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22 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Queda nos preços de soja: veja a única região onde o preço subiu no início desta semana

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O mercado físico brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e preços pressionados. Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, os agentes de mercado mantiveram posturas distantes nas negociações, o que travou os negócios em diversas regiões.

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“Em Rio Grande (RS), até houve algumas oportunidades pontuais de venda, mas o forte recuo na Bolsa de Chicago (após três sessões de alta) limitou o ímpeto comprador”, avalia. O dólar chegou a oferecer algum alívio nos preços pela manhã, mas perdeu força ao longo do dia. A combinação com prêmios fracos acabou resultando em queda nos preços do físico.

Já no interior do país, as cotações se mantiveram firmes, sustentadas pelo basis local. O produtor segue resistente em aceitar os valores propostos pela indústria, que estão abaixo da paridade de exportação em muitas praças. Com isso, os vendedores reduziram ainda mais suas ofertas, ampliando o spread e deixando o mercado ainda mais travado.

Cotações

  • Passo Fundo (RS): caiu de 133,00 para 132,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 134,00 para 133,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 140,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): caiu de 132,00 para 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de 140,00 para 139,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 120,00 para 121,00
  • Dourados (MS): caiu de 127,00 para 125,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 123,00 para 122,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. Apesar da confirmação de temperaturas elevadas no cinturão produtor dos Estados Unidos, estas devem vir acompanhadas de chuvas, garantindo a boa evolução das lavouras.

As previsões indicam um padrão climático sem grandes extremos nas próximas semanas nos Estados Unidos. “Há previsões de chuvas, um pouco mais irregulares nesse momento, mas há sim chuvas quase que diárias em vários pontos do Meio-Oeste americano”, afirma o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.

Mesmo com a expectativa de calor no final de julho e início de agosto, ele descartou riscos para a produção agrícola norte-americana. Há bastante umidade no solo e, então mesmo com as ondas fortes de calor, isso não traz problema para a safra. O cenário deve ser oposto de estresse hídrico, que poderia causar prejuízos. “A tendência é de chuvas dentro de uma normalidade. Está em pleno verão, então é esperado muito calor”, completou.

Santos concluiu afirmando que, apesar da expectativa de uma breve pausa nas chuvas nos Estados Unidos no início de agosto, a precipitação deve retornar logo em seguida. “Uma semana de tempo seco é formidável para a realização dos tratos culturais. O mercado pode até reagir a essa previsão, mas não há risco de quebra de safra. Pelo contrário, a safra vai ser muito boa este ano”, destacou.

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Além disso, no final da tarde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o seu relatório com os dados de evolução das lavouras americanas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 12,75 centavos de dólar ou 1,24%, a US$ 10,15 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,26 por bushel, perda de 9,75 centavos ou 0,94%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 3,50, ou 1,27%, a US$ 270,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 56,07 centavos de dólar, com ganho de 0,25 centavo ou 0,44%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,5650 para venda e a R$ 5,5630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5504 e a máxima de R$ 5,6114.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Em meio a incertezas quanto à safra, cotações seguem em alta – MAIS SOJA

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Os preços do trigo continuam subindo no Brasil, em um cenário de incertezas sobre a safra de 2026, principalmente quanto à qualidade dos grãos, ao rendimento e ao volume a ser produzido.

De acordo com o Cepea, o clima desfavorável ao longo do ciclo, marcado pelo excesso de chuvas, pelo aumento da umidade do solo e pela ocorrência de doenças em diversas regiões, tem comprometido o desenvolvimento das lavouras e, em algumas localidades, tem resultado em qualidade inferior à esperada.

Segundo pesquisadores do Cepea, triticultores já haviam se mostrado desestimulados a investir na cultura na safra de 2026, o que resultou em redução tanto da área cultivada quanto da produção. Com o avanço da colheita, os efeitos das condições climáticas sobre as lavouras vêm reforçando as incertezas, com relatos de redução do PH, da força do glúten e do Falling Number (teste que mede a qualidade do trigo para a farinha de panificação).

No Paraná e em São Paulo, colaboradores do Cepea já relatam presença de trigo dos tipos 2 e 3 nos lotes colhidos, e menor disponibilidade do tipo 1, o que pode, consequentemente, aumentar a dependência de importações para atender ao consumo doméstico.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Quanto custa produzir soja? Calculadora ajuda produtor a estimar custos antes do plantio – MAIS SOJA

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A Aprosoja/MS disponibiliza uma nova ferramenta gratuita que permite calcular o custo de produção, comparar os dados com a média estadual e visualizar o ponto de equilíbrio e a margem da atividade.

A Calculadora de Custo e Margem foi desenvolvida para uso pelo celular e pode ser acessada diretamente pelo produtor. A ferramenta funciona offline e permite realizar os cálculos mesmo sem conexão com a internet.

Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, conhecer os custos antes do plantio permite ao produtor trabalhar com informações da própria propriedade e ter uma referência para as decisões da safra.

“O produtor precisa conhecer o custo da própria lavoura para tomar decisões antes de plantar. A média estadual é uma referência importante, mas cada propriedade tem uma realidade. A calculadora permite colocar os dados da própria produção, entender o ponto de equilíbrio e visualizar a margem esperada para a safra”.

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Segundo Gabriel, a ferramenta também aproxima o produtor das informações produzidas pela Associação.

“O produtor pode acessar pelo celular, inserir as informações da sua propriedade e comparar o resultado com os dados levantados pela Aprosoja/MS para Mato Grosso do Sul. É uma forma de levar a análise econômica para dentro da propriedade”.

Ferramenta gratuita

O acesso à calculadora é gratuito e pode ser feito pelo celular. O produtor deve informar os dados solicitados para obter a previsão do custo de produção, a comparação com a média da Aprosoja/MS, o ponto de equilíbrio e a margem estimada.

A ferramenta foi desenvolvida para funcionar offline, permitindo o uso também em locais sem conexão com a internet. O produtor pode realizar o cálculo diretamente pelo aparelho e utilizar os resultados como referência para o planejamento da safra.

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“O aplicativo permite ao produtor realizar uma análise completa do seu custo de produção, identificando os principais pontos de gasto e os itens que demandam maior atenção. Com essas informações, ele obtém maior clareza sobre a composição dos custos, facilitando o acompanhamento, o planejamento e a tomada de decisões, tanto no início quanto ao longo de toda a safra”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes.

Acesse a calculadora aqui.

Custo de Produção

 Segundo o Estudo Técnico “Custo de Produção da Soja — Safra 2026/2027”, elaborado pela Aprosoja/MS, produzir um hectare de soja custa, em média, R$ 5.024,82.

Considerando o preço médio de R$ 119,52 por saca, o produtor precisa colher 42,04 sacas por hectare para cobrir todos os custos da atividade.

Os insumos continuam sendo o principal componente da conta. Eles representam R$ 3.078,63 por hectare, o que representa 61,27% do custo total.

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Dentro desse grupo, os fertilizantes são responsáveis por R$ 1.367,31 por hectare, enquanto os defensivos somam R$ 1.071,42. As sementes representam outros R$ 542,50 por hectare.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Expansão de usinas cria nova alternativa de comercialização para o milho produzido em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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De acordo com estudo publicado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), a expansão da indústria de etanol de milho está mudando a dinâmica da cadeia produtiva de grãos. Desde a instalação da primeira usina, em 2022, o Estado passou a contar com uma nova alternativa para o consumo da produção de milho, fortalecendo a industrialização dentro do próprio território e criando um mercado de grande escala para os produtores.

Na safra 2024/2025, Mato Grosso do Sul cultivou mais de 2 milhões de hectares de milho, com produção de 13,9 milhões de toneladas. No mesmo período, aproximadamente 2 milhões de toneladas foram exportadas, enquanto a expansão das usinas passou a absorver uma parcela crescente da produção estadual.

Atualmente, três unidades de etanol de milho, localizadas em Dourados, Sidrolândia e Maracaju, estão em operação. Uma nova unidade está em implantação em Nova Alvorada do Sul, com proposta de integrar a produção de etanol de milho à estrutura de uma usina de cana-de-açúcar.

 De acordo com os dados apresentados no estudo, o Brasil passou de 18 usinas de etanol de milho em operação, em 2023, para 29 na safra 2025/2026. Mato Grosso do Sul responde por cerca de 20,9% da produção nacional, com 2,128 bilhões de litros estimados para a safra 2025/2026, ocupando a segunda posição entre os estados produtores.

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Para o produtor, um dos principais efeitos desta expansão é a ampliação das possibilidades de comercialização. Em anos anteriores, a produção da segunda safra era direcionada principalmente para exportação e para as fábricas de ração.

“A instalação das usinas acrescenta um novo comprador de grande porte dentro do próprio estado, criando uma terceira alternativa de comercialização para o grão. Além disso, a proximidade entre as lavouras e as indústrias pode reduzir a distância percorrida pelo milho e, consequentemente, a exposição aos custos logísticos das operações de longa distância”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Segundo levantamento citado no estudo, cerca de 80% da produção agrícola de Mato Grosso do Sul é transportada por rodovias. Em determinadas rotas de exportação, o custo do frete pode representar parcela significativa do valor do milho. A comercialização para uma indústria instalada próxima à região produtora pode alterar essa composição logística.

A verticalização não se limita à produção de etanol. As usinas utilizam o milho no processo de moagem seca e obtêm diferentes produtos a partir do mesmo grão.

Além do etanol, são produzidos DDG ou DDGS, óleo de milho e CO₂ industrial. Os subprodutos atendem mercados como alimentação animal, indústria de alimentos, biodiesel e bebidas. A utilização de diferentes componentes do milho amplia os mercados associados à produção e à indústria.

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O DDG, em especial, ganhou espaço na pauta de exportações de Mato Grosso do Sul. Em 2025, o estado produziu 1,4 milhão de toneladas do produto, das quais 1,15 milhão de toneladas foram exportadas para países como Nova Zelândia, Turquia e Vietnã. Também foram registrados os primeiros embarques para a China.

Esse modelo amplia a participação do milho na economia estadual. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária citados no estudo mostram que o milho apresentou alta de 88,1% no Valor Bruto da Produção agropecuária de Mato Grosso do Sul em 2025, passando a representar 16,8% do VBP estadual.

Impactos na economia regional

A expansão das usinas também movimenta atividades ligadas à logística, armazenagem, manutenção industrial, prestação de serviços e fornecimento de insumos.

O setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul, formado por usinas de cana e milho, está presente em 42 municípios e gera cerca de 33 mil empregos diretos. No caso das novas plantas de milho, a construção da unidade de Nova Alvorada do Sul deve envolver aproximadamente 2 mil trabalhadores, enquanto a operação da unidade de Maracaju já soma 150 empregos diretos e cerca de 600 indiretos.

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Logística como próximo desafio

A expansão industrial também aumenta a necessidade de infraestrutura para movimentação de grãos e dos produtos resultantes do processamento.

O estudo aponta a Rota Bioceânica como uma alternativa estratégica para os próximos anos, especialmente para o escoamento de produtos como o DDG para mercados asiáticos. A previsão é de que o corredor conecte Mato Grosso do Sul aos portos do Pacífico, no Chile, ampliando as possibilidades de acesso a mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, o aumento da capacidade industrial eleva a demanda por milho. O estudo aponta que a competição pelo grão entre as usinas de etanol e as fábricas de ração tende a aumentar com a entrada de novas plantas. Nesse cenário, a expansão da produtividade e da oferta de milho passa a ser um dos pontos de atenção para acompanhar o crescimento da indústria.

Perspectiva de expansão

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Com a expansão das plantas, Mato Grosso do Sul passou, em pouco mais de quatro safras, de nenhuma usina de etanol de milho em operação para a segunda posição entre os maiores produtores nacionais.

Para o produtor de grãos, o principal efeito econômico está na diversificação dos canais de comercialização. Para o estado, o avanço da indústria amplia a necessidade de infraestrutura e cria oportunidades para transformar uma parcela maior da produção agrícola dentro de Mato Grosso do Sul.

O Estudo “Verticalização da Produção: Etanol de Milho”, pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE
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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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