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22 de junho de 2026

Sustentabilidade

Biofungicida da Embrapa promete mais de 80% de eficiência contra fungos no solo

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A Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com a empresa privada Simbiose, apresentou um novo biofungicida que promete revolucionar o manejo de doenças em culturas como soja e milho. O produto, resultado de quase dez anos de pesquisas, une duas bactérias — o Bacillus velezensis, já conhecido, e o inédito Paenibacillus sp. — trazendo um controle eficiente de mais de 80% dos fungos que atacam o solo, aliado ao aumento de produtividade e menor impacto ambiental.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Luciano Cota, a formulação inédita amplia o espectro de ação e garante mais estabilidade em diferentes condições climáticas do Brasil. “Ao combinar duas bactérias, conseguimos não apenas combater fungos variados, mas também assegurar eficiência mesmo em ambientes de alta umidade ou calor intenso. É uma tecnologia pensada para a realidade do produtor brasileiro”, afirmou.


Ganhos de produtividade e eficiência no campo

Nos testes realizados em áreas de soja e milho, o biofungicida apresentou resultados superiores às alternativas químicas. O controle foi comprovado contra fusário, macrofomina e até doenças foliares, como o colletotrichum graminícola.

Além de controlar os patógenos, a tecnologia resultou em ganhos de 4 a 6 sacas por hectare na soja e de 10 a 15 sacas no milho. Comparado aos tratamentos químicos tradicionais, a produtividade foi até 6 sacas superior. “É uma prova de que os biológicos já competem em pé de igualdade com os químicos, e em muitos casos conseguem superá-los”, destacou Cota.


Alternativa sustentável e de baixo custo

Outro diferencial está na forma de aplicação: o produto foi desenvolvido para o tratamento de sementes, o que reduz a quantidade necessária por hectare. Para o milho, são utilizados apenas 40 ml do biofungicida por hectare, enquanto na soja o consumo é de até 120 ml.

Esse baixo volume torna a tecnologia uma alternativa acessível e sustentável, já que reduz custos, evita desperdícios e contribui para práticas agrícolas de baixo impacto ambiental. “O produtor terá em mãos uma solução prática, de custo relativamente baixo e com benefícios diretos para a lavoura e para o meio ambiente”, ressaltou o pesquisador.


Expansão para outras culturas

Embora já registrado para soja e milho, o produto tem potencial de uso em outras culturas de importância econômica, como algodão e feijão. Estudos preliminares também apontam eficiência contra nematoides, pragas que causam grandes prejuízos em diferentes sistemas de produção.

A expectativa é de que, nos próximos anos, a tecnologia seja ampliada para diferentes cadeias agrícolas, consolidando os bioinsumos como protagonistas no manejo sustentável. “Estamos apenas no começo. Essa inovação abre portas para um novo ciclo de proteção de plantas, alinhado à demanda global por sustentabilidade”, concluiu Cota.


Pesquisa nacional valorizada

O lançamento reafirma o papel da pesquisa agropecuária brasileira como referência mundial em inovação. Ao oferecer uma solução eficaz, econômica e ambientalmente responsável, a Embrapa e seus parceiros fortalecem a competitividade do agronegócio nacional e respondem à crescente demanda por insumos biológicos no campo.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Prêmio do óleo segue no menor patamar da série do Cepea – MAIS SOJA

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Apesar de terem registrado recuperação na semana passada, os prêmios de exportação do óleo de soja permanecem em patamares historicamente baixos, considerando-se a série do Cepea, iniciada em junho de 2004.

De acordo com o Centro de Pesquisas, o cenário reflete a ampla disponibilidade do produto na América do Sul e a demanda por biodiesel no Brasil abaixo das expectativas do mercado.

Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da pressão externa, a retração dos prêmios tem aumentado a competitividade do óleo brasileiro no mercado internacional, favorecendo os embarques e limitando os efeitos baixistas sobre os preços domésticos.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Rotação de culturas pode reduzir perdas no trigo – MAIS SOJA

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A resposta produtiva do trigo depende em cerca de 50% da interferência do ambiente, mas a outra metade é resultado do solo, da genética e do manejo da lavoura. Investir em conhecimento sobre as tecnologias disponíveis para conviver com o El Niño é fundamental para a sustentabilidade da lavoura.

Neste cenário, a rotação de culturas surge como uma prática importante para reduzir perdas. Dados de pesquisa mostram que, historicamente, a rotação agrega entre 35 a 40% na produtividade dos grãos quando comparada ao monocultivo, podendo apresentar resultados ainda melhores quando comparada ao monocultivo do trigo. “Em anos de El Niño esse incremento pode chegar a 60% na produtividade do trigo”, destaca o pesquisador Genei Dalmago. Segundo ele, “não estamos falando de trigo no inverno e soja no verão, mas de rotação inverno/inverno, verão/verão. Por exemplo, a área que recebeu trigo no inverno passado, poderá receber canola neste inverno; onde teve soja no verão, poderá receber o milho”. De forma prática, o pesquisador sugere dividir a área em três ou quatro talhões para fazer rotação de culturas, especialmente entre gramíneas, leguminosas e brássicas, entre outras, evitando o cultivo de trigo sobre trigo.

Cultura antecessora define adubação nitrogenada

A cultura que antecede o trigo pode alterar a demanda por adubação nitrogenada (N).

O nabo forrageiro é uma importante alternativa para aumentar a disponibilidade de nitrogênio para o trigo. “Apesar de não fixar o nitrogênio da atmosfera como as leguminosas, o nabo forrageiro possui raízes profundas que exploram camadas inferiores do solo e promovem a ciclagem de nutrientes, trazendo-os para a superfície por meio da biomassa produzida”, explica o pesquisador André Julio do Amaral. Com a produção de biomassa próximo aos 3 mil kg/ha, o nabo forrageiro pode acumular entre 50 a 60 kg de N/ha na parte aérea, disponibilizando parte desse nutriente para o trigo, por meio da ciclagem de nutrientes e da rápida decomposição da palhada. “Com a produção adequada de biomassa, o nabo forrageiro pode fornecer quase a metade do N necessário para que o trigo produza cerca de 4 mil kg de grãos por hectare. A estratégia reduz custos de produção, aumenta a eficiência do uso de nutrientes e contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo”, conclui Amaral.

O milho, embora deixe mais volume de palha no solo do que a soja, disponibiliza menos nitrogênio. Conforme o pesquisador Fabiano De Bona, a lenta degradação da palhada do milho dificulta a oferta desse nitrogênio para o a cultura do trigo. “Áreas de trigo após milho podem demandar até 30 kg/ha adicionais de N em relação ao trigo pós soja”, alerta De Bona.

As áreas com inoculação de Azospirillum brasilense nas sementes de trigo também devem contar com aporte de N. “A inoculação não substitui a adubação nitrogenada, já que as bactérias não são capazes de suprir toda a necessidade de nutrientes que a planta de trigo precisa”, esclarece o pesquisador José Pereira da Silva Júnior. Ele alerta que o comportamento das cultivares em resposta à inoculação é muito variável: “Se o produtor conhece a cultivar e sabe como responde à inoculação, é possível reduzir em até 30% a dose de nitrogênio recomendada. É preciso ter conhecimento de cada cultivar no ambiente de cultivo”.

Serviço:

Veja mais conteúdos da Campanha Safra de Inverno 2026 nas mídias sociais da Embrapa Trigo, no Youtube e no Instagram (@embrapa.trigo).

Assista as orientações do pesquisador André do Amaral sobre o uso do nabo forrageiro no aporte de N no trigo:



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Sustentabilidade

Estudo avalia resistência de cultivares de trigo à brusone – MAIS SOJA

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A Rede de Ensaios Cooperativos acaba de divulgar o resultado da avaliação de cultivares de trigo quanto à resistência à brusone da espiga. Foram realizados dez ensaios a campo em cultivo de trigo de sequeiro, em seis estados do Brasil Central, nas safras 2024 e 2025. O boletim com os resultados foi publicado pela Embrapa Trigo.

O estudo, conduzido pela Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Recorbe), avaliou a reação à brusone de 20 cultivares de trigo em dez ensaios conduzidos nas safras de 2024 (quatro locais) e de 2025 (seis locais). Seguindo um protocolo, as instituições de pesquisa que participam da Recorbe instalaram ensaios, a partir de sementes cedidas pelas empresas obtentoras, para avaliar a brusone em seis estados: Fundação MS (Maracaju, MS), UFLA (Lavras, MG), Coopadap (São Gotardo, MG), IDR (Londrina, PR), Círculo Verde (Luis Eduardo Magalhães, BA), além das unidades da Embrapa Trigo (Uberaba, MG), Cerrados (Planaltina, DF) e Tabuleiros Costeiros (São Miguel dos Campos, AL).

O pesquisador da Embrapa Trigo João Leodato Nunes Maciel explica que foram avaliadas três variáveis no estudo: rendimento de grãos, peso hectolitro (PH) e incidência de brusone na espiga. “Apesar da relação direta entre as variáveis no campo, o grupo de pesquisadores optou por isolar cada uma delas favorecendo aspectos que podem distinguir as cultivares frente à presença da bursone nas lavouras de trigo”.

Desta forma, as cultivares que se destacaram em relação às três variáveis analisadas no estudo foram as seguintes:

  • menor incidência de brusone a campo: TBIO Convicto, ORS Feroz e TBIO Duque;
  • maior rendimento de grãos: TBIO Valente, ORS 1403 e BRS Savana;
  • maior peso do hectolitro: BRS Savana e TBIO Valente.
Figura: Caracterização de cultivares de trigo em ambiente tropical em relação ao rendimento de grãos e à incidência de brusone em espigas sob condições de campo.

RECORBE a Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Recorbe), iniciada em 2018, tem como base a execução de ensaios de campo por empresas ou instituições brasileiras interessadas no tema “reação de cultivares de trigo à brusone”. Entre os parceiros que conduzem os ensaios da rede estão cooperativas, instituições de pesquisa e universidades. O principal objetivo da rede é caracterizar as cultivares de trigo disponibilizadas para os produtores rurais quanto à resistência da brusone da espiga. A coordenação é da Embrapa Trigo que, a cada dois anos de condução dos ensaios, reúne as informações junto ao grupo da Recorbe para elaboração de um boletim técnico, onde são apresentados e analisados os resultados obtidos nos ensaios.


Brusone ainda desafia a triticultura

A brusone do trigo continua sendo um grande desafio nas lavouras brasileiras, cuja redução na produtividade pode chegar aos 63% para uma incidência de 50% nas espigas. Os danos maiores são observados nas lavouras dos estados do Brasil Central, embora também prejudique a cultura de forma relativamente importante nos estados da Região Sul, especialmente no norte do Paraná.

Desde a identificação da doença, em 1985, diversas ações têm sido desenvolvidas no Brasil por instituições de pesquisa, universidades, cooperativas e associações de produtores, com o objetivo de gerar e divulgar conhecimento sobre as melhores opções de manejo e controle da brusone do trigo. Ajustes no calendário de semeadura buscando o escape da brusone no espigamento do trigo, bem como a eficiência no uso dos fungicidas são resultados de pesquisa apresentados frequentemente pelas instituições.

O pesquisador João Leodato Maciel destaca as ações de melhoramento genético no combate à brusone do trigo: “É importante destacar a disponibilização de cultivares de trigo com a sequência 2NS em seu genoma em meados de 2010,  condição que tem permitido ao produtor contar com cultivares com maior resistência à doença”, entretanto, mesmo com os benefícios proporcionados pelo 2NS, o pesquisador lembra que “é preciso manter o monitoramento para as possíveis mutações do fungo, o que pode gerar variantes deste patógeno com capacidade de romper essa resistência”.

Fonte: Embrapa


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