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5 de agosto de 2026

Business

China prioriza soja brasileira e preços apresentam estabilidade; confira o fechamento de mercado

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O mercado brasileiro de soja apresentou negociações melhores nesta terça-feira (19), mas ainda sem volumes expressivos. Segundo a avaliação de Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, foram registradas pequenas variações nas cotações.

“Nos portos, as cotações ficaram entre estáveis e leves altas, com poucas indicações, já que agosto está praticamente sem janela; em setembro, as movimentações também foram tímidas”, comentou o especialista.

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De acordo com Silveira, no mercado interno, os movimentos foram reduzidos, enquanto a indústria se manteve mais cautelosa e bem posicionada, sem atuar de forma agressiva nos bids ou pressionar os vendedores a ofertarem mais.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,50 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 para R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. O mercado foi pressionado pelas sinalizações iniciais de boa produtividade nos Estados Unidos, vindas da crop tour da Profarmer. Preocupações com a demanda chinesa também ajudaram a pressionar as cotações.

A contagem de vagens nas lavouras de soja de Dakota do Sul ficou bem superior ao ano passado e à média dos últimos três anos. A informação é de participantes que acompanharam a “Crop Tour”, realizada pela Pro Farmer. A contagem ficou em 1.188,45 em uma área de três pés por três pés. A média do estado nos últimos três anos ficou em 970,10. No ano passado, a contagem foi de 1.025,89.

Em Ohio, a contagem de vagens da soja chega a 1.287 em uma área de três pés por três pés, ante 1.229 de média dos últimos três anos. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.204 na mesma área.

Acordo EUA-China

Produtores de soja dos Estados Unidos pediram ao presidente Donald Trump que firme um acordo com a China para garantir compras da oleaginosa, diante da ausência de contratos antecipados da nova safra.

A China, maior importadora mundial, tem priorizado a soja brasileira, o que pode gerar perdas de bilhões aos agricultores americanos. Em 2023/24, o país comprou 54% da soja exportada pelos EUA, equivalente a US$ 13,2 bilhões.

A American Soybean Association alertou que os produtores enfrentam forte pressão financeira, com preços em queda e custos mais altos. Segundo a entidade, a falta de acordo até o outono agravará os impactos para o setor.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 7,75 centavos de dólar, ou 0,75%, a US$ 10,13 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,33 3/4 por bushel, com baixa de 7,50 centavos ou 0,72%

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 7,00, ou 2,49%, a US$ 287,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 51,68 centavos de dólar, com perda de 1,59 centavo ou 2,98%

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,23%, sendo negociado a R$ 5,5003 para venda e a R$ 5,4983 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4305 e a máxima de R$ 5,5055

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Business

Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Business

Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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CNA participa de feira internacional de frutas e verduras em São Paulo

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A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da feira “The Brazil Conference & Expo 2026”, promovida pela Associação Internacional de Produtos Frescos (IFPA), na terça-feira (4) e nesta quarta-feira (5), em São Paulo. O encontro reuniu compradores, expositores e especialistas do segmento de frutas, verduras e produtos frescos.

Em sua 10ª edição, o evento reuniu representantes de toda a cadeia de produtos frescos para debates sobre inovação, inteligência de mercado e desafios ligados ao desenvolvimento sustentável do setor.

Pela CNA, acompanharam a programação a presidente da Comissão Nacional de Fruticultura, Mari Anna Batista, e a assessora técnica Madeliny Saracho Jara. Entre os temas discutidos estiveram o crescimento do mercado de produtos saudáveis, as mudanças no comportamento do consumidor e a agregação de valor aos produtos frescos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A programação também abordou sustentabilidade, rastreabilidade, logística, inovação e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade das cadeias produtivas.

Segundo Mari Anna Batista, as discussões técnicas apresentadas no evento mostraram potencial de expansão do mercado brasileiro de produtos saudáveis e oportunidades para fortalecer a produção nacional e ampliar o consumo de alimentos frescos.

Como parte da agenda institucional da entidade na feira, as representantes da CNA participaram de reunião com a gerente nacional da IFPA Brasil, Valeska Oliveira, e com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), Manoel Oliveira. O encontro tratou de pontos estratégicos para os setores.

A participação da CNA na feira concentrou-se no acompanhamento de debates técnicos e em reuniões com representantes de entidades do setor de produtos frescos, em uma agenda voltada a temas de mercado, tecnologia, logística e produção.

Fonte: cnabrasil.org.br

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