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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Setor têxtil mundial vem ao Brasil para conhecer o modelo de produção do algodão do país – MAIS SOJA

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De 20 a 25 de julho, 15 representantes do setor têxtil global e de organizações ambientais com atuação internacional estarão no Brasil para conhecer, de perto, o modelo de produção do algodão brasileiro. Iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), através do programa de promoção internacional Cotton Brazil, a primeira edição do “Brazilian Cotton Dialogues” inclui visita a fazendas, algodoeiras e laboratórios distribuídos em cinco municípios de três estados brasileiros (Mato Grosso, Bahia e Goiás). 

A comitiva internacional é formada por representantes da International Textile Manufacturers Federation (ITMF), da Better Cotton e da IDH, além de executivos de marcas e grupos têxteis com atuação global, como IKEA, Premier Mills, Lacoste, Karsu e Glossy Impex. Consultores internacionais e líderes de empresas de certificação socioambiental também integram a delegação. 

Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o “Brazilian Cotton Dialogues” representa mais um importante passo no posicionamento internacional da pluma brasileira. “Será uma grande oportunidade de abrirmos as portas das nossas propriedades para mostrarmos, na prática, o modelo brasileiro de produção”, pontuou. 

Os 3 pilares do algodão brasileiro 

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Um dos principais objetivos do evento será mostrar aos clientes da fibra brasileira quais são os principais pilares que direcionam a produção no país, que são a rastreabilidade, a qualidade e a sustentabilidade.    

Ao todo, serão visitadas três fazendas nos municípios de Primavera do Leste (MT), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Cristalina (GO), onde os representantes poderão conhecer os processos da produção responsável do algodão brasileiro, que atualmente conta com certificação socioambiental para 85% da sua produção. Os visitantes também conhecerão as usinas de beneficiamento de algodão de cada unidade produtiva, etapa essencial para a rastreabilidade do algodão brasileiro. A partir dali todos os fardos ganham a etiqueta do Sistema Abrapa de Identificação (SAI).  

Além disso, haverá dois workshops técnicos, o primeiro deles acontecerá na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), em Cuiabá, e o outro será na sede da Abrapa, em Brasília (DF). Entre os temas dos workshops, será discutida a qualidade da pluma brasileira, momento em que os compradores serão atualizados sobre os resultados das análises laboratoriais e de todas as ações do setor cotonicultor que envolvem a melhoria da fibra nacional. Os clientes também poderão dar feedbacks que serão úteis para a otimização do produto nacional.  

“Construímos a programação para que todos possam vivenciar as diferentes realidades da cotonicultura brasileira, com ênfase nas práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e controle de qualidade”, explicou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.   

Diálogo com entidades internacionais  

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A ação faz parte das estratégias do Cotton Brazil, programa da Abrapa que promove o algodão brasileiro em escala mundial. Fernando Rati, gerente do programa, explica que a agenda inclui uma sessão de feedback entre a equipe da Abrapa e os participantes, para a troca de informações e esclarecimento de dúvidas. “Essa escuta é fundamental para mantermos o programa alinhado com as demandas da indústria têxtil, das marcas e das certificadoras de sustentabilidade”, explicou. 

Idealizado e coordenado pela Abrapa, o programa Cotton Brazil é realizado em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) com apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).  

Em números.  

De agosto de 2024 a junho de 2025, o Brasil exportou 2,708 milhões de toneladas de algodão. Embora ainda falte um mês para encerrar o ano comercial 2024/25, o País já superou a performance de 2023/24 (2,689 milhões de toneladas), quando assumiu a liderança na exportação de pluma. 

Fonte: Abrapa

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Sustentabilidade

Milho em MT: Exportações da Safra 24/25 Crescem 5%, mas Ritmo de Embarques Sofre Ajuste – MAIS SOJA

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A exportação de milho da safra 24/25 foi projetada em 25,00 mi t, avanço de 5,04% em relação à safra 23/24. No entanto, na messma revisão de mai/26, o instituto reduziu a estimativa em 3,85% frente ao relatório anterior, refletindo a menor expectativa para o ritmo de embarques entre abril e junho.

Até o momento, o estado exportou 23,86 mi t, restando cerca de 1,14 mi t para o cumprimento da projeção. Isso é influenciado por fatores como a queda do dólar, menores preços do milho e questões externas, como o conflito no Irã, que impactam o volume escoado por MT. Para a safra 25/26, a Imea estima exportações de 25,90 mi t, volume 3,60% superior ao projetado para a temporada anterior. No mercado interno, o consumo da safra 24/25 está estimado em 18,91 mi t, alta de 15,93% em relação à safra anterior, motivado pela expansão da produção de etanol de milho e pela maior demanda da indústria de ração. Para a safra 25/26 o consumo deve somar 20,72 mi t, avanço de 9,54% frente à safra 23/24.

Confira os principais destaques do boletim:
  • POSITIVO: na última semana, o preço do milho na CME – Group apresentou variação positiva de 2,25%, e fechou o período na média de US$ 4,64/bu, motivada pela alta demanda do milho americano.
  • AUMENTO: o preço da paridade de exportação para o contrato de julho fechou a semana na média de R$ 36,05/sc. A alta de 2,46% é explicada pela volta da valorização do dólar na semana.
  • INCREMENTO: na semana do dia 27/04, o valor do dólar compra Ptax fechou com alta em seu comparativo semanal de 0,21%, e finalizou o período a R$ 4,98/US$.
Em mai/26 o Imea manteve a área de milho da safra 25/26 em MT, projetada em 7,39 mi de ha.

Assim, a estimativa de área de milho da atual temporada está 1,83% maior que a da safra passada. Para a produtividade, a projeção cresceu 1,81% em relação ao mês anterior, atingindo 118,71 sc/ha. O melhor desempenho projetado está ligado às boas condições das lavouras, favorecidas pelas chuvas dos últimos três meses, que vêm beneficiando principalmente as áreas das regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste do estado. Na região Sudeste, ainda são necessários maiores volumes de chuva, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, mantendo o cenário regional indefinido.

Nesse contexto, de acordo com dados da NOAA, a perspectiva indica baixos índices hídricos nas próximas semanas nessas áreas, que se encontram em estágios iniciais de desenvolvimento. Por fim, diante da manutenção da área e do avanço na expectativa do rendimento obtido, a produção da safra 25/26 cresceu em MT, e ficou estimada em 52,65 mi de t.

Fonte: IMEA

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Sustentabilidade

Em tempos de nutrientes caros, usar calcário é uma das soluções mitigadoras, diz diretor do IAC – MAIS SOJA

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Os efeitos da guerra no Irã sobre o agronegócio brasileiro podem ser reduzidos. Uma das ações mitigadoras é a calagem, que, a partir do uso do calcário, amplia os efeitos dos fertilizantes, um dos principais meios de obtenção de nutrientes pelo solo.

A avaliação é do diretor da Divisão de Solos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Heitor Cantarella. Recentemente, o pesquisador utilizou o perfil do IAC no Youtube para apresentar alternativas para os agricultores brasileiros diante do encarecimento dos preços dos produtos que contêm nutrientes.

O Brasil tem jazidas abundantes de calcário na maioria dos estados. Cantarella lembrou ainda que o calcário não tem cotação em dólar e nem passa pelo Estreito de Ormuz, via marítima estratégica para o comércio global e que foi afetada pela guerra.

O diretor do IAC destaca ainda a análise de solo como ferramenta fundamental nesse período.

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Confira a apresentação de Heitor Cantarella.

Fonte: Abracal

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Sustentabilidade

IMEA: Safra 25/26 de algodão em MT tem queda na oferta e redução nos estoques finais – MAIS SOJA

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Em mai/26, o Imea divulgou a nova estimativa de Oferta e Demanda do algodão em pluma de Mato Grosso para a safra 25/26. Desse modo, a Oferta foi projetada em 3,45 milhões de
toneladas, redução de 3,92% em relação ao ciclo anterior. Parte desse decréscimo está vinculado à menor produção prevista, com queda de 15,91% no comparativo entre safras,
ficando estimada em 2,52 milhões de toneladas. Já a demanda foi projetada em 2,69 milhões de toneladas, incremento de 1,02% em relação à safra passada. Esse avanço está associado à maior estimativa de exportação para o ciclo, projetada em 2,04 milhões de toneladas.

Dessa maneira, os estoques finais ficaram projetados em 762,92 mil toneladas, retração de 18,07% ante a safra anterior. Por fim, desse total, estima-se que 743,42 mil toneladas já estejam vendidas, mas que devem ser escoadas somente no próximo ciclo.

Confira os principais destaques do boletim:

  • ALTA: o contrato jul/26 da Ice NY apresentou aumento de 0,62% em relação à última semana, sendo cotado na média de ¢ US$ 80,16/lp, impulsionado pela valorização do dólar.
  • APRECIAÇÃO: o preço pluma Cepea teve alta de 1,41% no comparativo semanal, acompanhando o mercado externo e a postura mais cautelosa dos vendedores no período de entressafra.
  • VALORIZAÇÃO: o preço do caroço de algodão em Mato Grosso registrou elevação de 1,26% frente à semana passada, ficando precificado na média de R$ 910,77/t.
Em mai/26, o Imea divulgou nova estimativa de safra para o algodão da temporada 25/26.

A área destinada à cotonicultura da safra 25/26 ficou projetada em 1,38 mi de hectares, representando redução de 3,33% em relação à estimativa anterior e 11,11% quando comparado ao consolidado do ciclo 24/25. Parte dessa redução está ligada às margens rentáveis da cultura apresentarem-se mais estreitas em relação aos anos anteriores, atrelada ao cenário de custos mais elevados.

Com isso, os cotonicultores tendem a reduzir a área de algodão, concentrando o cultivo nos melhores talhões e destinando os demais a outras culturas de segunda safra. Em relação à produtividade, houve incremento de 2,34% ante a estimativa passada, projetada em 297,69 @/ha, aumento relacionado às condições climáticas favoráveis, que têm proporcionado um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras. Por fim, a produção de algodão em caroço ficou prevista em 6,14 mi de t, redução de 16,04% em relação à safra passada.

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Fonte: IMEA



 

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