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22 de junho de 2026

Sustentabilidade

Com a aproximação do período pré-safra, a revisão técnica de colheitadeiras deve ser o centro das atenções no campo – MAIS SOJA

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Com o avanço do calendário agrícola, produtores de diversas regiões do país já se preparam para a colheita da safra 2025, que promete ser uma das maiores da história. Segundo o IBGE, a produção de grãos deve alcançar 333,3 milhões de toneladas neste ciclo, representando um aumento de 13,9% em relação ao ano anterior. Diante desse cenário, a preparação adequada dos equipamentos que estarão no centro das operações ganha ainda mais relevância.

As colheitadeiras, responsáveis por etapas cruciais como o corte, a trilha, a separação e a limpeza dos grãos, operam sob alta exigência e precisam estar em plenas condições para garantir a produtividade e evitar prejuízos.

Para Rodrigo Domingues, Gerente Pós-venda da Valtra, marca do grupo AGCO, a revisão pré-safra é uma medida essencial para preservar o ritmo da colheita. “As colheitadeiras são robustas, mas enfrentam jornadas intensas em campo. A revisão pré-safra é uma checagem preventiva para evitar falhas técnicas que podem comprometer a qualidade do grão que geram perdas financeiras significativas”, destaca. Segundo ele, uma colheitadeira de classe 4, como o modelo Valtra BC4500, tem produtividade média de 8 a 10 toneladas por hora. Isso significa que um dia de máquina parada pode resultar na perda de até 80 toneladas de grãos, o que representa um prejuízo estimado em cerca de R$ 150 mil.

No campo, cada tipo de lavoura exige uma configuração específica de máquina. O mercado oferece colheitadeiras em diferentes classes — geralmente de 4 a 10 — que variam de acordo com porte e capacidade operacional. Enquanto os modelos mais compactos atendem bem a propriedades de médio porte, as colheitadeiras de maior classe são projetadas para operações de alta escala, com recursos avançados de conectividade e desempenho. “Independentemente da categoria, o bom funcionamento depende de uma manutenção adequada e preventiva feita com pelo menos dois meses de antecedência”, ressalta Domingues.

As colheitadeiras desenvolvidas pela AGCO priorizam a eficiência operacional, a visibilidade e o conforto do operador. Elas contam com sistemas de trilha e separação, limpeza por acionamento direto e ferramentas de controle e monitoramento avançadas. Entre os modelos disponíveis, destaca-se a Série 800 da Valtra, voltada a grandes áreas e que alia alto desempenho a soluções que facilitam a manutenção. Com recursos como monitoramento digital e piloto automático, a linha foi projetada para garantir maior rendimento em campo e reduzir o tempo de paradas, especialmente em operações contínuas e de larga escala.

A preparação das máquinas é uma etapa estratégica da safra. Pensando nisso a Valtra oferece soluções para a revisão pré-safra, como descontos para facilitar o acesso a peças e serviços — incluindo as linhas de componentes remanufaturados — e extensão do prazo de pagamento em até 210 dias, permitindo que o produtor realize a revisão antecipada e pague somente após o período de colheita. A Valtra ainda conta com o apoio do banco de fábrica para oferecer TAXA ZERO nas revisões e manutenções das colheitadeiras e todos os demais maquinários dos agricultores.

Durante a revisão técnica, são inspecionados itens como correias, rolamentos, sensores, filtros e componentes elétricos e hidráulicos. Também são verificados danos comuns do período de entressafra, como obstruções por detritos, desgaste estrutural e presença de pragas. “Nosso objetivo é garantir que o produtor comece a colheita com a máquina em plenas condições de trabalho. Isso evita interrupções inesperadas e representa uma economia real ao longo da safra”, conclui Domingues.

Valtra

A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 290 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais cerca de 170 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: visite o site.

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global no design, fabricação e distribuição de maquinário agrícola e tecnologia agrícola de precisão. A AGCO entrega valor aos agricultores e clientes OEM por meio de seu portfólio diferenciado de marcas, incluindo as líderes Fendt®, Valtra®, PTx e Valtra®. A linha completa de equipamentos, soluções de agricultura inteligente e serviços da AGCO possibilita aos agricultores alimentarem o mundo de forma sustentável. Fundada em 1990 e sediada em Duluth, na Georgia, EUA, a AGCO registrou vendas líquidas de aproximadamente US$11,7 bilhões em 2024. Visite o site www.agcocorp.com.

Fonte: Assessoria de Imprensa Valtra



 

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Sustentabilidade

El Niño e a produtividade do trigo no Sul: histórico aponta probabilidade de até 80% de rendimentos abaixo da média – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas estão entre os principais fatores responsáveis por limitar o potencial produtivo das culturas agrícolas e comprometer a qualidade da produção obtida. Além da variabilidade climática natural observada nas diferentes regiões de cultivo, a ocorrência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña, integrantes do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), pode intensificar essas condições adversas, alterando principalmente os padrões de precipitação e a distribuição das chuvas ao longo do ciclo das culturas. Esses efeitos podem influenciar diretamente o desenvolvimento das plantas, a definição dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final das lavouras.

Como consequência, perdas de produtividade em função do clima, especialmente em lavouras de sequeiro são ainda maiores em anos com a ocorrência do fenômeno ENOS, principalmente quando esses fenômenos apresentem maior intensidade. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o norte e o sul do Brasil. Normalmente, o fenômeno aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto favorece grandes volumes de chuva no Sul do país (INMET, 2026).

Já o La Niña é caracterizado pela redução das chuvas na região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações, enquanto nas faixas norte das regiões Norte e Nordeste do país, ocorre o inverso, resultando no excesso de chuvas (INMET, 2025).

No caso no El Niño, o qual foi confirmado para 2026, as perdas de produtividade agrícola associadas a eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas no Centro-Oeste e Nordeste ou excesso de chuvas no Sul, comprometem a disponibilidade de matéria-prima para a indústria agroalimentar, afetando a cadeia produtiva como um todo. Esse cenário pode resultar em aumento dos custos logísticos, maior ociosidade industrial e redução das margens operacionais das empresas processadoras (Sobrinho, 2026).

De acordo com Sobrinho (2026), além dos impactos internos, fenômenos como o El Niño também influenciam os mercados globais de commodities, uma vez que suas consequências sobre a produção em importantes países concorrentes do Brasil, como Estados Unidos e Argentina, podem alterar a oferta mundial, pressionar preços internacionais e modificar as condições de competitividade no comércio externo.

Dentre as culturas mais afetadas pelo El Niño no Sul do Brasil, destacam-se cereais de inverno como trigo e aveia, cujo desenvolvimento é prejudicado por condições de excesso hídrico, principalmente em anos cuja maior intensidade do El Niño exerce maior influência sobre o regime de chuvas. Além de prejudicar o desenvolvimento vegetativo das culturas, o excesso de umidade no solo favorece a ocorrência de doença fungicidas, afetando não só a produtividade da lavoura, como também a qualidade dos grãos produzidos.

Com base em dados de produtividade média do trigo e aveia, pertencentes a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no período de 1996 a 2025, é possível observar uma redução do potencial produtivo da Região Sul, sob condições de El Niño, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentam uma elevada probabilidade de produtividades abaixo da média, com valores em torno de 80% para o trigo e 60% para a aveia. No Paraná, a probabilidade de produtividade do trigo foi de 40%, tanto para valores próximos quanto abaixo da média (INMET, s. d.).

Tabela 1. Impacto do fenômeno ENOS na cultura de trigo na Região Sul do Brasil.
Fonte: INMET (s.d.).

Além do impacto na produtividade dos cereais de inverno, é amplamente reconhecido que o fenômeno El Niño também pode influenciar o desempenho das culturas de verão. Entretanto, especialmente na região Sul do Brasil, os efeitos tendem a ser mais expressivos sobre as culturas de inverno, visto que os estádios mais sensíveis dessas culturas às adversidades climáticas frequentemente coincidem com períodos de maior precipitação, principalmente entre setembro e outubro, durante anos sob influência do El Niño.

Esse cenário reforça a importância do planejamento estratégico da lavoura, considerando fatores como o posicionamento de cultivares, a definição da época de semeadura e a adoção de práticas de manejo adequadas. A implementação de estratégias que reduzam os impactos do excesso hídrico nas culturas de inverno é fundamental para favorecer a estabilidade produtiva e preservar o potencial de rendimento das lavouras.



Referências:

INMET. El NIÑO EM 2026? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%25C3%25B1o-em-2026 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. IMPACTOS DO ‘LA NIÑA’ NO CLIMA BRASILEIRO: O QUE ESPERAR EM 2025? Instituto Nacional de Meteorologia, 2025. Disponível: https://portal.inmet.gov.br/noticias/impactos-do-la-ni%C3%B1a-no-clima-brasileiro-o-que-esperar-em-2025 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. NOTA TÉCNICA: PREVISÃO DE EL NIÑO EM 2026 E POSSÍVEIS IMPACTOS NA AGRICULTURA. Instituto Nacional de Meteorologia, s.d. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

SOBRINHO, C. A. B. EFEITOS DO FENÔMENO EL NIÑO SOBRE O DESEMPENHO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: ANÁLISE COM BASE NO ÍNDICE IBOAGRO. Universidade Federal do Ceará, Dissertação de Mestrado, 2026. Disponível em: < https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/85905/5/2026_dis_cabsobrinho.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

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Sustentabilidade

Onda de frio vem aí! Brasil terá queda brusca nas temperaturas enquanto outras regiões registram até 35°C

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Foto: Pixabay

Uma primeira onda de frio deve avançar sobre o Brasil nos próximos dias, provocando queda das temperaturas em grande parte do Centro-Sul do país. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a massa de ar frio começa a ganhar força no fim desta semana e também deverá alcançar os estados de Acre e Rondônia, caracterizando um episódio de friagem na Região Norte.

No Sul do país, o destaque é o risco de geada. Com a chegada da frente fria e da massa de ar polar, as temperaturas mínimas devem cair de forma mais acentuada nos próximos dias.

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A frente fria também deverá provocar chuvas sobre áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Os volumes previstos variam entre 40 e 50 milímetros em diversas regiões produtoras de soja, contribuindo para a reposição da umidade do solo. Por outro lado, as precipitações podem dificultar atividades em campo.

Já no Matopiba, a previsão para os próximos 15 dias segue marcada por calor e tempo seco. As temperaturas máximas podem atingir entre 34°C e 35°C, cenário que favorece os trabalhos no campo, mas mantém a preocupação com a disponibilidade de umidade no solo.

Por fim, no Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical continua favorecendo a ocorrência de chuvas intensas em Roraima. Os acumulados previstos podem ultrapassar 150 milímetros e, em algumas localidades, chegar a 200 milímetros.

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Sustentabilidade

Pesquisador que desenvolve estudos em fisiologia vegetal é um dos vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26

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Reprodução Canal Rural

O pesquisador Ricardo Andrade foi um dos grandes destaques do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, realizado em Campo Grande (MS). Ele recebeu o reconhecimento na categoria escolhida pelo voto do público, consolidando uma trajetória marcada pela pesquisa, inovação e compromisso com o desenvolvimento da agricultura brasileira.

A homenagem foi entregue pelo presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, que destacou a importância do trabalho realizado pelos pesquisadores para a evolução da sojicultura nacional.

Natural de uma família de pequenos produtores rurais, Ricardo Andrade sempre manteve uma ligação estreita com o campo. Desde 2007, vive em Luís Eduardo Magalhães, onde atua com pesquisas voltadas ao manejo e à fisiologia vegetal, especialmente em estratégias para reduzir os impactos da seca e de outros estresses enfrentados pelas lavouras.

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Segundo o pesquisador, as mudanças climáticas têm exigido respostas cada vez mais rápidas da ciência. “As mudanças climáticas dos últimos anos têm demandado novas tecnologias para adaptar a cultura da soja e outras culturas a esse ambiente, que é muito diverso, mas ainda precisa entregar altas produtividades”, afirmou.

Nesse contexto, Andrade explica que a fisiologia vegetal tem papel fundamental na busca por soluções para a agricultura. “O papel do fisiologista e do pesquisador é justamente criar técnicas que façam com que a planta consiga se adaptar a essas mudanças constantes que a gente vem enfrentando”, destacou.

Ao longo da carreira, ele passou a enxergar a educação como um dos pilares para o avanço do setor. “Um dos principais pontos para mudar uma sociedade é a educação. Por isso, além do trabalho técnico no campo, também precisamos levar esse conhecimento para a academia e formar a próxima geração de pesquisadores e agrônomos”, ressaltou.

Para Andrade, o sucesso da agricultura brasileira é resultado de uma construção coletiva que começa no produtor rural. “O produtor é quem utiliza toda essa tecnologia. Dentro da pesquisa, cada profissional contribui com uma parte desse processo para melhorar a produção”, explicou.

A busca por uma produção mais sustentável também orienta os trabalhos desenvolvidos pela equipe. “A pesquisa vem do intuito de transformar o agronegócio em algo mais sustentável, que contribua com o planeta e que desenvolva técnicas que façam bem tanto para o consumidor quanto para o produtor. Tudo isso precisa estar atrelado a uma boa relação de custo-benefício”, disse.

Entre as pesquisas que vêm ganhando destaque está o uso de bioestimulantes para aumentar a resistência das plantas em situações adversas. “Aqui na pesquisa, junto com a nossa equipe, desenvolvemos vários trabalhos, mas um que temos levado adiante ao longo dos anos é a adoção de técnicas com bioestimulantes, principalmente para aumentar a tolerância à seca, reduzir estresses causados por produtos químicos e elevar o potencial produtivo da cultura”, relatou.

O pesquisador também destacou que um dos momentos mais gratificantes da profissão é acompanhar a aplicação prática das tecnologias desenvolvidas nos centros de pesquisa. “Às vezes passamos uma década desenvolvendo uma tecnologia. O momento mais gratificante é quando você chega em uma fazenda e vê o produtor usando algo que foi criado dentro de um centro de pesquisa”, afirmou.

O reconhecimento no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 reforça a importância da pesquisa científica para a evolução do agronegócio nacional e coloca Ricardo Andrade entre os profissionais que vêm contribuindo diretamente para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para os desafios do futuro.

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