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Agro Mato Grosso

Audiência vai discutir ampliação do Parque Nacional do Pantanal em MT

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Audiência Pública que será realizada na próxima quinta-feira (14), às 9h, em Poconé (104 km ao Sul), irá discutir a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, hoje com 135.606,71 hectares. A área estudada para ampliação vem de 4 propriedades, que deverão ser desapropriadas e incorporadas ao Parque como forma de proteger espécies em risco. Produtores rurais se mostram descontentes com a possibilidade.

Se por um lado a proposta levantada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirma que a ação é necessária para o meio ambiente, comunidades locais e pesquisas, por outro entidades do setor prodotivo demonstram preocupação.

Enquanto a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Pantanal emitiu nota de esclarecimento, na qual afirma que não integrou o estudo técnico que baseou a proposta do ICMBio, o Sindicato Rural de Poconé convocou os moradores, proprietários rurais e pessoas que atuam em atividades ligadas ao campo a participarem da audiência e dizerem não à ampliação da reserva.

O presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Arruda, diz que o processo está em curso de forma contrária aos que representam o Pantanal Mato-Grossense. Ele afirmou também que no último ano o combate ao incêndio ocorrido no Pantanal foi difícil devido à mata fechada e ausência de estradas.

“Corremos o risco de termos outra grande área anexada aos espaços sem acesso do Pantanal. Área com alta quantidade de massa orgânica combustível por conta da ausência do homem pantaneiro e favorável para incêndios ambientais descontrolados. Além do mais, já estamos vivendo o êxodo das famílias pantaneiras e decisões como essas só vão ampliar esta situação”, afirmou Arruda.

Outro questionamento de Arruda é sobre o debate em torno do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para os proprietários rurais que atuam de forma sustentável. O tema é alvo de discussões na Assembleia Legislativa e no âmbito federal, sendo apontado como uma política pública para a manutenção do povo pantaneiro em sua área.

 

Entenda o projeto

A proposta prevê a incorporação de 47.373 hectares adicionais, abrangendo áreas como o Morro do Caracará e as fazendas Bom Futuro, Belica e Porto Novo II. Segundo o ICMBio, a medida busca proteger habitats críticos, ampliar a conectividade ecológica e fortalecer atividades como turismo sustentável, pesquisa científica e prevenção de incêndios.

O projeto de ampliação vem sendo discutido desde 2018, mas encontrou resistência de parte da população e de autoridades locais. Entre os argumentos favoráveis estão a preservação de espécies ameaçadas, como a onça-pintada e o cervo-do-pantanal, a proteção de recursos hídricos e a valorização cultural das comunidades tradicionais, como ribeirinhos e indígenas Guató.

 

Consulta pública
A audiência é organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O evento será aberto a toda a comunidade, incluindo órgãos ambientais, entidades públicas, Organizações Não Governamentais, associações de pescadores, povos e comunidades tradicionais e representantes do turismo e de outros setores produtivos.

Interessados que não puderem comparecer presencialmente podem enviar manifestações por e-mail para consultapublica@icmbio.gov.br ou por correspondência para a Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, em Brasília.

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Veja o vídeo – Pescador fisga piraíba de 2,27 metros durante pesca em Feliz Natal I MT

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Sandro Mick estava na aldeia Morená, em Feliz Natal, em projeto coordenado por cacique

Um pescador de pesca esportiva teve uma experiência inesquecível em Feliz Natal (536 km de Cuiabá), na semana passada. Durante um projeto de pesca esportiva, Sandro Mick fisgou um piraíba de 2,27 metros, considerado um dos maiores já registrados na região.

O pescador contou que a captura levou cerca de uma hora até conseguir retirar o peixe da água. Com mais de 20 anos de prática no esporte, Sandro afirmou que nunca havia pescado um exemplar desse porte.

VIDEO:

“Já peguei pirara de 1,5 metro, jaú parecido com isso, mas desse tamanho não”, relatou em entrevista ao Só Notícias.

No momento da fisgada, Sandro estava acompanhado da esposa, que também compartilha da paixão pela pesca. Com o auxílio de indígenas e outros pescadores, foi feita a medição que confirmou os 2,27 metros de comprimento.

O peixe permaneceu na água durante todo o processo, garantindo sua integridade física. Após os registros fotográficos e medições, o piraíba foi devolvido ao rio.

 

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Menor município de MT perde 9 habitantes e é o 4° menos populoso do Brasil; conheça

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Araguainha, o menor município de Mato Grosso, perdeu nove habitantes em um ano e agora contabiliza 997 moradores, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nessa quinta-feira (28).

Localizada a 471 km da capital, a cidade se mantém como a quarta menor do país há três anos. No censo realizado pelo IBGE, em 2022, o município tinha 1.010 habitantes.

A cidade foi emancipada em fevereiro de 1964 e herdou o nome do Rio Araguainha, que corta o território e deságua no Rio Araguaia.

O município também é berço da maior cratera criada por um meteoro na América do Sul, o Domo de Araguainha. A cratera é um dos 100 principais sítios geológicos do mundo, com um diâmetro de 40 quilômetros e área total de aproximadamente 1,3 mil km², a cratera é maior que a cidade do Rio de Janeiro, que tem 1,2 mil km².

Conforme publicado no Diário Oficial da União, os cinco municípios menos populosos do Brasil são:

  1. Serra da Saudade (MG) com 856 habitantes,
  2. Anhanguera (GO) com 913 pessoas,
  3. Borá (SP) com 932 moradores,
  4. Araguainha (MT) com 997 habitantes,
  5. Nova Castilho (SP), com população estimada em 1.072

 

📝História do município

Araguainha foi colonizada nos anos 40, com a chegada de garimpeiros. Em 1947, o Prefeito do município de Alto Araguaia, requereu junto ao governo estadual a criação de um povoado para a região, que recebeu o nome de Couto Magalhães, em homenagem ao ex-presidente da Província.

A Lei estadual nº 1.964 de 11 de novembro de 1963 criou o município de Araguainha, desmembrando do município de Ponte Branca. O nome foi escolhido pela cidade estar situada à margem esquerda do rio Araguainha que deságua no rio Araguaia.

O território do município de Araguainha ocupa 690,35 Km. Geograficamente está a 400 metros de altitude, ao leste do estado, limitando-se com os municípios de Alto Garças (ao oeste), Ponte Branca (ao norte) e Alto Araguaia (ao sul). As principais vias de acesso são a rodovia MT 100 ligada à BR 364.

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Amaggi e Inpasa criam joint venture para usina de etanol de milho com investimento inicial de R$ 2,5 bi

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A Amaggi e a Inpasa anunciaram nesta sexta-feira (29) a criação de uma joint venture para a construção de indústrias de etanol de milho em Mato Grosso. Inicialmente serão três plantas, sendo a primeira a ser construída em Rondonópolis. A previsão é que R$ 2,5 bilhões sejam investidos no município.

De acordo com a Amaggi e a Inpasa, o investimento representa um passo a mais “no plano de expansão das companhias, com foco na industrialização de commodities e geração de maior valor agregado à cadeia produtiva”.

“A parceria deverá contar com a sólida atuação da Amaggi nas áreas de originação de grãos e logística e com a expertise da Inpasa, maior produtora e referência nacional na fabricação de biocombustível à base de milho e outros cereais”, diz nota da Amaggi e Inpasa.

As plantas terão capacidade inicial para processar aproximadamente dois milhões de toneladas de milho. Além de Rondonópolis, estudos são realizados para a implantação de unidades fabris em Campo Novo do Parecis e Querência.

O anúncio da parceria foi realizado de modo online e contou com a presença do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL/MT).

Para o prefeito, o investimento deverá “dinamizar a economia local”, além de outros municípios que circundam Rondonópolis.

“Nosso primeiro ato governamental foi regulamentar a lei de liberdade econômica. Estamos conversando com empresas locais, brasileiras e internacionais. Nossa luta contra a burocracia tem sido intensa. Nós tínhamos um ambiente hostil aos negócios, estamos construindo uma cultura acolhedora e honrosa com quem quer empreender com seriedade”, salienta Cláudio Ferreira.

Foto: Prefeitura de Rondonópolis

A previsão, segundo a prefeitura, é que sejam gerados cerca de dois mil empregos na construção e 300 durante a operação.

“A nossa empresa e família tem uma história em Rondonópolis, por isso estamos felizes em poder investir nessa cidade. Além dos empregos diretos, a instalação dessa planta vai impactar positivamente a pecuária intensiva e o comércio local”, declarou Blairo Maggi durante o anúncio.

Rondonópolis está localizada na região sudeste de Mato Grosso. Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a região semeou pouco mais de 1,08 milhão de hectares nesta safra 2024/25 com milho e possui uma projeção de colheita de 8,426 milhões de toneladas, 22,12% a mais do que na temporada anterior.

Estimativas do Instituto, apresentadas durante o evento Florestar 2025, promovido pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), em Sinop, nesta quinta-feira (28), apontam que o estado deverá produzir 5,62 milhões de litros de etanol de milho nesta temporada 2025/26. A previsão para 20233/24 é que o volume supere os 13,14 milhões de litros, um crescimento de 133,78%.


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