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5 de agosto de 2026

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BNDES já aprovou R$ 10 bilhões do Plano Safra 2025/2026

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu R$ 10 bilhões em aprovações de crédito do Plano Safra 2025/2026 em menos de um mês desde a abertura das linhas. Os recursos começaram a ser liberados em 17 de julho e já beneficiaram agricultores familiares, médios e grandes produtores, além de cooperativas, em praticamente todo o país.

As aprovações envolvem recursos equalizados de programas agropecuários do governo federal, como Pronaf, Pronamp, PCA e Moderfrota, além do BNDES Crédito Rural, que somou R$ 812 milhões.

Custeio e investimento no Plano Safra

Nas linhas de custeio, abertas no dia 17, foram consumidos R$ 2,68 bilhões. Já nas linhas de investimento — destinadas a instalações e máquinas e liberadas no dia 24 — foram aprovados R$ 7,37 bilhões.

Do total, R$ 9,1 bilhões foram direcionados a agricultores familiares, micro, pequenos e médios produtores e cooperativas. As 39 mil operações registradas até agora foram distribuídas entre 24 agentes financeiros credenciados, cobrindo mais de 20 linhas de financiamento.

Cerca de 70% dos recursos (R$ 6,9 bilhões) foram operados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito. Segundo o BNDES, o modelo de atuação por meio de instituições parceiras garante a descentralização dos recursos, que já chegaram a 93% dos municípios brasileiros.

Alta demanda e maior orçamento da história

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o desempenho reflete a elevada demanda do setor e a capacidade de resposta do banco.

“São recursos que atendem grandes e pequenos agricultores e mostram o nosso compromisso com o setor agropecuário sustentável e inovador. Dos R$ 10 bilhões aprovados até agora, cerca de R$ 3,3 bilhões foram para a agricultura familiar”, afirmou.

Para o Plano Safra 2025/2026, o BNDES terá R$ 70 bilhões disponíveis até 30 de junho de 2026 — o maior orçamento da história do banco para o setor, 5% acima do ciclo anterior e 180% maior que o de 2022/2023.

Condições de crédito

Do total, R$ 39,7 bilhões serão recursos equalizáveis acessados via Programas Agropecuários do Governo Federal. Deste montante:

  • R$ 26,3 bilhões para médios e grandes produtores, com juros entre 8,5% e 14% ao ano;
  • R$ 13,4 bilhões para pequenos produtores da agricultura familiar, com juros entre 0,5% e 8% ao ano.

Na agricultura empresarial, o BNDES oferece crédito via programas como Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA. Já a agricultura familiar conta com diversas linhas do Pronaf, que receberá R$ 13,4 bilhões, 9% a mais que no ciclo anterior.

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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

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Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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