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Feira debate tecnologia e geopolítica do agro

A referência é ser a principal vitrine de tecnologia, inovação e genética de ponta da bovinocultura leiteira do país. Na prática, a feira vai muito além e abre cada vez mais espaço para discutir outras cadeias produtivas, como de grãos, por exemplo. Começou ontem (05) a Agroleite 2025, exposição feira agropecuária que completa 25 anos.
A cooperativa Castrolanda, idealizadora do evento, espera receber mais de 170 mil visitantes e movimentar negócios na ordem de R$ 500 milhões no quatro dias de evento (5 a 8/agosto), que acontece, em Castro, Região dos Campos Gerais do Paraná, município conhecido com a Capital do Leite.
O Castrolanda ExpoCenter, local onde ocorre o Agroleite, foi ampliado este ano para receber 370 expositores e mais de 650 animais. Gustavo Viganó, gerente do Agroleite, cita a presença de juízes internacionais no julgamento das raças holandeses e Jersey e a presença forte da ovinocultura, com perto de 100 animais. Ele destaca a importância da evolução genética dos rebanhos representados na na feira, o que define a região como a ‘meca do leite’.
Entre os pontos altas do Agroleite está a programação técnica, com fóruns, plenárias e painéis que abordam os principais desafios do agronegócio moderno, com destaque para a geopolítica, tema que neste momento impacta produção e mercado, doméstico e internacional. Genética, nutrição e sustentabilidade também estão entre os assuntos em debate.
O vice-presidente da Castrolanda Armando Carvalho ressalta que todos os temas estão ligados aos negócios da cooperativa não só do leite, mas também suinocultura e agricultura com abordagens atuais como gestão de pessoas e mão-de-obra, “um dos principais gargalos hoje nas propriedades.” Ele também chama atenção para as discussões geopolíticas do cenário econômico em relação a logística e carga tributária.
Fórum Agro
Na quinta-feira (07) será realizado o Fórum Agro 2025. Com a presença do governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Jr e do presidente da Ocepar José Roberto Ricken, além de deputados federais da Frente Parlamentar da Agropecuária o painel vai discutir produção, agroindústria e mercado, sob a perspectiva geopolítica que impacta o comércio internacional. Também participam do fórum especialistas e pesquisadores de temas como crédito, política agrícola e ocupação territorial.
O Fórum é uma realização do Canal Rural com o Grupo Calpar e apoio da Cooperativa Castrolanda e Sistema Ocepar. O evento será na plenária principal da Arena Conexão e terá transmissão ao VIVO pela TV e Youtube do Canal Rural para todo o Brasil.
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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.
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No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.
As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.
No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.
Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.
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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.
Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.
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O maior patrimônio do agro
O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.
Essa conquista não pode ser colocada em risco.
O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.
Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.
A legislação não é o problema
Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.
Não impede.
A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.
Então, por que a população continua aumentando?
Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.
O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.
É hora de mudar a estratégia
Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.
O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.
Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.
O custo da omissão
O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.
Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.
Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.
Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.
E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.
Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.
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A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.
Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
Com informações de Estadão Conteúdo.
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