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6 de agosto de 2026

Business

Chicago fecha abaixo de 10 dólares; veja cotações pelo Brasil

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços pouco alterados nesta terça-feira (15). Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado teve poucas ofertas no dia, com players “de lado”.

A Bolsa de Chicago caiu para a soja e o dólar cedeu na maior parte do dia, então não houve melhoras nas cotações.

Silveira coloca que o preço interno ainda está firme, com o produtor procurando melhorar ainda mais o spread e a indústria efetivando poucos negócios, com margens ainda bem ruins. “Isso por conta do produtor, segurando a soja e forçando o basis local para cima”, comenta.

Preço médio da soja

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 132
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 132 para R$ 133
  • Porto de Rio Grande: passou de R$ 138 para R$ 137
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 131 para R$ 130
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 136,50 para R$ 136
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 119
  • Dourados (MS): continuou em R$ 120
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 121 para R$ 120

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. O mercado foi pressionado pela melhora nas condições das lavouras norte-americanas, aliada à previsão de clima favorável para o Meio Oeste nos próximos dias.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 13 de julho, 70% das lavouras americanas de soja estavam em condições boas ou excelentes, 25% em situação regular e 5% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os percentuais eram de 66%, 27% e 7%, respectivamente.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa), por sua vez, informou que o esmagamento de soja atingiu 185,709 milhões de bushels em junho, ante 192,829 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 185,195 milhões. Em junho de 2024, foram 175,599 milhões de bushels.

Contratos futuros da soja

Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar ou 0,59% a US$ 9,95 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,01 3/4 por bushel, perda de 5,25 centavos ou 0,52%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,40, ou 0,89%, a US$ 265,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 54,56 centavos de dólar, com ganho de 0,39 centavo ou 0,71%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,5586 para venda e a R$ 5,5566 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5345 e a máxima de R$ 5,6045.

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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

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Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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