Seminário é promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM)
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB) participou hoje (14) do Seminário Justiça Territorial, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá. O evento contou com a presença de deputados estaduais, juristas, representantes do setor produtivo e da sociedade civil, entre outras autoridades e debateu a respeito dos direitos civis nos processos de demarcação de terras indígenas.
Russi falou da importância da Assembleia no seminário e a preocupação dos deputados com relação ao impacto social e econômico aos 22 municípios que seriam impactados com as novas demarcações de territórios indígenas.
“Esse tema é sensível para esse Estado que é produtor, mas também com grandes reservas indígenas, e a gente tem que fazer esse importante debate, lógico, vai se alongar mas precisa ter tranquilidade, pois é a nossa cultura produtiva, aos nossos produtores e também aos indígenas em termos de produção, precisamos ouvir os dois lados e trabalhar”, apontou Russi.
O presidente da Assembleia falou que o tema requer muito diálogo entre todas as partes envolvidas. “Sabemos que o futuro do agronegócio depende da conciliação entre produção e sustentabilidade. Mato Grosso tem dado exemplos ao mundo de que é possível aumentar produtividade, preservar o meio ambiente e cumprir rigorosamente o Código Florestal. Temos tecnologia, capacidade técnica e consciência para fazer do campo um exemplo de equilíbrio entre produção e preservação”, apontou ele.
Durante o seu pronunciamento, o presidente afirmou que o seminário é uma oportunidade para reforçar que o produtor rural é parceiro do desenvolvimento, da paz social e da preservação ambiental.
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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
“A Assembleia Legislativa está ao lado dos produtores rurais. Vamos continuar defendendo a segurança jurídica, o respeito à propriedade privada e o fortalecimento do agronegócio, sem abrir mão do diálogo e do bom senso, mas sempre com a prioridade clara de proteger quem produz e sustenta a economia do nosso Estado”, disse ele.
Para a deputada Janaína Riva (MDB) é fundamental tratar o tema com responsabilidade e respeito às garantias constitucionais. “O impacto dessas demarcações para o estado de Mato Grosso é o que preocupa a Assembleia Legislativa”, disse a deputada.
Segundo Riva, a Assembleia é uma defensora de que os indígenas possam trabalhar e ter renda com as suas propriedades. “Hoje quando você visita uma aldeia indígena, vê uma aldeia de extrema pobreza, com algumas poucas exceções, como os Parecis, por exemplo e, ao lado, você vê grandes produções de soja de produtores bilionários. Então isso também precisa ser revisto. A nossa preocupação não é só com o produtor, mas é também com o indígena que padece, sem uma educação de qualidade, sem uma saúde de qualidade”, destacou.
Na avaliação da parlamentar, quando o indígena resolve produzir, por muitas vezes ele é impedido pelo Ministério Público Federal. “Hoje os indígenas têm tido dificuldade, inclusive, de acessar o peixe. Os indígenas estão tendo que adquirir, comprar o peixe, porque não tem mais peixe no rio. Então, é uma nova realidade que merece atenção de todos e demarcar mais territórios não é a saída, porque os indígenas precisam de subsistência e aqui nós temos um setor produtivo que é impactado com as novas demarcações, ao invés de estarmos discutindo como seria os indígenas produzirem para também terem prosperidade”, definiu Janaína.
O presidente da AMM, Leonardo Bortolin, falou que mais de 16% do território de Mato Grosso é de direito dos indígenas, e que ainda não é explorado corretamente. Ele confirmou que a AMM vai encaminhar algumas propostas para modificar a lei.
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“Acredito que ao término da primeira parte do evento de hoje nós já devemos fazer alguns encaminhamentos e proposta de alternância de texto legislativo inclusive para a bancada federal. Nós queremos que seja respeitado o marco temporal para poder, dentro desse parâmetro, trazer a segurança jurídica. Aqui nós procuramos, acima de tudo, um equilíbrio entre os originários e quem produz”, apontou Bortolin.
O objetivo do seminário foi promover um debate técnico sobre a Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24/2025, que prevê a transferência ao Congresso Nacional da competência para criação de áreas de preservação ambiental e demarcação de terras indígenas.
“Nós precisamos criar programas, o governo federal deveria ter novas propostas para produzir alimento, reduzindo aí o déficit alimentar desses irmãos indígenas. Não querer ampliar mais a área, inviabilizando aí regiões, propriedades, isso é um absurdo. Até porque faz um decreto, amplia-se a área e aí não tem um critério claro de indenização. Precisamos dar segurança jurídica para os produtores e indígenas”, falou o deputado Ondanir Bortolini (Republicanos).
Na versão original, o projeto previa a proibição do uso de animais em circos e espetáculos similares. Durante a tramitação, Foi apresentado um novo texto que permitia o uso de animais nos espetáculos.
Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) um projeto de lei que autoriza o uso de animais em circos no estado, desde que sejam respeitadas regras de bem-estar. A proposta foi aprovada em primeira votação na quarta-feira (15) e ainda passará por nova análise.
O texto é de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos). Na versão original, o projeto previa a proibição do uso de animais em circos e espetáculos similares.
Na justificativa inicial, o autor argumentava que a prática poderia causar sofrimento aos animais, devido a condições inadequadas, métodos de treinamento e confinamento. O texto também citava impactos ambientais, como a retirada de animais de seus habitats naturais.
Durante a tramitação, porém, foi apresentado um substitutivo pelo deputado Gilberto Cattani (PL), que mudou o conteúdo da proposta e passou a permitir o uso de animais nos espetáculos.
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Segundo o novo texto, a proibição total eliminaria uma tradição cultural e poderia afetar atividades econômicas ligadas ao setor. O documento afirma ainda que, se houver cuidados adequados, como alimentação, espaço e acompanhamento veterinário, a prática não seria necessariamente prejudicial.
O substitutivo também destaca que o uso de animais em circos pode gerar emprego e renda para profissionais como tratadores, veterinários e artistas.
O projeto teve parecer favorável em comissões e foi aprovado em primeira votação. Agora, segue para segunda análise e, se aprovado novamente, será encaminhado para sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participará do Show Safra Mato Grosso 2026, em Lucas do Rio Verde, com a realização de uma Assembleia Itinerante durante o evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de março.
O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, deputado Max Russi, durante sessão ordinária, ao destacar que a iniciativa reforça o compromisso do Legislativo com o desenvolvimento econômico do estado.
Segundo Russi, a presença no evento tem como objetivo aproximar o Parlamento da população e do setor produtivo.
Segundo Russi, a iniciativa reafirma o compromisso do Legislativo com o desenvolvimento econômico do estado. “A Assembleia tem se colocado ao lado da produção e estará presente no Show Safra, levando informações institucionais, ouvindo demandas e fortalecendo o diálogo com quem move a economia de Mato Grosso”, afirmou Russi.
Show Safra é um dos maiores eventos do agronegócio do Brasil
O Show Safra Mato Grosso é considerado um dos principais eventos do agronegócio nacional e reúne produtores, empresas, pesquisadores e autoridades.
A edição de 2026 será realizada em Lucas do Rio Verde, município que se tornou referência nacional na produção agrícola.
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A programação inclui:
tecnologia no campo
inovação agrícola
debates sobre energia e biomassa
pecuária e agricultura familiar
sustentabilidade
protagonismo feminino no agro
oportunidades de negócios
Participação da ALMT reforça apoio ao setor produtivo
Durante a sessão, Max Russi afirmou que a Assembleia tem atuado para fortalecer o agro, que é a base da economia de Mato Grosso.
A Assembleia Itinerante permitirá:
ouvir produtores rurais
discutir projetos para o setor
apresentar ações do Legislativo
ampliar o diálogo com a sociedade
A iniciativa também simboliza o reconhecimento da importância do agronegócio para o estado.
Organização do evento destaca momento histórico do agro
O presidente do Show Safra, Joci Piccini, afirmou que Mato Grosso vive uma fase de crescimento e protagonismo nacional na produção de alimentos.
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Ele destacou a necessidade de união entre os Poderes para garantir:
segurança jurídica
investimentos
infraestrutura
políticas públicas para o campo
Piccini também ressaltou a importância da biomassa e da diversificação da produção, especialmente para regiões mais distantes.
“A biomassa surge como alternativa estratégica dentro da nova matriz energética do estado. Precisamos diversificar e integrar ainda mais o produtor ao setor industrial”, afirmou.
Deputados destacam importância do evento para Mato Grosso
Parlamentares presentes reforçaram que o Show Safra representa o crescimento do estado nas últimas décadas.
Entre os pontos destacados:
liderança nacional na produção de grãos
avanço tecnológico no campo
expansão da pecuária
fortalecimento da economia regional
A participação da ALMT no evento, segundo os deputados, mostra que o Legislativo acompanha de perto as demandas do setor produtivo.
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Evento acontece de 23 a 27 de março
O Show Safra Mato Grosso 2026 será realizado em Lucas do Rio Verde com painéis e debates sobre:
biomassa
diversificação produtiva
pecuária
agricultura familiar
educação
sustentabilidade
inovação no agronegócio
A realização da Assembleia Itinerante deve integrar a programação oficial do evento.
Criada para combater o crime organizado nas rotas de escoamento da produção mato-grossense, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas (Lei Complementar nº 691/2021) apresenta resultados históricos. Segundo o relatório da Polícia Civil referente ao ano de 2025, o estado registrou uma redução de 41% nas ocorrências de roubo de cargas em comparação ao ano anterior, contribuindo para uma queda global de 11% nos crimes contra o transporte de cargas no período.
A estrutura, idealizada pelo deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), foi um divisor de águas para o setor logístico. “Nosso objetivo era dar uma resposta técnica e rápida para um crime que encarece o frete e prejudica o produtor. Os números mostram que a especialização da investigação foi o caminho certo”, afirma o parlamentar.
De acordo com o delegado Mário Santiago, responsável pela divisão desde 2023, a criação representou um avanço estratégico para a Polícia Judiciária Civil. “Vejo com bons olhos o fortalecimento da atuação especializada no combate aos crimes que afetam toda a cadeia produtiva do agronegócio, pois nos permite desenvolver metodologias específicas para enfrentar essa modalidade criminosa. A cada ano, nós estamos vivenciando uma redução significativa dos índices de roubos no estado.”
O Raio-X do Crime em 2025
De acordo com o relatório, o setor agropecuário continua sendo o mais visado, com 52% das cargas subtraídas sendo de grãos (soja, milho e algodão), seguidas por adubos e fertilizantes. E 50,5% dos crimes acontecem em vias públicas, enquanto 5% são registrados em postos de combustíveis. A cidade mais crítica é Rondonópolis, que lidera o ranking de ocorrências, seguida por Cuiabá, Sinop, Primavera do Leste e Barra do Garças, municípios que compõem os principais eixos logísticos do estado. A maior incidência de crimes ocorre nos períodos da tarde e noite.
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Investigação e Inteligência
A delegacia não atua apenas no pós-crime. Como braço da Divisão de Investigações Especiais, a unidade tem atribuições para investigar crimes conexos, como ataques a bancos e defensivos agrícolas. A legislação proposta por Russi garantiu que a unidade conte com apoio logístico em todo o estado, permitindo o cruzamento de dados que identificam as quadrilhas antes mesmo da abordagem aos caminhoneiros.
Apesar da queda drástica nos roubos (uso de violência), o relatório acende um alerta para os furtos, que ainda representam a maior parte das ocorrências. “A redução é geral, mas o trabalho continua. Precisamos agora focar em tecnologias de monitoramento para coibir o furto, que atinge diretamente o caminhoneiro parado ou em descanso”, finaliza Max Russi.