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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Água em soja – MAIS SOJA

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A maior parte da biomassa das plantas está constituída por água, por exemplo, na soja aproximadamente 70-90% da sua massa esta constituída de água, variando segundo o estágio de desenvolvimento, sendo essencial nos processos fisiológicos e bioquímicos (Taiz et al., 2017). No estabelecimento da lavoura (desde a semeadura até o V2), um dos principais componentes de produtividade está sendo definido, o número de plantas por área, por isso, essa fase é muito sensível ao déficit ou excesso hídrico.

A demanda hídrica na cultura da soja pode atingir valores de 9mm por dia em condições potencias, coincidindo entre a fase de floração (R1) e enchimento de grãos (R5) (Figura 1), no entanto, essa demanda depende principalmente do fechamento do dossel mais do que do estágio de desenvolvimento visto que tem uma relação entre o Indice de área foliar (IAF) e a transpiração, portanto, o coeficiente máximo da cultura (Kc) é atingido no momento em que o IAF está superior ao IAF critico (quantidade de folhas necessárias para ocorrer a interceptação do 95% da radiação solar), e não em um estádio de desenvolvimento específico.

Figura 1. Evapotranspitação real (ETr) da cultura (simulação com modelo DSSAT – CROPGRO) representada nas colunas e o coeficiente de cultura (Kc) da FAO na linha preta, em relação aos estágios de desenvolvimento da soja.
Fonte: Equiep Field Crops

Ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura, uma lavoura com potencial de produtividade de 6,0 t ha-1 necessita de aproximadamente 800mm de água, no entanto, além da quantidade também é importante a distribuição das chuvas e/ou irrigações ao longo do ciclo, sobretudo na fase de enchimento de grãos (R5). De maneira geral, para cada milimetro de água durante o ciclo, se for aproveitado com a máxima eficiência, é possível produzir aproximadamente 9kg grão (Zanon et. al., 2016).

Já em estudos realizados por Tagliapietra et. al. (2021), a demanda total de água aumenta com o aumento do GMR, isso devido à duração do ciclo. Os valores de exigência de água para a região Sul do Brasil para cultivares com GMR ≤ 5.5 é de 765mm, para GMR 5.6 a 6.4 é 830mm e para GMR ≥ 6.5 seria 875mm (Figura 2), dessa maneira, cultivares de menor ciclo apresentam maior eficiência no uso da água.

Figura 2. Produtividade da soja (t ha-1) em relação ao suprimento de água (mm) durante a estação de cultivo (Semeadura – R7) da soja para GMR ≤ 5.5 (A), GMR 5.6 a 6.4 (B) e GMR ≥ 6.5 (C).
Fonte: Equiep Field Crops

Referências bibliografias.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2022

TAIZ, L., et al. Fisiologia e Desenvolvimento Vegetal. Porto alegre, ed 6. Artmed. 2017

WINCK, J. E. M., et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025

ZANON, A. J. et al. Climate and management factors influence soybean yield potencial in a subtropical environment. Agronomy Journal, v. 108, n.4, p. 1447-1454, 2016. Disponivel em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso: 13/07/2025

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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