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7 de agosto de 2026

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Protagonismo de soja brasileira ‘entra em cena’ e EUA fica em alerta

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As importações de soja do Brasil pela China registraram alta de 13,9% em julho em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com informações divulgadas pela consultoria Safras & Mercado, o aumento reflete a maior oferta da safra brasileira e o receio com a guerra comercial entre China e Estados Unidos.

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Segundo dados da Administração Geral da Alfândega chinesa, o país importou 10,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em julho, contra 9,12 milhões em igual período do ano passado. No acumulado de 2025, as compras somam 42,26 milhões de toneladas, 3% abaixo do volume registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

As importações da soja americana, por sua vez, tiveram desempenho misto. Em abril, a China adquiriu 420,874 mil toneladas, recuo de 11,5% frente ao mesmo mês de 2024. Já no acumulado do ano, as compras somam 16,57 milhões de toneladas, 31,2% acima do mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pela agência Reuters.

Soja nos EUA

Foi divulgado pela consultoria Safras & Mercado nesta terça-feira (19) que produtores de soja dos Estados Unidos pediram ao presidente Donald Trump que firme um acordo com a China para garantir compras da oleaginosa.

A China, maior importadora mundial, tem priorizado a soja brasileira, o que pode gerar perdas de bilhões aos agricultores americanos. Em 23/24, o país comprou 54% da soja exportada pelos EUA, equivalente a US$ 13,2 bilhões.

A American Soybean Association alertou que os produtores enfrentam forte pressão financeira, com preços em queda e custos mais altos. Segundo a entidade, a falta de acordo até o outono agravará os impactos para o setor.

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Veja o que Mauro Mendes falou sobre a Operação Heritage

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Ex-governador nega qualquer benefício financeiro relacionado ao acordo firmado pelo Estado

O ex-governador Mauro Mendes (União), investigado na Operação Heritage, afirmou nesta quinta-feira (6) que não participou de qualquer irregularidade relacionada ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa OI S.A. O candidato ao Senado declarou que nem ele nem seus familiares receberam recursos provenientes da negociação e defendeu a legalidade do procedimento adotado pelo Estado.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mauro relembrou que já foi alvo de investigação da Polícia Federal durante a Operação Ararath, em 2014, e destacou que o caso acabou arquivado anos depois. Segundo ele, a experiência reforça sua confiança de que a apuração atual também esclarecerá os fatos e confirmará sua inocência.

Acordo beneficiou exclusivamente MT

Ao comentar o acordo com a OI, o ex-governador afirmou que a solução foi construída para reduzir o impacto financeiro ao Estado. De acordo com ele, o crédito tributário discutido judicialmente teria alcançado valor próximo de R$ 580 milhões com as correções, mas a conciliação resultou no pagamento de R$ 308 milhões. Mauro ressaltou ainda que o entendimento passou pela análise da Procuradoria-Geral do Estado, de diferentes procuradores e recebeu homologação judicial.

Sem irregularidades

O candidato também negou qualquer relação entre sua família e os fundos que receberam os valores decorrentes da negociação. Além disso, afirmou que as acusações vêm sendo exploradas por adversários políticos desde o ano passado e classificou o momento da operação, às vésperas das eleições, como uma tentativa de prejudicar sua candidatura.

(Ednilson Aguiar/O Livre)

Mauro ainda não teve acesso aos documentos da investigação

Mesmo sem acesso à íntegra da investigação, Mauro disse estar à disposição para colaborar com as autoridades. Segundo ele, todas as informações serão esclarecidas durante o andamento do processo e não há qualquer ilegalidade em sua conduta ou na atuação da Procuradoria-Geral do Estado.

(Foto: Natália Araújo / O LIVRE)

Entenda a operação

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada relacionados ao acordo firmado entre o Estado e a empresa de telefonia.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como bloqueio de bens, quebra de sigilos e restrições aos investigados.

venda de decisões judiciais
(Foto: Polícia Federal)

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STJ condena ministro Marco Buzzi por unanimidade e decreta perda de cargo

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Magistrado responde por acusações de importunação sexual. Cadeira no tribunal já é considerada vaga, mas exoneração final depende da AGU

O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quinta-feira (6) colocar à disposição o cargo do ministro Marco Buzzi, mantendo seu afastamento das funções. Ele foi acusado de crimes sexuais por duas mulheres. 

A decisão pela condenação foi unânime, com aprovação dos 28 ministros que participaram da votação. Quatro, contudo, votaram pela pena de aposentadoria compulsória, pena menos grave que não implica a perda de cargo. Neste ponto, ficaram vencidos os ministros João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria.

A aplicação da pena de disponibilidade com perda de cargo a um magistrado brasileiro é inédita, sendo a primeira vez que isso ocorre após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter regulamentado a medida como nova pena máxima para juízes que cometam faltas graves, nesta semana. 

O julgamento ocorreu a portas fechadas e começou por volta das 9h30 desta quinta, com as sustentações orais das defesas das vítimas e do acusado, bem como da Procuradoria-Geral da República, que numa mudança de posição opinou pela aplicação da pena máxima de disponibilidade com perda de cargo.

Pela decisão do STJ, o afastamento provisório aplicado desde 10 de fevereiro a Buzzi se torna definitivo, embora com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Para que ele seja eventualmente exonerado e deixe de receber salário, é necessário que a Advocacia-Geral da União (AGU) mova uma nova ação judicial com esse objetivo.

O procedimento foi estabelecido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, quando os ministros declararam inconstitucional a aplicação da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados.

A defesa de Buzzi ainda pode recorrer ao próprio Supremo contra a condenação. 

Acusação

Buzzi foi julgado por duas acusações de crime sexual. Uma foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que disse ter sido alvo de uma abordagem do ministro durante um banho de mar quando ela era hóspede em sua casa de praia.

Em seguida, uma servidora também afirmou ter sido vítima de assédio sexual dentro do gabinete.

O caso foi julgado após a conclusão de uma sindicância realizada por três ministros do STJ. Buzzi nega qualquer comportamento criminoso ou inadequado. Ele esteve presente no julgamento, sentado ao lado dos advogados, e não na cadeira de ministro que ocupou por 14 anos.

Entenda a perda de cargo

A mudança de posição da PGR ocorre pouco depois de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluir em resolução a previsão de disponibilidade com possível perda de cargo como pena máxima para juízes punidos por faltas graves. 

Pelas regras aprovadas nesta semana pelo CNJ, caso o magistrado receba a pena máxima, ele continua afastado do cargo, com salário proporcional ao tempo de serviço.

A partir disso, a perda efetiva do cargo e dos vencimentos fica condicionada à abertura de uma nova ação judicial pela Advocacia-Geral da União (AGU), conforme procedimento estabelecido pelo STF neste ano.

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Polícia Civil prende investigado por fraudes em negociações de veículos em Cuiabá

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Suspeito é investigado por aplicar golpes em consumidores, com prejuízo de pelo menos R$ 130 mil a uma das vítimas; Decon apura outros casos e orienta possíveis lesados a registrar ocorrência.

 

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta quinta-feira (6.8), em Cuiabá, um homem de 47 anos, investigado pela suposta prática reiterada de fraudes contra consumidores na Capital por meio de negociações envolvendo veículos.

A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, no âmbito de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).

As investigações apontam que o investigado teria induzido consumidores a erro, causando expressivos prejuízos financeiros às vítimas. Para isso, ele teria utilizado contratos, financiamentos e transações bancárias em benefício próprio.

Uma das vítimas teve prejuízo de R$ 130 mil. Após a vítima procurar a Decon, o delegado Rogério Ferreira, titular da especializada, localizou outros sete boletins de ocorrência contra o suspeito, denunciando crimes de estelionato envolvendo a compra e a venda de veículos. Não se descarta a possibilidade de haver mais vítimas.

Durante o cumprimento do mandado de prisão, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão submetidos à extração e à análise pericial para o aprofundamento das investigações.

O investigado responderá, em tese, pelo crime de estelionato, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam vir a ser identificados no decorrer da investigação.

A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas de crimes praticados pelo investigado ou de outras fraudes contra as relações de consumo procurem a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial. Também é possível registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia do Estado de Mato Grosso.

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