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CNA realiza encontro para mapear custos da produção de leite

Nos dias 15 e 16 de julho, o projeto Campo Futuro, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realiza encontros com produtores rurais em Sergipe para levantar dados sobre os custos da produção de leite. A iniciativa, que conta com o apoio do Sistema Faese/Senar, busca construir um panorama técnico e econômico mais próximo da realidade vivida no campo.
O primeiro encontro será realizado no dia 15, às 8h, no escritório do Sebrae em Nossa Senhora da Glória. No dia seguinte, a reunião acontece no mesmo horário no escritório do Sebrae em Lagarto. As atividades são voltadas a produtores de leite e técnicos da cadeia produtiva, que participarão de painéis com representantes da CNA, do Senar e da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
Segundo Mikaele Alexandre, analista da área animal do Senar Sergipe, a proposta é ajudar o produtor a compreender melhor os custos da atividade leiteira, permitindo decisões mais eficazes para a gestão da propriedade. “Quando o produtor entende onde estão os gargalos e os custos mais altos, ele pode agir com mais eficiência”, destaca.
Durante os encontros, serão analisados itens como insumos, alimentação animal, mão de obra, manejo e outros fatores que influenciam diretamente no custo final do litro de leite. A metodologia do Campo Futuro valoriza a experiência prática dos produtores e a troca de informações entre técnicos e trabalhadores do campo.
O resultado do levantamento deve subsidiar políticas públicas e ações de apoio mais precisas ao setor, além de contribuir para o aprimoramento da gestão nas propriedades rurais sergipanas. A participação nos encontros é gratuita e representa uma oportunidade para os produtores ampliarem sua visão sobre a sustentabilidade econômica da atividade leiteira.
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Em meio a cortes, setor prevê ano difícil para o seguro rural

A indústria de seguros já faz as contas para mais um ano desafiador no segmento rural, em meio aos drásticos cortes da subvenção federal à contratação de cobertura securitária de áreas plantadas.
Em 2025, o governo bloqueou R$ 445,1 milhões do programa de subsídios, de R$ 1,06 bilhão previstos no orçamento original. A tesourada agravou os efeitos da escalada da Selic ao pico de 15% e de eventos climáticos extremos, que desenharam uma espécie de “tempestade perfeita” para o agronegócio.
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Para tentar aplacar o baque, o mercado intensificou a pressão pela retomada do apoio público, mas ainda enfrenta incertezas sobre a reconstituição dos recursos. Como resultado, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) agora prevê uma queda de 3,9% na arrecadação do setor com o seguro rural em 2026, após o tombo de 8,8% no ano passado, quando somou R$ 12,9 bilhões.
O desempenho esperado representa uma piora significativa em relação à expectativa anterior, de crescimento nominal de 2,3%. Também contrasta com a projeção de expansão de 5,7% nas receitas gerais com todas as linhas, o que sugere que os problemas estão concentrados no agro.
Além dos juros restritivos, a guerra no Irã imprime volatilidade aos preços das commodities e reduz as margens do produtor.
“Somando o custo de produção elevado e o endividamento em alta com a falta de apoio do governo, o produtor acaba não conseguindo comprar o seguro”, explica o presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Gláucio Nogueira Toyama, em entrevista ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
“Isso leva o mercado a adotar uma postura mais seletiva”, complementa.
Queda de braço com o governo
O cenário colocou o setor segurador em uma espécie de “queda de braços” com o governo. De um lado, as empresas ainda aguardam o pagamento de mais de R$ 300 milhões da subvenção prometida para 2025, que representa cerca de 70% do total, segundo Toyama.
As seguradoras também cobram previsibilidade para as dotações de 2026 e pressionam pela reversão dos cortes. De acordo com o executivo, ainda não houve uma reunião com o Comitê Gestor Interministerial para o Seguro Rural que definiria os parâmetros usados neste ano. “Estamos no escuro”, reclama.
Do outro lado do balcão, a gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alega restrições fiscais para justificar os bloqueios. No começo do ano, o petista vetou um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que blindava os recursos ao seguro rural contra o contingenciamento e o tornava uma despesa obrigatória. O governo afirma que a medida reduziria a flexibilidade na execução do orçamento. Procurado, o ministério da Agricultura não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Enquanto persiste a incerteza, o Brasil continua a registrar forte retração na proporção de cultivos cobertos por seguro. Segundo a CNSeg, a área agrícola segurada despencou de 13,7 milhões de hectares no começo desta década para pouco mais de 3 milhões em 2025, o que representa apenas 3,3% no total.
Para efeito de comparação, nos EUA, em torno de 227 milhões de hectares estão protegidos, conforme dados da National Crop Insurance Services Serviços Nacionais (NCIS, associação americana que representa o setor).
Ciclo vicioso
O principal risco gerado pela falta de acesso ao seguro rural é o de que se deflagre um “ciclo vicioso” no agronegócio, alerta o vice-presidente-executivo de Riscos e Operações na seguradora Newe Seguros, Rodrigo Motroni. Sem a cobertura, o produtor que enfrenta perdas não consegue renegociar dívidas, reduz investimentos e fica mais exposto na safra seguinte.
“O produtor que já tem custos muito alta precisa de ajuda estatal para fazer a contratação do seguro”, afirma o executivo. Para Motroni, o seguro rural precisa ser tratado como uma política de estado, que traga mais previsibilidade aos subsídios.
Ele também cita casos no exterior que comprovam a necessidade de um apoio público. “O programa de subvenção chinês investe algo da ordem de US$ 10 bilhões [no seguro rural] e a gente não consegue chegar nem a R$ 1 bilhão”, compara.
Nos últimos meses, o setor vem articulando em Brasília a criação de mecanismos para tornar a subvenção mais perene. A CNSeg propõe, em particular, a estruturação de fundo de estabilização, que permitiria compensar anos de alta sinistralidade e reduzir a volatilidade dos prêmios.
Congresso discute projeto de lei
O tema está em discussão no Congresso. Em dezembro, a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) aprovou um projeto de lei, de autoria da senadora Tereza Cristina, que busca impedir o contingenciamento de recursos do programa.
O texto propõe alterar a natureza da despesa com os subsídios, de discricionária para obrigatória. Também permite ao governo promover incentivos para a contratação do seguro, como juros mais baixos. “Esse projeto de lei vem para ajudar a criar mais previsibilidade”, comenta Motroni.
Toyama, da FenSeg, também considera a aprovação do projeto de lei importante para pavimentar a recuperação do seguro rural. Segundo ele, representantes do setor estão trabalhando diretamente com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Congresso, para evitar novos cortes na subvenção.
“Com isso, em 2027. possivelmente teremos uma melhora nas condições para os produtores”, destacou.
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Capital próprio avança no campo paulista e muda perfil financeiro do produtor, aponta ABMRA

Os produtores rurais paulistas vêm ampliando o uso de capital próprio e crédito rural para financiar atividades nas propriedades, o que indica mudanças no comportamento financeiro no campo. Dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural indicam que o uso de recursos próprios para capital de giro passou de 78%, em 2021, para 84%, em 2025.
No mesmo período, o crédito rural também ampliou participação entre as fontes de financiamento, passando de 8% para 17%.
O movimento também aparece na compra de equipamentos agrícolas, como tratores, colheitadeiras e implementos. Em 2021, 59% dos produtores utilizavam recursos próprios para esse tipo de investimento. Em 2025, o índice chegou a 79%.
Segundo a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), os dados apontam mudanças na gestão das propriedades e no processo de decisão do produtor.
“O produtor rural paulista está mais protagonista e criterioso nas suas decisões, inclusive financeiras. Para as marcas, isso exige uma comunicação mais conectada à realidade do campo, baseada em dados, confiança e entrega de valor”, afirma o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.
Mudança na gestão
A pesquisa aponta maior participação do produtor na condução financeira dos negócios e sinaliza mudanças na relação entre empresas do setor e o público rural.
Com maior presença do capital próprio no financiamento da atividade, cresce o peso da gestão e da tomada de decisão dentro das propriedades.
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Clima lidera preocupações
O levantamento também mostra que questões climáticas concentram atenção dos produtores paulistas.
Segundo a pesquisa, 99% dos entrevistados avaliam que mudanças climáticas terão impacto sobre a produção, seja por secas prolongadas, chuvas intensas ou variações de temperatura.
O clima aparece como principal preocupação para 68% dos produtores ouvidos. Na sequência estão custos de produção, com 41%, e comercialização, com 33%.
Barreiras para adoção de tecnologias
Apesar da percepção sobre a necessidade de adaptação, a pesquisa aponta obstáculos para adoção de tecnologias de manejo.
Entre os entrevistados, 28% classificam como altas ou muito altas as barreiras para implementar essas soluções. Entre os fatores citados estão o custo elevado, a falta de informação, a limitação de apoio técnico, o acesso restrito a recursos e as incertezas quanto aos resultados.
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Agrishow 2026 encerra com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios

A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, apresentou nesta sexta-feira (1º) o balanço final de sua 31ª edição. O evento registrou R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios, 22% a menos em relação ao ano anterior. Os números refletem os setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem.
A feira registrou 197 mil visitantes durante os cinco dias, número semelhante ao verificado na última edição. Nesta sexta-feira (1º), último dia da feira, os portões foram abertos mais cedo, às 7h30, para atender a grande demanda de público.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, os números apresentados na Agrishow 2026 refletem o cenário do setor.
Nesta quarta-feira (29), o presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, informou queda de 19,9% nas vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.
“Não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma o presidente da Agrishow João Marchesan.
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