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7 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Armazenagem estagnada ameaça escoamento da safra de grãos I MT

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Apesar da colheita recorde de grãos prevista para a safra 2024/25, o agronegócio brasileiro enfrenta um gargalo estrutural que ameaça comprometer o desempenho do setor: a falta de capacidade de armazenagem. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção nacional deve atingir 336,1 milhões de toneladas, com crescimento de 13% sobre o ciclo anterior. A capacidade estática de armazenagem, no entanto, segue abaixo de 210 milhões de toneladas, absorvendo cerca de 60% da produção.

O descompasso entre o que se colhe e o que se consegue estocar vem se acentuando ano após ano, sem que o país consiga acompanhar o avanço da produtividade com a devida infraestrutura. Para Thiago Guilherme Péra, professor da Esalq/USP e coordenador do Grupo de Pesquisa em Logística Agroindustrial, o cenário já exige uma resposta coordenada entre Estado, cooperativas e setor privado.

Se a gente não fizer nada, daqui a dez anos o Brasil estará mais caótico do que é hoje. Vamos ter um déficit cada vez maior de infraestrutura, tanto de armazenagem quanto de transporte. A principal chave é o investimento”, afirma o pesquisador, que também integra o Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

O Mato Grosso, maior produtor agrícola do país, exemplifica a urgência do problema. A estimativa de produção estadual para 2025 é de 100 milhões de toneladas, enquanto a estrutura local comporta apenas 60% desse volume. O déficit de 40 milhões de toneladas tem forçado produtores a soluções improvisadas, como o armazenamento a céu aberto, o que acarreta perdas físicas, contaminações e desvalorização de mercado.

Entre março e julho — auge da colheita do milho segunda safra — o sistema entra em colapso. A competição por espaço se intensifica com a expansão das usinas de etanol de milho no Centro-Oeste, que também consomem parte dos grãos armazenados. A sobrecarga pressiona a logística e encarece o escoamento, prejudicando sobretudo os pequenos e médios produtores, que não têm silos próprios nem escala suficiente para negociar prazos ou fretes mais vantajosos.

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Segundo Péra, esse estrangulamento compromete não apenas a rentabilidade do campo, mas também a capacidade do país de manter sua competitividade no mercado internacional.  “É fundamental que as cooperativas ampliem seu parque de armazenagem com acesso a linhas de crédito específicas, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do BNDES”, diz.

Na avaliação do presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o Brasil corre o risco de repetir um erro histórico: celebrar a produtividade enquanto ignora os gargalos invisíveis que drenam valor da cadeia. Para ele, a falta de investimento em armazenagem é uma bomba-relógio que já começou a explodir.

“Ter a maior safra da história é uma façanha, mas sem estrutura para estocar, o que era conquista vira prejuízo. Armazenar grãos ao relento em pleno século 21 é sinal de atraso estrutural. Estamos perdendo qualidade, valor e credibilidade”, diz Isan.

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Rezende também critica a baixa execução das políticas públicas destinadas à armazenagem e cobra agilidade no repasse de crédito rural com foco logístico. — “Falta visão estratégica. Falar em Plano Safra sem resolver armazenagem é tapar o sol com a peneira. O produtor precisa de segurança para colher e tempo para vender. Sem isso, só aumenta a dependência dos atravessadores”.

Ele defende que o tema seja incorporado de forma permanente nas agendas do Congresso, do Executivo e das lideranças do setor. — “Se não houver um plano nacional de armazenagem, vamos continuar plantando recordes e colhendo perdas. E quando isso começa a afetar os médios e grandes, é sinal de que o modelo inteiro está em risco”, diz o presidente do Instituto do Agronegócio.

Apesar de programas como o PCA e promessas de incentivo logístico nos últimos Planos Safra, o Brasil continua operando com um déficit estrutural que beira o colapso. A ausência de armazéns adequados não é apenas um problema técnico: é uma questão de soberania alimentar e estabilidade econômica.

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Com a produção agrícola já consolidada como um dos pilares do PIB nacional, especialistas apontam que investir em armazenagem é um passo tão importante quanto ampliar a fronteira agrícola. “Mais do que nunca, plantar bem não basta — é preciso guardar direito”, completa Isan Rezende.

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Proprietário de fazenda é notificado para impedir corte de árvore com ninho raro em MT

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Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) notificou o proprietário de uma fazenda em Tapurah, a 414 km de Cuiabá, para impedir o corte de uma árvore usada como ninho por um gavião-realave ameaçada de extinção. O animal, também conhecido como harpia, foi identificado durante atividades de monitoramento da fauna silvestre.

Segundo o órgão ambiental, o proprietário deverá manter preservada uma área de, no mínimo, 150 metros ao redor da árvore. O objetivo é garantir a segurança do filhote durante a fase de aprendizado e evitar interferências no comportamento natural da ave, assegurando o ciclo reprodutivo da espécie.

Em resposta à notificação, o dono da fazenda informou que irá cumprir as determinações e preservar todas as árvores dentro da área delimitada. Segundo ele, o local será sinalizado com placas de “proibido corte” e as equipes responsáveis pelo manejo florestal serão orientadas a evitar qualquer intervenção na região.

A Sema explicou que o manejo florestal sustentável prevê a retirada seletiva de árvores, respeitando o ciclo natural da floresta e reduzindo impactos ambientais. Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 5,2 milhões de hectares de áreas de manejo florestal. A meta do Programa Carbono Neutro 2035 é ampliar esse número para 6 milhões de hectares.

Harpia ou Gavião- real

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A ave possui longo tempo de vida e baixa taxa reprodutiva. O tempo geracional da espécie é estimado em 18,5 anos. O ninho do gavião-real é considerado grande e, geralmente, é encontrado em árvores altas. A espécie costuma pôr dois ovos, mas é comum desenvolver apenas um filhote.

O gavião-real, ou harpia, é a maior águia das Américas e mais da metade de sua distribuição encontra-se nas florestas brasileiras, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Devido à redução populacional pela intensa perda de habitat e pela caça, a espécie é considerada globalmente quase ameaçada de extinção (NT) e nacionalmente vulnerável (VU).

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Postos são alvos de operação por abusos no comércio de combustíveis em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Consumo Seguro, com foco no combate a possíveis práticas abusivas no comércio de combustíveis.

A operação de âmbito nacional está sendo realizada simultaneamente em diversos estados do país, sob coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), buscando fortalecer a fiscalização do mercado de combustíveis e assegurar a proteção dos direitos dos consumidores.

Em Mato Grosso, policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e fiscais da ANP realizaram fiscalizações em diversos postos de combustíveis da região metropolitana de Cuiabá.

Os trabalhos têm como objetivo a verificação da qualidade dos combustíveis comercializados, a regularidade da vazão das bombas e eventuais irregularidades que possam causar prejuízos aos consumidores.

Segundo o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, durante a operação proprietários e responsáveis pelos estabelecimentos foram intimados a apresentar notas fiscais de entrada e documentos relacionados à compra de combustíveis junto às distribuidoras.

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“O objetivo é permitir que técnicos da ANP realizem a comparação entre os valores pagos pelos postos às distribuidoras e os preços cobrados dos consumidores finais, a fim de verificar a existência ou não de aumentos abusivos”, disse o delegado.

As irregularidades eventualmente constatadas durante as fiscalizações, bem como possíveis indícios da prática de aumento abusivo de preços, serão analisadas e investigadas pela Polícia Civil, podendo resultar na instauração de procedimentos policiais na Decon para responsabilização criminal dos envolvidos.

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Gado furtado de ex-prefeito é encontrado com novo selo em MT

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Um lote de aproximadamente 25 cabeças de gado furtadas foi localizado em uma fazenda no distrito de Paranorte, em Juara, a 690 km de Cuiabá, no domingo (4). Segundo a Polícia Militar, os animais pertencem ao ex-prefeito Revelino Brás Trevisan, que teve os animais furtados da fazenda em Porto dos Gaúchos(MT).

Após buscas na região, a polícia identificou uma fazenda como possível local suspeito. No endereço, os militares foram recebidos por um funcionário que relatou ter começado a trabalhar há pouco tempo como cuidador do gado.

Ele informou que, recentemente, um lote de animais havia sido deixado na propriedade sem aviso prévio. Durante a vistoria, os agentes encontraram os animais com sinais de remarcação recente, com sobreposição de símbolos sobre a marca original.

A Polícia Civil de Porto dos Gaúchos também foi acionada e, segundo a corporação, um advogado do novo proprietário se apresentou e relatou que o empresário teria comprado o gado no município.

comprador se comprometeu a devolver os animais às vítimas mediante a assinatura de um Termo de Compromisso de Restituição de Semoventes Subtraídos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para encontrar os autores do crime.

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