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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise Mensal do Mercado do Milho – MAIS SOJA

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As cotações domésticas do milho até apresentaram reações pontuais em julho, mas acumularam quedas no balanço do mês. A pressão veio sobretudo da retração de consumidores. Estes agentes estavam à espera de novas desvalorizações do cereal, fundamentados no avanço da colheita da segunda safra, em estimativas indicando colheita recorde no Brasil e nas exportações enfraquecidas. Assim, consumidores priorizaram a utilização dos lotes negociados antecipadamente. Vendedores, por sua vez, também estiveram mais flexíveis nos valores de negociação.

No campo, o ritmo de colheita da segunda safra ainda esteve abaixo do verificado em 2024. Esse cenário e os aumentos nos custos com fretes evitaram desvalorizações mais intensas do milho.

PREÇOS – No acumulado de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 5,2%, fechando a R$ 63,54/saca de 60 kg no dia 31. A média mensal de julho também registrou forte queda de 6,6% em relação à do mês anterior, e, por mais um mês, foi a menor do ano, em termos nominais.

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Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se valorizou 1,4% no mercado de balcão (ao produtor), mas cedeu 2,4% no de lotes (negociação entre empresas) também no acumulado do mês. Já as médias mensais de julho foram 3,8% e 7,7% inferiores às de junho, respectivamente.

Na B3, o atraso da colheita nas regiões brasileiras e as preocupações com as tarifas dos Estados Unidos impostas ao País elevaram os valores. Deste modo, os vencimentos Set/25 e Nov/25 avançaram 8% e 4%, fechando a R$ 66,83 e a R$ 69,14/sc de 60 kg no dia 31, respectivamente.

EXPORTAÇÕES – De fevereiro/25 a julho/25, o volume embarcado limitou-se a 5,2 milhões de toneladas, contra as 7 milhões de toneladas enviadas no mesmo período de 2024 e ainda bem distante das 34 milhões projetadas pela Conab até janeiro/26. Especificamente em julho, considerando-se 23 dias úteis, foram exportadas apenas 2,43 milhões de toneladas, abaixo das 3,5 milhões de toneladas de julho/24, segundo a Secex.

Tradicionalmente, as maiores quantidades são embarcadas no segundo semestre, mas o alcance da estimativa oficial requer o envio mensal de aproximadamente 5 milhões de toneladas, o que ainda não foi registrado neste ano. Com a redução das exportações e a produção recorde brasileira, a oferta interna pode aumentar, reforçando a pressão sobre os valores domésticos. Por enquanto, a Conab estima estoques de 8,41 milhões de toneladas ao final da temporada, em janeiro/26.

Além dos fatores internos, pesam sobre a demanda e as cotações notícias de outros importantes países produtores. No caso dos Estados Unidos, os preços cederam devido à expectativa de produção também recorde – segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o momento, são esperadas 398,92 milhões de toneladas na temporada 2025/26. Na Argentina, o presidente Javier Milei indicou que as tarifas para exportação do cereal agora serão de 9,5%, contra 11,5%, o que pode aumentar a oferta disponível para embarque.

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ESTIMATIVAS – Em seu 10º levantamento de safra, a Conab apontou aumento na produção total de milho no Brasil. O reajuste positivo em julho – tanto em relação ao relatório de junho/25 quanto ao de julho/24 – se deve às maiores produções esperadas para as primeira e segunda safras.

A segunda safra 2024/25 foi reajustada pela Conab para 104,53 milhões de toneladas, aumento de 16% em relação à temporada anterior e um recorde da série histórica da Conab, iniciada em 1976/77. Essa melhora na produção é reflexo do aumento da produtividade em quase todos os estados produtores.

Para a primeira safra, as boas condições climáticas e o aumento na produtividade também impulsionaram a produção, que foi estimada neste mês em 24,91 milhões de toneladas, 8,5% superior ao ciclo anterior. Quanto à terceira safra, a produção poderá superar em 1,4% a anterior, totalizando 2,51 milhões de toneladas.

No agregado, a Conab estima produção de 131,97 milhões de toneladas de milho na temporada 2024/25, consolidando o aumento de 14,3% em relação ao ano anterior (2023/24) e a maior colheita da história. Com os atuais avanços na produção, a Conab elevou a estimativa de exportação, agora prevista em 36 milhões de toneladas, acima das 34 milhões de toneladas estimadas em junho, mas abaixo das 38,5 milhões de toneladas escoadas em 2023/24.

A Conab prevê consumo interno de 89,75 milhões de toneladas, impulsionado pela crescente produção de etanol de milho. Neste cenário de aumento na produção brasileira, o estoque final seria de 9,54 milhões de toneladas em janeiro/26, bem superior ao da temporada anterior, que foi de 1,85 milhão de toneladas. Em termos globais, estimativa do USDA mostra produção e o consumo da temporada 2024/25 em respectivos 1,26 bilhão de toneladas e 1,27 bilhão de toneladas; e o estoque de passagem, em 272,08 milhões de toneladas. Especificamente para os Estados Unidos, estimativas indicam produção de 398,92 milhões de toneladas, abaixo do apontado no relatório do mês anterior (de 401,84 milhões de toneladas), mas, ainda assim, um recorde, segundo o USDA.

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CAMPO – A colheita da segunda safra avançou por todas as regiões em julho, chegando a média nacional 75,2% até o dia 2 de agosto, mas ainda abaixo dos 91,32% registrado ne mesmo período de 2024 e inferior ao 77,6% da média dos últimos cinco anos, segundo a Conab.

No Paraná, a Seab/Deral indica que 75% da área havia sido colhida até 4 de agosto, abaixo dos 92% do ano anterior. Apesar de problemas climáticos, como geadas, ondas de calor e pontuais casos de pragas durante o desenvolvimento, a Seab/Deral apontou que a produção estadual deve ser de 17,06 milhões de toneladas, ante as 16,8 milhões estimadas inicialmente, o que caracterizaria como a maior safra deste estado.

Em Mato Grosso, a colheita se aproximou da reta final e, com boa produtividade e problemas logísticos, agricultores encontraram dificuldade no armazenamento do cereal. Até o dia 1º de agosto, 96,38% da área estadual havia sido colhida, atraso de 3,53 p.p. em relação ao ano anterior conforme o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). Em Mato Grosso do Sul, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) indicou que 31,6% da área estadual havia sido colhida até o dia 25 de julho.

INTERNACIONAL – Nos Estados Unidos, os preços acumularam quedas em julho, refletindo as condições favoráveis à safra norte-americana e o avanço da colheita no Brasil. Com isso, os contratos Set/25 e Dez/25 recuaram 3,7% e 2,7% entre 30 de junho e 31 de julho, passando para US$ 3,94/bushel (US$ 155,11/t) e a US$ 4,1375/bushel (US$ 162,88/t), respectivamente, no dia 31. O USDA apontou que, até o dia 3 de agosto, 73% da safra de milho dos Estados Unidos estava em condição entre boas ou excelentes, acima dos 67% registrados no mesmo período de 2024. Na Argentina, a colheita alcançou 88% da área nacional até o dia 31, segundo dados da Bolsa de Cereales.

Confira o Agromensal do Milho de Julho/2025 completo, clicando aqui!

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Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS JULHO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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