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Autorizada concessão de R$ 21,7 mi para leilões de subvenção ao preço do feijão

O governo federal autorizou nesta segunda-feira (25), a concessão de subvenção econômica por meio de equalização de preços para o feijão da safra 2024/25 proveniente da região Sul.
A medida, publicada em portaria interministerial no Diário Oficial da União assinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento e Orçamento e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), prevê R$ 21,7 milhões para a subvenção econômica do grão.
A medida valerá para feijão cores e feijão-preto cultivados e produzidos no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
A subvenção será concedida pelo governo por meio de pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), que serão ofertados em leilões realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
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Produtores rurais e cooperativas de produtores rurais poderão participar dos certames do Pepro e usinas de beneficiamento e comerciantes poderão participar dos leilões de PEP. O feijão deverá ser comercializado pelo setor privado, dispõe a portaria.
Pagamento de preços mínimos
Os leilões visam garantir o pagamento dos preços mínimos aos produtores de feijão, já que os preços praticados no mercado estão abaixo do patamar previsto pela Conab para a safra e que cobre os custos de produção.
O preço mínimo de garantia do governo vigente para a safra 2024/2025 é de R$ 181,23 por saca de 60 kg para o feijão cores e de R$ 152,91 por saca de 60 kg para o feijão-preto, conforme estabelecido na portaria.
O Ministério da Agricultura deve estabelecer o volume máximo de feijão cores e de feijão-preto a ser comercializado por cada produtor rural em toda a safra.
A Conab deverá realizar vistoria para apuração da regularidade das operações e verificar e comparar o volume total negociado no Estado de produção com o volume de produção disponibilizado na Produção Agrícola Municipal do IBGE para o pagamento da subvenção, prevê a portaria.
A portaria interministerial entra em vigor nesta segunda-feira e tem vigência até 30 de outubro.
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CNA participa de feira internacional de frutas e verduras em São Paulo

A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da feira “The Brazil Conference & Expo 2026”, promovida pela Associação Internacional de Produtos Frescos (IFPA), na terça-feira (4) e nesta quarta-feira (5), em São Paulo. O encontro reuniu compradores, expositores e especialistas do segmento de frutas, verduras e produtos frescos.
Em sua 10ª edição, o evento reuniu representantes de toda a cadeia de produtos frescos para debates sobre inovação, inteligência de mercado e desafios ligados ao desenvolvimento sustentável do setor.
Pela CNA, acompanharam a programação a presidente da Comissão Nacional de Fruticultura, Mari Anna Batista, e a assessora técnica Madeliny Saracho Jara. Entre os temas discutidos estiveram o crescimento do mercado de produtos saudáveis, as mudanças no comportamento do consumidor e a agregação de valor aos produtos frescos.
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A programação também abordou sustentabilidade, rastreabilidade, logística, inovação e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade das cadeias produtivas.
Segundo Mari Anna Batista, as discussões técnicas apresentadas no evento mostraram potencial de expansão do mercado brasileiro de produtos saudáveis e oportunidades para fortalecer a produção nacional e ampliar o consumo de alimentos frescos.
Como parte da agenda institucional da entidade na feira, as representantes da CNA participaram de reunião com a gerente nacional da IFPA Brasil, Valeska Oliveira, e com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), Manoel Oliveira. O encontro tratou de pontos estratégicos para os setores.
A participação da CNA na feira concentrou-se no acompanhamento de debates técnicos e em reuniões com representantes de entidades do setor de produtos frescos, em uma agenda voltada a temas de mercado, tecnologia, logística e produção.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Produtor troca escritório pela agricultura orgânica e encontra propósito no campo

Instalado em um sítio em Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, o produtor rural Eduardo dos Santos Faria transformou a tradição familiar em um projeto de agricultura orgânica.
Além de produzir hortaliças para abastecer os consumidores, o trabalho desenvolvido na propriedade contribui para a preservação de uma das principais áreas de mananciais responsáveis pelo abastecimento de água de São Paulo.
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A história da família de Faria com a região começou ainda na década de 1960, quando seu avô materno, o português Manuel Maria, ficou conhecido em Parelheiros pela criação de suínos. Anos depois, em 1998, seus pais adquiriram a propriedade onde ele vive atualmente.
Embora tenha crescido frequentando o sítio, Eduardo seguiu um caminho profissional distante da agricultura. Trabalhou como motoboy, atuou em uma empresa de tecnologia e depois passou a trabalhar com marcenaria ao lado do pai e do irmão.
Segundo ele, o ambiente corporativo provocava uma sensação de desconexão com o tempo e com a natureza. “Você saía para almoçar e não sabia se tinha chovido, se era primavera ou qual era o ciclo da lua. Isso me incomodava”, relata.
Inicialmente, o sítio era apenas um refúgio para descansar nos fins de semana. Com o tempo, passou a enxergar a propriedade como uma possibilidade de vida e de trabalho.

Respeito ao tempo da natureza
Ao comparar a vida no campo com a rotina da cidade, Eduardo afirma que encontrou na agricultura uma relação diferente com o tempo. Enquanto no ambiente urbano predominam prazos curtos e cobranças constantes, no campo os processos seguem o ritmo natural das plantas.
“Você pode querer que a alface cresça mais rápido, mas ela respeita o próprio ciclo. Isso ensina que nem tudo acontece no nosso tempo”, afirma.
Para ele, compreender esses ciclos também ajuda a reduzir ansiedade e frustrações provocadas pela busca constante por resultados imediatos. Apesar disso, ressalta que a conexão com a natureza não depende exclusivamente de viver no campo, mas da forma como cada pessoa se relaciona com o presente.
Produção orgânica desde 2015
A família iniciou a produção de hortaliças orgânicas em 2015, dois anos depois, conquistou a certificação de produção orgânica, marco que consolidou a atividade como principal fonte de renda.
Desde então, Eduardo diz que a propriedade vem sendo construída com base em aprendizado contínuo, enfrentando desafios comuns à agricultura, mas mantendo o propósito de produzir alimentos e preservar o território.
Segundo ele, a atividade desempenha um papel que vai além da produção agrícola. Localizada em uma área de mananciais, a propriedade também contribui para a conservação ambiental, ajudando a proteger recursos hídricos e áreas verdes importantes para a capital paulista.
Consumo consciente e valorização do produtor
Pai de três filhos, Eduardo afirma que não espera que eles sigam a mesma profissão, mas considera essencial que conheçam a origem dos alimentos e compreendam o trabalho necessário para produzi-los.
Na avaliação do agricultor, consumidores precisam refletir sobre preços muito baixos encontrados no mercado. Para ele, alimentos excessivamente baratos costumam indicar que algum elo da cadeia produtiva está sendo prejudicado.
“A ideia é que todos possam ganhar: quem produz, quem transporta, quem comercializa e quem compra”, afirma.
Ele também defende que o consumo consciente deve fazer parte das relações cotidianas, não apenas na alimentação, mas em todas as escolhas feitas pela sociedade.
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Câmara setorial debate safra, dívidas rurais e manejo da soja em Londrina

A 71ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) discutiu, na terça-feira (4), em Londrina (PR), temas estratégicos para a sojicultura brasileira. A pauta reuniu projeções para a safra, endividamento dos produtores, manejo da ferrugem-asiática, vazio sanitário, calendário de semeadura, atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e exigências fitossanitárias para a exportação de soja à China.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do encontro com o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, Endrigo Dalcin, e a assessora técnica Jerussa Rech.
Entre os pontos discutidos, ganharam espaço os entraves relacionados à Medida Provisória nº 1.376/2026, voltada à renegociação de dívidas rurais. Segundo Dalcin, produtores têm relatado dificuldades para acessar as medidas previstas na legislação. Ele também afirmou que há preocupação com a repetição, nos próximos ciclos, dos recordes projetados para a safra 2025/2026, diante da dificuldade de acesso ao crédito, dos custos de produção elevados e da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nesta temporada.
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Durante a reunião, representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentaram dados do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026, divulgado em 14 de julho. A estatal projeta produção recorde de 360,1 milhões de toneladas de grãos no ciclo, volume 2,2% superior ao da safra anterior. A apresentação também destacou a produção de sorgo estimada em 7,6 milhões de toneladas em 2026, além de informações sobre os estoques finais das principais culturas.
O pesquisador Maurício Meier, da Embrapa Soja, apresentou estudos sobre calendário de semeadura, vazio sanitário e atualizações do Zarc. Entre as mudanças em avaliação para a próxima safra está a possibilidade de antecipar o início da semeadura da soja em Mato Grosso do Sul para 1º de setembro. A proposta considera o desempenho de novos cultivares, com características que podem permitir o plantio antecipado sem comprometer o manejo fitossanitário.
As discussões da câmara setorial reuniram produção, crédito, sanidade vegetal e planejamento da próxima safra, com foco em medidas que afetam diretamente a organização da cadeia da soja no país.
Fonte: cnabrasil.org.br
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