Business
perspectiva é de baixo rendimento no final da colheita

A colheita de café arábica deve se encerrar ainda neste mês na maioria das regiões produtoras brasileiras com rendimento menor que o esperado. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o instituto, para se formar uma saca de café beneficiado, têm sido necessários mais grãos que o normal. Em Minas Gerais e parte do estado de São Paulo, há relatos de até 12 saquinhos para completar uma saca de café beneficiado de 60 quilos, contra média de 7 a 8 saquinhos.
Ainda conforme pesquisadores, esse cenário evidencia que as lavouras de arábica estavam debilitadas após o baixo volume de chuva e os períodos de altas temperaturas durante o outono e o inverno de 2024.
Além disso, a menor pluviosidade entre meados de fevereiro e março de 2025 piorou as condições das lavouras. Diante disso, parte dos agentes consultados pelo Cepea acredita que dados oficiais de produção podem passar por reajustes negativos nos próximos meses.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
Agro Mato Grosso
Tecnologia e verticalização do agronegócio transformam cidade em Mato Grosso

A verticalização da produção de soja, milho e proteína animal vem remodelando a realidade dos municípios mato-grossenses, e Nova Mutum se destaca nesse cenário. Localizada às margens da BR-163, a 264 quilômetros ao norte de Cuiabá, a cidade vive um ciclo de crescimento intenso, atraindo grandes indústrias e gerando novas oportunidades de emprego e renda.
Um dos pioneiros da região, o produtor rural Lírio João Bianchezzi, 70 anos, chegou à cidade no início dos anos 1980 com um irmão, disposto a trabalhar na agricultura. Eles iniciaram o cultivo de arroz em terras do Cerrado, ainda consideradas “inóspitas”. Inspirado por um curso realizado no Paraná, Lírio aplicou o plantio direto, prática que transformou a agricultura local. “Hoje 100% de Mato Grosso realiza plantio direto”, destaca.
Naquele período, a soja complementava o arroz. “Plantávamos arroz em um ano e soja no outro. Na época, havia apenas duas variedades: a dopo e a cristalina”, recorda. O milho também foi um desafio, já que as sementes disponíveis eram adaptadas ao Sul do país e não ao Centro-Oeste. Atualmente, soja, milho e algodão ocupam 770 mil hectares no município, segundo o IBGE de 2022.
Para L
meros do crescimento
O aumento da produtividade impactou profundamente a economia de Nova Mutum. Entre 2010 e 2022, a população cresceu de 31.649 para 55.832 habitantes, com estimativa atual de 63.455. O PIB, que era de R$ 300 milhões em 2001, alcançou R$ 6,036 bilhões em 2021. O IDH saltou de 0,432 em 1991 para 0,758 em 2021.
A verticalização está presente em toda a cidade, com comércios e serviços voltados ao setor agrícola. A agroindustrialização atraiu empresas como Bunge (soja), FS Bioenergia e Inpasa (etanol), Icofort (óleo de algodão) e frigoríficos Excelência (suínos) e BRF (aves). O estoque de empregos formais ultrapassa 24 mil postos, principalmente ligados ao agronegócio.
O setor também estimula a educação. O campus da Unemat oferece cursos de Agronomia, Engenharia de Alimentos, Administração e Ciências Contábeis, todos alinhados à realidade regional. A faculdade particular Unifama amplia a oferta com Direito, Farmácia, Fisioterapia, Pedagogia e Psicologia.
Sustentabilidade e aproveitamento
Segundo Wilmar Paquer, engenheiro agrícola da região, uma das razões do sucesso é a sustentabilidade: “Nada se perde. O farelo da soja vai para ração animal, o resíduo do milho também. O chorume dos suínos é usado como adubo e o gás gera energia para a rede”.
Estudos sobre controle biológico de pragas e doenças buscam reduzir o uso de químicos e minimizar impactos ambientais.
Apoio institucional
Produtores recebem suporte da Aprosoja-MT por meio do programa Soja Legal, que orienta sobre normas trabalhistas, ambientais e o Cadastro Ambiental Rural, além de apoio em fiscalizações de órgãos como Ibama, Sema e Indea. “O objetivo é produzir de forma sustentável, e todos estão no caminho certo”, afirma Rafael Vinícius, coordenador regional da Aprosoja em Nova Mutumírio, o avanço se deu graças à tecnologia e ao manejo eficiente do solo. “A tecnologia nos fez chegar aonde chegamos. Agora avançamos para um novo ciclo”, ressalta.
Business
Operação no Rio Grande do Sul apreende 3 mil toneladas de sementes em situação irregular

Operação realizada entre os dias 26 e 29 de agosto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, Policias e Civil e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul apreendeu 3 mil toneladas de sementes em situação irregular em propriedades rurais no interior do estado.
Batizada de Operação Semente Segura 2, a ação envolveu a inspeção de 27 propriedades rurais em 15 municípios gaúchos, incluindo Jari, Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Entre-Ijuís, Giruá, São Luiz Gonzaga, Santiago, Boa Vista das Missões, Pinhal Grande, Condor, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Estrela Velha e Arroio do Tigre.
Durante as fiscalizações, foram inspecionados produtores de culturas como soja, aveia, centeio, feijão e azevém. A ação resultou na apreensão de aproximadamente 3 mil toneladas de sementes em situação irregular, além da emissão de diversos autos de infração. O prejuízo estimado aos infratores é de cerca de R$ 35 milhões. As infrações serão apuradas em processos administrativos, que podem resultar em penalidades como advertência, multa e condenação das sementes apreendidas.
Business
Pesquisa mostra a eficácia de fertilizante feito de lodo de esgoto no cultivo de cana-de-açucar

Pesquisa realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Ilha Solteira, com o apoio da empresa Tera Ambiental testou a eficácia de um fertilizante orgânico composto a partir do tratamento de lodo de esgoto e outros resíduos orgânicos urbanos, industriais e agroindustriais . O lodo de esgoto composto (LEC) demonstrou que melhora a fertilidade do solo e aumenta a eficiência da adubação mineral convencional. O resultado disto é a economia de fertilizantes minerais e ganhos de produtividade.
O experimento foi realizado durante em área localizada em Suzanápolis (SP), o qual avaliou a aplicação de LEC em solos tropicais de baixa fertilidade cultivado com cana-de-açúcar. Os resultados apontaram aumento significativo da matéria orgânica do solo e melhora na disponibilidade de nutrientes como fósforo, cálcio e magnésio, tanto na primeira quanto na segunda soca da cana.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O tratamento com 5 t ha⁻¹ de LEC mais 50% de fertilização mineral recomendada (FMC) apresentou os melhores resultados quanto aos ganhos na fertilidade do solo e produção. Além disso, a aplicação de LEC reduziu a acidez da terra e aumentou as concentrações de micronutrientes como zinco e cobre. Esses efeitos foram observados tanto em curto quanto em longo prazo, mostrando o potencial residual do composto.
O estudo destaca o LEC como solução sustentável para a agricultura, reduzindo a dependência possibilitando economia no uso de fertilizantes importados, diminuindo custos de produção e promovendo a economia circular. Sua utilização não apenas melhora a fertilidade do solo, mas também contribui para a sustentabilidade do setor sucroenergético, alinhando-se aos princípios de redução de impactos ambientais e à minimização de resíduos.
“A utilização do lodo de esgoto compostado (LEC) representa um marco para a agricultura sustentável no Brasil. Esse estudo reforça o papel dos fertilizantes orgânicos compostos como uma alternativa viável para reduzir a dependência de fertilizantes minerais importados, diminuir custos de produção e, ao mesmo tempo, promover a economia circular. Além de ser uma solução prática, este tipo de adubo contribui significativamente para a saúde do solo e a sustentabilidade do setor sucroenergético, mostrando que é possível aliar alta produtividade com responsabilidade ambiental”, destaca Fernando Carvalho Oliveira, doutor em Agronomia.
Experimento
O experimento da Unesp testou 11 tratamentos, variando as doses de LEC e as concentrações de FMC, durante a primeira e segunda soca da cana. Os resultados mostraram que a aplicação do LEC melhorou a matéria orgânica do solo, o pH, a soma de bases, a capacidade de troca de cátions e a saturação por bases. Além disso, houve aumento nas concentrações de nutrientes, como fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), boro (B), cobre (Cu) e zinco (Zn).
A pesquisa aponta que o LEC tem grande potencial como fertilizante orgânico natural, reduzindo a dependência de fertilizantes minerais convencionais. Sua aplicação em solos tropicais proporciona benefícios adicionais, como a diminuição dos custos de produção e a promoção de benefícios socioeconômicos. Não apenas contribui para a sustentabilidade da produção agrícola, mas também oferece alternativa viável para reduzir os impactos ambientais e promover uma agricultura mais econômica e sustentável.
- Featured23 horas ago
Clima favorável deve impulsionar crescimento da produção de soja para a safra 2025/26
- Business20 horas ago
Planilha calcula custo de produção e tratamento da madeira na propriedade rural
- Business17 horas ago
Embrapa desenvolve variedades de banana resistentes à doença mais grave do mundo
- Featured20 horas ago
Banco Master associado a apurações sem fundamento
- Business18 horas ago
Operação encontra mais de 2 toneladas de café impróprio para consumo no Rio de Janeiro
- Business2 horas ago
Plantio de soja 25/26 começa a se aproximar no Sul do Brasil
- Business1 hora ago
Pesquisa mostra a eficácia de fertilizante feito de lodo de esgoto no cultivo de cana-de-açucar
- Business35 minutos ago
Operação no Rio Grande do Sul apreende 3 mil toneladas de sementes em situação irregular