assim, as condições gerais da cultura permanecem predominantemente normais a boas, com áreas pontuais classificadas como excelentes.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: a moeda americana valorizou 7,15% frente ao real na semana, passando para R$ 5,39/US$, influenciado pelo cenário político doméstico.
- QUEDA: O milho corrente na CME caiu 2,35% ante a semana passada, para US$ 4,51/bu, refletindo a maior oferta do cereal devido ao avanço da colheita norte-americana.
- BAIXA: o prêmio de exportação do milho no porto de Santos registrou baixa de 8,41% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,81/bu.
Perspectivas climáticas para o milho 26/27 em MT indicam disponibilidade hídrica para a semeadura, mas exigem atenção à distribuição das chuvas.
O avanço da semeadura da soja 26/27, acima dos maiores índices dos últimos cinco anos para o período, pode antecipar a colheita e favorecer o calendário do milho. Segundo o CPTEC/INPE, para nov/26–jan/27, são previstas chuvas próximas da média em parte de MT, com desvios negativos no norte e positivos no centro-sul e leste. Já para dez/26–fev/27, a previsão indica ampliação das chuvas acima da média nessas últimas regiões, favorecendo a umidade do solo e a implantação dos 7,48 mi de ha de milho.
Contudo, a distribuição das precipitações será determinante para as operações, pois chuvas acima das médias podem interromper a colheita da soja e a semeadura do cereal. Além disso, possíveis restrições hídricas durante o florescimento e enchimento de grãos representam riscos ao rendimento das lavouras, exigindo atenção ao clima nos próximos meses. Diante dessas incertezas, o Imea mantém a produtividade projetada em 119,64 sc/ha e a produção em 53,68 mi de t.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
Chuvas excessivas alongam ciclo da soja no Oeste do Paraná, com plantio praticamente concluído – MAIS SOJA

O plantio da safra de soja 2026/27 alcança 99,17% da área prevista no Oeste do Paraná, mas o excesso de chuvas e a redução da radiação solar têm provocado alongamento do ciclo das lavouras, atrasando o desenvolvimento e o início do florescimento. Os temporais registrados nos últimos dias também trouxeram granizo e danos pontuais em áreas produtoras, conforme avaliação do economista Ernani José Benincá, da Benincá Agro – Consultoria e Corretagem Ltda., em levantamento exclusivo à Agência Safras.
Segundo Benincá, restam apenas algumas áreas para a conclusão da semeadura, principalmente nos municípios de Catanduvas, Ibema e Campo Bonito. Enquanto isso, as primeiras lavouras implantadas já começam a entrar na fase reprodutiva, embora apresentem desenvolvimento mais lento em razão das condições climáticas.
“Novamente tivemos chuvas volumosas e, em alguns lugares, como na Linha Mandarina, em Toledo, houve incidência de granizo com algum prejuízo. O excesso de chuvas, associado às temperaturas mais baixas e à menor radiação solar, está provocando um alongamento do ciclo da soja”, explica Benincá.
O levantamento aponta que Palotina registrou 167 milímetros de chuva no último fim de semana, praticamente o dobro da média regional de 84 milímetros. Além da Linha Mandarina, o granizo também atingiu áreas próximas à Fazenda Monte Sion, na região de Toledo.
A principal preocupação do especialista, entretanto, está relacionada à redução da luminosidade. Segundo ele, algumas lavouras apresentam aproximadamente 60 dias de ciclo e somente agora começam a florescer, enquanto em outras temporadas já estariam próximas ou dentro dos estádios reprodutivos R1 e R2.
“Tem soja com 60 dias de ciclo, porte baixo e entrenós curtos, que só agora está apresentando as primeiras flores. Em outros anos, com essa idade, as plantas praticamente já estariam em R1 ou R2. A menor radiação solar está ocasionando esse atraso”, observa.
Benincá avalia que o alongamento do ciclo, já estimado em quatro dias em relação ao ciclo médio, poderá aumentar nas próximas duas semanas caso persistam as condições de chuva e baixa luminosidade. O economista destaca que a situação exige atenção, especialmente porque a região já enfrenta precipitações acima do padrão habitual para o período.
Outro fator de preocupação envolve o aproveitamento dos fertilizantes aplicados nas lavouras. Conforme o especialista, o excesso de precipitações pode provocar perdas de parte do cloreto de potássio utilizado em cobertura, comprometendo a eficiência da adubação.
“Todas as aplicações de cloreto em cobertura ficam sujeitas a perdas com o excesso de chuvas. Isso representa tanto uma perda agronômica quanto financeira para o produtor”, ressalta.
Por outro lado, a pressão de pragas permanece baixa, sem representar, neste momento, uma preocupação significativa para o desenvolvimento da cultura.
Apesar dos problemas climáticos, Benincá pondera que a disponibilidade de água continua sendo importante para o potencial das lavouras, desde que os excessos não provoquem danos mais expressivos.
“Enquanto houver chuvas, mesmo que tragam algum percentual de pequenas perdas, ainda é melhor trabalhar com barro do que com poeira. Aprendi a trabalhar com barro; com poeira, ainda não”, conclui.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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