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11 de julho de 2026

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Produção agropecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 206,87 bilhões em 2025

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A terceira estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) para 2025, divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), projeta que o setor deve movimentar R$ 206,87 bilhões em Mato Grosso. O valor representa um crescimento expressivo de 19,65% em relação à projeção consolidada de 2024.

A agricultura é responsável pela maior fatia dessa estimativa, com R$ 162,40 bilhões, número que supera em 4,75% a previsão anterior e em 18,21% a última projeção de 2024. O destaque vai para a soja, que representa 56,91% do VBP agrícola e deve gerar R$ 92,43 bilhões. Esse resultado indica uma alta de 3,81% em relação à última estimativa e de 25,79% sobre a previsão do ano anterior.

O desempenho da oleaginosa é impulsionado principalmente pela expansão da área cultivada e pela produtividade elevada na safra 2024/25, que resultaram em uma produção recorde. No entanto, a queda de 4,34% no preço da soja limitou um crescimento ainda maior no VBP da cultura. Além disso, mais de 18% da produção ainda aguarda comercialização, e os preços praticados sobre esse volume remanescente podem impactar o valor final da receita gerada.

Já para a cultura do milho é apontado um avanço de 10,23% em relação à sétima estimativa de 2024. A projeção atual é de R$ 36,90 bilhões. O crescimento é sustentado, principalmente, pela perspectiva de uma nova safra recorde de com 54 milhões de toneladas. Esse cenário reflete tanto a expectativa de expansão da área plantada, quanto os ganhos esperados em produtividade.

O algodão também registra participação significativa no VBP agrícola de Mato Grosso. Com estimativa de R$ 28,07 bilhões em 2025, a cultura representa 17,28% do total do segmento. O montante é 3,97% superior à última projeção e 8,91% acima do valor estimado para 2024.

O aumento no algodão é atribuído à expansão da área de cultivo e à alta produtividade, a terceira maior da série histórica. Outro fator que contribuiu para o resultado foi a manutenção dos preços do caroço de algodão em patamares elevados no primeiro semestre deste ano. A colheita da safra 2024/25 acelerando no estado e a dinâmica do mercado nos próximos meses ainda podem influenciar o indicador.

Na pecuária, o VBP de 2025 é estimado em R$ 44,47 bilhões, um avanço de 25,22% em relação ao ano anterior. A bovinocultura de corte representa 85,27% desse total e deve movimentar R$ 38,23 bilhões, alta de 28,85%. A valorização da arroba do gado gordo, que passou por um movimento de recuperação de preços, e o aumento no volume de animais abatidos são os principais fatores que explicam esse desempenho positivo.


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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

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Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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