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5 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Tarifaço de Trump: produtores de MT deixam EUA fora da rota de exportação da carne bovina e buscam novos países

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A produção da carne bovina mato-grossense que seria exportada aos Estados Unidos deverá ser redirecionada para outros países após o presidente Donald Trump assinar o decreto que eleva a tarifa sobre produtos brasileiros para 50%, nesta quarta-feira (30). De acordo com o Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), a estratégia é manter a produção e ampliar parcerias comerciais com a Coreia do Sul, Vietnã e Japão (entenda mais abaixo).

Atualmente, Mato Grosso exporta cerca de 12% de carne bovina aos Estados Unidos. O país norte-americano fica atrás apenas da China, principal comprador internacional, que concentra mais de 40% das aquisições.

No primeiro semestre deste ano, os Estados Unidos foram o segundo maior destino da carne bovina brasileira, com 13,69% do volume total exportado. Em relação a Mato Grosso, 7,20% das exportações de carne tiveram como destino o mercado americano, o que corresponde a quase 37 mil toneladas e cerca de 119 milhões de dólares em faturamento.

Novas negociações

À imprensa vice-presidente do Sindifrigo, Luiz Antonio Freitas Martins, informou que as indústrias frigoríficas de Mato Grosso, em articulação com o Governo Federal e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão em negociação com novos mercados internacionais.

“Essas são alternativas que a gente vai correr atrás para compensar esse volume que vamos perder com os Estados Unidos. Basicamente, com um tarifaço de 50%, inviabiliza totalmente a operação”, explicou.

De acordo com o vice-presidente, Vietnã, Coreia do Sul e Japão ainda não importam carne bovina do Brasil. Isso ocorria porque o país não era reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação, o que impedia as exportações para esses mercados.

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No entanto, essa barreira foi superada há dois meses, com o Brasil sendo reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação. Com isso, o setor vê a possibilidade de avançar nas negociações e abrir esses mercados, considerados estratégicos e importantes para o país.

Conforme a Sindifrigo, as exportações de carne bovina para os EUA não devem gerar prejuízos imediatos ao setor em Mato Grosso, pois o anúncio da tarifa foi feito com antecedência, o que permitiu às indústrias ajustarem a produção e embarcarem os produtos dentro do prazo.

A produção destinada especificamente ao mercado norte-americano, que possui características diferentes, foi interrompida há cerca de 10 dias, antes do fim do prazo, evitando excedentes nos frigoríficos.

“Vamos buscar novos mercados, aumentando a participação e share em um mercado para compensar esse volume que a gente perdeu. Então, o primeiro momento é esse impacto, mas eu acredito que no médio curto e médio prazo a gente consiga reverter e recuperar esse volume em outros mercados”, ressaltou.

Movimentação no mercado interno

 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, apesar de o Brasil exportar para diversos países, não há outro mercado capaz de absorver, sozinho, as 400 mil toneladas previstas para os EUA. Parte da produção será redirecionada para o mercado interno ou outros destinos, mas com dificuldades logísticas e preços menos vantajosos.

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“Brasil exporta para diversos países, mas nessa quantidade, cerca de 400 mil toneladas que nós íamos exportar esse ano e o produto específico que nós estávamos pensando em exportar, não existe nenhum mercado que absorva tudo isso. Então, uma parte ficará no mercado interno, outra enviamos para outros destinos mas com dificuldades de preço e logística, que era um mercado tão atrativo como era os Estados Unidos”, pontuou.

Aumento no preço da carne bovina — Foto: Mary Winchester/Unsplash

Aumento no preço da carne bovina — Foto: Mary Winchester/Unsplash

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Pane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado

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Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

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Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

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O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

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Agro MT