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Acrimat critica Plano Brasil Soberano e cobra compensação para pecuaristas

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com o Plano Brasil Soberano, anunciado pelo governo federal, nesta quarta-feira (13) para mitigar os impactos das novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.
A iniciativa destina R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, amplia linhas de financiamento às exportações, prorroga a suspensão de tributos para empresas exportadoras e aumenta a restituição de tributos federais via Reintegra.
Segundo o governo federal, o plano se organiza em três eixos: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial, com o objetivo de proteger exportadores, preservar empregos e incentivar investimentos em setores estratégicos.
Desde 14 de julho, o Comitê Interministerial de Negociações e Contramedidas Econômicas e Comerciais, coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, realizou 39 reuniões com cerca de 400 representantes de empresas, federações e governos estaduais, além de contatos com empresas norte-americanas.
No entanto, o plano não foi bem recebido por todos os setores. Em nota, a Acrimat pontua ver com “muita preocupação” o plano de ajuda emergencial ao setor exportador.
“No nosso setor, o pecuarista já está pagando essa conta sozinho com a derrubada dos preços da arroba quase que imediatamente após o anúncio do tarifaço pelos Estados Unidos. O produtor já está perdendo quase 400 reais por animal abatido, independentemente do destino dessa carne”, diz o presidente da entidade Oswaldo Pereira Ribeiro Jr.
Ele reforça que, na visão da Associação, a prioridade deveria ser o ressarcimento dos produtores locais.
“Se há alguém ou setor que deva ser atendido, ressarcido ou ter qualquer tipo de compensação, é o pecuarista. Não há sentido algum dar incentivo a quem já se preveniu repassando seus prováveis futuros prejuízos ao produtor que sempre paga a conta.”
Conforme Ribeiro Jr., desde o anúncio das tarifas, o setor produtivo vem registrando perdas de cerca de US$ 12 milhões por dia com a queda nos preços da arroba, um período em que os produtores esperavam recuperação do valor da carne.
“Solicitamos ao governo federal que analise com cuidado antes de ajudar a quem não está pagando essa conta, para não cometer mais uma vez injustiça seja ela fiscal, tributária ou moral”, frisa o presidente da Acrimat.
O Plano Brasil Soberano, de acordo com o governo federal, busca não apenas reagir a uma ameaça imediata, mas também reconstruir e fortalecer o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, tornando o país mais competitivo e menos vulnerável a medidas externas. A expectativa com a medida é estimular empresas brasileiras a expandirem sua presença internacional e garantir que a defesa dos empregos caminhe junto com a preparação estratégica para novos desafios no comércio exterior.
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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.
Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.
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O maior patrimônio do agro
O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.
Essa conquista não pode ser colocada em risco.
O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.
Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.
A legislação não é o problema
Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.
Não impede.
A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.
Então, por que a população continua aumentando?
Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.
O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.
É hora de mudar a estratégia
Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.
O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.
Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.
O custo da omissão
O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.
Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.
Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.
Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.
E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.
Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.
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A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.
Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
Com informações de Estadão Conteúdo.
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CNA participa de feira internacional de frutas e verduras em São Paulo

A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da feira “The Brazil Conference & Expo 2026”, promovida pela Associação Internacional de Produtos Frescos (IFPA), na terça-feira (4) e nesta quarta-feira (5), em São Paulo. O encontro reuniu compradores, expositores e especialistas do segmento de frutas, verduras e produtos frescos.
Em sua 10ª edição, o evento reuniu representantes de toda a cadeia de produtos frescos para debates sobre inovação, inteligência de mercado e desafios ligados ao desenvolvimento sustentável do setor.
Pela CNA, acompanharam a programação a presidente da Comissão Nacional de Fruticultura, Mari Anna Batista, e a assessora técnica Madeliny Saracho Jara. Entre os temas discutidos estiveram o crescimento do mercado de produtos saudáveis, as mudanças no comportamento do consumidor e a agregação de valor aos produtos frescos.
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A programação também abordou sustentabilidade, rastreabilidade, logística, inovação e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade das cadeias produtivas.
Segundo Mari Anna Batista, as discussões técnicas apresentadas no evento mostraram potencial de expansão do mercado brasileiro de produtos saudáveis e oportunidades para fortalecer a produção nacional e ampliar o consumo de alimentos frescos.
Como parte da agenda institucional da entidade na feira, as representantes da CNA participaram de reunião com a gerente nacional da IFPA Brasil, Valeska Oliveira, e com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), Manoel Oliveira. O encontro tratou de pontos estratégicos para os setores.
A participação da CNA na feira concentrou-se no acompanhamento de debates técnicos e em reuniões com representantes de entidades do setor de produtos frescos, em uma agenda voltada a temas de mercado, tecnologia, logística e produção.
Fonte: cnabrasil.org.br
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