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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

O caminho para a lucratividade e sustentabilidade na lavoura de soja – MAIS SOJA

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O cenário atual da agricultura enfrenta desafios cada vez mais complexos, impulsionados principalmente por mudanças no uso da terra, como a expansão agrícola para áreas com aptidão produtiva, aumentando os desafios no ponto de vista ambiental e de produção (Amini et al., 2020; Marin et al., 2022).

A Equipe FieldCrops junto com produtores, pesquisadores, professores, alunos, consultores e empresas privadas, iniciou na safra 2020/2021, o Soybean Money Maker: a revolução da sustentabilidade na lavoura de soja, com o objetivo de gerar informações para fornecer diretrizes técnicas e ambientalmente aceitáveis para maximizar a produtividade em cada hectare agricultável através da intensificação sustentável.

No Soybean Money Maker (SMM), o diagnóstico do nível de sustentabilidade de uma lavoura compreende: um pilar econômico, entendendo que a agricultura deve ser uma atividade atrativa para quem produz, um pilar ambiental, compreendendo que a agricultura deve ser realizada garantindo um meio ambiente saudável para viver e produzir e um pilar social, assegurando a produção de alimentos sem comprometer o bem-estar das futuras gerações (Figura 1).

Figura 1. Estrutura conceitual para avaliar a sustentabilidade na produção de soja nos pilares econômico, ambiental e social das lavouras do Soybean Money Maker.
Fonte: Equipe Field Crops

Entendendo que a agricultura é uma atividade essencialmente econômica, o SMM realizou uma análise da relação entre produtividade e lucro desde as safras agrícolas 2020/21 até 2024/25, avaliando ao total 329 lavouras e revelando uma tendência linear e positiva entre os dos fatores, de modo que conclui-se que o caminho para a lucratividade está principalmente na busca por altas produtividades levando em conta o potencial produtivo da lavoura, no entanto, a lucratividade não é uniforme entre as safras, já que vai ser influenciada principalmente pelo preço de venta da soja (Figura 2).

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Figura 2. Relações lineares entre produtividade e lucro líquido de 329 lavouras de soja participantes do Soybean Money Maker da safra 2020/2021 a 2023/2024.
Fonte: Equipe Field Crops

Na figura 3, observe-se a relação entre custo total de produção e lucro líquido, onde na maior parte das safras não existiu uma relação entre esses dois fatores, diante esse cenário, se pode inferir que a lucratividade não está diretamente relacionada com maiores ou menores custos de produção, mas sim aos “custos otimizados”. Refletindo a importância de os produtores realizarem diagnósticos nas suas lavouras, para identificar os principais fatores que limitam sua produtividade, e com base nisso realizar um investimento de forma estratégica. Ou seja, o segredo para a alta lucratividade, não é investir mais ou menos, mas em fazer diagnóstico e investir certo.

Figura 3. Relações lineares entre custo total de produção e lucro líquido de produção de 329 lavouras de soja participantes do Soybean Money Maker da safra 2020/2021 a 2023/2024.
Fonte: Equipe Field Crops


Referências bibliográficas.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2022

WINCK, J. E. M., et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025



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Sustentabilidade

Bradyrhizobium e Trichoderma são compatíveis para coinoculação? – MAIS SOJA

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Em função dos inúmeros benefícios associados ao uso de bioinsumos na cultura da soja, a adoção de produtos biológicos, especialmente aqueles à base de microrganismos, tem crescido de forma expressiva na produção agrícola. Entre os principais grupos utilizados, destacam-se as bactérias do gênero Bradyrhizobium, amplamente reconhecidas por sua elevada eficiência na fixação do nitrogênio (N) atmosférico, sendo capazes de suprir integralmente a demanda de N da soja por meio da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Paralelamente, fungos do gênero Trichoderma têm sido amplamente empregados devido ao seu papel como promotores de crescimento vegetal, indutores de resistência sistêmica e agentes de biocontrole de patógenos.

Com o objetivo de otimizar as práticas operacionais, especialmente no que se refere à aplicação desses bioinsumos, é comum que ambos os microrganismos sejam utilizados de forma conjunta, seja no tratamento de sementes (coinoculação), seja na aplicação no sulco de semeadura (figura 1).  No entanto, essa prática levanta questionamentos quanto à interação entre esses organismos, incluindo possíveis efeitos de sinergismo ou antagonismo, bem como seus reflexos sobre a eficácia agronômica.

Figura 1 Sistema de inoculação no sulco de semeadura.

Fonte: Embrapa
Integração entre Bradyrhizobium e Trichoderma

A interação entre fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja tem sido tema de questionamento. Pesquisas demonstram que, no geral, há predominância de compatibilidade biológica e potencial de atuação complementar. Estudos indicam que a coinoculação desses microrganismos, na maioria das combinações avaliadas, não compromete a nodulação nem o desenvolvimento inicial da cultura, podendo inclusive resultar em na melhoria de atributos fisiológicos da planta, como melhor crescimento e desenvolvimento radicular, além de contribuir para um melhor estabelecimento inicial da soja (Cadore, et al., 2020).

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Avaliando 24 linhagens de Trichoderma em coinoculação com Bradyrhizobium, Sales (2023) observou que a maioria dos isolados não compromete a nodulação nem o desenvolvimento da soja, evidenciando ausência de antagonismo significativo. Em alguns casos, inclusive, foram observadas respostas positivas no crescimento vegetal, possivelmente associadas à promoção do sistema radicular.

Embora efeitos negativos pontuais possam ocorrer, estes estão relacionados a características específicas de determinadas linhagens, não representando o comportamento predominante. Assim, os resultados obtidos por Sales (2023) indicam que o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium é tecnicamente viável, desde que consideradas as combinações de estirpes.

Em termos práticos, as evidências disponíveis indicam que a interação entre Trichoderma spp. e bactérias do gênero Bradyrhizobium é, de modo geral, favorável ou neutra. Esse padrão reforça a predominância de compatibilidade biológica entre esses microrganismos. No entanto, ainda são necessários estudos mais direcionados que permitam quantificar, de forma consistente, a magnitude dessas interações, especialmente considerando as principais linhagens de Trichoderma utilizadas no tratamento de sementes de soja.

Ainda assim, estudos como o de Silva et al. (2018) demonstram que a coinoculação de bactérias do gênero Bradyrhizobium com fungos do gênero Trichoderma pode promover incrementos na produtividade da soja, no índice de nodulação e na redução da incidência de doenças, evidenciando o potencial dessa interação em atuar de forma positiva no desenvolvimento da cultura. Dessa forma, o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja mostra-se tecnicamente viável e agronomicamente justificável, desde que fundamentado na seleção criteriosa de estirpes compatíveis.


Veja mais: Trichoderma – Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo


Referências:

CADORE, L. S. et al. TRICHODERMA AND Bradyrhizobium japonicum BIOFORMULATES ON SOY INITIAL GROWTH. Ciência e Natura, 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura/article/view/e23%27/pdf >, acesso em: 05/05/2026.

SALES, R. F. TESTE DE COMPATIBILIDADE DO BRADYRHIZOBIUM JAPONICUM COM 24 LINHAGENS DE TRICHODERMA SPP NA SOJA (Glycine max). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Trabalho de Conclusão de Curso, 2023. Disponível em: < https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/6874/1/TESTE%20DE%20COMPATIBILIDADE%20DO%20BRADYRHIZOBIUM%20COM%2024%20LINHAGENS%20DE%20TRICHODERMA%20NA%20SOJA%20%28Glycine%20max%29.pdf >, acesso em: 05/05/2026.

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SILVA, I. W. et al. Growth Promoting Microorganisms for Treatment of Soybean Seeds. Journal of Agricultural Science, 2028. Disponível em: < https://www.ccsenet.org/journal/index.php/jas/article/view/74033?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 05/05/2026.

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Sustentabilidade

Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão

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Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

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Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

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Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

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A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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