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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise Mensal do Mercado do Milho – MAIS SOJA

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As cotações domésticas do milho até apresentaram reações pontuais em julho, mas acumularam quedas no balanço do mês. A pressão veio sobretudo da retração de consumidores. Estes agentes estavam à espera de novas desvalorizações do cereal, fundamentados no avanço da colheita da segunda safra, em estimativas indicando colheita recorde no Brasil e nas exportações enfraquecidas. Assim, consumidores priorizaram a utilização dos lotes negociados antecipadamente. Vendedores, por sua vez, também estiveram mais flexíveis nos valores de negociação.

No campo, o ritmo de colheita da segunda safra ainda esteve abaixo do verificado em 2024. Esse cenário e os aumentos nos custos com fretes evitaram desvalorizações mais intensas do milho.

PREÇOS – No acumulado de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 5,2%, fechando a R$ 63,54/saca de 60 kg no dia 31. A média mensal de julho também registrou forte queda de 6,6% em relação à do mês anterior, e, por mais um mês, foi a menor do ano, em termos nominais.

Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se valorizou 1,4% no mercado de balcão (ao produtor), mas cedeu 2,4% no de lotes (negociação entre empresas) também no acumulado do mês. Já as médias mensais de julho foram 3,8% e 7,7% inferiores às de junho, respectivamente.

Na B3, o atraso da colheita nas regiões brasileiras e as preocupações com as tarifas dos Estados Unidos impostas ao País elevaram os valores. Deste modo, os vencimentos Set/25 e Nov/25 avançaram 8% e 4%, fechando a R$ 66,83 e a R$ 69,14/sc de 60 kg no dia 31, respectivamente.

EXPORTAÇÕES – De fevereiro/25 a julho/25, o volume embarcado limitou-se a 5,2 milhões de toneladas, contra as 7 milhões de toneladas enviadas no mesmo período de 2024 e ainda bem distante das 34 milhões projetadas pela Conab até janeiro/26. Especificamente em julho, considerando-se 23 dias úteis, foram exportadas apenas 2,43 milhões de toneladas, abaixo das 3,5 milhões de toneladas de julho/24, segundo a Secex.

Tradicionalmente, as maiores quantidades são embarcadas no segundo semestre, mas o alcance da estimativa oficial requer o envio mensal de aproximadamente 5 milhões de toneladas, o que ainda não foi registrado neste ano. Com a redução das exportações e a produção recorde brasileira, a oferta interna pode aumentar, reforçando a pressão sobre os valores domésticos. Por enquanto, a Conab estima estoques de 8,41 milhões de toneladas ao final da temporada, em janeiro/26.

Além dos fatores internos, pesam sobre a demanda e as cotações notícias de outros importantes países produtores. No caso dos Estados Unidos, os preços cederam devido à expectativa de produção também recorde – segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o momento, são esperadas 398,92 milhões de toneladas na temporada 2025/26. Na Argentina, o presidente Javier Milei indicou que as tarifas para exportação do cereal agora serão de 9,5%, contra 11,5%, o que pode aumentar a oferta disponível para embarque.

ESTIMATIVAS – Em seu 10º levantamento de safra, a Conab apontou aumento na produção total de milho no Brasil. O reajuste positivo em julho – tanto em relação ao relatório de junho/25 quanto ao de julho/24 – se deve às maiores produções esperadas para as primeira e segunda safras.

A segunda safra 2024/25 foi reajustada pela Conab para 104,53 milhões de toneladas, aumento de 16% em relação à temporada anterior e um recorde da série histórica da Conab, iniciada em 1976/77. Essa melhora na produção é reflexo do aumento da produtividade em quase todos os estados produtores.

Para a primeira safra, as boas condições climáticas e o aumento na produtividade também impulsionaram a produção, que foi estimada neste mês em 24,91 milhões de toneladas, 8,5% superior ao ciclo anterior. Quanto à terceira safra, a produção poderá superar em 1,4% a anterior, totalizando 2,51 milhões de toneladas.

No agregado, a Conab estima produção de 131,97 milhões de toneladas de milho na temporada 2024/25, consolidando o aumento de 14,3% em relação ao ano anterior (2023/24) e a maior colheita da história. Com os atuais avanços na produção, a Conab elevou a estimativa de exportação, agora prevista em 36 milhões de toneladas, acima das 34 milhões de toneladas estimadas em junho, mas abaixo das 38,5 milhões de toneladas escoadas em 2023/24.

A Conab prevê consumo interno de 89,75 milhões de toneladas, impulsionado pela crescente produção de etanol de milho. Neste cenário de aumento na produção brasileira, o estoque final seria de 9,54 milhões de toneladas em janeiro/26, bem superior ao da temporada anterior, que foi de 1,85 milhão de toneladas. Em termos globais, estimativa do USDA mostra produção e o consumo da temporada 2024/25 em respectivos 1,26 bilhão de toneladas e 1,27 bilhão de toneladas; e o estoque de passagem, em 272,08 milhões de toneladas. Especificamente para os Estados Unidos, estimativas indicam produção de 398,92 milhões de toneladas, abaixo do apontado no relatório do mês anterior (de 401,84 milhões de toneladas), mas, ainda assim, um recorde, segundo o USDA.

CAMPO – A colheita da segunda safra avançou por todas as regiões em julho, chegando a média nacional 75,2% até o dia 2 de agosto, mas ainda abaixo dos 91,32% registrado ne mesmo período de 2024 e inferior ao 77,6% da média dos últimos cinco anos, segundo a Conab.

No Paraná, a Seab/Deral indica que 75% da área havia sido colhida até 4 de agosto, abaixo dos 92% do ano anterior. Apesar de problemas climáticos, como geadas, ondas de calor e pontuais casos de pragas durante o desenvolvimento, a Seab/Deral apontou que a produção estadual deve ser de 17,06 milhões de toneladas, ante as 16,8 milhões estimadas inicialmente, o que caracterizaria como a maior safra deste estado.

Em Mato Grosso, a colheita se aproximou da reta final e, com boa produtividade e problemas logísticos, agricultores encontraram dificuldade no armazenamento do cereal. Até o dia 1º de agosto, 96,38% da área estadual havia sido colhida, atraso de 3,53 p.p. em relação ao ano anterior conforme o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). Em Mato Grosso do Sul, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) indicou que 31,6% da área estadual havia sido colhida até o dia 25 de julho.

INTERNACIONAL – Nos Estados Unidos, os preços acumularam quedas em julho, refletindo as condições favoráveis à safra norte-americana e o avanço da colheita no Brasil. Com isso, os contratos Set/25 e Dez/25 recuaram 3,7% e 2,7% entre 30 de junho e 31 de julho, passando para US$ 3,94/bushel (US$ 155,11/t) e a US$ 4,1375/bushel (US$ 162,88/t), respectivamente, no dia 31. O USDA apontou que, até o dia 3 de agosto, 73% da safra de milho dos Estados Unidos estava em condição entre boas ou excelentes, acima dos 67% registrados no mesmo período de 2024. Na Argentina, a colheita alcançou 88% da área nacional até o dia 31, segundo dados da Bolsa de Cereales.

Confira o Agromensal do Milho de Julho/2025 completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS JULHO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.

O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.

A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.

“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.

O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.

Mercado físico da soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 128
  • Santa Rosa (RS): R$ 129
  • Cascavel (PR): R$ 124
  • Rondonópolis (MT): R$ 114
  • Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
  • Rio Verde (GO): R$ 117
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 135

Mercado atacadista

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.

O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.

O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.

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Sustentabilidade

Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

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Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.

Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.

Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).

Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Adaptado: Forcelini (2010)

Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.

Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.



Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.

REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

 

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

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Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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